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Danças Litúrgicas

A Igreja Presbiteriana do Brasil tomou decisões solenes quanto ao culto que prestamos a Deus, fazendo-nos lembrar dos preceitos das Escrituras, fielmente exarados em nossa Confissão de Fé e Catecismos.

Estas decisões foram oportunamente comunicadas a toda a denominação e mais recentemente reafirmou-se decisões anteriores, reafirmação que é hoje conhecida de todos os pastores, conselho e igrejas.

Não tem sido pouca a controvérsia gerada, contudo as decisões dos concílios da igreja são para serem obedecidas. Evidentemente, se qualquer decisão ferir preceitos claros das Escrituras, ficaremos com as Escrituras, mesmo sob pena de nos vermos em confronto com nossas autoridades eclesiásticas.

É este o tom de muitos que entraram em contato conosco na Secretaria Executiva. Pensei que seria de todo oportuno abrir um espaço para discutirmos a aplicabilidade e oportunidade desta decisão tão importante, que afeta a todos nós num ponto de vital importância, pois que tem a ver com o culto que prestamos a Deus.

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599 Respostas para “Danças Litúrgicas

  1. Giuliano Letieri Coccaro

    30 agosto, 2007 at 10:46 pm

    Que Deus abençõe e firme os passos da nossa amada IPB por viéis que coloquem-na em caminhos teologicamente aprumados. Parabéns pela decisão.

    No meu website mostro a incongruência da “dança litúrgica” baseada na dança de Davi em derredor da Arca da Aliança.

    Grande abraço,

    No amor de Cristo.

    Rev. Giuliano Coccaro – pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana Jardim de Oração – Santos/SP

     
    • MÁRIO SÉRGIO

      9 outubro, 2009 at 5:43 pm

      BOM DIA IRMÃOS,

      LAMENTO MUITO QUANDO VEJO IDEIAS LIBERAIS INFILTRAR EM NOSSA IGREJA. A QUESTÃO DA DANÇA EM SI EU NÃO ACHO NENHUM PROBLEMA, ACHO QUE TAMBÉM É UM MEIO DE GLORIFICAR A DEUS SEM DÚVIDA NENHUMA (COM DESCENCIA, CLARO; AGORA, COLOCAR COMO SENDO ATO LITURGICO É QUE NÃO CONCORDO. “CERTA VEZ UM AVIÃO (COMERCIAL) NA EPOCA DA GUERRA FRIA, O PILOTO ERROU O CALCULO DA ROTA EM 0,5 ° E ACABOU ENTRANDO EM TERRITORIO DA EX-UNIÃO SOVIÉTICA, ASSIM NÃO PUDERAM SE COMUNICAR POR ALGUM MOTIVO E ESSE AVIÃO ACABOU SENDO ABATIDO POR PELO EXERCITO SOVIÉTICO E DEZENAS DE PESSOAS MORRERAM POR UM PEQUENO ERRO DE CALCULO”
      ASSIM, DEVEMOS TER O CUIDADO, NÃO É PORQUE ESTAMOS NO SECULO XXI QUE PODEMOS MUDAR TUDO, TEMOS QUE SER MAIS TEMENTES A DEUS, DEUS NÃO ESTA NO SÉCULO XXI.

      EM CRISTO,

      DIÁC. MARIO SÉRGIO (1º IGREJA PRESBITERIANA DEPORTO VELHO)

       
  2. Gilberto Silva

    31 agosto, 2007 at 3:53 pm

    Essa discussão serve pra conhecer posicionamentos. Só por isso me intersso em ler o que outros estão postando aqui.

     
  3. Almir

    31 agosto, 2007 at 7:56 pm

    Não vejo a dança liturgica como um problema. Acredito que a igreja precisa sair do sec XVI e encarar que estamos no sec XXI. Eu acredito que os pastores não deveriam proibir, mas, acredito que sobre os pastores há uma responsabilidade por estes haverem estudos Teologia em Saber dozar. Acredito que todo pastor formado tem a capacidade para perceber quando algo é infantil. Agora proibir todas as igrejas a aí, colocar seus pastores numa posição de incapacitados ser exercerem seus pastoreio. Pastor tem que confrontar, com amor é claro quando isso perceber que algo está fungindo do controle. Me admira o SC ficar atendendo cartas de sindos que não tem fundamento. Santa paciência! Por isso que muitos pastores estão saindo da ipb e migrando para outra igrejas. Aí correremos o risco de termos no futuro uma igreja apatica. Hoje a igreja é de jovens e contextual. Até quando viveremos na primitividade eclesiastica? Será que Calvino agiria assim? Acredito que não, calvino era inteligente, só que muitos calvinistas estão exagerando, tornando-se fundamentalistas da fé calvinistas. Somos a melhor igreja do Brasil, não tenho duvida, mas, não deixamos de ser um corpo. Todo cuidado é bom. Que Deus abençoe a Ipb.

     
    • Manoel Pereira

      13 julho, 2009 at 8:33 pm

      De fato dança liturgica não é um problema para a Igreja, é um pecado que tem grassado no meio do povo e Deus, e não podemos aceitar nem conformar com isto assim diz o apóstolo Paulo.

       
      • Pr.Manoel Pereira

        13 julho, 2009 at 9:18 pm

        Gostaria de o mais breve possivel ler a matéria discutida.

         
    • Maria Alice T.Cherém

      18 outubro, 2010 at 11:32 am

      Sou membro da Igreja Presbiteriana em Terra Brasil Senador Camará RJ. há 32 anos,porém, a 2 anos recebemos um pastor que não segue em nada os ritos presbiterianos ,segue apenas os desmandos de sua esposa.Hoje não reconhecemos mais a Igreja,o culto parece show,toda e qualquer apresentação no final tem palmas acirradas e gritos misturados com línguas realmente estranhas,ouvimos piadas como: não impeça o Esirito de Deus de atuar!Não estão satisfeitos saiam da Igreja! Poucos membros tem a coragem de se manifestar contra isso,porém, um grupo de 8 pessoas, com um carta assinada por 35 membros,compareceu ao ao Conselho da Igreja,porém de nada adiantou , muito pelo contrário,fomos chamados de fariseus,hipócritas e bactérias,pois podíamos contaminar outros… E somos perceguidos incessantemente, pois falamos a verdade e colocamos n]ao a nossa opinião ,mas tudo que durante longos anos aprendemos com a liderança da Igreja Presbiteriana. Será que tudo mudou…Com muita tristeza, vemos uma Igreja que não é mais presbiteriana e nem podemos dar um nome a ela,pois já não existe nenhum departamento e os conselheiros do pastor e de sua esposa são de Igrejas neo-pentencostais. E´com tristeza que teremos que abandonar a igreja onde criamos nossos filhos ,porém,não aconselhariamos que nossos netos fossem criados.

       
      • josimar

        24 dezembro, 2012 at 3:39 pm

        irmã Maria vc não está sozinha neta luta, pois, tenho passado pelo mesmo problema na ipb de nossa senhora da glória/SE.

         
    • Noildes Próspero

      6 maio, 2011 at 6:38 pm

      Vc deve sair da IPB o mais rápido possível, já que vc prefere serpentear juntamente com outros pervertidos com suas sensualidades

       
    • Gustavo

      31 outubro, 2012 at 10:03 am

      ‘Será que Calvino agiria assim?’, esse é o problema, muitos presbiterianos tem que parar de de adorar os pensamentos de Calvino, a pergunta é: O que diz a Palavra de Deus? será que Srº Jesus agiria assim? não consigo imaginar meu Deus dançando durante os cultos, e como devo seguir seus exemplos em tudo, a dança litúrgica é proibida e não deveria ser executada nas nossas Igrejas!

       
    • adriano santos

      12 janeiro, 2013 at 11:33 pm

      falta muito conhecimento e sabedoria da palavra de DEUS de sua parte e tambem conhecimento da carta pastoral publicada porque ela se fundamenta em passagens biblicas interpretadas dentro do contexto imediato da biblia e nao em tradiçao do seculo xvi como voce surgeri e outra sua argumentaçao de que estamos no seculo xxi nao é fundamento biblico para inserir inovacoes nao autorizadas na liturgia biblica,graça e paz.

       
  4. gilberto silva

    31 agosto, 2007 at 10:23 pm

    Eu levantei uma questão quanto à legalidadeda decisão da CE, porque é de fato intrigante, para não usar expressão mais apropriada, que um assunto dessa natureza seja tratado poucos meses após o SC reunir-se ordinariamente. Será que haveria mais dificuldade para aprovar o acrescimo à decisão do SC-1998 na ordinaria de 2006? Ainda que a CE seja composta pela mesa mais os presidentes de Sínodo ela não é Concílio. Parece que meu comentário desapareceu, mas eu sou persistente, para dizer o mínimo. O mérito da decisão deve ser avaliado depois de termos certeza da sua legalidade.

     
  5. gilberto silva

    31 agosto, 2007 at 10:35 pm

    Na reunião ordinária do SCE houve a leitura de um relatório e nele constava a realização de um seminário sobre Liturgia; havia o registro do seguinte comentário: “Decisões Conciliares devem ser obedecidas e não discutidas”, feita por um dos oradores presente ao referido encontro. Eu pergunto, para que realizar um seminário se um dos debatedores ja encerrou a questão; se não havia o que discutir por que haveria agora algo a ser discutido? O regime representativo é peculiar… eu vejo com certo temor a redução do espaço de discussão quando padrões de culto devem ser definidos pelo SC e ai a CE legisla… A gente convoca o SC e decide ali numa reunião extraordinária. Assunto urgente nos interregnos… Aqui na IPB Coqueiral, Aracuz-Es, nos concluimos durante o estudo da lição 10 sobre Danças Litúrgicas (Adoração e Louvor – Ed. SOCEP) que o NT não permite esse tipo de expressão como Adoração em Espírito e em verdade; ressalvando a nossa discordancia com a linha de argumentação do autor da mesma. Vem mais considerações por aí.

     
  6. gilberto silva

    31 agosto, 2007 at 10:59 pm

    Ao reler a proposta deste forum de discussão eu vi que perdi tempo aqui. O que se discute é a aplicação do que foi decidido. Basta que em cada Sínodo haja investigadores, no caso as CE’s, que percorrerão as Igrejas de cada Presbitério e em caso de desobediencia providenciar para que seja encaminhada a denuncia contra… pastores? conselhos? Será que onde existem danças liturgicas haverá uma rebelião generalizada? Será que teremos um grande número de processos ordinários? Suponho que é isso que se espera. Quem encaminhará essas denuncias caso seja necessário? Se nós nos dividirmos por causa disso, se pastores sairem com suas igrejas da IPB, será esse o mal necessário, que alguns tem falado, para manter a pureza daIgreja? Por favor, lembrem-se que não sou defensor de danças liturgicas, mas nem por isso vou engolir o camelo que vem empacotado junto com a decisão.

     
  7. gilberto silva

    31 agosto, 2007 at 11:03 pm

    Felizmente havia presbíteros regentes na Assembléia de Westminster.

     
  8. Giuliano Letieri Coccaro

    31 agosto, 2007 at 11:11 pm

    Querido e estimado irmão Almir, entendo sua posição. No entanto, perdoe-me uma possível pretensão despretendida, mas colocar a “migração” de pastores da IPB para outras denominações como consequência de posições alcunhadas de “fundamentalistas” é uma impropriedade (na minha perspectiva). Digo isto pelo fato de saber (por experiência própria) que antes de ser ordenado ministro presbiteriano é imprescindível a subscrição de nossos símbolos e constituição. Tanto nos símbolos quanto na CI (e seus adendos) sempre ficou muito bem esclarecido qual é o posicionamento litúrgico adotado pela IPB. Se tem havido decepções nesse sentido, há pastores que subscrevem sem subscrever ou pastores com pouco conhecimento de nossos símbolos e CI, CD, MC…etc…Ou seja, que concordaram com o que não conhecem…atitude um tanto quanto “mística”.

    Como vc, tenho “medo” de uma igreja apática! Não obstante, sei que a solução para apatia da igreja (sem piegas) depende muito mais de uma vida consagrada a Deus, ética, piedosa, do que das “danças litúrgicas”, “palmas”, “brados”, entre outros. O apóstolo Paulo aconselha a igreja “corintiana” (mera coincidência! rs) a ter um culto no qual ímpios estejam e que “prostrados com a face em terra sintam a presença de Deus” 1Co 14.24-25. O meio indicado pelo Apóstolo Paulo para haver tal manifestação de Deus e quebrantamento dos presentes é a busca pela edificação (cujo caminho é o amor!).

    Concordo com a inteligência de Calvino e tb concordo (de acordo com a implicação da sua declaração a respeito da inteligência de Calvino) com a minha incapacidade intelectual. Entenda as observações acima, porém, como a opinião de um jovem pastor que, apesar das inúmeras mudanças na sociedade, prefere viver na primitividade eclesiástica a viver nas tendas da pós-modernidade….

     
    • Rodrigo

      4 junho, 2010 at 11:25 pm

      Graças ao SENHOR DEus que é soberano, muitos reclamam da separação da IPB das igrejas norteamericansa, pois poderiam despensar bastante recursos para o desenvolvimento da igreja do brasil, dou graças pois se tivessemos continuado sobre o dominio delas talvez a IPB estaria mergulhada e mais fragmentada pelo liberalismo, que destroça PCUSA. quanto a dança queremos mesmo é entretenimento evangélico para as igrejas. Coloque senhoras de 45 dançando será que ficaria lindo, ou é só porque aparecem meninas novas, as senhoras não servem? dança liturgica não existe apoio bíblico, a menos que seja cultos dedicados a outros deuses.

       
  9. Ludgero Morais

    1 setembro, 2007 at 2:54 pm

    É necessário dar uma resposta ao irmão Almir

    O fato do irmão imaginar não ver problema com a tal da dança litúrgica, deve-se ao entendimento apresentado logo a seguir em sua participação.

    Vou analisar os seus pontos:

    Primeiro quanto ao sair do século XVI e entrar no século XXI – A realidade é que a igreja deve se adaptar ao seu tempo, mas jamais permitir que o século seja a fonte de sua adaptação. O que deve sempre nos adaptar e nos moldar ao tempo é a Palavra imutável de Deus, lembrando que a Igreja é, de fato, uma contracultura.

    Quanto ao seu segundo ponto – sobre os pastores proibirem…

    Bem, a decisão vem neste tom pastoral, buscando a persuasão. Creio que muitos interpretam e rejeitam decisões da igreja sem sequer lê-las e eu observo que este é o caso do irmão Almir – “não leu e não gostou”. Leia a decisão, e perceberá que a sua crítica não procede, visto que o tom ali apresentado é pastoral e persuasivo.

    Jamais a decisão colocou os pastores numa posição de incapacitados como o irmão imagina-se, mas há que se convir, que há pastores que precisam ser orientados e cumpre aos concílios faze-lo. O irmão provavelmente não se deu conta do que trata a nossa Constituição quanto a competência dos concílios. Veja:

    Art.70 – Compete aos Concílios:
    a) dar testemunho contra erros de doutrina e prática;
    (procedimentos litúrgicos tem a ver com ambos)

    b) exigir obediência aos preceitos de Nosso Senhor Jesus Cristo,
    conforme a Palavra de Deus;
    (o culto está prescrito na Palavra de Deus. Não é produto do alvitre de quem quer que seja)

    c) promover e dirigir a obra de educação religiosa e evangélica
    da comunidade sob sua jurisdição, escolhendo e nomeando
    pessoas idôneas para ministrá-las;
    d) velar pelo fiel cumprimento da presente Constituição;

    Entre outras atribuições. Leia e conheça a Constituição de sua Igreja, à qual o irmão prometeu acatar e zelar pelo seu fiel cumprimento, e ali o irmão verá a procedência e oportunidade da decisão que ora discutimos.

    Somos uma igreja federada e todos os oficiais e igrejas jurisdicionadas, estão sob a superintendência conciliar.

    Quando o irmão afirma que o SC e a sua CE deu ouvidos a cartas de sínodos que ” não tem fundamento” mostra a sua ignorância a respeito da matéria tratada e o desrespeito para com os concílios legitimamente constituídos. ” Santa paciência” é necessária para com observações desta natureza.

    Tenho um amigo que sempre diz: ” a ignorância é atrevida”. Quando o irmão afirma que “muitos pastores estão saindo da IPB e migrando para outra (sic) igrejas”, mostra um total desconhecimento da realidade de nossa denominação. Nestes últimos 5 anos, período em que ocupo ao cargo de secretário geral de estatística, pastores que saíram de nossa Igreja e “migraram” para outras denominações, dos 3.800 pastores que temos, somente 4 assim o fizeram, incluindo 2 disciplinados, que foram guaritados por “igrejas” que nós sequer reconhecemos como tal. Então, conheça as estatísticas de sua igreja para poder fundamentar, com verdade, os seus argumentos.

    Devemos nos lembrar que uma igreja jamais poderá ser de jovens, como suspeita o irmão. A Igreja de Jesus Cristo, como afirmou Calvino, “é uma família de famílias”, portanto agrega a todos, e entre estes todos, a participação querida dos nossos jovens, que tem aprendido em nosso meio a amar os mais velhos e tratar as crianças da igreja como seus irmãos mais novos, conforme orienta as Escrituras. O contexto da juventude não pode ser imposto aos velhos e nem a visão dos velhos aos jovens. Por isto temos um critério que é o norteador do culto, a saber: as Sagradas Escrituras, visto que o culto não é resultado do contexto social ou do gosto de uma faixa etária – o culto é prescrito por Deus em sua santa Palavra e por isto agrega a todos.

    Viveremos na “primitividade” eclesiástica até quando ela nos firmar na secular Palavra de Deus. Os modismos vem e vão. A Palavra de Deus permanece para sempre! Pouco tempo atrás era o “dente de ouro”, que passou e deixou muitos cariados. Hoje é um outro modismo. Melhor firmar-se no que é permanente.

    Quanto a Calvino, percebo que o irmão conhece muito pouco de sua obra escrita, porque se conhecesse teria um conceito diferente de culto. A inteligência de Calvino era cativa à Palavra de Deus. Tenho um artigo sobre o que Calvino pensava sobre o culto e oportunamente o postarei.

    Creio que o irmão deve deixar os rótulos (“fundamentalista”, por exemplo), visto que eles se tornaram meros xingamentos na boca de tolos, simplesmente para nos detratarmos mutuamente. A decisão da Igreja quanto ao culto não tem a ver com qualquer rótulo.

    Finalmente, percebo que seu conceito de igreja a como “corpo” é contraditório, visto que acima de seu comentário afirma que ” hoje a igreja é de jovens”.

    Irmão Almir, todo o cuidado é bom. Que Deus abençoe a IPB!

     
    • Rev. Antonio dos Passos

      5 setembro, 2010 at 12:46 am

      Queridos irmãos, temo que nossa irmandade esteja perdendo a compreensão do que significa o culto sagrado. Temos que entrar no culto preocupados se o que estamos oferecendo a Deus realmente O agrada. O problema é que estamos nos preocupando mais com o que nos agrada do que com o que o Senhor prescreveu para o seu povo. No culto não podemos oferecer nada que Deus não tenha requerido. Na verdade, não podemos nem mesmo oferecer-lhe culto se este não for convocado por Ele. Sábias palavras do Rev. Ludgero.

       
    • Maria Alice Teixeira Cherém

      18 outubro, 2010 at 11:41 am

      Relutamos muito em tomar essa atitude, porém, ao vermos nossos irmãos fundadores da Igreja saírem, por não concordarem com a forma de governo da Igreja, resolvemos escrever a carta que vai anexada a esta e levar ao Conselho da Igreja, através de 8 (oito) representantes.
      .Não conseguimos a assinatura de todos que discordam pois alguns tinham temor de desagradar os líderes ou por termos dificuldades de nos encontrar fora dos trabalhos da Igreja. Temos consciência se fizéssemos no templo , seríamos rebeldes e tiraríamos a harmonia (o que já não existe)dos cultos..
      Fomos bem recebidos pelo Conselho da igreja , até parabenizados pela atitude correta de encaminhar o problema a quem de direito.Os erros dos abusos nos cultos e demais trabalhos, foram admitidos e até nos foi dada a palavra que as pessoas do louvor que criavam todo clima de indisciplina, seriam aconselhados a não insistirem nos erros, porém, isso não aconteceu, para nossa surpresa a cada culto ouvíamos piadas como : por favor dêem liberdade ao Espírito Santo, não impeçam que Ele atue, fomos chamados de bactérias da Igreja, pois podíamos contaminar outros, pregadores conhecedores do problema que causamos, referindo-se a nós, chamavam-nos de fari-seus, começaram os gritos de exaltação, as palmas quando encerrava qualquer apre-sentação, as visões, as profecias infundadas o falar em línguas estranhas, membros e convidados de outras denominações.Dá-nos a impressão que estamos sendo bom-bardeados por todos os lados.Tudo isso porque queremos apenas uma igreja presbi-teriana,pois essa não mais é.
      O que mais nos estarrece é que grande parte da liderança da igreja,vai para con-gressos e faz cursos em comunidades neo-pentencostais, levando inclusive alguns dos novos convertidos que nem conhecem ainda a firmeza e beleza da doutrina pres-biteriana e pelo visto nem conhecerão….
      Diante do exposto e do descaso com nossos constantes apelos é que mais uma vez estamos procurando quem possa ajudar-nos.
      Como já dissemos na carta em anexo, queremos um culto com respaldo bíblico e pautado no Manual Presbiteriano no capítulo III.

       
    • william toledo

      24 novembro, 2010 at 5:31 pm

      Irmão Ludgero
      Fico feliz que pessoas do seu calibre, respondam
      como deve ser respondido, sem rodeios.
      Deus o abençoe
      william toledo(RJ)

       
    • carlos

      14 outubro, 2011 at 10:37 am

      concordo com tudo que vc falou !!!! mais ha uma coisa que é estranha, calvino pra sua epoca tbm era uma pessoa inconformada com as coisas que aconteciam !!! e um concilio de pastores para decidir se pode ou nao… palavra de Deus e primeiro interpretação!!! biblicamente nao existiu dança em templos… mais acho que antes nao existia bateria e hoje ja ha a possibilidade de termos dentro de nossas igrejas… como é estranho que algumas coisas podem e outras não… será que quem esta decidindo e o homem ou a palavra do homem e seus preconceitos… Se falarmos que dança na igreja não pode é porque isso é errado, e o que é errado é pecado, então dança é pecado? E se falamos que não se pode ter dança liturgica na igreja, aonde nos embasamos na palavra para dizer que é errado… acho que o que vc falou tem coerencia mais é um pouco complicado concordarmos com algo que fica sem uma base Biblica e não só historica!!!
      um forte abraço e que Deus abençoe !!! junior florianopolis

       
  10. Samuel Vitalino

    1 setembro, 2007 at 6:25 pm

    Almir,

    Estamos no Século XXI. O que isso muda? Se a Palavra de Deus é a mesma sempre, devemos ler com atenção às palavras de Paulo: “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da mente, para que experimenteis a … Palavra de Deus” (Rom. 12:2).

    Creio que jamais deveríamos sair da (deixe-me colocar o termo correto) Igreja Primitiva, aliás, é no Novo Testamento que devemos buscar a vontade de Deus para cultuá-lo “em Espírito e em Verdade”, assim como Ele quer e deseja.

    Sim, a decisão do SC, mesmo que no Século XXI, busca, ironicamente, no Cap. XXI da CFW, a base buscada na Letra Sagrada para mostrar com clareza quais são os elementos bíblicos de culto: e você não vai achar na Bíblia a base para essas manifestações que podem ser apenas duas coisas: “invenção humana ou sugestão de Satanás”.

    Coloque a boca no pó. Talvez ainda haja esperança!

    Pelo Reino,

    Pastor Samuel Vitalino
    1ª Igreja Presbiteriana de Teresina

     
    • carlos

      14 outubro, 2011 at 11:10 am

      Concordo com o que o senhor falou sobre, que na Biblia nao ha passagens que comprovem isto… Mais também não existe
      palavra que diga que não pode… E se de verdade queremos levar historicamente as coisas das templos primitivos nos tempos de hoje … seria impossivel porque no nosso templo as igrejas tem luxo, poder e outras coisas mas…
      COPIEI uma frase doseu comentario e COLEI !!!
      e dizia assim:¨¨ Coloque a boca no pó. Talvez ainda haja esperança! ¨¨ Gostaria de perguntar ao senhor !!! se hoje vc venderia todos os seus bens para dividir com os seus mais proximos… ou talvez se o senhor fosse da tribo dos levitas nos dias de hoje, o senhor trabalharia de graça na igreja aonde o senhor pastoreia… e claro que nao !!! Mais como um homem sabio da palavra é mais facil julgar um justo do que um pecador !!! espero que tenhas entendido!!! tudo isso falo no amor de cristo pois sei que sou cheio de erros tambem…
      Que Deus o abençoe !!! junior florianopolis

       
      • Edson Costa

        7 março, 2012 at 4:08 pm

        1 Coríntios 8: 9Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos. 10Porque, se alguém te vir a ti, que és dotado de saber, à mesa, em templo de ídolo, não será a consciência do que é fraco induzida a participar de comidas sacrificadas a ídolos? 11E assim, por causa do teu saber, perece o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. 12E deste modo, pecando contra os irmãos, golpeando-lhes a consciência fraca, é contra Cristo que pecais. 13E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo.
        1 Coríntios 10: 28Porém, se alguém vos disser: Isto é coisa sacrificada a ídolo, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; 29consciência, digo, não a tua propriamente, mas a do outro. Pois por que há de ser julgada a minha liberdade pela consciência alheia? 30Se eu participo com ações de graças, por que hei de ser vituperado por causa daquilo por que dou graças? 31Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. 32Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus, 33assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos.

         
  11. gilberto silva

    2 setembro, 2007 at 9:48 pm

    Rev. Ludgero

    Da mesma forma que alguns Conselhos e Pastores fazem ouvidos moucos às decisões do Supremo Concílio, acredito que o senhor está fazendo isso quanto às minhas ponderações a respeito da legalidade de uma CE legislar padroes de culto. A sua resposta ao irmão Almir corretamente contempla a atribuição dos Concílios quanto ao Artigo 70 da CI-IPB. A palavra ali é “Concílio”. Eu agradeço a sua deferencia em me enviar um e-mail, mas os fins não justificam os meios, seja na igreja da maioria ou na IPB.

     
  12. Gilberto Silva

    3 setembro, 2007 at 12:32 am

    Rev. Ludgero

    Os fins não justificam os meios.

     
  13. IvanWilson de Araujo Rodrigues

    3 setembro, 2007 at 11:00 am

    Amados irmãos
    O assunto, como tantos outros dentro da Igreja tem demonstrado que a IPB, vem sendo arrastada para o secularismo, vejam quantas lutas de irmãos no passado para limpar a Igreja de tantas heresias, a Confisão de Fé que hoje estar aí para todos nós, não é obra de um dia mas de anos, assim como o catesismo maior e o breve, (SIMBOLOS DA IPB)estes foram colocados para orientar o povo de Deus da Igreja reformada. Portanto, querer rasgar tudo isto, com o escopo de dizer que é utrapassado, que estamos no seculo XXI e portanto devemos fazer outra Igreja, é o mesmo que dizer amanhã que não precisamos mais de Cristo. A Igreja Presbiteriana do Brasil, não precisa de dança para manter seus fiés nos templos prestando culto ao nosso Deus, aliás isto tem é afugentado muito fiés, pois os irmãos que se ajustaram a Igreja Presbiteriana, o fizeram porque ela é assim, do contrario estariam em uma Batista Nacional ou outra do genero, como tantas que há por aí e permitem tudo de tudo. Não meus irmãos basta, o que já se faz dentro da IPB estrapolu todos os limites, já se rasgou até a Constituição, para agradar um punhados de pessoas, muito embora estas decisões estejam em confronto com a Confissão de Fé. hoje na Igreja temos Diaconisas, trabalho de regressão(REVER), danças, e se continuar assim não sei para onde iremos. Se tem que proibir para se acordar que o faça agora enquanto há tempo de se consertar, pois, lamentavelmente há muitos pastores miopes por aí, mas se permitir hoje a Igreja vai caminhar para outro rumo até desabar no buraco negro.
    abraço,
    IvanWilson de Araujo Rodrigues
    Secretario de Cultura da CNHP

     
  14. Rev.Ludgero

    3 setembro, 2007 at 11:49 am

    Recebi este pequeno e-mail de um amigo muito caro. Compartilho com os irmãos do nosso blog>

    “Caros amigos reformados, sobre o tema “Gestos inadequados no culto”, vejam a preciosidade do texto redigido por Calvino em 1536:
    Artigo 2 – Um Único Senhor
    Seguindo, então, as linhas traçadas nas Sagradas Escrituras, nós reconhecemos que há somente um único Deus, a quem devemos cultuar e servir, e em quem nós depositamos toda a nossa confiança e esperança: tendo esta segurança: que somente nele está contida toda a esperança, poder, justiça, bondade e piedade. E desde que ele é espírito, deve ser servido em espírito e em verdade. Consequentemente, nós entendemos ser uma abominação colocar a nossa confiança ou esperança em qualquer coisa criada, de modo a cultuar algo além dele, sejam anjos ou quaisquer outras criaturas, e reconhecer qualquer outro Salvador de nossas almas além dele somente, quer santos ou seres humanos viventes sobre a terra; e, de forma semelhante, oferecer o culto, que lhe é devido, em cerimônias externas ou ritos corporais (o grifo é meu), como se ele tivesse prazer nestas coisas; ou, ainda, fazer uma imagem para representar sua divindade ou qualquer outra imagem para adoração. “

     
    • Anônimo

      7 março, 2010 at 4:17 pm

      Reverendo onde está a biblia nesse negócio?

       
    • frgl

      7 março, 2010 at 4:26 pm

      Reverendo onde está a biblia nesse negócio? Onde a dança busca para si glória?
      Temos visto dia após dia, homens buscando e forjando eleções dentro das igrejas, presbiterios e até mesmo sinodos, homens fazendo politica dentro da igreja, buscando suas próprias vontades. Será que está prática não tem impedido muito mas o crescimento da igreja? Será que estes homens que deveriam orar e buscar a direção do Senhor para promover o bem de sua igreja, não estão dirigindo um carro sem ter carteira de habilitação?
      Precisamos pensar reverendo uma vez que pra mim, esta prática comentada acima é muito pior do a dança do culto, isso para mim, não posso flar em nome de Deus.

       
  15. Carlos

    3 setembro, 2007 at 12:26 pm

    Irmãos,
    Concordo com o irmão IvanWilson que muitas coisas erradas já fazem parte do culto presbiteriano sem contudo encontrar base bíblica ou confessional para fazê-lo. Um exemplo são as comemorações de Natal, Páscoa (festa judaica, não cristã), Dia das Mães, onde ao invés de uma simples lembrança pedagógica ou um culto especial gratidão quando for o caso (CFW XXI.V), fazemos um culto encenado. Alguns tem até ´papai noel´, outros tem as figuras da trindade (o filho principalmente) representados a despeito da ordem bíblica em contrário. Mas isto sempre (?) foi tolerado.
    O que dizer? O que fazer?
    Creio mesmo que precisamos colocar a boca no pó e clamar! Misericórdia!

     
  16. Rev. Normando

    4 setembro, 2007 at 2:46 pm

    Prezados irmãos:
    Louvo a Deus por mais essa demonstração de ortodoxia da Igreja Presbiteriana do Brasil. Essa última decisão referente ao culto do SENHOR está fundamentada no princípio de que a Bíblia é a nossa única, suficiente, infalível e inerrante regra de fé e de prática. Reafirma a nossa confissão bíblica de que Deus só aceita o culto que Ele mesmo prescreveu na Sua Palavra. As inovações humanas, mesmo que motivadas por sinceras e boas intenções, são reprovadas. Cabe a nós ministros do Evangelho, ajudados pelos presbíteros regentes que também são pastores do rebanho, com todo amor e dedicação, orientar as nossas igrejas para que, com reverente temor,purifiquem-se de todo “fogo estranho”. Irmão Almir, se “primitividade eclesiástica” significar uma volta às Escrituras, ao fundamento dos apóstolos, que o SENHOR nos dê a bênção de continuarmos assim até à volta gloriosa do Seu filho Jesus! Que a nossa referência para “dozar” o que é permitido e o que é proibido no culto não sejam os reclames do nosso tempo, mas o sólido ensino bíblico, na dependência do Espírito Santo que aplica a Palavra ensinada e nos dá sabedoria para ensiná-la com fidelidade, amor e firmeza.
    Que o nosso Deus nos abençoe para que os cultos que realizamos nas nossas igrejas sejam, de fato, oferecidos a Ele, para a Sua glória e, portanto, segundo o que Ele mesmo requer na Sua Palavra.

     
  17. Marcelo de Oliveira

    8 setembro, 2007 at 1:41 pm

    Prezados irmãos:
    Esta discusão, como as demais que entrarão em pauta é sempre bom e servirá sempre para conhecimento dos irmãos do Supremo Concilio os mais diversos pensamentos sobre estes assuntos. Creio que a melhor opção é e será sempre se pautar pela Palavra de Deus, buscando sempre o que Ele quer para sua Igreja, contudo temos visto que muitas vezes a vontado o homem quer imperar sobre a vontade de Deus e o resultado disto é a evasão das igrejas e crescimento de outras denominações que nem sempre tem os olhos na palavra na íntegra. Neste caso, a IPB sempre busca em suas soluções, a palavra de Deus.
    Nisto tudo, o melhor é a sensatez. o bom senso. A dança liturgia em culto solene deve ser evitado, contudo caberá a cada pastor e seu conselho determinar o que melhor convém e sempre em atitude de submissão buscar o que a vontade de Deus.

    Marcelo de Oliveira
    Presbítero – Igreja Presbiteriana Patrocínio

     
  18. Alédio abreu

    8 setembro, 2007 at 1:43 pm

    Amados irmãos:
    A decisão da nossa Amada Igreja, posicionando-se sobre o assunto”Dança Litúrgica”, está muito bem colocada e Alicerçada na Palavra de Deus. À muito, aguardava uma posição tão FIRME E VALIOSA para a vida da Igreja.
    A Ação do nosso MD e amado Secretário Executivo, Rev. Ludgero, em enviar cópias da decisão a cada Conselho das Igrejas da IPB, não poderia ser melhor. Esperamos agora tão somente, que os amados Pastores e Presbíteros, aceitem e obedeçam a Decisão para Honra e Glória do nosso Deus. Ao irmão Almir, tenho a dizer o seguinte: A partir deste momento estarei orando pelo irmão, para que Deus o esclareça. A IPB é assim; as decisões não são pessoais, são em Concílios.
    Que Deus pois nos abernçoe, e deixemos de lado os Modismos e passemos a prestar Culto ao Verdadeiro Deus e Senhor de nossas vidas.

    Presb. Alédio Abreu – PRLF

     
  19. Alédio abreu

    8 setembro, 2007 at 3:01 pm

    Amados irmãos:
    A decisão da nossa Amada Igreja, posicionando-se sobre o assunto”Dança Litúrgica”, está muito bem colocada e Alicerçada na Palavra de Deus. À muito, aguardava uma posição tão FIRME E VALIOSA para a vida da Igreja.
    A Ação do nosso MD e amado Secretário Executivo, Rev. Ludgero, em enviar cópias da decisão a cada Conselho das Igrejas da IPB, não poderia ser melhor. Esperamos agora tão somente, que os amados Pastores e Presbíteros, aceitem e obedeçam a Decisão para Honra e Glória do nosso Deus. Ao irmão Almir, tenho a dizer o seguinte: A partir deste momento estarei orando pelo irmão, para que Deus o esclareça. A IPB é assim; as decisões não são pessoais, são em Concílios.
    Que Deus pois nos abernçoe, e deixemos de lado os Modismos e passemos a prestar Culto ao Verdadeiro Deus e Senhor de nossas vidas.

    Presb. Alédio Abreu – PRLF

     
  20. Rev. Gilberto Silva

    11 setembro, 2007 at 12:39 am

    Caro Almir, seu comentário serviu como bucha de canhão. Eu discordo dos posicionamentos que você assumiu. Ao mesmo tempo lamento que o irmão tenha usado rótulos para se referir aos contrários. Por outro lado me desculpo por algum excesso nalguma réplica.
    Quanto aos insignes interlocutores apenas faço observações que nas doutas explanações se dirigem ao irmão Almir, que aliás não conheço:
    1) Rev. Giuliano, o senhor usa a palavra mística entre aspas e eu fico tentando entender a sua aplicação dessa palavra ao ato de subscrição confessional feito por mera tradição e oportunismo. O colega deve ter alguma dificuldade em definir o termo “mistico” ou eu entendi mal o uso que fez desse termo?
    2) Rev. Lugero, o senhor foi bastante elucidador nas suas ponderações o que não é supresa para mim tendo em vista seu conhecimento e sua capacidade didática. Como sempre bastante contundente.
    3) Rev. Samuel Vitalino, acredito que o senhor não supõe que a palavra “século” em Romanos 12.2 tenha o mesmo sentido da palavra século (período de tempo = 100 anos). Mas isso não tira o mérito da sua argumentação contrária às danças litúrgicas.
    4) Ivan Wilson, excetuando a citação da Igreja Batista Nacional, o que ra dispensável considerando que este fórum é público, a sua argumentação revela certo arroubo. Estou surpreso em saber que temos diaconisas e se pratique a regressão. Certamente se há pastores míopes eles devem receber lentes apropriadas. As decisões conciliares são gerais mas não se coadunam com generalizações se me entende.
    5) Rev. Normando, eu me identifiquei com o conteúdo e a forma das suas ponderações. Ao corretamente afirmar que “As inovações humanas, mesmo que motivadas por sinceras e boas intenções, são reprovadas.” o colega foi contundente e pastoral ao mesmo tempo. Porque os fins não justificam os meios.
    6) Presb. Alédio, sem dúvida piedosa sua ação de orar em favor do irmão Almir. De tudo que escreveu eu só faria restrição a cinco por cento que não posso dizer explicitamente.
    Espero que outras contribuições sejam inseridas para que eu continue lendo o que pensam nossos líderes e nossos liderados.

     
  21. Pb. Douglas Diniz

    11 setembro, 2007 at 1:50 pm

    Olá irmãos, graça e paz no Senhor Jesus.
    O assunto é por demais importante e porque não dizer sério, porém, entristece-me pois esses tipos de “adoração” não é proprio da nossa igreja, não é próprio na nossa forma de crer.
    Há poucos dias ouvi o seguinte: Existem muitos neo-pentecostais infiltrados na IPB trabalhando como “missionários” visando mudar o nosso sistema. Analisando alguns comentários aqui no blog, dá prá perceber que é isso mesmo. Não vamos mudar o foco nem os rumos, vamos ouvir a voz de Deus através da sua Palavra.
    Rev. Ludgero, parabéns por mais esse meio de discussões e acesse meu blog.
    http://douglasdiniz.blogspot.com será um prazer receber sua visita.
    Em Cristo.

     
    • carlos

      14 outubro, 2011 at 11:17 am

      meu Deus como vc aceita isso sobre vc e sobre sua igreja !!!!
      essa palavra SISTEMA !!!!
      fuja disso !!!!

       
  22. Rev. Gilberto Silva

    11 setembro, 2007 at 3:49 pm

    As introdução de danças litúrgicas na IPB ocorreu por causa do enfoque meramente sociológico do culto. Quando o culto se torna um encontro lúdico, tudo gira em torno do homem.
    Ouvi um defensor de danças argumentando de forma pragmática a respeito do benéfico resultado de atrair jovens para a Igreja. Esse pragmatismo tem sido a mãe das mudanças na igreja desde o século XIX.
    Mas quero respeitosamente discordar do Presb. Douglas quando afirma que temos neo-pentecostais “infiltrados” na igreja visando “mudar o nosso sistema”. O Rev. Ludgero, nosso honrado moderador deste blog sabe que acreditar em teorias conspiratórias orquestradas por grupos que tais é tese dos neo-pentecostais.
    Os defensores de danças litúrgicas tem pontos de mútua identificação, mas eles são mais aderentes de práticas espúrias oriundas de outros arraiais do que um grupo organizado.
    Se com base no posicionamento do irmão Almir o nobre Presbítero enxerga uma conspiração é porque esquece que nossa igreja tem em seu rol membros mal doutrinados, falha proveniente das igrejas locais.
    O único comentário no blog com clara compreensão neo-pentecostal sobre o tema, e o que motivou algumas réplicas, é de autoria do irmão Almir. O Foco é dança litúrgica, mas isso não significa que iremos atropelar a ciencia teológica com uso equivocado de termos que se tornam chavões mal esclarecidos.
    Meu enfoque dessa questão está embasada nas Escrituras: não ha nas Escrituras aprovação nem permissão para que se pratique danças litúrgicas. Ou seja, a decisão só obriga a consciência porque é bíblica. A nossa Confissão de Fé é clara quando fala da autoridade dos concílios.
    Quando nossos doutos mestres falam da tradição reformada, eles estão usando o termo no sentido claro da hermeneutica dos textos bíblicos contida nos símbolos de fé de Westminster.
    A necessidade de legislar a respeito desse tema específico é porque a subscrição confessional de pastores e presbíteros carece de fundamento porque nem mesmo alguns líderes conseguem relatar o sumário do conteúdo da CFW e dos catecismos.
    A introdução de elementos novos no culto não é obra da livre inciativa do pastor, porque ele tem sobre si a norma reguladora. O que deve ou não fazer parte do culto congregacional é determinado não pela tradição no sentido romanista ou a adesão ou rejeição pragmatica da última tendência. O que diz a CFW sobre o culto? em qual capítulo? quais são os textos citados?
    Se o nosso conhecimento dos símbolos de fé for mais ou menos como o conhecimento rudimentar e superficial que alguns tem do nosso manual de governo…

     
  23. Rev. Normando

    12 setembro, 2007 at 9:05 am

    Rev. Gilberto Silva, Pb Douglas e demais irmãos:
    Como pastores do rebanho, nós, presbíteros docentes e regentes, temos a grande responsabilidade de orientar as ovelhas que nos foram confiadas em “todo o desígnio de Deus”. Incomoda-me ouvir de muitos queridos colegas de ministério de que são doutrinariamente firmes, reformados, mas liturgicamente são “abertos” e, com esse termo, querem dizer, permissivos, flexíveis. Não vejo como separar as coisas. Na Bíblia, o culto ao nosso Deus é sempre apresentado como seríssimo, motivo de toda atenção e zêlo. Não podemos correr o risco de permitir a entrada de elementos duvidosos ou não ordenados, sob o risco de sermos reprovados por Deus e provocar a Sua ira.
    Além de afadigarnos no reto ensino, devemos também orar para que nós e os nossos colegas ministros e presbíteros estejam sempre atentos e sejam verdadeiros guardiãs da Sâ Doutrina, inclusive no que diz respeito à Adoração, tema de extrema relevância para a Igreja. A nossa Confissão de Fé coloca a celebração do culto a Deus como um dos elementos que, ao mesmo tempo, promovem e refletem a pureza das igrejas particulares. Que o nosso Deus nos ajude!

     
  24. Rev. Gilberto

    17 setembro, 2007 at 3:13 pm

    Meus irmãos, precisamos avançar um pouco nessa questão litúrgica. Eu tive o prazer de ter a UCP conduzindo todos os atos do culto no terceiro domingo de agosto. Foi uma alegria ver que assimilaram exatamente o que é ordem e decência. É preciso que nosso ensino indique com clareza a realidade da adoração em espírito e em verdade. A alegria do adorador não descamba para a futilidade do emocionalismo frívolo. A psotura no falar e no trajar, a excelencia do comportamento que glorifica ao Senhor, porque tem dado esse teestemunho na vida diária.
    A grande verdade é que por um tempo a omissão de alguns os deixou refens dos modismos. E como não podia deixar de ser os resultados foram a frivolidade que desfocou a centralidade da Palavra no culto. Deus falando ao seu povo na pregação da Palavra se tornou a pérola perdida.
    Talvez o medo seja a causa dessa omissão, fazendo muitos cederem à pressão por números a qualquer preço.

     
  25. Presb. Mauro Oliveira

    19 setembro, 2007 at 12:36 am

    Queridos irmãos, e preciosos lideres da ipb, parabéns pelas colocações acima, só quero dexar aqui minha palavra de incentivo e apoio àqueles que perante Deus são responsaveis pela condução doutrinaria da igreja atualmente. Com respeito ao assunto abordado, estou de pleno acordo com o parecer da ce/sc/ipb, só espero que nossos pastores sejam zelosos e piedosos no cumprimento da referida decisão, concordando ou não. E a todos que forem postar algum comentario, evitem palavras que machuquem o coração de alguém, que Deus abençoe nossa IPB.

     
  26. Edson Ferreira

    24 setembro, 2007 at 1:19 pm

    Amados irmãos, em resposta ao escrito por Almir Says quando diz: “Não vê problemas e acredita que a igreja precisa sair do séc. XVI e encarar que estamos no séc. XXI” Acho que esta equivocado, nosso Deus é eterno e não esta de baixo de séculos, a reverencia deverá ser a mesma até no século XXX caso o senhor Jesus não volte, imagino que quando se tornou membro da IPB fez publica profissão de fé, quando foi apresentado as doutrinas básicas e símbolos de fé da IPB. Com todo respeito não vejo motivos para tal imposição as decisão do Supremo Concilio já que ser reformado é característica da IPB desde sua fundação.

    Posição que acredito ser calvinista reformada:

    As sagradas escrituras nos ensinam que “tudo é licito, mas nem todas as coisas convêm, e nem todas edificam”. Por esse motivo, é explicito ser licito dançar, mas na ocasião do culto racional em louvor ao Soberano DEUS não convêm e nem faz parte do culto racional que acreditamos agradar a Deus. Acredito não ter espaço para dançar litúrgicas dentro do culto reformado, o acontecido com Davi quando dança em comemoração, não é regra, muito menos uma tradição, prova disso é que Deus nunca ordenou que danças fizessem parte do culto, principalmente no novo testamento, quando Cristo o Deus vivo participou de cultos e eventos eclesiásticos e nunca ordenou ou incluiu tal pratica, não vemos Moises dançar depois de suas conquistas, nem Noé depois da queda do dilúvio, Abrão depois de oferecer seu filho como sacrifício, Daniel e seus três amigos após livramentos, Saulo depois de ter sido convertido pelo próprio senhor Jesus, Pedro depois de ter se arrependido em ter negado a Cristo e todos os outros acontecidos. A reforma trouxe às nossas igrejas características de uma igreja puramente cristã, reverente e racional, com único intuito de agradar ao soberano Deus, em nenhuma parte do culto agradar membros ou participantes da solenidade, muito menos dar vazão e satisfação para vontades carnais.
    “Não imagino o episodio” o senhor JESUS voltando para resgatar a igreja militante, ao entrar na comunhão dos santos em um culto, encontre danças, bailes ou qualquer tipo de coreografia, e o próprio Senhor Jesus entre fazendo passinhos de danças ou coreografia, muito menos Jesus entrando em trenzinhos, em pleno culto racional, que se tornou um momento divertido e de entretenimento onde os corações então inclinados a satisfação pessoal. Imagine você que é a favor das danças litúrgicas, Jesus na ponta do trenzinho, logo após Moises, Nóe, Abraão, Isaque, Jacó, José, Daniel, Pedro, Paulo, João Calvino, Simonton……
    Desculpe irmãos, mas não consigo ver uma igreja reformada, que adote nossos símbolos de Fé “Confissão de fé de Westminster, Ceticismos Maior e Menor, e o próprio manual litúrgico” tentando insistir em adotar danças litúrgicas, acho que os seguidos destes pensamentos, precisam compreender que estão dentro de uma igreja reformada Calvinista, onde qualquer evento que fuja de um culto Cristo-centrico e racional deve ser banido.
    Parabéns Supremo Concilio!!!!!!!!

    Edson Ferreira
    Igreja Presbiteriana de Suzano

     
  27. Edson Ferreira

    24 setembro, 2007 at 1:21 pm

    Amados irmãos, em resposta ao escrito por Almir Says quando diz: “Não vê problemas e acredita que a igreja precisa sair do séc. XVI e encarar que estamos no séc. XXI” Acho que esta equivocado, nosso Deus é eterno e não esta de baixo de séculos, a reverencia deverá ser a mesma até no século XXX caso o senhor Jesus não volte, imagino que quando se tornou membro da IPB fez publica profissão de fé, quando foi apresentado as doutrinas básicas e símbolos de fé da IPB. Com todo respeito não vejo motivos para tal imposição as decisão do Supremo Concilio já que ser reformado é característica da IPB desde sua fundação.

    Posição que acredito ser calvinista reformada:

    As sagradas escrituras nos ensinam que “tudo é licito, mas nem todas as coisas convêm, e nem todas edificam”. Por esse motivo, é explicito ser licito dançar, mas na ocasião do culto racional em louvor ao Soberano DEUS não convêm e nem faz parte do culto racional que acreditamos agradar a Deus. Acredito não ter espaço para dançar litúrgicas dentro do culto reformado, o acontecido com Davi quando dança em comemoração, não é regra, muito menos uma tradição, prova disso é que Deus nunca ordenou que danças fizessem parte do culto, principalmente no novo testamento, quando Cristo o Deus vivo participou de cultos e eventos eclesiásticos e nunca ordenou ou incluiu tal pratica, não vemos Moises dançar depois de suas conquistas, nem Noé depois da queda do dilúvio, Abrão depois de oferecer seu filho como sacrifício, Daniel e seus três amigos após livramentos, Saulo depois de ter sido convertido pelo próprio senhor Jesus, Pedro depois de ter se arrependido em ter negado a Cristo e todos os outros acontecidos. A reforma trouxe às nossas igrejas características de uma igreja puramente cristã, reverente e racional, com único intuito de agradar ao soberano Deus, em nenhuma parte do culto agradar membros ou participantes da solenidade, muito menos dar vazão e satisfação para vontades carnais.
    “Não imagino o episodio” o senhor JESUS voltando para resgatar a igreja militante, ao entrar na comunhão dos santos em um culto, encontre danças, bailes ou qualquer tipo de coreografia, e o próprio Senhor Jesus entre fazendo passinhos de danças ou coreografia, muito menos Jesus entrando em trenzinhos, em pleno culto racional, que se tornou um momento divertido e de entretenimento onde os corações então inclinados a satisfação pessoal. Imagine você que é a favor das danças litúrgicas, Jesus na ponta do trenzinho, logo após Moises, Nóe, Abraão, Isaque, Jacó, José, Daniel, Pedro, Paulo, João Calvino, Simonton……
    Desculpe irmãos, mas não consigo ver uma igreja reformada, que adote nossos símbolos de Fé “Confissão de fé de Westminster, Ceticismos Maior e Menor, e o próprio manual litúrgico” tentando insistir em adotar danças litúrgicas, acho que os seguidos destes pensamentos, precisam compreender que estão dentro de uma igreja reformada Calvinista, onde qualquer evento que fuja de um culto Cristo-centrico e racional deve ser banido.
    Parabéns Supremo Concilio!!!!!!!!

    Edson Ferreira
    3° Igreja Presbiteriana de Suzano

     
  28. Edson Ferreira

    24 setembro, 2007 at 1:29 pm

    Amados irmãos, em resposta ao escrito por Almir Says quando diz: “Não vê problemas e acredita que a igreja precisa sair do séc. XVI e encarar que estamos no séc. XXI” Acho que esta equivocado, nosso Deus é eterno e não esta de baixo de séculos, a reverencia deverá ser a mesma até no século XXX caso o senhor Jesus não volte, imagino que quando se tornou membro da IPB fez publica profissão de fé, quando foi apresentado as doutrinas básicas e símbolos de fé da IPB. Com todo respeito não vejo motivos para tal imposição as decisão do Supremo Concilio já que ser reformado é característica da IPB desde sua fundação. O Meu conselho é leia mas os nossos símbolos de fé.

    Posição que acredito ser calvinista reformada:

    As sagradas escrituras nos ensinam que “tudo é licito, mas nem todas as coisas convêm, e nem todas edificam”. Por esse motivo, é explicito ser licito dançar, mas na ocasião do culto racional em louvor ao Soberano DEUS não convêm e nem faz parte do culto racional que acreditamos agradar a Deus. Acredito não ter espaço para dançar litúrgicas dentro do culto reformado, o acontecido com Davi quando dança em comemoração, não é regra, muito menos uma tradição, prova disso é que Deus nunca ordenou que danças fizessem parte do culto, principalmente no novo testamento, quando Cristo o Deus vivo participou de cultos e eventos eclesiásticos e nunca ordenou ou incluiu tal pratica, não vemos Moises dançar depois de suas conquistas, nem Noé depois da queda do dilúvio, Abrão depois de oferecer seu filho como sacrifício, Daniel e seus três amigos após livramentos, Saulo depois de ter sido convertido pelo próprio senhor Jesus, Pedro depois de ter se arrependido em ter negado a Cristo e todos os outros acontecidos. A reforma trouxe às nossas igrejas características de uma igreja puramente cristã, reverente e racional, com único intuito de agradar ao soberano Deus, em nenhuma parte do culto agradar membros ou participantes da solenidade, muito menos dar vazão e satisfação para vontades carnais.
    “Não imagino o episodio” o senhor JESUS voltando para resgatar a igreja militante, ao entrar na comunhão dos santos em um culto, encontre danças, bailes ou qualquer tipo de coreografia, e o próprio Senhor Jesus entre fazendo passinhos de danças ou coreografia, muito menos Jesus entrando em trenzinhos, em pleno culto racional, que se tornou um momento divertido e de entretenimento onde os corações então inclinados a satisfação pessoal. Imagine você que é a favor das danças litúrgicas, Jesus na ponta do trenzinho, logo após Moises, Nóe, Abraão, Isaque, Jacó, José, Daniel, Pedro, Paulo, João Calvino, Simonton……
    Desculpe irmãos, mas não consigo ver uma igreja reformada, que adote nossos símbolos de Fé “Confissão de fé de Westminster, Ceticismos Maior e Menor, e o próprio manual litúrgico” tentando insistir em adotar danças litúrgicas, acho que os seguidos destes pensamentos, precisam compreender que estão dentro de uma igreja reformada Calvinista, onde qualquer evento que fuja de um culto Cristo-centrico e racional deve ser banido.
    Parabéns Supremo Concilio!!!!!!!!

    Edson Ferreira
    3ª Igreja Presbiteriana de Suzano

     
  29. Rev. Normando

    24 setembro, 2007 at 3:58 pm

    Queridos irmãos:
    Concordo mais uma vez com os irmãos quanto à necessidade do ensino referente à preciosa doutrina do culto. Faz parte da nossa tradição reformada, a correção pelo reto ensino. O grande problema dos nosso dias é que o culto é planejado e executado pensando em agradar os jovens, os anciãos, os visitantes, “atrair as pessoas”. Devemos orientar o nosso povo de que o culto é oferecido a Deus e o nosso objetivo é agradá-lo e que dependemos da ação do Espírito sobre as nossas vidas para que desejemos ardentemente adorá-lo. Que o nosso prazer esteja no SENMHOR e não na “tecnologia”, nos acessórios. Deus tenha misericódia de nós nesses dias de superficialismo, onde muitos desejam a festa, o prazer, o movimento, mas recusam o compromisso, o discernimento, o esforço para o entendimento. Uma das armas que nós temos é a oração por nossas ovelhas para que elas desejem ardentemente o genuíno leite espiritual e se afastem das fábulas. Devemos orar também para que os nossos seminários formem ministros comprometidos com Deus e com a Palavra, sérios no cumprimento dos seus deveres ( inclusive dos seus compromissos confessionais, assumidos livremente). Além disso, devemos também denunciar os abusos, a desobediência,visando a pureza da Igreja e o bem dos faltosos. Estes precisam ser corrigidos pelos seus concílios para que zelem pela santidade da Igreja do Deus Vivo, coluna e baluarte da verdade.
    Louvo a Deus pela firmeza doutrinária da nossa denominação (amada IPB), inclusive no que se refere à preciosa doutrina do culto. Lamento, porém, a desobediência de ministros e a omissão de presbíteros regentes que se calam diante da situação e não acionam os concílios superiores em busca de correção nos termos da CI.
    Que Deus tenha misericórdia de nós e nos dê a graça de sermos reformadores da Igreja do Século XXI para que entreguemos aos nossos filhos uma Igreja sólida, bíblica, cheia do Espírito Santo. Dependemos cmpletamente DELE!
    Abraços
    Rev. Normando

     
  30. Rev. Normando

    24 setembro, 2007 at 4:25 pm

    Irmãos:
    Realmente temos que nos afadigar no ensino referente à doutrina bíblica do culto.Faz parte da nossa tradição reformada, por ser bíblica, a correção pelo reto ensino. Precisamos orientar o nosso povo quanto ao caráter teocêntrico do culto. Infelizmente muitos cultos são planejados e executados pensando em atrair as pessoas, segurar os jovens na Igreja,adquirir popularidade, atender às expectativas da nossa sociedade (pervertida e corrupta). Precisamos mostrar, empunhando as Santas Escrituras, que o nosso objetivo no culto é agradar a Deus, glorificá-lo, contempando a beleza da Sua santidade por meio da Sua Palavra e dos elementos cúlticos estabelecidos por ela. Precisamos reafirmar nossa fé na suficiência da Palavra para reunir e manter reunidos os eleitos de Deus.
    Além de nos esforçarmos no ensino da Sã Doutrina, devemos também nos esforçar em oração, suplicando a sabedoria do alto sobre nós e sobre nossas ovelhas, para que elas desejem ardentemente o genuíno leite espiritual e se afastem das fábulas. Devemos ainda (principalmente ministros e presbíteros) confrontar os irmãos desobedientes, seguindo os trâmites bíblicos e constitucionais, visando sempre a pureza da Igreja e o bem dos faltosos, para a glória de Deus. Infelizmente nós mesmos (falo em termos gerais) temos nos omitido quanto a essa providência. Desobediências, profanações do culto ao Senhor são praticadas e não são denunciadas. Não basta criticar, temos que buscar a correção efetiva.
    A minha oração sincera é que o nosso Deus nos habilite com conhecimento da Palavra, amor por Ele e por Sua Igreja, coragem e determinação para que sejamos verdadeiros reformadores do Sèculo XXI e que, pelo poder do Espírito Santo, entreguemos aos nosss filhos, à geração vindoura, uma Igreja pura, bíblica, fervorosa. Que o nosso prazer no culto seja a certeza da presença de Deus e não a “tecnologia” os acessórios (mesmo aqueles, cujo uso seja legítmo). Essa luta não é fácil. Permaneçamos firmes naquEle que é Todo-poderoso!
    Abraços
    Rev. Normando

     
  31. Rev. Normando

    24 setembro, 2007 at 11:06 pm

    Irmãos:
    A meu ver precisamos agir de três maneiras para garantir que as nossas decisões oficiais(graças a Deus fiéis à Palavra) sejam efetivadas no cotidiano das igrejas locais:
    1) Ensino exaustivo da Sã Doutrina, particularmente no que diz respeito á doutrina do culto, tema do nosso debate. Precisamos orientar as nossas ovelhas para que entendam o objetivo do culto: glorificar a Deus, agradá-lo. Que o culto segundo a Palavra seja expressão relevante da nossa fé, resposta ao amor do nosso Deus. Que não deve ser pragmático, tendo como objetivo fazer a vontade do povo ( lembremos da fraqueza de Arão que ouviu o povo e fez o bezerro de ouro) para atrair, segurar jovens na Igreja, atender aos reclames da sociedade contemporânea.Nós cremos que o método de Deus reunir os seus eleitos e edificá-los na fé é a Sua palavra. Precisamos reafirmar e enfatizar a Sua suficiência.
    2)Devemos também nos esforçar em oração, pois é o Epírito Santo que aplica a Palavra ensinada. Clamemos ao Senhor que dê aos nossos rebanhos desejo ardente pelo genuíno leite espiritual e se afaste das fábulas. Oremos pelos seminários para que sejam eficientes na formação de pastores firmes, dedicados, conhecedores da sã doutrina e corajosos para praticá-la em seus ministérios. Oremos também pelos presbitérios para que sejam zelosos no exame dos candidatos e sejam sábios na aprovação dos novos ministros.
    3) Quando presenciarmos a desobediência à Palavra (Conforme a interpretação confessional que nós, livremente, afirmamos aceitar) na forma de conduzir a Igreja do Deus Vivo, coluna e baluarte da verdade, devemos denunciar ao concílio competente para a devida correção. Devemos visar sempre a pureza da Igreja e o bem do faltoso. Por se tratar de assunto tão sério, devemos ir até a última instância em busca de solução.
    A nossa luta é árdua, mas devemos perseverar nela, confiando no poder do SENHOR da Igreja.
    Abraços
    Normando

     
  32. Rev. Normando

    25 setembro, 2007 at 5:07 pm

    Irmãos:
    Nós ministros, encarregados especialmente pela docência da Igreja, devemos:
    1) Afadigar-nos no ensino de “todo desígnio de Deus” aos nossos rebanhos. Assim, a doutrina bíblica do culto não deixará de ser privilegiada. A correção pelo reto ensino faz parte da nossa tradição bíblica e reformada. Devemos orientar às nossas ovelhas quanto ao caráter teocêntrico do culto, do seu objetivo de agradar a Deus, glorificá-lo e assim edificando os santos em assembléia. Devemos preparar o nosso povo para que entenda que o objetivo do culto não é criar mecanismos para atração das pessoas, segurar outras por meio de um ambiente social aceitável. Não se trata de “apresentações”, de exibição de talentos. Devemos reafirmar a nossa convicção na suficiência das Escrituras como o recurso determinado pelo nosso Deus para congregar e edificar os Seus eleitos.
    2) Devemos nos esforçar também em oração por nós mesmos e pela Igreja, pois é o poder do Espírito Santo que garante a verdadeira aprendizagem da Palavra ensinada. Supliquemos ao SENHOR que conceda que os nossos ouvintes tenham desejo ardente pelo genuíno leite espiritual e se afastem das fábulas. Que o nosso prazer no culto seja a certeza da presença do nosso Deus, criador e redentor, e não na tecnologia, nas habilidades artísticas dos dirigentes ( mesmo quando usados de forma legítma). Clamemos ao Senhor por um verdadeiro reavivamento espiritual. Peçamos a Deus o privilégio de entregarmos aos nossos filhos, à geração vindoura, uma Igreja pura, bíblica, fervorosa.
    3) Precisamos também de amor e coragem para agirmos efetivamente na correção dos atos de desobediência dos quais temos conhecimento. Se sabemos que alguma igreja irmã tem admitido impurezas no seu culto, devemo seguir a orientação bíblica do confrontamento para a correção. Caso não tenhamos sucesso por meios suasórios, devemos denunciar aos concílios competentes para o devido tratamento corretivo. Devemos sempre visar a pureza da Igreja e o bem dos faltosos.
    Encerro rogando as bênçãos do Senhor sobre nós, presbíteros regentes e docentes, sobre os nossos concílios para que sejamos reformadores do Século XXI e saibamos conduzir a Igreja que nos foi confiada, lembrando que deveremos prestar contas dos nossos atos. Temos uma grande responsabilidade diante do nosso Deus e Senhor da Igreja.
    abraços
    Normando

     
  33. Anônimo

    26 setembro, 2007 at 4:22 pm

    Publico em nosso blog uma das respostas a um irmão que expressou dúvidas quanto a biblicidade da decisão tomada pela Igreja Presbiteriana do Brasil quanto a questão das chamadas “danças litúrgicas”. Guardamos a identidade de quem nos apresentou suas dúvidas, mas crendo que a resposta serve para muitos que tem as mesmas dúvidas.

    “Estimado irmão
    A graça seja com o irmão
    Recebi sua correspondência anexada ao e-mail. Sua manifestação preocupada, porém, gentil e fraterna, certamente revelam traços de seu coração crente e comprometido com o Senhor e a Sua Palavra, que para nós é a “única regra de fé e de prática”.
    Como o irmão sabe, sirvo à Igreja Presbiteriana do Brasil, também no papel de Secretário Executivo do SC. Cumpre a esta secretaria comunicar todas as decisões do SC, ou de sua Comissão Executiva, a quem elas se dirigem. Foi por isto, que tendo sido tomada uma decisão que atingia todas as igrejas locais, enviei aos pastores e presbíteros a correspondência, transcrevendo a resolução tomada na última reunião da Comissão Executiva, que ocorreu em março deste ano.
    A decisão é seqüência de várias outras, que versam sobre o mesmo tema, a saber, as questões litúrgicas vividas mais intensamente em nossos dias. Os problemas de que trata a resolução não eram sequer alvo de atenção há vinte anos, visto que eles sequer existiam. Em toda a história da Igreja Presbiteriana do Brasil, a não ser muito recentemente, jamais foi registrado que houvesse grupos coreográficos, danças chamadas litúrgicas, ou quaisquer manifestações de apelo corporal. Isto vem ocorrendo mais recentemente.
    Algumas decisões anteriormente tomadas vinham em termos de “recomendação” e, imaginava-se, que uma recomendação de um concílio superior não precisava ser acatada. Nossa denominação sempre entendeu que uma recomendação é uma
    maneira diplomática, gentil e pastoral de se dar uma ordem, que precisa ser
    obedecida. Foi por esta razão que o termo “recomendação” foi deixado de ser utilizado para se usar o termo “determina”. É claro que, se porventura, esta determinação fere as Sagradas Escrituras, cada um de nós tem o dever espiritual de desrespeitá-la e jamais acatá-la. Por isto a citação que o irmão faz de textos bíblicos dão ao irmão, inicialmente, o aparente direito de ficar com a Bíblia e não com a decisão de sua Igreja.
    É necessário, no entanto, examinar alguns pontos iniciais, para depois nos firmarmos nos textos bíblicos que o estimado irmão arrola.
    Primeiramente a sua afirmação: “Procurei e não encontrei na BÍBLIA que desacon-se-lha-se (sic) ou proíba dançar para DEUS” (As duas ênfases
    pertencem ao irmão).
    Vejamos, o princípio interpretativo das Escrituras que nós os presbiterianos adotamos é este: “O que não é explicitamente permitido pelas Escrituras, é proibido”. São os luteranos e os católicos romanos que aplicam outro princípio interpretativo aplicam outro princípio interpretativo a saber: “O que não é proibido, é permitido”. Portanto, o princípio que o irmão afirma como seu fundamento não se aplica.
    No entanto, o amado irmão cita diversos textos das Escrituras, como se encontrasse neles fundamento para esta prática que na vida da Igreja
    Presbiteriana é recente. Vamos a estes textos, examinando-os mais de
    perto, com a Bíblia aberta, como se recomenda a um discípulo bereano:
    II Samuel 6.14 a 16 – Diz este texto:

    “Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor; e estava cingido de uma estola sacerdotal de linho. Assim Davi, com todo o Israel, fez subir a arca do Senhor, com júbilo e ao som de trombetas. Ao entrar a arca do Senhor na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi que ia saltando e dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração.”
    O verso 17 e 18 acrescenta:
    “Introduziram a arca do Senhor e puseram-na no seu lugar, na tenda que lhe armara Davi; e este trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor. Tendo Davi trazido holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em o nome do Senhor dos Exércitos. E repartiu a todo o povo e a toda multidão de Israel, tanto homens como mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e passas. Então, se retirou todo o povo, cada um para sua casa.” he armara Davi; e este trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor. Tendo Davi trazido holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em o nome do Senhor dos Exércitos. E repartiu a todo o povo e a toda multidão de Israel, tanto homens como mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e passas. Então, se retirou todo o povo, cada um para sua casa.”
    ia, com harpas, com saltérios, com tamboris, com pandeiros e com címbalos”.
    O que está acontecendo ali? Foram vitoriosos numa batalha e estão se alegrando porque Deus lhes concedeu a vitória. Nada, absolutamente nada, ocorre no tabernáculo, onde o culto é prescrito por Deus. Nem no tabernáculo e nem mesmo no templo, jamais se ouve que tivesse ocorrido danças. Na verdade, o culto no Antigo Testamento, no templo, era extremamente meticuloso e cheio de regulamentações. Por exemplo, somente os 280 sacerdotes cantores podiam cantar, os sacerdotes podiam pisar o átrio, somente o sumo-sacerdote podia adentrar no santo dos santos. Os homens judeus ficavam no átrio afastado, as mulheres mais afastadas ainda, os gentios ficavam atrás da parede de separação. O culto no AT era prescrito com rigor. Danças no tabernáculo ou no templo? Jamais. Portanto, querer usar um texto do AT como norteador do culto no templo, teremos que ser ainda mais restritos do que a permissividade imaginada nos nossos dias.
    Veja, o texto de II Samuel 6 descreve algo de que eu também participaria com toda a exuberância. Vamos imaginar que o Exército Brasileiro voltasse de uma guerra justa e voltasse vitorioso. Eu dançaria e pularia de alegria ao som das marchas e das bandas musicais. Foi isto o que ocorreu. Louvaria a Deus com gritos, pela vitória de minha pátria. Dançaria de gratidão a Deus.
    Seu outro texto é o dos Salmos. O quinto livro dos Salmos, o último Salmo do quinto livro. Salmo 150, versículo 4, onde encontramos:
    “Louvai-o com adufes e danças…”
    O irmão haverá de observar que este louvor é o louvor universal, visto que o salmista em sua doxologia final afirma: “Todo ser que respira louve ao Senhor”. Bem, que “todo ser” é este? É todo o que respira. Vacas, peixes com suas guelras, pássaros, até mesmo árvores, visto que respiram. Eu sei que uma vaca respira e, se respira, louva a Deus, contudo eu não trago uma vaca para dentro do templo.
    Na verdade, o louvor universal é descrito nos Salmos, quando se afirma que as corças parindo na encosta das montanhas, os leõezinhos que passam fome, as folhas que batem palmas, os ventos procelosos, os vagalhões do mar, os terremotos, tudo na natureza diz: “glória!” e manifesta o poder
    incontrolável de Deus. Foi tendo este entendimento, interpretando os textos desta maneira, e vendo esta novidade que se foi instalando recentemente em nossa denominação, muito mais sob a influência do pentecostalismo e o neo-carismatismo, que os concílios gerais de nossa IPB decidem orientar pastoralmente nossa amada igreja.
    Mas o irmão cita outros textos, vamos a eles:
    Jeremias 31.4,13
    Este, como vários outros textos do AT, descrevem as danças que ocorriam nas épocas das colheitas, das cessações de calamidades, etc. A dança, em si, é uma expressão legítima da arte, tal como a pintura, o malabarismo, artes circenses, como cuspir fogo, etc. O texto de Jeremias descreve profeticamente a volta do cativeiro da Babilônia, anos terríveis de escravidão e sofrimento. Na volta, Jeremias profetiza, vai haver muita dança.
    Eu que sou totalmente desajeitado para a dança, sem dúvida,
    dançaria, pularia, manifestaria alegria intensa se estivesse voltando de qualquer cativeiro. Mas este texto, mais uma vez, está sendo utilizado pelo irmão fora do seu contexto. Não descreve, em absoluto, a ordem do culto comunitário no templo, em adoração a Deus. No templo, Deus prescreve o que Ele quer.
    Lamentações 5.15
    Que trata dos sofrimentos do cerco, logo após a queda do reino de Judá diante dos Babilônicos, em 586 a.C., quando muito se lamentou. Antes eles dançavam e as danças se converteram em lamentações. As danças são expressões legítimas, como é legítimo vestir-se de roupas de banho para irmos à praia. Mas, eu sei que o irmão não vai vestido desta forma ao templo para o culto comunitário. Cada coisa no seu devido lugar e no seu devido tempo.
    O texto de Mateus 11.17
    “Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes.”
    Estes dizeres de Jesus se referem àquelas crianças que, quando não havia mercado na praça, se juntavam para brincar, mas não havia espírito de cooperação na brincadeira. Isto não tem nada a ver com o culto que prestamos
    a Deus, meu irmão. Este é o perigo que muitos estão correndo hoje, de tomar textos fora dos seus contextos e tentar provar seus pontos de vista pessoais. Não é assim que devemos tratar as Escrituras. São os pentecostais de hoje que abrem a Bíblia ao léu e fazem com que o texto diga qualquer coisa que lhes interessa.
    Lucas 7.32 é repetição de Mateus 11.7. Veja o texto todo e diga-me se a interpretação que proponho ao irmão não confere com o sentido do texto.
    “A que, pois, comparareis os homens da presente geração, e a que são eles semelhantes? São semelhantes a meninos que, sentados na praça, gritam uns para os outros: “Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não chorastes.”
    O irmão cita então I Samuel 18.6. Veja cuidadosamente o texto e me diga se ele se refere a qualquer culto ocorrido no templo ou no tabernáculo.
    “Sucedeu, porém, que, vindo Saul e seu exército, e voltando também Davi de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com tambores, com júbilo e com instrumentos de música.
    O verso 17 do texto continua:
    “As mulheres se alegravam e, cantando alternadamente, diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares.”
    Irmão querido, preste bem atenção, o amado já ouviu algum cântico de louvor a Deus com esta letra? Sua igreja canta “O pastor da igreja ‘Assembléia dos Amalequitas’ conquistou milhares de almas, porém o pastor de nossa igreja conquistou dez milhares de almas para nossa denominação!”? Notou que aqui não há nenhuma adoração dirigida a Deus? O texto que o irmão usa, está sendo usado fora do contexto. Aqui está sendo descrita a alegria de mulheres pelas vitórias obtidas por Davi. E o irmão certamente observou o exagero destas mulheres – dez milhares? – 10 mil vitórias de Davi? Davi guerreou muito, ele era homem de sangue, por isto não lhe foi permitido construir o templo, mas ele não era tão sanguinário assim.
    Quanto aos “tambores”, creio que eles são permitidos. Nunca houve qualquer decisão a respeito do assunto. Eu poderia falar com o irmão sobre os
    tambores, mas o farei oportunamente.
    Evidentemente, eu entendo o drama do amado irmão. Também tenho filhos e muitas vezes sou pressionado por eles. Por esta razão devemos dar respostas a respeito das razões e das convicções que temos. Se não temos convicções, qualquer adolescente que bambolear na nossa frente terá muito mais argumentos do que nós. Tenho conversado com uma quantidade significativa de jovens e adolescentes e grande parte deles se sentem convencidos quando tratamos a Palavra de Deus com seriedade. Sua filha precisa desta orientação segura e eu creio firmemente que o irmão, levando a sério a Palavra de Deus, poderá dá-la.
    Paulo afirma que existem coisas que têm aparência de sabedoria, tal como esta onda de dança que foi introduzida recentemente em nossas igrejas, via apóstolo Estevão Hernandes e sua esposa e “bispa” Sonia Hernandes, e outros que tais, são estes que estão ditando a moda. Estas coisas passam a focalizar a nossa atenção para o meneio do corpo e Paulo fala a respeito do “culto de si mesmo”… e diz que tudo isto não tem qualquer valor contra a sensualidade.
    O irmão já tem uma filha, portanto já não é tão novo assim, e mesmo que eu não saiba a sua idade, pergunto-lhe: “O irmão conheceu qualquer movimento de dança litúrgica há 40 anos?” Leia a história de nossa igreja e da igreja evangélica no mundo e certamente não encontrará esta prática. Será que os nossos antepassados estavam errados e só agora estamos descobrindo a bênção
    da dança no templo, no culto a Deus? Se estivermos certos, eles estavam errados. Se estivermos errados, gerações e gerações de crentes, antes de nós, estão deixando de nos orientar no conhecimento da Palavra de Deus.
    Eu respondi ao irmão com sinceridade e com a Bíblia aberta.
    Seu pastor e conselho de sua igreja juraram lealdade à Bíblia e afirmaram que os documentos confessionais de nossa igreja seriam acatados, visto que eles, depois de os conhecerem, entenderam e disseram que são estes documentos fiéis às Sagradas Escrituras. A decisão da CE-SC-IPB de março, que o irmão questiona, está perfeitamente calcada nas Sagradas Escrituras e no entendimento solene que nossa Confissão de Fé tem do culto que prestamos a Deus.

    Receba meu abraço sincero e fraterno, registrando que estou aberto a qualquer outra consideração sobre este ou outro assunto de seu agrado.
    Seu irmão e conservo em Cristo
    Ludgero Morais – SE-SC-IPB

     
  34. Ludgero Morais

    26 setembro, 2007 at 4:23 pm

    Publico em nosso blog uma das respostas a um irmão que expressou dúvidas quanto a biblicidade da decisão tomada pela Igreja Presbiteriana do Brasil quanto a questão das chamadas “danças litúrgicas”. Guardamos a identidade de quem nos apresentou suas dúvidas, mas crendo que a resposta serve para muitos que tem as mesmas dúvidas.

    “Estimado irmão
    A graça seja com o irmão
    Recebi sua correspondência anexada ao e-mail. Sua manifestação preocupada, porém, gentil e fraterna, certamente revelam traços de seu coração crente e comprometido com o Senhor e a Sua Palavra, que para nós é a “única regra de fé e de prática”.
    Como o irmão sabe, sirvo à Igreja Presbiteriana do Brasil, também no papel de Secretário Executivo do SC. Cumpre a esta secretaria comunicar todas as decisões do SC, ou de sua Comissão Executiva, a quem elas se dirigem. Foi por isto, que tendo sido tomada uma decisão que atingia todas as igrejas locais, enviei aos pastores e presbíteros a correspondência, transcrevendo a resolução tomada na última reunião da Comissão Executiva, que ocorreu em março deste ano.
    A decisão é seqüência de várias outras, que versam sobre o mesmo tema, a saber, as questões litúrgicas vividas mais intensamente em nossos dias. Os problemas de que trata a resolução não eram sequer alvo de atenção há vinte anos, visto que eles sequer existiam. Em toda a história da Igreja Presbiteriana do Brasil, a não ser muito recentemente, jamais foi registrado que houvesse grupos coreográficos, danças chamadas litúrgicas, ou quaisquer manifestações de apelo corporal. Isto vem ocorrendo mais recentemente.
    Algumas decisões anteriormente tomadas vinham em termos de “recomendação” e, imaginava-se, que uma recomendação de um concílio superior não precisava ser acatada. Nossa denominação sempre entendeu que uma recomendação é uma
    maneira diplomática, gentil e pastoral de se dar uma ordem, que precisa ser
    obedecida. Foi por esta razão que o termo “recomendação” foi deixado de ser utilizado para se usar o termo “determina”. É claro que, se porventura, esta determinação fere as Sagradas Escrituras, cada um de nós tem o dever espiritual de desrespeitá-la e jamais acatá-la. Por isto a citação que o irmão faz de textos bíblicos dão ao irmão, inicialmente, o aparente direito de ficar com a Bíblia e não com a decisão de sua Igreja.
    É necessário, no entanto, examinar alguns pontos iniciais, para depois nos firmarmos nos textos bíblicos que o estimado irmão arrola.
    Primeiramente a sua afirmação: “Procurei e não encontrei na BÍBLIA que desacon-se-lha-se (sic) ou proíba dançar para DEUS” (As duas ênfases
    pertencem ao irmão).
    Vejamos, o princípio interpretativo das Escrituras que nós os presbiterianos adotamos é este: “O que não é explicitamente permitido pelas Escrituras, é proibido”. São os luteranos e os católicos romanos que aplicam outro princípio interpretativo aplicam outro princípio interpretativo a saber: “O que não é proibido, é permitido”. Portanto, o princípio que o irmão afirma como seu fundamento não se aplica.
    No entanto, o amado irmão cita diversos textos das Escrituras, como se encontrasse neles fundamento para esta prática que na vida da Igreja
    Presbiteriana é recente. Vamos a estes textos, examinando-os mais de
    perto, com a Bíblia aberta, como se recomenda a um discípulo bereano:
    II Samuel 6.14 a 16 – Diz este texto:

    “Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor; e estava cingido de uma estola sacerdotal de linho. Assim Davi, com todo o Israel, fez subir a arca do Senhor, com júbilo e ao som de trombetas. Ao entrar a arca do Senhor na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi que ia saltando e dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração.”
    O verso 17 e 18 acrescenta:
    “Introduziram a arca do Senhor e puseram-na no seu lugar, na tenda que lhe armara Davi; e este trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor. Tendo Davi trazido holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em o nome do Senhor dos Exércitos. E repartiu a todo o povo e a toda multidão de Israel, tanto homens como mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e passas. Então, se retirou todo o povo, cada um para sua casa.” he armara Davi; e este trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor. Tendo Davi trazido holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em o nome do Senhor dos Exércitos. E repartiu a todo o povo e a toda multidão de Israel, tanto homens como mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e passas. Então, se retirou todo o povo, cada um para sua casa.”
    ia, com harpas, com saltérios, com tamboris, com pandeiros e com címbalos”.
    O que está acontecendo ali? Foram vitoriosos numa batalha e estão se alegrando porque Deus lhes concedeu a vitória. Nada, absolutamente nada, ocorre no tabernáculo, onde o culto é prescrito por Deus. Nem no tabernáculo e nem mesmo no templo, jamais se ouve que tivesse ocorrido danças. Na verdade, o culto no Antigo Testamento, no templo, era extremamente meticuloso e cheio de regulamentações. Por exemplo, somente os 280 sacerdotes cantores podiam cantar, os sacerdotes podiam pisar o átrio, somente o sumo-sacerdote podia adentrar no santo dos santos. Os homens judeus ficavam no átrio afastado, as mulheres mais afastadas ainda, os gentios ficavam atrás da parede de separação. O culto no AT era prescrito com rigor. Danças no tabernáculo ou no templo? Jamais. Portanto, querer usar um texto do AT como norteador do culto no templo, teremos que ser ainda mais restritos do que a permissividade imaginada nos nossos dias.
    Veja, o texto de II Samuel 6 descreve algo de que eu também participaria com toda a exuberância. Vamos imaginar que o Exército Brasileiro voltasse de uma guerra justa e voltasse vitorioso. Eu dançaria e pularia de alegria ao som das marchas e das bandas musicais. Foi isto o que ocorreu. Louvaria a Deus com gritos, pela vitória de minha pátria. Dançaria de gratidão a Deus.
    Seu outro texto é o dos Salmos. O quinto livro dos Salmos, o último Salmo do quinto livro. Salmo 150, versículo 4, onde encontramos:
    “Louvai-o com adufes e danças…”
    O irmão haverá de observar que este louvor é o louvor universal, visto que o salmista em sua doxologia final afirma: “Todo ser que respira louve ao Senhor”. Bem, que “todo ser” é este? É todo o que respira. Vacas, peixes com suas guelras, pássaros, até mesmo árvores, visto que respiram. Eu sei que uma vaca respira e, se respira, louva a Deus, contudo eu não trago uma vaca para dentro do templo.
    Na verdade, o louvor universal é descrito nos Salmos, quando se afirma que as corças parindo na encosta das montanhas, os leõezinhos que passam fome, as folhas que batem palmas, os ventos procelosos, os vagalhões do mar, os terremotos, tudo na natureza diz: “glória!” e manifesta o poder
    incontrolável de Deus. Foi tendo este entendimento, interpretando os textos desta maneira, e vendo esta novidade que se foi instalando recentemente em nossa denominação, muito mais sob a influência do pentecostalismo e o neo-carismatismo, que os concílios gerais de nossa IPB decidem orientar pastoralmente nossa amada igreja.
    Mas o irmão cita outros textos, vamos a eles:
    Jeremias 31.4,13
    Este, como vários outros textos do AT, descrevem as danças que ocorriam nas épocas das colheitas, das cessações de calamidades, etc. A dança, em si, é uma expressão legítima da arte, tal como a pintura, o malabarismo, artes circenses, como cuspir fogo, etc. O texto de Jeremias descreve profeticamente a volta do cativeiro da Babilônia, anos terríveis de escravidão e sofrimento. Na volta, Jeremias profetiza, vai haver muita dança.
    Eu que sou totalmente desajeitado para a dança, sem dúvida,
    dançaria, pularia, manifestaria alegria intensa se estivesse voltando de qualquer cativeiro. Mas este texto, mais uma vez, está sendo utilizado pelo irmão fora do seu contexto. Não descreve, em absoluto, a ordem do culto comunitário no templo, em adoração a Deus. No templo, Deus prescreve o que Ele quer.
    Lamentações 5.15
    Que trata dos sofrimentos do cerco, logo após a queda do reino de Judá diante dos Babilônicos, em 586 a.C., quando muito se lamentou. Antes eles dançavam e as danças se converteram em lamentações. As danças são expressões legítimas, como é legítimo vestir-se de roupas de banho para irmos à praia. Mas, eu sei que o irmão não vai vestido desta forma ao templo para o culto comunitário. Cada coisa no seu devido lugar e no seu devido tempo.
    O texto de Mateus 11.17
    “Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes.”
    Estes dizeres de Jesus se referem àquelas crianças que, quando não havia mercado na praça, se juntavam para brincar, mas não havia espírito de cooperação na brincadeira. Isto não tem nada a ver com o culto que prestamos
    a Deus, meu irmão. Este é o perigo que muitos estão correndo hoje, de tomar textos fora dos seus contextos e tentar provar seus pontos de vista pessoais. Não é assim que devemos tratar as Escrituras. São os pentecostais de hoje que abrem a Bíblia ao léu e fazem com que o texto diga qualquer coisa que lhes interessa.
    Lucas 7.32 é repetição de Mateus 11.7. Veja o texto todo e diga-me se a interpretação que proponho ao irmão não confere com o sentido do texto.
    “A que, pois, comparareis os homens da presente geração, e a que são eles semelhantes? São semelhantes a meninos que, sentados na praça, gritam uns para os outros: “Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não chorastes.”
    O irmão cita então I Samuel 18.6. Veja cuidadosamente o texto e me diga se ele se refere a qualquer culto ocorrido no templo ou no tabernáculo.
    “Sucedeu, porém, que, vindo Saul e seu exército, e voltando também Davi de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com tambores, com júbilo e com instrumentos de música.
    O verso 17 do texto continua:
    “As mulheres se alegravam e, cantando alternadamente, diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares.”
    Irmão querido, preste bem atenção, o amado já ouviu algum cântico de louvor a Deus com esta letra? Sua igreja canta “O pastor da igreja ‘Assembléia dos Amalequitas’ conquistou milhares de almas, porém o pastor de nossa igreja conquistou dez milhares de almas para nossa denominação!”? Notou que aqui não há nenhuma adoração dirigida a Deus? O texto que o irmão usa, está sendo usado fora do contexto. Aqui está sendo descrita a alegria de mulheres pelas vitórias obtidas por Davi. E o irmão certamente observou o exagero destas mulheres – dez milhares? – 10 mil vitórias de Davi? Davi guerreou muito, ele era homem de sangue, por isto não lhe foi permitido construir o templo, mas ele não era tão sanguinário assim.
    Quanto aos “tambores”, creio que eles são permitidos. Nunca houve qualquer decisão a respeito do assunto. Eu poderia falar com o irmão sobre os
    tambores, mas o farei oportunamente.
    Evidentemente, eu entendo o drama do amado irmão. Também tenho filhos e muitas vezes sou pressionado por eles. Por esta razão devemos dar respostas a respeito das razões e das convicções que temos. Se não temos convicções, qualquer adolescente que bambolear na nossa frente terá muito mais argumentos do que nós. Tenho conversado com uma quantidade significativa de jovens e adolescentes e grande parte deles se sentem convencidos quando tratamos a Palavra de Deus com seriedade. Sua filha precisa desta orientação segura e eu creio firmemente que o irmão, levando a sério a Palavra de Deus, poderá dá-la.
    Paulo afirma que existem coisas que têm aparência de sabedoria, tal como esta onda de dança que foi introduzida recentemente em nossas igrejas, via apóstolo Estevão Hernandes e sua esposa e “bispa” Sonia Hernandes, e outros que tais, são estes que estão ditando a moda. Estas coisas passam a focalizar a nossa atenção para o meneio do corpo e Paulo fala a respeito do “culto de si mesmo”… e diz que tudo isto não tem qualquer valor contra a sensualidade.
    O irmão já tem uma filha, portanto já não é tão novo assim, e mesmo que eu não saiba a sua idade, pergunto-lhe: “O irmão conheceu qualquer movimento de dança litúrgica há 40 anos?” Leia a história de nossa igreja e da igreja evangélica no mundo e certamente não encontrará esta prática. Será que os nossos antepassados estavam errados e só agora estamos descobrindo a bênção
    da dança no templo, no culto a Deus? Se estivermos certos, eles estavam errados. Se estivermos errados, gerações e gerações de crentes, antes de nós, estão deixando de nos orientar no conhecimento da Palavra de Deus.
    Eu respondi ao irmão com sinceridade e com a Bíblia aberta.
    Seu pastor e conselho de sua igreja juraram lealdade à Bíblia e afirmaram que os documentos confessionais de nossa igreja seriam acatados, visto que eles, depois de os conhecerem, entenderam e disseram que são estes documentos fiéis às Sagradas Escrituras. A decisão da CE-SC-IPB de março, que o irmão questiona, está perfeitamente calcada nas Sagradas Escrituras e no entendimento solene que nossa Confissão de Fé tem do culto que prestamos a Deus.

    Receba meu abraço sincero e fraterno, registrando que estou aberto a qualquer outra consideração sobre este ou outro assunto de seu agrado.
    Seu irmão e conservo em Cristo
    Ludgero Morais – SE-SC-IPB

     
  35. Rev. Gilberto Silva

    27 setembro, 2007 at 2:51 pm

    Parabenizo ao nobre Rev. Ludgero pela resposta apresentada; expressando num tom pastoral e didático o que precisam os crentes presbiterianos saber a respeito do tema danças litúrgicas, correspondeu à expectativa que eu nutria e estava em suspense.

     
  36. Rev, Guilherme

    27 setembro, 2007 at 4:14 pm

    Vi no Youtube a apresentação do corpo coreográfico da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, incluindo os pastores da igreja em total envolvimento com o movimento de corpos.

    O que a IPB pensa sobre aquilo?

    http://br.youtube.com/watch?v=TkWkJqImKko

    http://br.youtube.com/watch?v=UdllDjF-Ebw

    Gui

     
  37. Rev.Ludgero

    27 setembro, 2007 at 4:24 pm

    Estimado pastor

    A decisão da Igreja Presbiteriana do Brasil inclui todas as igrejas federadas. Esta decisão deve ser respeitada e acatada por todos. Não há qualquer excessão.

    Rev. Ludgero Morais
    Secretário Executivo do Supremo Concílio da
    Igreja Presbiteriana do Brasil

     
  38. Rev.Ludgero

    27 setembro, 2007 at 4:59 pm

    Este post abaixo foi a continuação, quando trato dos “tambores”. O fato é que, vem na esteira das músicas no estilo que vemos no youtube postado acima, o requebro.

    Vale a pena observar que a música não é neutra e se trazemos a música do mundo para dentro da igreja, teremos que trazer também o que a acompanha…. e a igreja começa a se parecer com uma danceteria, com uma boate.

    Veja o que escrevi abaixo, em resposta a este mesmo irmão que colocou em dúvida a biblicidade da decisão da Igreja Presbiteriana do Brasil quanto a danças chamadas litúrgicas…

    “…Creio que a sujeição às autoridades superiores, princípio comezinho da Palavra de Deus, nos aponta para outros princípios, que fazem deste, um princípio hierarquicamente inferior. Como o irmão mostrou na sua correspondência anterior, o que eu apreciei deveras, foi sua determinação em se submeter à Palavra de Deus. O irmão se lembra quando fez a sua Pública Profissão de Fé, quando declarou que haveria de “submeter a toda autoridade legitimamente instituída na Igreja do Senhor…”, contudo foi esta a única declaração que o irmão fez com reserva de consciência, a saber: “enquanto esta autoridade fosse fiel às Sagradas Escrituras”.
    Entendo que aí está o sublime preceito ao qual, todos nós os presbiterianos, nos agarramos com firmeza. Não é uma autoridade impositiva de alguém que fala “ex cátedra”, como é o que ocorre entre os romanistas; nem mesmo aquela autoridade de alguém que imagina ser mediador dos oráculos de Deus, em revelações que somente ele afirma ter recebido, como ocorre entre os carismatistas. A autoridade, sob a qual nos submetemos, é somente aquela sancionada pelas Escrituras e nada mais. Você se lembra da resposta de Lutero, o Reformador, quando foi perguntado se rejeitava os seus escritos e sua fé. Disse ele: “A menos que me seja provado pelas Escrituras… não posso rejeitá-las.” Com isto correu o risco de ser morto e muitos, de fato, foram mortos por sua total e incondicional lealdade à Palavra de Deus.
    Quanto ao que o irmão me pergunta, sobre o uso de determinadas expressões nos cânticos, devemos nos lembrar que muitos destes que estão entrando para a nossa igreja, entram sem qualquer análise mais criteriosa. Muitas das heresias modernas foram propagadas por meio dos cânticos. Músicas bonitas, harmonias agradáveis, ritmos apelantes e letras corrompidas. Temos que ter o cuidado com o que cantamos em louvor a Deus.A propósito, peço-lhe que me permita voltar o nosso assunto anterior, que deixei para outra oportunidade, o que trata dos “tambores”. A música, como o irmão sabe, é uma composição de elementos, tais como letra, melodia, harmonia, ritmo, pausas e os instrumentos que a conduz em , seja a voz, instrumentos sonoros, e os percussivos. Os instrumentos percussivos mais primitivos são os tambores. Existem instrumentos percussivos mais nobres, começando pelos adufes, que eram instrumentos que requeriam certa afinação. Mais tarde os tambores foram se enobrecendo e chegou-se aos tímpanos, que são “tambores” orquestrais. Todo instrumentos no qual se bate, é percussivo. O piano é percussivo. Dependendo de como se toca, os instrumentos de corda podem fazer o papel de instrumentos percussivos, tal como um contrabaixo, tocado com a finalidade de se marcar o ritmo.
    Então veja, cada um dos elementos da composição musical, via de regra, atinge um aspecto de nosso ser.
    1. A melodia atinge nossas emoções. Uma melodia melosa pode fazer chorar
    2. A letra atinge nossa inteligência. A letra tem a finalidade de fazer pensar, estabelece convicções.
    3. A harmonia atinge nosso senso do belo, os diferentes instrumentos tocados, as diferentes vozes que se completam. Uma nota dissonante arrepia, tal como um instrumento impróprio para um determinado local, causa aversão (uma cuíca ou uma frigideira, no culto em louvor a Deus, cria uma ponte imediata com a “Marquês de Sapucaí”).
    4. O ritmo, que atinge o nosso corpo. Difícil ouvir um samba sem mexer o corpo, e a sensualidade aflora. É claro, não há composição musical sem ritmo, mesmo o “cantochão” possui algum ritmo.
    5. As pausas, que existem para provocar a nossa reflexão, o meditar sobre o que está sendo dito. Alguns entendem que aquela pequena palavrinha que aparecia nos salmos “selá” eram as pausas, da notação musical dos dias do AT.
    A música aplicada ao culto deve levar em conta todas estas coisas. Não é só a letra que importa, mas a composição toda, com todos os elementos que compõem a música. Têm sido feitas experiências com seres humanos sobre o efeito da música no corpo. Uma pessoa que ingere uma colher de açúcar imediatamente perde o tônus muscular, tanto quanto uma pessoa exposta a uma música com ritmos de tambores, como estas músicas que entraram para o culto de nossas igrejas, onde a bateria ocupa um papel preponderante, imediatamente sofre os mesmos efeitos produzidos pela química venenosa do açúcar. E quando o ritmo toma conta, as inibições vão embora, perdendo-se o domínio próprio, o tônus espiritual.
    Os cultos pagãos eram cheios de ritmos e danças, visto que a mentalidade pagã, conforme registra Peter Jones em seus livros (publicados pela Casa Editora Presbiteriana), tinha como objetivo fazer romper as inibições. E isto era conseguido através de alguns artifícios. Quanto mais “solto” estivesse o adorador, quanto mais livre de inibições, pensavam eles, mais adentravam aos limites das divindades.
    Os artifícios usados eram costumeiramente os seguintes: danças, drogas e sexo grupal. As sacerdotisas (meninas de 12, 13 anos) eram levadas para servirem nos templos pagãos como “sacerdotisas prostitutas”. As danças eram um apelo à sensualidade, pois revelavam os contornos do corpo.
    Três eram os níveis de aprofundamento cúltico: Primeiro, o menos importante, era o nível dos pensamentos, do entendimento. O segundo nível de aprofundamento eram as emoções, e tudo era produzido nos cultos pagão para atingir-se este nível. Veja o que ocorreu no culto que os adoradores de Baal prestaram ali no Monte Carmelo: as emoções estavam à flor da pele, danças, mutilações, sangue correndo, cultos longos e repetitivos, recitações infindas das mesmas palavras. O terceiro nível eram os êxtases, quando as pessoas perdiam completamente o controle de si mesmas e davam gritos desconexos,dançavam e pulavam.
    Como eu disse para o irmão, em nosso e-mail anterior, isto jamais ocorreu no templo. Paulo diz a respeito de alguns egressos do paganismo que eles eram possuídos de “espíritos mudos”. Mas agora, no culto tudo efeito com “ordem e decência”, como convém aos santos.Meu amado irmão, grande parte dos jovens, que estão dirigindo o desenrolar dos cultos que prestamos a Deus, tem muito boa intenção, mas jamais foram preparados. O pastor entrega a eles a condução do culto sem qualquer orientação. Muito tem sido imitação do que estão vendo na televisão, nos cultos dirigidos por esta moçada que ama o êxtase, que produz shows estravagantes, sem qualquer modéstia ou domínio próprio, a ponto de sair de quatro pelo palco afora. Meu irmão, muitos pastores jovens estão saindo de nossos seminários e, com o entusiasmo da juventude, sem qualquer orientação e conselhos de homens sábios, estão trazendo “fogo estranho” para os nossos cultos e, muitos, o estão recebendo, sem qualquer senso crítico. Creio que devemos orar para que o Espírito Santo de Deus mande à nossa geração um dos seus dons, que falta em muitas igrejas: “discernimento”. E este dom só pode ser dado à Igreja de Cristo se ela amar a Palavra de Deus, porque Palavra se encontra o discernimento que carecemos.Receba meu abraço fraterno e o desejo sincero de privar com o irmão a amizade que une aqueles que pensam a mesma coisa e têm o mesmo sentimento e o mesmo amor no Senhor, conforme pediu o apóstolo Paulo na sua carta aos Filipenses, capítulo 2.
    Seu irmão e conservo em Cristo
    Ludgero”

     
  39. Rosana Souza

    27 setembro, 2007 at 5:49 pm

    Rev. Ludgero

    Tenho acompanhado as discussões deste blog. Senti mais coragem de expor minha opinião, logo depois de ver postada a dança triller da Oitava Igreja de Belo Horizonte.

    Fui a um culto numa igreja presbiteriana de sua cidade e fiquei espantanda.Eu que conheci a Igreja Presbiteriana na minha infância, jamais poderia imaginar que ela viessa a sofrer mudança tão radical.

    Pastores presbiterianos que decidiram apelar para o lúdico, ilariante, irreverente, numa pierrotice incontrolada, fazendo o povo rir a mais não poder. As danças entraram naquele contexto como uma luva, coube como nariz no palhaço.

    Eu tinha um grande respeito pela Igreja Presbiteriana do Brasil, mas vejo que ela vem se desrespeitando pouco a pouco, até chegar nisto que está postado no Youtube, endereço acima.

    Se as autoridades desta denominação histórica e séria não tomarem as providências cabíveis para a volta a sensatez, em pouco tempo pouco restará daquilo que o Brasil conheceu de uma Igreja Presbiteriana do Brasil, de saudosa memória.

    Uma irmã preocupada.

    Rosana

     
  40. Rev. Normando

    27 setembro, 2007 at 7:03 pm

    Irmã Rosana:
    O seu questionamento é extremamente pertinente. A nossa Igreja continua oficialmente firme, bíblica. O nosso grande desafio é ajustar a prática das igrejas particulares ao que professamos oficialmente.
    A sua observação é verdadeira. Entristece-nos, mas também nos estimula à ação. Como pastor presbiteriano, agradeço-lhe por ter se pronunciado.
    Abs.
    Normando

     
  41. Augustus Nicodemus Lopes

    27 setembro, 2007 at 8:33 pm

    Caro Rev. Ludgero,

    Parabens pela iniciativa desse blog de discussão. Com isso fica claro que não existe temor da discussão e de se ouvir o contraditório.

    O assunto que abre o blog, que é a posição da IPB sobre danças liturgicas, é muito relevante. Pelo que já li acima de por outras impressões colhidas Brasil afora, tenho a impressão que em alguns locais a decisão será simplesmente ignorada e engavetada. Para muitos pastores, o que eles consideram como sendo a direção do Espírito, está acima das determinações dos concílios. Acho que eles se esquecem que o Espírito também fala pelos concílios, como falou em Atos 15 pelo Concílio de Jerusalém.

    Um grande abraço!

     
  42. Cleomines Anacleto de Figueiredo

    27 setembro, 2007 at 10:36 pm

    Irmãos,
    Por estes dias ouvi de uma jovem de uma igreja neopentecostal de BH que no culto o pastor havia admitido uns jovens que durante o culto manipulavam bastões incediários, e na Inglaterra um culto teve um outro cuspindo fogo… Atras da dança virá tudo… Por que razão alguém não manipulará com pirotecnia se as meninas podem oferecer sua dança, porque os garotos não oferecerão seu fogo?
    GOSTARIA DE OFERECER A OPINIÃO DO IRMÃO JOAO CALVINO SOBRE O ZELO DO CULTO E ONDE CHEGARÁ A IGREJA SENÃO NAS LOUCURAS QUE CHEGOU NA PRE-REFORMA:
    “… a regra que distingue o culto puro e o culto corrompido é de aplicação universal, a fim de que não dotemos nenhum artifício que nos pareça apropriado, mas atentemos para as instruções do Único que está autorizado a legislar quanto ao assunto. Portanto, se quisermos que ele (Deus) aprove o nosso culto, esta regra, que ele impõe nas Escrituras com o máximo rigor, deve se cuidadosamente observada. Pois há duas razões pelas quais o Senhor, ao condenar e proibir todo culto fictício, requer que obedeçamos apenas a sua voz. Primeiro, porque não seguir o nosso próprio prazer, mas depender inteiramente da Sua soberania promove grandemente Sua autoridade. Segundo, porque a nossa corrupção é de tal ordem, que quando somos deixados em liberdade, tudo o que estamos habilitados a fazer é nos extraviar. E então, uma vez desviados do reto caminho, a nossa viagem não termina, enquanto não nos soterremos numa infinidade de superstições”.
    Calvin, John. The necessity of Reforming The Church. Protestant Heritage Press: 1995. pg. 17. “não ultrapasseis o que está escrito!” Paulo. “Porque nós é que somos a circuncisão de Deus, que adoramos segundo o espirito e não segundo a carne”. Aos Filipenses.
    Que o Senhor se Lembre de Sua Santa Igreja e a purifique das coisas do mundo que entra a cada dia. E nos conserve fiéis. Cleomines.

     
  43. Pb. Flávio Ataliba

    28 setembro, 2007 at 12:41 am

    Quero reiniciar minhas considerações pois precipitei-me enviando meu texto apertando uma tecla indevida. Eu tenho 46 anos e desde os 23 anos sou presbítero de uma igreja presbiteriana em Natal que tem 111 anos de existência. No passado a liderança proibiu algumas práticas litúrgicas hoje consideradas absolutamente normais e presentes em nossas cerimônias cúlticas. Lembro-me bem que não era permitido se usar o órgão eletrônico pois era associado com boate, mas o piano podia. Para o violão fazer parte da harmonia musical do culto foi uma luta e quando foi liberado, só podia ser tocado na galeria da igreja onde o coral estava posicionado; próximo ao altar jamais. O violão foi perdoado e veio o novo vilão: a bateria. Mais uma luta e hoje vemo-la harmonicamente fazendo parte de nossa liturgia ainda que proibida em algumas igrejas ainda. Com que base proibitiva, eu desconheço. Bíblica ou gosto pessoal? vcs se lembram dos jograis? proibido. Depois, com o passar do tempo, lá está o jogral fazendo parte da liturgia de algumas igrejas. Um parêntese: acho muito sem graça essa estratégia comunicadora do jogral. Espero não estar ofendendo os apreciadores dessa prática. E os corinhos em nossa liturgia. Vcs se lembram das lutas homéricas que foram travadas. Hoje eles são usados como forma legítima e sincera de expressarmos o quanto Deus nos encanta e o quanto o veneramos pelo Deus que Ele é. Mas antes somente hinos. Hinos inclusive cuja melodia foi inspirada em ambientes profanos. Eu conheço algumas aberrações teológicas que cantamos por décadas através de alguns hinos. Não são muitos, mas os cantamos. Eu trago tais considerações com forte apelo histórico porque a história é testemunha o quanto mudamos ao longo de nossa prática. Os que proibiam as coisas hoje permitidas são julgados por nós de que forma? equivocaram-se e levaram toda uma igreja a uma mutilação litúrgica com base em gosto pessoal ou estilo impingido pelos missionários que aqui chegaram e que, ao invés de se inculturarem entre nós, nos impuseram uma cultura litúrgica que eles julgavam a mais correta? Que influência cúltica traziam? a frieza da europa? o extremo racionalismo americano do norte e europeu? o impedimento da possibilidade de expressar sensações durante o culto? Não se podia rir nem chorar. A atitude do cultista tinha que ser totalmente anemotiva porque se requer no culto reverência e temor, ainda que destituído de celebração, festa e alegria tão presentes nos cultos judaicos. Amados irmãos, essa é a nossa igreja ao longo da história. Não estou querendo em nome da história defender liberalismos litúrgicos, mas não posso me omitir dos seguintes fatos: 1. a liderança foi omissa por anos quando viu a expressão corporal se instalar gradativamente em nossas cerimônias e adiou sua intervenção pastoral orientativa e determinativa. Agora, ao perceber tal prática tomar dimensões bastante expressivas, sente-se na necessidade de intervir. Tudo bem. Antes tarde do que nunca, mas que fique sabendo que agora vai encontrar mais dificuldades ao longo desse processo de convencimento. Mas que se faça. 2. por que essa determinação não foi tomada a partir de um grande encontro de pastores de todo o país que se reuniriam para debater exaustivamente o tema e voltarem para suas comunidades esclarecidos e convencidos e defensores da determinação. Ficaria mais fácil do que simplesmente dizer – vcs devem obedecer aos concílios superiores. Mais do que a obediência eu julgo mais importante ganhar o coração. Perdoem-me minha prolixidade, mas é a minha contribuição. Dizendo a todos que tenho corpo coreográfico na congregação que dirijo e que vou acatar a determinação que foi estabelecida. No culto, não teremos tal expressão em nossas cerimônias. Sobre o que vimos na oitava igreja presbiteriana de Belo Horizonte entendo como saudável a estratégia persuasória, jamais punitiva. Que não sejamos uma igreja que tem prazer em construir tribunais. Sejamos fazedores da paz e que tudo seja tratado sob os pilares da verdade e do amor para que gozemos justiça e paz. A todos o abundante amor do Pai, a abundante graça de Jesus, a paz nos nossos relacionamentos, a sabedoria e o discernimento do Espírito de Deus sobre todos nós para identificarmos o ensino biblico sempre jamais a vontade humana impregnado de gostos pessoais.

     
  44. Rev.Ludgero

    28 setembro, 2007 at 11:18 am

    Rev. Augustus Nicodemus

    Agradeço muito a sua participação em nosso blog. Participação que só eleva o nível de nossas discussões.

    O tom da decisão, reafirmada pela Comissão Executiva do Supremo Concílio, é pastoral, buscando o convencimento, visto que sublinha o elevado conceito que temos do culto que prestamos a Deus, utilizando-se como fundamento as Sagradas Escrituras e as declarações confessionais que adotamos como exposição fiel das mesma Escrituras Sagradas.

    Os concílios que simplesmente dão de ombro a esta e outras decisões de nossa Igreja, o fazem desdenhando e rompendo com o sistema federativo e, por isto, são elas que usam da força e do arbítreo para ignorar a denominação que as abriga.

    Havendo discordância das decisões tomadas, existem caminhos constitucionais para o trato das mesmas, mas, simplesmente, engavetá-las e ignorá-las, nisto revelam o desrespeito aos concílios e comissões executivas da Igreja.

    Evidente que não temos hierarquia de pessoas na igreja, mas guardamos a hierarquia de concílios na Igreja Presbiteriana do Brasil e a Comissão Executiva representa a IPB.

    Eis o dilema. O tom da decisão é pastoral, contudo, a resposta à decisão é de simplesmente ignorá-la?

    Meu abraço fraterno Rev. Augustus.

    Outro abraço

     
  45. Rev. Fabiano

    28 setembro, 2007 at 11:39 am

    Quero demonstrar a minha grande confiança de que a IPB está certamente indo rumo,cada vez maior, a fidelidade bíblica e reformada em suas convicções sobre o culto. Lamento grandemente o fato de termos tantos adeptos dessas inovações, quando os bancos influenciam o púlpito e a doutrina bíblica é relativizada. Temos exemplos de muitos que não vão dar ouvidos a decisão do SC, porém, cabe a nós pastores zelarmos pelo bem espiritual do nosso rebanho e isso inclui as igrejas que são jurisdicionadas pelos concílios menores. Portanto, devemos fiscalizar e caso haja qualquer indício de descomprimento cabe-nos o recurso da denúncia. Um forte abraço para todos.

     
  46. Rev. Ludgero

    28 setembro, 2007 at 12:20 pm

    Esta é outra mensagem que enviei a um irmão, tratando mais propriamente da questão da música na igreja. A questão da música é de fundamental importância, visto que é por meio delas que vêem entrando toda sorte de novidades na vida da igreja e no ambiente do culto.

    Nossa colaboração é a seguinte…

    “…Creio que a sujeição às autoridades superiores, princípio comezinho da Palavra de Deus, nos aponta para outros princípios, que fazem deste, um princípio hierarquicamente inferior. Como o irmão mostrou na sua correspondência anterior, o que eu apreciei deveras, foi sua determinação em se submeter à Palavra de Deus. O irmão se lembra quando fez a sua Pública Profissão de Fé, quando declarou que haveria de “submeter a toda autoridade legitimamente instituída na Igreja do Senhor…”, contudo foi esta a única declaração que o irmão fez com reserva de consciência, a saber: “enquanto esta autoridade fosse fiel às Sagradas Escrituras”.

    Entendo que aí está o sublime preceito ao qual, todos nós os presbiterianos, nos agarramos com firmeza. Não é uma autoridade impositiva de alguém que fala “ex cátedra”, como é o que ocorre entre os romanistas; nem mesmo aquela autoridade de alguém que imagina ser mediador dos oráculos de Deus, em revelações que somente ele afirma ter recebido, como ocorre entre os carismatistas. A autoridade, sob a qual nos submetemos, é somente aquela sancionada pelas Escrituras e nada mais. Você se lembra da resposta de Lutero, o Reformador, quando foi perguntado se rejeitava os seus escritos e sua fé. Disse ele: “A menos que me seja provado pelas Escrituras… não posso rejeitá-las.” Com isto correu o risco de ser morto e muitos, de fato, foram mortos por sua total e incondicional lealdade à Palavra de Deus.

    Quanto ao que o irmão me pergunta, sobre o uso de determinadas expressões nos cânticos, devemos nos lembrar que muitos destes que estão entrando para a nossa igreja, entram sem qualquer análise mais criteriosa. Muitas das heresias modernas foram propagadas por meio dos cânticos. Músicas bonitas, harmonias agradáveis, ritmos apelantes e letras corrompidas. Temos que ter o cuidado com o que cantamos em louvor a Deus.A propósito, peço-lhe que me permita voltar o nosso assunto anterior, que deixei para outra oportunidade, o que trata dos “tambores”. A música, como o irmão sabe, é uma composição de elementos, tais como letra, melodia, harmonia, ritmo, pausas e os instrumentos que a conduz em , seja a voz, instrumentos sonoros, e os percussivos. Os instrumentos percussivos mais primitivos são os tambores. Existem instrumentos percussivos mais nobres, começando pelos adufes, que eram instrumentos que requeriam certa afinação. Mais tarde os tambores foram se enobrecendo e chegou-se aos tímpanos, que são “tambores” orquestrais. Todo instrumentos no qual se bate, é percussivo. O piano é percussivo. Dependendo de como se toca, os instrumentos de corda podem fazer o papel de instrumentos percussivos, tal como um contrabaixo, tocado com a finalidade de se marcar o ritmo.

    Então veja, cada um dos elementos da composição musical, via de regra, atinge um aspecto de nosso ser.

    1. A melodia atinge nossas emoções. Uma melodia melosa pode fazer chorar
    2. A letra atinge nossa inteligência. A letra tem a finalidade de fazer pensar, estabelece convicções.
    3. A harmonia atinge nosso senso do belo, os diferentes instrumentos tocados, as diferentes vozes que se completam. Uma nota dissonante arrepia, tal como um instrumento impróprio para um determinado local, causa aversão (uma cuíca ou uma frigideira, no culto em louvor a Deus, cria uma ponte imediata com a “Marquês de Sapucaí”).
    4. O ritmo, que atinge o nosso corpo. Difícil ouvir um samba sem mexer o corpo, e a sensualidade aflora. É claro, não há composição musical sem ritmo, mesmo o “cantochão” possui algum ritmo.
    5. As pausas, que existem para provocar a nossa reflexão, o meditar sobre o que está sendo dito. Alguns entendem que aquela pequena palavrinha que aparecia nos salmos “selá” eram as pausas, da notação musical dos dias do AT.

    A música aplicada ao culto deve levar em conta todas estas coisas. Não é só a letra que importa, mas a composição toda, com todos os elementos que compõem a música. Têm sido feitas experiências com seres humanos sobre o efeito da música no corpo. Uma pessoa que ingere uma colher de açúcar imediatamente perde o tônus muscular, tanto quanto uma pessoa exposta a uma música com ritmos de tambores, como estas músicas que entraram para o culto de nossas igrejas, onde a bateria ocupa um papel preponderante, imediatamente sofre os mesmos efeitos produzidos pela química venenosa do açúcar. E quando o ritmo toma conta, as inibições vão embora, perdendo-se o domínio próprio, o tônus espiritual.

    Os cultos pagãos eram cheios de ritmos e danças, visto que a mentalidade pagã, conforme registra Peter Jones em seus livros (publicados pela Casa Editora Presbiteriana), tinha como objetivo fazer romper as inibições. E isto era conseguido através de alguns artifícios. Quanto mais “solto” estivesse o adorador, quanto mais livre de inibições, pensavam eles, mais adentravam aos limites das divindades.
    Os artifícios usados eram costumeiramente os seguintes: danças, drogas e sexo grupal. As sacerdotisas (meninas de 12, 13 anos) eram levadas para servirem nos templos pagãos como “sacerdotisas prostitutas”. As danças eram um apelo à sensualidade, pois revelavam os contornos do corpo.

    Três eram os níveis de aprofundamento cúltico: Primeiro, o menos importante, era o nível dos pensamentos, do entendimento. O segundo nível de aprofundamento eram as emoções, e tudo era produzido nos cultos pagão para atingir-se este nível. Veja o que ocorreu no culto que os adoradores de Baal prestaram ali no Monte Carmelo: as emoções estavam à flor da pele, danças, mutilações, sangue correndo, cultos longos e repetitivos, recitações infindas das mesmas palavras. O terceiro nível eram os êxtases, quando as pessoas perdiam completamente o controle de si mesmas e davam gritos desconexos,dançavam e pulavam.

    Como eu disse para o irmão, em nosso e-mail anterior, isto jamais ocorreu no templo. Paulo diz a respeito de alguns egressos do paganismo que eles eram possuídos de “espíritos mudos”. Mas agora, no culto tudo efeito com “ordem e decência”, como convém aos santos.Meu amado irmão, grande parte dos jovens, que estão dirigindo o desenrolar dos cultos que prestamos a Deus, tem muito boa intenção, mas jamais foram preparados. O pastor entrega a eles a condução do culto sem qualquer orientação. Muito tem sido imitação do que estão vendo na televisão, nos cultos dirigidos por esta moçada que ama o êxtase, que produz shows estravagantes, sem qualquer modéstia ou domínio próprio, a ponto de sair de quatro pelo palco afora. Meu irmão, muitos pastores jovens estão saindo de nossos seminários e, com o entusiasmo da juventude, sem qualquer orientação e conselhos de homens sábios, estão trazendo “fogo estranho” para os nossos cultos e, muitos, o estão recebendo, sem qualquer senso crítico. Creio que devemos orar para que o Espírito Santo de Deus mande à nossa geração um dos seus dons, que falta em muitas igrejas: “discernimento”. E este dom só pode ser dado à Igreja de Cristo se ela amar a Palavra de Deus, porque Palavra se encontra o discernimento que carecemos.Receba meu abraço fraterno e o desejo sincero de privar com o irmão a amizade que une aqueles que pensam a mesma coisa e têm o mesmo sentimento e o mesmo amor no Senhor, conforme pediu o apóstolo Paulo na sua carta aos Filipenses, capítulo 2.

    Seu irmão e conservo em Cristo

    Ludgero”

     
  47. Rev. Ludgero

    28 setembro, 2007 at 2:27 pm

    Eu sou daquele tempo que tínhamos os nossos encontros sociais na igreja. Você não é deste tempo. Mas eu tenho a impressão de que alguns se lembram das nossas “sociais”: “Olha o macaco na roda”, “Laranja ô! laranja”, “Oi bota aqui o seu pezinho” e outras que tais, “danças” de roda de nossos tempos de jovens. “Nos divertíamos à beça!”

    Estas “sociais”, como nós a chamávamos, acabaram. Eram feitas nos encontros sociais da mocidade, no salão social da igreja e tinham o seu término, impreterivelmente, às 10 horas da noite (hoje, às 10 horas da noite, a meninada está saindo). Os aspectos sociais, em comunidade fraternal, da nossa juventude acabaram, se não por completo, quase.

    O que aconteceu então? A juventude evangélica, certo tempo para cá, espiritualizou tudo. Só se reúne para cantar as músicas dos “corinhos”, tudo o que faz é reunião de caráter devocional, não tem mais “ping-pong”,“peteleco”, “a minha direita está vaga”. O saudável “flert” na igreja praticamente acabou. Afinal quem vai paquerar a “irmãzinha”?

    Então, o social, que não pode ser extingüido, visto que é parte da vida, foi engolfado no culto. O “profano” (a palavra “profano” significa “fora do templo” – Lutero chamou a igreja a ser profana, ou melhor, a deixar de ser templista), que é necessário, acabou entrando para ambiente do culto especial. A dança, expressão legítima da arte, foi trazida para dentro do templo e o culto passou a ser uma mistura de sagrado e profano, de profano e sagrado.

    Ouvi um jovem de uma certa igreja, que estava em nosso acampamento, logo depois de ter chegado do campo de futebol, vindo para o momento devocional
    na capela do acampamento dizer: “Vamos continuar nosso culto a Deus”. O que ele queria dizer com isto? Que o culto que ele acabara de prestar a Deus no jogo, realizado no campo de futebol, incluindo as caneladas, era da mesma natureza do culto que seria prestado na capela do acampamento!

    É evidente que a reverência do culto não se coadunaria jamais com o futebol. Mas a irreverência do futebol penetra, sem vexames, no culto público. Em uma das igrejas aqui de nossa cidade, num dos cultos onde houve batismo e profissão de fé de alguns adolescentes, a UPA daquela igreja trouxe faixa, pompom, apito, buzina, reco-reco, pandeiro e, na medida que os nomes eram chamados pelo pastor da juventude, a quizumba do campo de futebol ensurdecia os pobres velhinhos da igreja.

    Esta idéia de que a vida é culto (e é mesmo) e o fato de que tudo foi espiritualizado, então, acabou trazendo as danças para dentro do templo. Mas Paulo diz que estas coisas não têm valor contra a sensualidade.
    Nem o culto é suficientemente refreador dos instintos carnais quando o culto agrega o profano.

    O fato é que não se percebe mais a beleza da dança e na igreja os conjuntos coreográficos, amadores como os tocadores de bateria, são ridículos: umas meninas e meninos desajeitados, que ficariam menos mal dançando “thriller”.

    Aquilo que era parte legítima da arte nos dias dos reformadores, que foi feito ressurgir por sua teologia e visão da vida, como expressão integrante da vida, porque até então, na mentalidade romanista, tudo que podia se chamar de arte, tinha que ser dedicado a igreja. Pintura? Só de afrescos, com anjinhos pelados. Música? Só a sacra.

    Vem a Reforma e coloca as coisas no seu devido lugar. Há uso para tudo, no lugar adequado. Dança? Nas expressões folclóricas, nos folguedos, nas brincadeiras familiares. Música? Canta a vida como um todo, fala a respeito da avó, do afago, dos cabelos sedosos, do vento, do beijo enamorado… Tudo isto com beleza e encanto. As danças folclóricas, dos países onde a Reforma firmou convicções, são lindas e de grande leveza. Os homens dançam com um ar de sobriedade e nobreza. Tudo lindo, estético e próprio. Pintura? A vida!

    Mas o que temos hoje é o renascimento do catolicismo. O pentecostalismo que entrou para nossas igrejas é de inspiração romanista. Tudo tem que ser para dentro do templo. O salão social, como “salão social” da igreja acabou. Não existem mais esquetes. Não se canta mais música folclórica nos conjuntos da igreja (“Maringá, Maringá, volte aqui prô meu sertão, prá de novo o coração de um caboclo asossega”. “Asa Branca”? – só de anjo). Quantos compositores evangélicos compõem música popular de boa qualidade para ser tocada na mídia? Quantos são os artistas evangélicos que pintam quadros com motivos da vida, do dia-a-dia? Os que eu conheço, com exceção de um, só pintam criações espitualistas. Quando Amy Grant decidiu cantar música popular, foi execrada.

    Entendíamos que o fluxo era da igreja para o mundo. O crente deveria influenciar o mundo e não o contrário. Hoje o mundo é o sal que salga a igreja e a igreja recebe toda a influência, sem questionamentos, sem discriminar nada.

    Hoje não se aprecia a distinção das coisas criadas por Deus para a nossa alegria e, nestes tempos de misturas, mistura-se tudo. Se não fizermos as distinções e separações, a dança cúltica, que sempre foi usada nos templos pagãos, vai entrar para o culto de nossas igrejas como princípio litúrgico!

    Fui convidado para dirigir em nosso acampamento, há uns anos, uma “social”, com suas “danças” de roda. Achei que a mocidade iria me achar jurássico. Qual não foi a minha surpresa, eles amaram! Tudo feito num tom próprio.

    Distinguir, portanto, entre o sagrado e o profano é vital para nosso entendimento da própria vida. Entender aquilo que é próprio, em seu devido lugar e momento, e saber que Deus fez separação entre as águas dos céus e as da terra, entre a terra seca e os rios e mares, entre a noite e o dia, criou homem e mulher, e fez tudo para ser gozado no seu devido tempo e no seu espaço, é fundamental.

    Quando os pagãos tomaram a dança e fizeram dela parte do culto que prestavam as divindades, misturaram tudo, e quando os crentes em Cristo fazem o mesmo, tomando as danças, muitas delas requebros sensuais, sem qualquer expressão do belo e do harmônico, trazendo-as para dentro do culto que prestamos a Deus, por mais bem intencionados que possam estar (e não questionamos isto), afrontam a Deus.

    No culto da igreja onde sou pastor não entra dança, nem mesmo embalada por Handel.

    Rev. Ludgero Morais

     
  48. Eduardo

    28 setembro, 2007 at 3:23 pm

    http://br.youtube.com/watch?v=TkWkJqImKko
    http://br.youtube.com/watch?v=UdllDjF-Ebw

    Estas apresentações foram feitas em uma igreja? Não acredito!
    Isto não foi tirado de alguma danceteria? Ou de uma festa infantil? Veja os balões coloridos. Não pode ter acontecido em uma igreja presbiteriana, definitivamente.

     
  49. Rev. Ludgero

    28 setembro, 2007 at 4:33 pm

    Estimado irmão Presbítero Flávio Ataliba

    Que privilégio receber sua participação. Guardo com saudades a recordação de minha estada na bela cidade de Natal.Povo hospitaleiro, terra maravilhosa.

    O encontro que tivemos com a liderança do estado do Rio Grande do Norte foi proveitosa e eu dei graças a Deus pela participação inteligente e interessada dos irmãos, incluindo a sua pergunta, que muito me enobreceu.

    O irmão é mais novo do que eu, e ainda lembra da sua infância quando não era permitido o uso de órgão eletrônico na igreja? Os harmônios sempre foram instrumentos usados na igreja, desde há muito. Mas,entendi o seu ponto, que os instrumentos foram sendo trazidos para o culto e muitos deles por uma assimilação do que estava ocorrendo no mundo.

    Creio que estamos empobrecendo a música na igreja lentamente. Foi do teclado, ao violão mal tocado, à bateria, que passou a ser uma verdadeira execussão.

    Logo o irmão acrescenta os jograis. E tudo sem questionarmos os fundamentos bíblicos e teológicos para tais introduções. Veio, foi entrando, alguns fizeram cara feia, mas foi ficando. Uns gostavam, outros não gostavam.

    “Corinhos”,e o diminutivo ímplicava um certo desdém. O desdém hoje é contra os hinos de nossa hinódia, que em algumas igrejas nem sequer são conhecidos. Não há quem toque qualquer instrumento por partitura, tudo é de ouvido,improvisado e, por isto os hinos são cantados com imensos defeitos, os corinhos, vai se arremedando.

    Em nosso encontro afirmei que não defendo qualquer aberração teológica, mesmo que seja cantada a um milhão de anos.

    Bem, se estamos mudando no decorrer dos anos, devemos nos lembrar o significado da frase que sempre vem sendo citada: “Igreja Reformada Sempre se Reformando”. Alguns entendem que ela é sinal de que devemos estar sempre nos modernizando, nos adaptando às realidades da cultura e do momento histórico. Os Reformadores, no entanto, a entenderam de forma diferente: Igreja Reformada sempre escoimando e limpando de si o lixo que vai sendo agregado por nossas invencionices, nossa depravação novidadeira. Igreja Reformada Sempre Voltando à Fonte da Verdadeira Reforma Espiritual, Litúrgica e Cúltica – Sempre voltando-se às Sagradas Escrituras. O cuto é, portanto, prescrito e devemos nos ater ao que Deus determinou em como Ele quer ser adorado. Nem o gosto pessoal, nem a cultura circundante, nem as mudanças históricas, nem a ditadura pastoral, nem a democracia da maioria, devem determinar como deve ser o culto a Deus.

    Eu imagino que o irmão percebeu o tom da decisão da Igreja Presbiteriana do Brasil. Vem num tom pastoral,procura o convencimento,vai pelo caminho da persuasão com as Escrituras abertas. Leia o meu post, em resposta a um irmão que arrolou uma série de textos em favor da dança e verifique a nossa tentativa de mantermo-nos com a Bíblia aberta.

    Estou convencido de que o irmão tomou a decisão certa, de acatar a decisão promulgada pelo Supremo Concílio e ratificada por sua Comissão Executiva.

    É da índole presbiteriana tratar dos seus problemas pastoralmente. Constituir tribunais não é do nosso feitio. No entanto, algunsque desprezam a ordem e desdenham do poder dos concílios, conhecendo nossa inclinação pastoral, abusa dela. Em tempos passados, quando estava ocorrendo uma injustiça a um grupo racial nos Estados Unidos, sairam eles e diziam: “No justice, no peace”.

    Presbítero Flávio, receba meu abraço fraterno.Peço-lhe enviar um abraço aos queridos irmãos da bela cidade de Natal.

    Seu

    Ludgero

     
  50. jota

    28 setembro, 2007 at 5:17 pm

    Graça e PAZ!

    Me admira muito o comentário do irmão Cleomines acerca das danças e suas insinuações nada discretas de dança feminina e fogo masculino.

    Fiquei realmente abismado com a maneira com que os servos do SENHOR são assolados com as manifestações de louvor através da dança… a começar pela própria infantilidade que representam os movimentos das irmãs e as vestes NADA sensuais.
    Orarei em favor dos irmãos!

    Um abraço e que o SENHOR derrame discernimento e bom-senso para a Sua Igreja!

     
  51. Rev.Ludgero

    28 setembro, 2007 at 5:33 pm

    Jota

    Você está admirado mesmo?

    O seu NADA sensuais, é para dizer COMPLETAMENTE sensuais?

    Fiquei na dúvida.

    Ludgero

     
  52. Ca

    28 setembro, 2007 at 6:32 pm

    Rev. Ludgero

    O seu post sobre a distinção do profano e do sagrado é simplesmente primoroso. Parabéns e que Deus o abençoe em este seu entendimento.

    Vejo que suas colocações são pastorais, de fato, e que buscam aquilo que o senhor está se propondo fazer: o convencimento.

    Imagino que somente assim poderemos afinar os instrumentos de nossa querida IPB de tal maneira que possamos tocar nesta orquestra na qual as mais diferentes igrejas locais estão federadas. Hoje percebo que há muitos tocando ao mesmo tempo, com partituras completamente diferentes, e cada um dos instrumentos afinados em tons diferentes. Mesmo que o regente se esforce, o resultado é babilônico.

    Abraço, rev. ludgero!

    Sua ovelha

     
  53. Rev.Ludgero

    28 setembro, 2007 at 6:53 pm

    Ca

    Obrigado por sua participação em nosso blog. Suas observações são sempre bem humoradas e perspicases.

    Você que entende bem de música,sabe que um dos maiores problemas que estamos enfrentando hoje é exatamente nesta área e as consequências desta falta de um ententimento comum.

    Tendo a Bíblia como a nossa única regra de fé e de prática, consigo ver uma luz no fim do tunel. Isto é, se eu tenho um ponto de vista e uma outra pessoa tem outro ponto de vista díspare e antagônico ao meu, findamos com as seguintes alternativas:

    1. ou eu estou certo e ele está errado.
    2. ou ele está certo e eu estou errado.
    3. ou ambos estamos errados.

    Não chegaremos a lugar nenhum se quisermos impor o nosso entendimento ao outro. Nunca funcionou e não vai funcionar agora.

    O que precisamos fazer, se desejamos ter uma orquestra afinada, é encontrar um diapasão fora de nós mesmos. Abandonar a nossa arrogância de imaginarmos que somos o padrão e todo mundo tem que se afinar a nós.

    Não e não!

    Nós não somos o padrão!

    Mas graças a Deus temos um padrão absoluto que está fora de nós que é a Bíblia Sagrada. Sem preconceitos, com total abertura e respeito, precisamos criar grandes foruns de discussão séria, com uma visão das Escrituras em seu todo, com uma Teologia norteadora de nossas interpretações (e eu creio que a temos – a Confissão de Fé e os Catecismos da Igreja).

    É possível, Ca, afirnarmos os nossos instrumentos por este precioso e supremo diapasão, de encontrarmos nestas Escrituras a nossa suprema partitura e tocarmos juntos, no momemto mais sublime da igreja, que éo culto comunitário, em harmonia, de modo a completarmos a alegria de Paulo apóstolo e, consequentemente, de nosso Redentor, de modo a que pensemos uma só coisa, a termos o mesmo amor, a sermos unidos de alma, tendo o mesmo sentimento.

    Se eu e você, deixarmos de lado nossas meras opiniões e focalizarmos, num estudo sério sobre o culto, creio que estas discrepâncias que nos dividem acabarão.

    Um abraço de seu pastor

    Ludgero

     
  54. Ca

    28 setembro, 2007 at 7:33 pm

    Reverendo

    Como fica aqueles que dizem que “receberam” direto do Espírito Santo a direção para isto ou para aquilo? Recentemente conversando com um pastor, que implantou as danças em sua igreja local, afirmou ele que o fez porque recebeu uma visão do Espírito e que lhe dava todas as orientações de como deveria fazer.

    Como fica isto? Porque neste caso, o que está se tratando, segundo este pastor, não é uma questão pessoal, mas uma orientação espiritual, da qual não se pode fugir. Há nisto uma sanção divina.

    COMO É QUE FICA ISTO?

     
  55. Rev. Ludgero

    28 setembro, 2007 at 7:48 pm

    Respondo rapidinho.

    A Bíblia sem a ação do Espírito Santo é letra morta. Mas, o Espírito Santo sem a Bíblia não é o ES, é um alienígena.

    Depois respondo com mais vagar.

    Ludgero

     
  56. Rev. Gilberto

    1 outubro, 2007 at 12:20 am

    Estamos chegando ao foco da questão: Qual é a norma reguladora do culto? Se cremos que a Bíblia sagrada é a única regra de fé e prática, por ser a Palavra de Deus, afirmaremos sempre o que ela determina e defenderemos essa verdade até às últimas consequencias.
    Mas o atalho da igreja cheia tem sido usado pra validar tudo que é introduzido no culto. Se o auditório está lotado alguns entendem que isso significa que os métodos adotados estão aprovados automaticamente.
    A pregação reflete a opção pelo lúdico em nossos cultos em detrimento da verdade. Quando ouço falar das “gracinhas” feitas nos púlpitos lembro das palavras de A.W. Tozer, pronunciadas há mais de quarenta anos: “Alguns pregadores ganham fama de corajosos repetindo frases batidas com ousadia cômica”.
    Ousadia cômica… seria isso comunicação? Seria essa a pregação relevante do século 21?
    A falta de uma clara distinção do que é público daquilo que é privado, pode haver marca mais distintiva da teologia do culto em nosso tempo? A santidade do sexo no casamento não nos permite transpor esse ato para o culto público. Mas não duvidemos da possibilidade dessa aberração do culto pagão se tornar algo aceitável em igrejas apóstatas. Acrescente-se ainda a ausencia de um claro discernimento sobre o que é o lúdico na vida comum e o que é o “culto racional” na reunião da congregação.
    Com a palavra…

     
  57. Rev. Normando

    1 outubro, 2007 at 9:40 am

    Prezado irmão Pb Flávio Ataliba:
    O irmão faz colocações prudentes e demonstra sensibilidade pastoral, o que julgo de grande importância para lidarmos com a condução da Igreja que nos foi confiada. Quando o irmão faz “considerações com forte apelo histórico” tabém considero relevante por demonstrar que a nossa luta é dinâmica. A nossa prática cúltica não deve estar presa às tradições, nem acomodar-se `s questões culturais. A nossa referência é a Palavra de Deus. É trabalhoso, mas devemos sempre submeter as nossas tradições ao crivo da Palavra de Deus. O mesmo deve ocorrer com as novas práticas. No que se refere aos nossos hinos e cânticos que devem ser expressão relevante da nossa fé bíblica,o nosso hinário tem passado por diversas revisões, muita coisa tem sido corrigida e ainda há o que corrigir. Essa é a vantagem que vejo dos hinos sobre os cânticos avulsos( Temos muitos cânticos avulsos maravilhosos . Estes passam, quando passam, por uma análise do pastor da Igreja loocal, enquanto os hinos, ao longo dos anos, vem sendo analisados por comissões especiais nomeadas para esse fim.

     
  58. Arival Dias Casimiro

    1 outubro, 2007 at 9:41 am

    Rev. Ludgero: creio que não será por decreto que iremos resolver as questões liturgicas da IPB. Precisamos de humildade para estudarmos a Bíblia e a partir dela, tomarmos as nossas decisções.
    Quanto ao assunto de danças no culto, gostaria até de introduzi-las no culto, contudo não vejo base bíblica para tal prática. Tenho estudado este assunto com o coração aberto.
    Parabéns pela iniciativa da SE/IPB em abrir este canal de discussão. Arival

    PS> Um estudo

    2. ADORAÇÃO NO UNIVERSO – SALMO 150

    Aleluia! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder. Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza.
    Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa.
    Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas.
    Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes.
    Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!
    Se o salmo 100 fala do louvor da igreja, no templo, o Salmo 150 fala do louvor cósmico, universal, extensivo a toda criação. Ele é a doxologia universal que encerra o livro dos Salmos. É uma exortação para que todo ser que respire louve ao Senhor.
    2.1. ONDE LOUVAR (v. 1): Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder. A Bíblia fala dos “santuários de Deus”: Ó Deus, tu és tremendo nos teus santuários (Sl 68.35). A idéia aqui é de que Deus deve ser louvado onde Ele se fizer presente. “Santuário” e “firmamento” indicam que Deus deve ser louvado até onde o seu poder se estende (1Rs 8.39, 43). No salmo 148, o louvor a Deus brota “do alto dos céus” – anjos, legiões celestes, sol, lua, estrelas luzentes, céus dos céus, e águas que estão acima do firmamento (v1-6) “e da terra” – monstros marinhos, todos os abismos, fogo e saraiva, neve e vapor, ventos procelosos, montes, outeiros, árvores frutíferas, cedros, feras, gados, répteis, voláteis, reis da terra, todos os povos, príncipes, juízes, rapazes, donzelas, velhos, crianças e o povo de Deus . (v.7-14).
    2.2. POR QUE LOUVAR (v.2): Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza. Temos aqui duas razões fundamentais para a adoração. O que Deus faz (seus feitos) e o que Deus é (grandioso). Estas duas razões são a base da adoração na Bíblia e aparecem muitas vezes nos Salmos. (Sl 117; 95; 107; 146).
    2.3. COM QUE LOUVAR (v. 3-5): Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas. Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes.
    O texto fala de louvor com instrumentos musicais. Instrumentos de sopro, instrumentos de corda e instrumentos de percussão. O louvor com instrumentos é específicamente para o homem.
    Um ponto muito discutido aqui é o significado do termo “dança” (machowal). “Louvai-o com adufes e danças”. Esta expressão aparece também no Salmo 149.3. Primeiro, alguns estudiosos questionam a tradução da palavra “machowal” como “dança”. Defende-se que “machowl” deriva de “chuwl” que significa “fazer uma abertura”, uma possível alusão a um instrumento de “tubos”, uma espécie de “órgão”.
    Na realidade esta é a versão de rodapé dada pela King James Version. O Salmo 149:3 declara: “Louvem-lhe o nome com danças” [ou “com órgão”, no rodapé da KJV]. Em Salmos 150:4 lemos: “Louvai-O com adufes e com danças” [ou “órgão”, rodapé da KJV].
    Segundo- é de fato estranho que no meio de uma relação de instrumentos, apareça uma “expressão física”. Observe que em ambos os textos, Salmos 149:3 e 150:4, o termo ocorre no contexto de uma lista de instrumentos a serem usados no louvor ao Senhor. No Salmo 150 a lista possui oito instrumentos: trompete, saltério, harpa, adufes, instrumentos de corda, órgãos, címbalos sonoros, címbalos retumbantes (KJV). É mais lógica a tradução de machowal como um instrumento musical, seja qual for a sua natureza.
    “A palavra hebraica mechowlah é traduzida como dança” sete vezes. Em cinco das sete ocorrências a dança é feita por mulheres na celebração de uma vitória militar (1 Samuel 18:6; 21:11; 29:5; Juízes 11:34; Êxodo 15:20). Miriam e as mulheres dançaram para celebrar a vitória sobre o exército egípcio (Êxodo 15:20). A filha de Jefté dançou para celebrar a vitória de seu pai sobre os amonitas (Juízes 11:34). Mulheres dançaram para celebrar a matança dos Filisteus por Davi (I Samuel 18:6; 21:11; 29:5).
    Nas duas ocorrências restantes, mechowlah é usada para descrever a dança dos Israelitas, nus, ao redor do bezerro de ouro (Êxodo 32:19) e a dança das filhas de Siló nas vinhas (Juízes 21:21). Em nenhum destes exemplos a dança é parte de um serviço de adoração.”

    2.4. QUEM DEVE LOUVAR (v. 6):
    Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!
    A exortação é para todos: animais, aves, répteis ou todos aqueles “em que há o fôlego da vida”, incluindo o homem. (Gn 1.30; 2.7). Sabemos que a fauna e a flora compõem-se de seres vivos (ou que respiram). “Todo ser” = todo ser criado, criatura (Gn 7.22 e Ap 5.13). A criação animada e inanimada louva ao Senhor. (Sl 96.11-13; 98.8;103.22; 104.12; Is 44.23).

     
  59. Rev. Normando

    1 outubro, 2007 at 10:16 am

    Pb Flávio Ataliba:
    Percebo prudência e tom pastoral nas suas palavras, o que julgo relevante para a condução do rebanho que nos foi confiado.
    Quanto ao forte apelo histórico das suas colocações, penso que vem confirmar o caráter dinâmico da nossa luta para aproximarmos o culto que oferecemos a Deus ao que Ele requer em Sua Palavra. Nossas tradições, novas propostas e aspectos culturais devem sempre ser submetidos ao crivo das Escrituras, nossa referência absoluta para o culto. Embora sejamos inevitavelmente, no tempo e no espaço, parte da cultura, temos sempre nos posicionar como críticos dessa cultura, tendo sempre a Bíblia, nossa única regra de fé e de prática, como parâmetro. Tudo aquilo que fere direta ou indiretamente o princípio do culto teocêntrico, deve ser filtrado. Esse é o espírito do lema atribuído aos reformados: ” Igreja reformada, sempre reformando”. Trata-se de uma contínua volta às Escrituras. Ao observarmos a história da Igreja, vemos que há momentos em que a Igreja é mais zelosa quanto a esse procedimento. É o que a nossa CFW reconhece:”Esta Igreja católica tem sido ora mais, ora menos visível. As Igrejas particulares, que são membros dela, são mais ou menos puras conforme neles é, com mais ou menos pureza, ensinado e braçado o Evangelho, administradas as ordenanças e celebrado o culto público”(Cp. XXV,4).
    De forma paradoxal, nesse tempo de desvios lamentáveis, como alguns mencinados acima, vivemos um momento em que há uma tendência por parte de diversos pastores e presbíteros e, conmseqüentemente, por parte dos rebanhos por eles conduzidos, de uma análise zelosa do culto, puirificando-o. A última decisão da CE/SC que foi praticamente por unanimidade revela isso. Embora muuitas igrejas (consciente ou inconscientemente) estejam profanando o culto do Senhor, transformando-o em circo, há muitas outras seguindo o caminho inverso, purificando os cultos de elementos estranhos gritantes como coreografias, danças, atividades místicas e ou recreativas, e outros mais sutis( por serem atividades importantes, mas não como parte do culto) como apresentações, homenagens a pessoas, avisos, etc.
    Que o nosso Deus continue abençoando a nossa denminação nessa busca pela verdade bíblica e, como diz aquele cântico entoado pela SAF, estejamos “sempre melhorando, no Senhor”.
    Abs.
    Normando

     
  60. Rev. Normando

    1 outubro, 2007 at 10:36 am

    Jota:
    A Bíblia nos diz:
    “Examinai tudo.Retende o bem. Abstende-vos de toda aparência do mal” (I Ts 5.21,22). Além do argumento fundamental de que não há base bíblica para as danças no culto, o elemento ‘sensualidade” que elas provocam, ou podem provocar ( em uns mais em outros menos) já as caracterizam como “aparência do mal” de que devemos nos abster (no culto e fora dele). Estou consciente de que pode haver tipos de danças não sensuais e que, fora do culto, poderiam ser praticadas ( as cantigas de roda citadas pelo rev. ludgero, servem de exemplo).
    Abs.
    Normando

     
  61. jota

    1 outubro, 2007 at 1:08 pm

    Olá, Reverendo!

    Gostei muito da participação do senhor no blog! Ficaremos muito honrados com mais visitas!

    Eu realmente quis dizer nada sensuais. Inclusive dei uma olhada nos vídeos que foram postados de uma celebração na Oitava Presbiteriana de BH e achei a dança até mesmo um tanto infantil. Me admira uma reação tão maliciosa acerca daquele tipo de dança… Afinal, em Mateus 6 JESUS ensina que “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!”

    um abraço e que o SENHOR nos abençoe!

     
  62. Rev. Normando

    1 outubro, 2007 at 3:08 pm

    Rev. Arival:
    Penso que os ‘decretos dos concílios” desde que estejam fundamentados na Palavra de Deus, fazem parte do ensino da Sã Doutirna. O “decreto” em questão não é novidade. Reflete a velha posição bíblica, confessional, da Igreja Presbiteriana do Brasil. Trata-se de uma reafirmação, embora mencinando alguns elementos específicos dos problemas enfrentados pela Igreja atual. Essa reafirmação deve servir de estímulo para que nós, ministros, dediquemos atenção especial ao estudo dessa doutrina fundamental, apontando as razões bíblicas da nossa fé.
    Aproveito para expressar a minha admiração pelo seu esforço e competência para produzir material que equipa os santos para a militância evangélica.
    Abraços
    Normando

     
  63. Rev. Ludgero

    1 outubro, 2007 at 4:29 pm

    Estimado irmão
    Rev.Arival

    Entendo, perfeitamente, que não será por decreto que trataremos as questões litúrgicas da igreja. É verdade!

    Foi por isto que a decisão tomada pela CE-SC-IPB-2007, envidada a todos os concílios e igrejas locais, veio num tom extremamente pastoral. As respostas às dúvidas e confrotações que estamos oferecendo a todos os irmãos, vem exatamente neste tom.

    Rev. Arival, agradeço muito sua contribuição, oferecida em seu estudo oportuno e bíblico.

    Seu irmão

    Ludgero

     
  64. Pâmela Passos de Melo

    1 outubro, 2007 at 9:07 pm

    Graça e Paz a todos!!

    Arival Dias: Gostei muito de suas palavras e de seu estudo. Gostaria que me ajudasse a compreender algo.

    Não entendo nada de hebraico, mas o fato da mesma palavra hebraica mechwlah ser traduzida como “dança” outras sete vezes já não seria um ponto a favor?

    Concordo que no Salmo 150 a palavra “dança” por estar em meio a uma lista de instrumentos POSSA ter um outro significado que não seja “dança”.

    Mas no Salmo 149:3, ao meu humilde entender o termo me parece tão bem distinguido, tão bem separado na utilização dos termos “louvem” e “cantem”, vejamos:

    “Louvem-lhe o nome com danças, cantem-lhe louvores com adufe e harpa.”

    Aqui não me parece que “dança” esteja em meio a uma lista de instrumentos, pelo contrário, aqui é dito para LOUVAR com danças e CANTAR louvores com adufe e harpa.

    Sou uma serva de Deus que conhece a Palavra através de leituras, não possuo estudos específicos de Teologia, por isso conto com a ajuda de vcs para esclarecer algo que pela “simples” leitura me pareceu muito claro. Desde já agradeço! Que Deus os abençoe!

     
  65. Rubens Pisetti

    3 outubro, 2007 at 12:18 am

    Reverendo Ludgero.

    Graça e Paz.

    Parabéns por abrir este foro de debates…..Acho que será uma benção.

    Sou membro da IP-LAPA São Paulo…e no dia em que ver dança dentro do culto a Deus na da IP-Lapa,…eu e minha casa pediremos transferência para outra Igreja não “Pentecostal”.

    Pela Graça de Deus , Reverendo Canelhas, seus Pastores auxiliares e colaboradores, nossos Presbíteros, a junta Diaconal, e todas as sociedades pertencentes a IP-Lapa , estão alinhados com as decisões do Supremo Concílio.

    E que fique muito claro uma coisa:…Não sou contra a dança de forma nenhuma: Minha esposa é dançarina e minha filha é bailarina e dançarina…..Então, gosto muito de dança….Sei que é uma representação artística e uma “modalidade” esportiva (digamos assim)
    Mas dentro do Culto ???? Para mim é fogo estranho …Fogo estranho.

    Mas me desculpe (Meu Pastor sabe que não existe assunto sério que eu não faça uma piada…então…)

    As pessoas que querem ver dança dentro das Igrejas Presbiterianas querem ver as menininhas e os menininhos ficarem dançando…..Se os “dançarinos de Jesus” fossem os membros sexagenários da SAF e da Classe dos Homens, acho que a opinião destas pessoas mudaria. Heheheheh ( me desculpe mas não resisti em fazer esta piada…)

    Abraços e que este foro de debates seja bem utilizado pelos membros de nossa Igreja.

    Graça e Paz.

    Rubens Pisetti

     
  66. Cláudio Lysias

    3 outubro, 2007 at 8:12 am

    Entendo que a dança, como expressão de louvor, é bíblica, no sentido de que é mencionada na Bíblia, tanto em relatos como no caso de Miriam e Davi, como em recomendações, como nos Salmos.
    É também uma questão cultural, não sendo em si mesma errada ou correta.
    A dança coreografada é uma expressão de arte. Como são expressões de arte a execução de instrumentos musicais, o canto “elaborado” (corais, quartetos, trios, duetos, solistas com preparo técnico vocal). PROIBIR a dança com o pretexto de que vai estimular a vaidade pessoal dos “dançarinos”, equivale a ter que proibir também os corais, grupos musicais e solistas, instrumentos musicais, cantatas, peças teatrais com conteúdo bíblico ou evangélico (muito comuns em programas para crianças e adolescentes), pois são também manifestações de arte onde alguns participantes ficam em evidência para os demais membros e “espectadores” apreciarem.
    Como, pela constituição, a orientação da liturgia é de competência exclusiva do pastor, creio que cabe a este avaliar, considerando as características de sua congregação, a conveniência ou não de haver coreografias no culto, levando em consideração não o seu gosto pessoal, mas os anseios, bem como as limitações, da sua própria igreja local. Os pastores devem ser treinados para conhecer o rebanho intimamente, pois só assim, com bom senso, o pastor poderá avaliar a conveniência das diversas manifestações artísticas (não somente a dança) durante o culto. Não deve, na minha opinião, haver uma “proibição” vinda de cima e generalizada para todas as igrejas do país.

     
  67. Rev. Normando

    4 outubro, 2007 at 12:22 pm

    Irmão Cláudio Lysias:
    Considero importante a sua sugestão de vigilância quanto ao exibicionismo e a vaidade por parte daqueles que participam do culto. Segundo os nossos princípios litúrgicos, bem fundamentados na Bíblia, o culto deve ser oferecido a Deus, para a Sua glória e não deve ter mesmo esse caráter de apresentação, Show.O próprio pregador deve vigiar quanto a isso. Nós dirigentes do culto, devemos tomar cuidado com aquelas longas apresentações de pregadores, exaltações do homem.A autoridade do pregador está na Palavra pregada com fidelidade.Nos nossos dias não é difícil presenciarmos o “auditório” aplaudindo cantores, pregadores e outros dirigentes. Isso foge ao princípio bíblico do culto teocêntrico.
    Como já foi dito em mensagens acima, as decisões dos concílios não são infalíveis ( A nossa CFW, por ser bíblica, afirma isso). Caso a IPB esteja equivocada ao afirmar a falta de base bíblica para as danças no culto, isso deve ser demonstrado por meio de estudos que se aprofundam na interpretação do texto bíblico.Enquanto isso não ocorre, todos nós temos o dever de obedecer a resolução oficial.Alguns estudos, inclusive apresentados nesse bog, apresentam análise esclarecedora dos textos que fazem refer~encia às danças no contexto do AT. Até o momento não vi estudo convincente que demonstre a dança como elemento do culto do AT e muito menos do NT.
    Se, pela CI, função privativa do pastor coordenar a liturgia da Igreja onde serve como ministro, a mesma CI afirma ser função privativa do Presbitério zelar para que os ministros sob sua jurisdição cumpram fielmente a suas funções. Assim, um ministro presbiteriano que for relapso na coordenação e supervisão do culto em sua Igreja, introduzindo elementos que, segundo o entender da denominação, não é ordem bíblica,torna-se repreensível. Queira Deus que todos os nossos ministros sejam sérios, obedientes e zelosos quanto à pureza do culto que oferecemos exclusivamente a Deus, pela mediação única de Cristo, segundo as claras prescrições da Palavra Fiel.
    Abs.
    Normando

     
  68. Rev. Gilberto Silva

    5 outubro, 2007 at 8:44 am

    Rev. Arival

    Suas ponderações foram muito lúcidas e coerentes, como é natural em sua pessoa. Concordo que não resolveremos essa questão litúrgica por decreto. Estamos agora diante do desafio de produzir persuasão pelo ensino, quando a decisão já foi tomada.
    A Igreja Cristã, na formulação dos grandes credos seguiu caminho inverso. A discussão profunda e abalisada precedeu o aformulação doutrinária. Amainar os ânimos e discutir agora o tema das danças litúrgicas poderia ter sido o caminho seguido antes.
    Havia duas pressuposições antagônicas a respeito de danças no culto. A decisão em casos assim é pelo voto… Há de convir que nenhum pastor favorável a danças likturgicas se pronunciou a respeito da questão. Isso pode ser um indício de que a discussão que sucede uma discussão é via de regra inócua.
    Basta relermos o que foi postado até agora, sublinhando afirmações que dizem que as decisões de concílios devem ser obedecidas e não discutidas. Elas devem ser discutidas sim , embora não possam se desobedecidas até que seja provado que estão erradas e sejam revogadas.
    Mas será que obrigam a consciencia decisões que sejam provadas como não bíblicas? Fique bem claro que minha pressuposição é contrária às danças como parte do culto da congregação.
    Se ao invés de proibir as danças a decisão permitisse, como procederiam pastoers, líderes e membros contrários?
    Por isso me dirijo ao caro Rev. Normando, porque eu nunca fui defensor de danças litúrgicas, mas fico pensando se, pasme, fosse tomada uma decisão que aprovasse o sexo fora do casamento; deveria esperar estudos posteriores nascidos da pena dos doutores da igreja e obedecer à decisão? a minha consciencia fica obrigada a obedecer? E a minha obediencia me excusa de pecado diante de Deus nesse caso?
    Cada vez que um questionamento é levantado aqui as respostas parecem querer reduzir ao silencio os que discordam da decisão enviada aos Conselhos.
    Ainda que aos nossos olhos a defesa de danças não tenha consistência, é necessário permitir que as pessoas expressem seu pensamento e responder de forma esclarecedora e bem fundamentada.
    A persuasão é resultado do convencimento e não apenas o acatamento de uma ordem. Se assim não fosse não a revelação escrita seria apenas o conteúdo dos dez mandamentos.
    Li bons argumentos neste blog, mas também observei a dificuldade que temos em discutir temas controversos livres de intimidação.
    Em breve continuarei…

     
  69. Rev.Giuliano

    5 outubro, 2007 at 11:41 am

    Caro Rev. Gilberto – Usei a palavra “mística” com o sentido de crer em algo que não se pode conhecer ou, no caso do meu post, subscrecer algo que não se conhece. Usei mas ñ defini…da próxima vez cuidarei para que o purismo semântico seja respeitado (apesar de ser um estudante da nossa língua e não concordar mto com isso) a fim de que não haja nenhum entendimento equivocado.

    Caro irmão Claúdio – concordei com algumas de suas argumentações e as achei bastante pertinente. No entanto, lendo seu post, pareceu-me que a legalidade da “dança coreografada” é ligitimada pelo argumento de que esta é uma arte. A sua defesa da dança litúrgica caminha sob este prisma?

    Realmente é uma dúvida…

    Grande Abraço.

     
  70. Rev. Ludgero

    5 outubro, 2007 at 5:52 pm

    Estimado irmão
    Claudio Lysias

    Quanto ao fato da dança ser bíblica, não há o que discutir. Encontramos algumas expressões desta arte em manifestáções populares (floclóricas), tais como no retorno dos exércitos de Israel, nas colheitas,etc.

    A dança é bíblica tanto quanto a guerra. Não foram poucas as guerras mandadas por Deus e sob a proteção de Deus.O texto de Jeremias 48.10 que amaldiçoa o que faz a obra do Senhor relaxadamente, esta obra relaxada é o guerrear sem matar. Veja só,o texto chama esta obra, de guerrear, de obra “do Senhor”. O texto todo de Jeremias éo seguinte:
    “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente, e maldito aquele que retém a sua espada do sangue” Uma versão popular diz: “Maldito aquele que guarda a sua espada para não matar!” Portanto, bentido é o que age opostamente ao que o texto condena.

    Irmão Claudio, que a dança é bíblica, é! Que a guerra é bíblica, é! O problema que estamos discutindo aqui é se estes elementos são próprios para o culto público.

    Peço-lhe que perdoe-me o exagero do argumento, contudo, creio que fica claro que o que é bíblico, e que é motivo de bênção, nem sempre deve ser trazido para o culto público. O que é parte do culto público é rigorosamente prescrito por Deus.

    Volto a insistir; cada coisa no seu devido lugar. Todo ser que respira louve ao Senhor, mas por favor, não traga uma vaca para o templo.

    Meu abraço meu caro Claudio Lysias

    Ludgero

     
  71. Rev. Ludgero

    5 outubro, 2007 at 6:15 pm

    Estimado irmão Claudio Lysias

    Quanto ao fato da dança ser bíblica, não há o que discutir. Encontramos algumas expressões desta arte em manifestáções populares (folclóricas), tais como no retorno dos exércitos de Israel, nas colheitas,etc.

    A dança é bíblica tanto quanto a guerra. Não foram poucas as guerras mandadas por Deus e sob a proteção de Deus.O texto de Jeremias 48.10 que amaldiçoa o que faz a obra do Senhor relaxadamente, esta obra relaxada é o guerrear sem matar. Veja só,o texto chama esta obra, de guerrear, de obra “do Senhor”. O texto todo de Jeremias éo seguinte: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente, e maldito aquele que retém a sua espada do sangue” Uma versão popular diz: “Maldito aquele que guarda a sua espada para não matar!”

    Portanto, bendito é o que age opostamente ao que o texto condena.

    Irmão Claudio, que a dança é bíblica, é! Que a guerra é bíblica, é! O problema que estamos discutindo aqui é se estes elementos são próprios para o culto público.

    Peço-lhe que perdoe-me o exagero do argumento, contudo, creio que fica claro que o que é bíblico, e que é motivo de bênção, nem sempre deve ser trazido para o culto público. O que é parte do culto público é rigorosamente prescrito por Deus.

    Volto a insistir; cada coisa no seu devido lugar. Todo ser que respira louve ao Senhor, mas, por favor, não traga uma vaca para o templo.

    Meu abraço meu caro Claudio Lysias

    Ludgero

     
  72. Rev. Ludgero

    5 outubro, 2007 at 6:43 pm

    O CULTO NA BÍBLIA

    O conceito de culto domina toda a Bíblia. No Gênesis descobrimos que a Queda do homem em pecado se deu por que os nossos primeiros pais fracassaram em adorar a Deus de maneira própria. No Livro do Apocalipse aprendemos que toda a história culmina numa adoração comunitária eterna perante a face do Deus vivo e verdadeiro. Deste o Gênesis e por todas as páginas das Escrituras até a consumação no Apocalipse, a doutrina do culto subjaz e abunda as páginas do livro sagrado.

    Jesus citou Deut 6.4-5 e disse que este é o grande mandamento da lei de Deus: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás pois o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma de toda a tua força (Marcos 12.29-30). Esta é uma chamada para adoração e afirma o culto como prioridade universal.

    Êxodos 20 registra os 10 Mandamentos. E o primeiro dos mandamentos é uma chamada que é um principio regulador do culto.

    Êxodo 20.2-5

    No AT, o culto abrangia a vida como um todo, era um foco para o povo de Deus. Por exemplo, o Tabernáculo foi arquitetado e colocado de tal forma que enfatizasse a prioridade do culto. A descrição dos detalhes exigiu 7 capítulos, 243 versículos – em Levitico, ainda que somente 31 versículos no Gêneses devotado a criação de todo o universo.

    O tabernáculo foi arquitetado para ser lugar exclusivo para o culto. Era o lugar onde Deus se reunia com seu povo, e usá-lo para qualquer outra atividade era considerado uma blasfêmia grosseira. No tabernáculo não havia assentos – os israelitas não iam ali para assistir ao culto, eles não iam ali para entretenimento. Eles ali compareciam para adorar a Deus. Se tivessem que se reunir para qualquer outro propósito, eles se reuniam em outros lugares.

    O arranjo do acampamento sugeria que o culto era central acima de qualquer outra atividade. O tabernáculo estava no centro, e imediatamente, próximo a ele estava a tenda dos sacerdotes que conduziam o culto. Um pouco mais distante do tabernáculo estava a tenda dos levitas, que estavam responsabilizados pelos corais e a musica no templo. Mais para além as tribos, todas elas contriam suas tendas com a face voltada para o tabernáculo, que estava no centro, porque no centro da vida estava o culto.

    Toda a atividade política, social e religiosa em Israel revolvia ao derredor da lei, e como ponto crítico para a lei estava uma lista de cerimônias de ofertas descritas em Lev 1-7, todas elas eram atos de culto. A primeira de todas as ofertas na lista estava a oferta queimada, que era singular porque devia ser totalmente consumida pelo fogo – oferecida totalmente a Deus. Nenhuma parte poderia ser repartida entre os sacerdotes ou pelos ofertantes, como outras ofertas permitiam.

    As ofertas queimadas era a mais significativa ilustração do culto. Na verdade, o altar no qual todas as ofertas eram dedicadas eram conhecidos como altar de ofertas queimadas. Onde quer que as ofertas eram mencionadas nas Escrituras, a primeira da lista sempre foi a oferta queimada, porque onde quer que alguém viesse à presença do Senhor deveria vir primeiramente como um ato de culto, onde tudo deveria ser consagrado ao Senhor. Assim, em todo o AT Deus sublinho que o culto é prioritário.

    A Lei de Moisés, fala a respeito de como o culto deveria ser feito. Por exemplo Êxodo 30.34-36 nos dá uma receita de como deveria ser feito o incenso. O incenso ‘’e simbólico do culto nas Escrituras, porque sua fragrância, seu perfume sobe ao ar como o verdadeiro culto sobe a presença de Deus. Nos Versos 37-38, uma advertência é colocada

    Ler Ex. 30.37-38

    Deus está dizendo: “aqui está a receita para um incenso especial, um perfume emblemático do culto. Este perfume é único e santo perfume. Se alguém ousar fazer este perfume para si, simplesmente para ter um cheiro melhor, eu o aniquilarei.”

    Claramente, aqui está algo tão singular, tão santo a respeito do culto, que deve estar apartado de qualquer coisa da dimensão humana. Nenhum homem pode ousar tomar para si aquilo que foi consagrado para o culto ao Senhor.

    Nossas vidas são como este perfume – fragrância santa e aceitável e agradável ao Senhor Que sobe à presença do Senhor como cheiro suave (veja Romanos 12.1 e II Coríntios 2.15).

    Portanto, a pessoa que usa sua vida para qualquer outro propósito, não importa o qual, por mais nobre e elevado que possa ser, – é culpada de um grave pecado. É o mesmo pecado que cometeria um israelita que usasse de maneira leviana aquele santo perfume – um pecado tão sério que deveria ser punido, de acordo com a lei mosaica, com a pena capital.

     
  73. Rev. Ludgero

    5 outubro, 2007 at 6:49 pm

    QUATRO TIPOS DE CULTO INACEITAVEL

    1. Adorar falsos deuses

    Isaias 48.11

    Êxodo 34.14

    Romanos 1.21-23

    0 verso 24 nos fala a respeito das conseqüências desta tentativa

    v. 26

    v.28

    Jó 31.24-28 – o ouro, as obras da criação

    Habacuque 1.16 – Descreve o falso culto dos Caldeus

    Atos 17.29

    Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Não somos ouro, prata ou pedra ou madeira. Vocâ acha que o nosso Criador pode ser comparado a tais?

    2. Adorar o verdadeiro Deus de forma equivocada

    Vocês se lembram quando os israelita fizeram um bezerro de ouro

    Veja Êxodo 32.7-9

    Quando os israelitas construíram aquele bezerro de ouro o fizeram para adorar o verdadeiro Deus, mas eles reduziram a Deus a uma imagem

    Anos mais tarde Moisés disse aos Israelitas

    Deuteronômio 4.14-19

    Em outras palavras, quando Deus se revelou aos israelitas, ele não se fez representar por qualquer forma visível. Não existe qualquer tangível representação de Deus – Porque? Porque Deus não pode ser reduzido a qualquer imagem.

    Se você pensa que Deus é um velho sentado em uma confortável poltrona, lembre-se, isto também é idolatria, porque a idolatria começa na mente.

    Quando pensamos em Deus, o que devemos visualizar? – ABSOLUTAMENTE NADA.

    Nenhuma concepção visual de Deus pode propriamente representá-lo em sua glória eterna. É por isto que Deus é descrito na sua palavra como LUZ. É impossível fazer uma estátua da luz..

    3. a terceira coisa sobre cultos desviados é – ADORAR O VERDADEIRO DEUS EM UM ESTILO PESSOAL, À SUA PRÓPRIA MANEIRA.

    4. Mais sutil – Adorar o verdadeiro Deus, da maneira que ele determinou, com uma atitude errada.

    Amós 5.21

    Hoséias 6.4-6

    Isaias 1.11-15

     
  74. Rev. Ludgero

    5 outubro, 2007 at 7:29 pm

    QUANDO O CULTO É EQUIVOCADO

    Deus repetidamente julga aqueles que fracassam em adorá-lo conforme ele prescreve. Quando o povo de Israel adorou o bezerro de ouro, Deus mitigou a sua justiça e ao invés de exterminar todo o povo, tirou a vida de mil de entre eles. Isto é uma terrível ilustração gráfica de como Deus se sente a respeito do culto falso.

    Levitico 10 descreve a ordenação dos sacerdotes Nadab e Abiu, filhos de Arão o sumo sacerdote. Eles esperaram por anos, desde a sua mais tenra infância por aquele momento de se tornarem sacerdotes, e agora foram ordenados.

    Mas a sua primeira função como sacerdotes, ele ofereceram “fogo estranho”. Eles não fizeram aquilo que fora prescrito por Deus, não cumpriram as suas obrigação na condução do povo em sua adoração. Eles agiram de forma independente da revelação de Deus quanto ao que Deus prescreveu como o culto que a ele agrada, e instantaneamente Deus os exterminou.

    Aquele foi um dia triste. Preparados durante toda a sua vida, fracassaram num um único ato, no seu primeiro dia de função sacerdotal. Eles eram jovens, cheios de grandes idéias, muita coisa nova na sua cabeça,, talvez. Mas eles desobedeceram, e foram mortos instantaneamente.

    O rei Saul foi culpado de um pecado semelhante.

    I Samuel 13.8-14 lemos

    Saul decidiu usurpar o papel dos sacerdotes. Ele abandonou o método que Deus havia prescrito como determinou ser adorado, e acabou custando para Saul o seu próprio trono e para os seus descendentes.

    Uza era um Coatita – Os Coatitas tinham uma responsabilidade, que era transportar a Arca da Aliança. Um dos princípios básicos que eles aprenderam era jamais tocar na arca. Elas tinham que ser carregadas através de varões que passavam por argolas e transportada nas suas costas tal como foi explicitamente prescrito em números 4.5-6. No verso 15 nos é dito o seguinte

    Levitico 4.15

    Este era o método de Deus. Mas II Samuel descreve o método usado por Uzá:

    II Samuel 6.3

    II Samuel 6.6-7

    Uzá, em desobediência ao método divinamente ordenado, foi extremamente criativo, inovador. Uzá foi treinado a sua vida toda para proteger a Arca da Aliança, mas ele quis ser criativo.

    Deus não aceita desvios nos culto que ele prescreveu. Muitas pessoas estão insistindo que qualquer tipo de culto, desde que seja sincero, é aceito por Deus, mas isto não é a verdade, a Bíblia jamais ensinou isto. A Bíblia mostra que todos aqueles que oferecem culto de um estilo pessoal, são inaceitáveis diante de Deus, mesmo que venha com a melhor das intenções.

    Não importa o quão pura seja a sua motivação, ou quão sincero você seja em sua tentativa, se você tentar adorar ao Senhor de acordo com os seus próprios métodos, deixando de lado o que ele prescreveu sobre o como ser cultuado segundo a sua revelação, então ele não pode abençoar a você.

     
  75. Rev. Ludgero

    5 outubro, 2007 at 7:31 pm

    NOSSA MAIOR NECESSIDADE

    Talvez a maior necessidade de toda a Cristandade é por um claro entendimento do ensino bíblico a respeito do culto, da adoração. Quando a igreja falha em adorar da maneira própria, falha em todas as outras áreas. É impossível imaginar que possamos errar aqui e as outras áreas da vida da igreja e da vida pessoal não serem afetadas. E o mundo está sofrendo por causa deste seu fracasso.

    Muito do culto que é hoje oferecido, é culto falso, um tipo de culto que se focaliza na tortilha, em coisas materiais, em ritual ou forma, ou até mesmo na busca de bênçãos divinas, ou aquele tipo de culto que segue um padrão de estilo pessoal ou que demonstra uma atitude errada. Deus não os aceita. A bíblia é explicita a respeito disto.

    Devemos buscar um entendimento do verdadeiro culto, segundo Deus. Deus determinou que assim o fizéssemos. Nosso ministério depende disto. A existência de nossa igreja depende disto. Nossa própria vida depende disto. Esta busca é crucial para o nosso relacionamento para com Deus e nosso testemunho no mundo. Não podemos ignorar este grande e impressionante tema.

     
  76. Rev. Ludgero

    5 outubro, 2007 at 7:33 pm

    O Salmista afirma que a prioridade última para todos os seres humanos, ao ecoar o desejo de Deus é que todos nós “adoremos a Deus na beleza (ou majestade) de sua santidade” (Sl.29.2) . Claramente o supremo dever da criatura no tempo e na eternidade é adorar o criador.

    Meu coração tem sido levado a se preocupar com este grande tema das Escrituras, na media que vou estudando as suas páginas, capítulos e versículos. Ali, nas páginas da Bíblia somos levados à uma profunda admiração e ficamos estupefatos com a majestade e a realidade suprema do culto que os seres morais a ele prestam. Todos aqueles que tiveram um vislumbre da majestade e glória de Deus, quedaram-se em culto, como ocorreu com o profeta Isaias, pois ele afirma

    E ali… Isaias 35.8-10

    Na verdade, como adoramos, como cultuamos agora, reflete a esperança de nosso destino eterno.

    Em meu ministério, tenho desejado levar o povo de Deus a um encontro pessoal com a majestade de nosso Deus vivo e verdadeiro, ainda que por anos tenho buscado entender mais completamente o que o culto é e como ele pode ser cumprido em nossas vidas.

    Não foram poucas as frustrações pessoais com o meu próprio culto a Deus e também a profunda preocupação com o culto contemporâneo, que me fazem ver o quanto precisamos conhecer a respeito do verdadeiro culto que a Deus devemos. Por isto estou em busca de um entendimento melhor da mensagem da Bíblia sobre o fato de que o culto é uma expressão essencial de serviço rendido a Deus.

    Deus tem me dado este desejo de conhecer melhor este grande tema, e por isto quero compartilhar este desejo com os irmão de nossa igreja. Eu desejo que a igreja se junte a mim nesta busca, mas temo que a igreja moderna freqüentemente se manifeste tão pragmática, tão programada, e tão centrada no sucesso. No processo de estamos em busca de nossa satisfação pessoal e a satisfação de nossos desejos, a igreja contemporânea tem escorregado numa filosofia de um Humanismo Cristão, que nos leva ao amor pessoal exacerbado, ao culto da auto-estima, e a busca de auto-preenchimento, que não poucas vezes tem conduzido a humanidade a auto-glorificação.

    É neste ambiente que estamos e é nele que procuraremos o que verdadeiramente o que é adorar ao nosso glorioso Deus em seus termos. Aquilo que chamamos culto hoje, tem muito pouco a ver além do que entendemos por liturgia, adequada a um ambiente de músicas emocionais, discursos emocionais, e mais recentemente dança, gelo seco, uma teatralização que somente algumas comunidades evangélicas teriam recursos para fazer, visto que tudo isto que agrada aos olhos, chama a atenção da emoção, arrebata o auditória, custa muito dinheiro, e está muitíssimo longe da simplicidade do culto que Deus requer.

    Portanto, estes sermões que estamos proferindo nos cultos da noite, são uma chamada ao culto pessoal, uma chamada a um tipo radical de vida por parte dos crentes, um tipo de vida que cultue a Deus continuamente, não somente nos domingos. Este chamado é novo no sentido de que os crentes de nossa geração parece que perderam a ênfase de Deus, o chamado é antigo no sentido de que traz à nossa memória a convocação do salmista:

    Vinde, adoremos e prostemo-nos… Salmo 95.5-7 a

    Estudarmos juntos este grande e precioso tema nos forçará a encontrarmos com a face do Deus de toda glória. E uma resposta obediente ao ensino claro da Palavra de Deus nos transformará em verdadeiros adoradores, fazendo cumprir em nossa vida a prioridade última.

    Eu os convoco, portanto, a consagrarem-se e devotarem-se ao Senhor, em oração e reverência, para que possamos aprender juntos, e experimentarmos esta verdade transformadora do verdadeiro culto a Deus.

    Poucos anos atrás, li em um jornal de grande circulação a respeito de uma história de uma mulher no Novo México que costumeiramente fritava tortilhas, quando notou que uma das tortilhas, depois de fritada, pareceu ter o rosto de Jesus ali gravado. Ela ficou tremendamente emocionada, mostrou aquela tortilha a seu marido, seus vizinhos, e todos foram unânimes em concordar que ali estava estampada a face de Jesus.

    Esta mulher então decidiu levar a tortilha ao padre de sua cidade para que ele a abençoasse. Ele testemunhou ao padre que aquela tortilha havia mudado a sua vida, e seu marido concordou que de fato a vida da sua esposa havia mudado bastante, ela era uma mulher mais feliz, sentia mais paz em seu coração, e tudo isto como resultado daquela abençoada tortilha. O padre meio relutante, não estava acostumado a abençoar tortilhas, mas acabou sendo convencido e abençoou, aspergindo sobre a tortilha água benta.

    A mulher levou a tortilha de volta para a sua casa, colocou num vidro protetor, algodão protegendo a tortilha para dar um ar de que a tortilha estava em meio de nuvens, construiu um altar para a tortilha, e abriu a sua casa para visitação. Em poucos meses mais de 8 mil pessoas já haviam visitado a tortilha e todos concordavam que ali estava a face de Jesus queimada naquela tortilha.

    Irmãos, tudo isto parece incrível, mas é a pura verdade ali reportada naquele jornal, que tantas pessoas pudessem adorar e cultuar uma tortilha, mas por mais incrível que pareça, este tipo de adoração não tem sido realmente infrequente em nossos dias. Tragicamente, embora a Bíblia seja clara sobre o como e a quem e quando devemos adorar, parece que pouco culto genuíno acontece em nossos dias. Na verdade, o culto é uma das doutrinas mais mal entendidas de toda a Escritura, e por isto a igreja está espiritualmente delibilitada, porque um entendimento do culto é vital para qualquer aplicação plena da Escritura em nossa vida. Se falharmos aqui, certamente teremos a nossa vida espiritual totalmente comprometida..

     
  77. Rev. Gilberto Silva

    6 outubro, 2007 at 10:55 pm

    Rev. Giuliano

    Diferentemente do senhor não sou um estudioso da língua portuguesa, mas reportando-me ao que aprendi no ensino fundamental sei usar e diferenciar “este” de “esse”. (Desculpe, mas até mesmo doutores tropeçam na lingua pátria).
    Quanto às suas definições de místico reitero seu desconhecimento e portanto o uso impróprio do termo. Não sou purista, sou cidadão falante.

    Retornando ao foco do debate:
    Rev. Ludgero, suas últimas contribuições, talvez as 4 últimas, têm sido o que chamo de pedagógicas.
    Felizmente não consideramos danças pecado e muito menos como ilegítimas em contextos outros senão o culto da congregação reunida. Esse posicionamento creio ser bíblico e portanto concordo com sua abordagem.
    Mas por ser um cidadão interiorano, fui ensinado na igreja que dançar é pecado e errado. O máximo que experimentei do aspecto saudável e lúdico de dançar foram as “sociais” da mocidade.
    Quando me lembro que eu mesmo repudiei e reprovei danças no constexto cultural e saudável da juventude e ensinei isso quando ainda era um jovem ministro…

     
  78. Rev.ludgero

    7 outubro, 2007 at 6:06 pm

    Belo Horizonte, 26 de março de 2007

    Conselho…

    Estimados irmãos Presbíteros

    A Igreja Presbiteriana do Brasil tem tomado decisões, as mais solenes possíveis, que tratam do culto que rendemos à Deus. Tem afirmado a importância vital do culto para a vida da Igreja, com que todos concordamos; tem sublinhado a honra e a glória de Deus, que deve ser exaltada no momento do culto, fato este que produz uma imensa concordância entre todos os presbiterianos. Temos sublinhado os termos de nossa Confissão de Fé, termos que revelam a sublimidade do culto. Ainda que estas sejam convicções, das quais nenhum de nós presbiterianos estamos prontos a abrir mão, a questão litúrgica, a maneira como prestamos culto a Deus, ainda nos divide e tem provocado tensão no seio da Igreja Presbiteriana do Brasil. As questões das “expressões corporais” tais como, “danças litúrgicas”, os grupos coreográficos que se apresentam como parte do culto a Deus, tem sido motivo de preocupação em nossa amada IPB. O Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, bem como sua Comissão Executiva, que o representa, têm reiterado decisões soleníssimas, que encontram, por parte de alguns pastores e conselhos, ouvidos mocos, como se estas decisões não carecessem de qualquer observância ou implementação. Na última reunião da Comissão Executiva do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, ocorrida no mês de março de 2007, mais uma vez, num tom extremamente pastoral, reafirmando a sublimidade do culto, e a afronta de neles lançarmos “fogo estranho”, determina, como impróprias que são, as manifestações de expressões corporais, tais como a novidade de grupos coreográficos e as danças litúrgicas. O culto, como todos nós concordamos, foi prescrito por Deus e o único caminho de sanidade, para o bem da Igreja, é retornarmos ao que foi prescrito na sua santa, divina, autoritativa e única regra de fé e prática – As Escrituras Sagradas. É com este intuito que faço comunicar a última decisão tomada, sobre este importante tema. Na esperança de que estas orientações sejam úteis aos irmãos, pastores, que tem sobre si a responsabilidade da condução litúrgica, segundo “nossos princípios litúrgicos”, e aos conselhos, que tem a responsabilidade de governar e superintender todos os aspectos da vida da Igreja local; remeto, humildemente, esta correspondência, transcrevendo a decisão que, sugiro, seja lida em reunião do conselho e, também, durante culto solene, perante toda a congregação.

    Eis a decisão:

    CE-SC/IPB – DOC. CLXXXVII – Quanto ao documento 198. Ementa: Quanto aos Docs. 116, 160, 166 – Consulta, proposta e solicitação de posicionamento quanto a práticas litúrgicas. Considerando:1. Que segundo as Escrituras o culto a Deus é a razão principal da existência humana e que na história do povo de Deus nelas registradas fica bem claro que as crises espirituais causam a negligência na adoração e displicência quanto a sã forma de adorar, atitudes sempre reprovadas pelo Senhor e que, por outro lado, tempos de reforma e reavivamentos espirituais trazem como conseqüência a purificação do culto, tendo “a Lei do Senhor” como referência; 2. Que a Confissão de Fé de Westminster, fundamentada na Bíblia, afirma ser a forma de celebrar o culto público, elemento determinante para que as igrejas particulares sejam mais ou menos puras (CFW, Cap.XXV,4); 3. A diversidade de opiniões teológicas quanto à matéria, mesmo dentro da ortodoxia reformada, evidenciada pelo grande número de publicações existentes; A CE-SC/IPB-2007 RESOLVE:

    Reafirmar o princípio reformado estabelecido pela Confissão de Fé de Westminster de que: “O modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo e é tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas santas Escrituras” (CFW, Cap. XXI,1).
    Determinar que seja mantida e reforçada a tradição reformada que se reflete em decisões anteriores do SC/IPB sobre a matéria que, sempre fundamentado nas Escrituras, têm reconhecido e proclamado a santidade do culto que deve ser oferecido a Deus, pela mediação única de Cristo, com reverência e santo temor, na exclusiva dependência do Espírito Santo para que haja também a verdadeira alegria espiritual (Cf Sl 51.12,15) e que são inconvenientes todas as formas que possam distanciar os adoradores desses princípios, sendo que dentre essas formas inconvenientes, conforme já declarado pelo SC/1998, encontram-se as expressões corporais acentuadas, podendo ser incluídas entre as quais, práticas tais como danças litúrgicas e coreografias;
    Determinar aos ministros (Cf. art. 31, alínea “d” da CI) e aos presbitérios (Cf. art. 88, alínea “e” da CI) que sejam zelosos quanto ao santo culto do Senhor, repudiando todo “fogo estranho”, não ordenado na Palavra, e que, conseqüentemente, provoca a sua santa ira sobre os displicentes e infiéis (Cf Levítico 10.1-7; Malaquias 1.6-14 e João 4.24). (*)
    (*)o texto acima é transcrição, sem qualquer correção ortográfica ou de estilo

    No temor de Cristo nosso divino redentor, o irmão e conservo,

    Rev. Ludgero Bonilha Morais

    Secretário Executivo do Supremo Concilio da Igreja Presbiteriana do Brasil

    Esta entrada foi publicada em Quinta-feira, Agosto 30th, 2007 às 9:54 pm e é arquivado abaixo DANÇAS LITÚRGICAS. Você pode seguir qualquer respostas para esta entrada através de RSS 2.0 feed. Você pode deixe uma resposta, ou trackback do seu próprio site.

     
  79. Rev. Giuliano

    8 outubro, 2007 at 11:45 am

    Caro Rev. Ludgero, já opinei a respeito do tema.

    Baseado no post do Rev. Augustus, quero perguntar-lhe: qual será a posição da IPB com igrejas que não têm obedecido à determinação do Concílio?

    Caro Rev. Gilberto – Apesar de estudante, sou um leigo! Parece-me que a distinção que o senhor faz de “esse” e “este” limita-se aos seguintes empregos: LUGAR E TEMPO. Não se esqueça, porém, que podemos empregá-los (demonstrativos) em relação ao DISCURSO. Ou seja, emprego maleável…sem demasiado rigor…(a não ser na questão de LUGAR e TEMPO).

    Não sei qual é a sua idade. Pode ser que as aulas recebidas no ensino fundamental já estejam bem ultrapassadas quando comparadas à mentalidade atual que permeia a língua pátria (não defina a língua pátria apenas como norma culta!!)…

    Sugestão: “Preconceito Lingüistico”. São Paulo: edições Loyola, 2000. Autor: Marcos Bagno. Excelente!!

    Forte abraço!

     
  80. wanderson ferreira lopes

    12 outubro, 2007 at 10:43 pm

    Caros irmãos. Lí vários comentários e respostas apresentadas e achei, até certo ponto, interressante e importante estes debates. Antes de mais nada, acho conveniente a divulgação em TODAS AS IPB´s deste blog e o incentivos à visitação aos sites oficiais da IPB. Estou casado com uma mulher maravilhosa, temente a Deus e que tem profundo conhecimento da Palavra de Deus. Ela sempre foi membro da Igreja Assembléia de Deus, por isso temos algumas divergências sobre os pontos teológicos que sabemos existir entre a IPB e a AD. Temos conversado muito e buscado TODOS OS DIAS, desde 24 de dezembro de 2005, quando nos conhecemos, a unanimidade de pensamento e a ILUMINAÇÃO DE DEUS sobre sua própria Palavra. Tenho alguma dificuldade para tentar fazer com que ela entenda a posição da IPB sobre vários assuntos, POIS SEMPRE QUE PEGO ALGUMA RESOLUÇÃO, DIGESTO OU POSICIONAMENTO QUALQUER DA IPB, SEMPRE TEM QUE TER ALGO COMO “em nossa Confissão de Fé” OU “é ler a sua Confissão de Fé” e isso não é visto com bons olhos por outras pessoas. Permitam-me explicar direito: se eu for tentar converser a minha esposa que a coreografia em cultos não é bíblica – não sei sua posição sobre o assunto, apenas estou exemplificando – e for citar a CFW ou a RESOLUÇÃO ‘tal’, o que vou receber como resposta é: por que voces não explicam à luz da Bíblia, tudo tem que ser a CFW feitas por homens presbiterianos. Nunca ví um pastor da AD responder a alguma dúvida buscando outro instrumento senão a Palavra de Deus. Não quero ser causador de revolução na IPB, mas acho que está mas que na hora da IPB começar a ensinar a sua doutrina nas escolas dominicais e não só nas classes de catecúmenos – sou presbiteriano desde o nascimento e nunca tinha visto uma constituição e nem sabia que existia até que fui eleito presbítero pude ler um exemplar de outro presbítero. Para resumir, a IPB tem que responder às perguntas SEMPRE À LUZ DA PALAVRA DE DEUS, e deixar de lado umpouco a CFW, pois outras pessoas não aceitaram nada que venha da Bíblia – dificilmente já aceitam quando “tá” na Bíblia, imagina fora – por isso faço este apelo. Os símbolos de fé da IPB são para OS MEMBROS DA IPB e devem ser ensinados com seriedade nas Igrejas Presbiterianas em todo o tempo, mas ao lidarmos com pessoas de fora, devemos nos ater APENAS À PALAVRA DE DEUS, POIS SE ACREDITAMOS NAQUILO QUE PREGAMOS E QUE ESTÁ NA CFW E CATECISMOS, E ESTES SÃO BASEADOS NA BÍBLIA SAGRADA, NÃO PRECISAREMOS TER RECEIO EM USAR APENAS A PALAVRA DE DEUS QUE ESTARÁ GRAVADA EM NOSSO CORAÇÃO E SERÁ DE MAIOR ACEITAÇÃO. Irmão, já ouvi comparações entre a IPB e Adventistas e Mormóns que ‘acreditam mais nos seus símbolos de fé que na Palavra de Deus’. Amados, não é amim que devies responder, mas ao mundo! Devemos estar prontos para dar testemunho das razões de nossa fé, mas baseados ‘sola escritura’. Espero que os amados tenham entendido a mensagem que tentei passar e que Deus nos abençoes a todos. Se alguém quiser entrar en contato comigo, moro em Brasilia e autorizo a IPB a exibir meu e-mail no blog. E-mail: wandersonlopes@yahoo.com.br

     
  81. Vinícius Leonel

    13 outubro, 2007 at 10:16 am

    Quero aqui parabenizar pela decisão da IPB sobre esta matéria,é muito importante colocarmos tudo em seu devido lugar.

    Vinícius Leonel
    2°Sec.CSM/SDP
    IP Tatuí/SP

     
  82. Pb. Dário

    16 outubro, 2007 at 9:50 pm

    Prezados Irmãos,
    Procurei ler todos os comentários a respeito do tema abordado, tenho 50 anos e já vivi muitos momentos de dúvidas a respeito da doutrina Bíbllica e Denominacional, mas graças a Deus, posso hoje compartilhar com os irmãos, que Deus tem colocado em meu coração e na minha mente, o sentimento de servir a Ele, orientado por sua lei que é a sua Palavra.
    No último domingo, eu e minha família nos atrazamos para sair de casa e descidimos ir a uma outra igreja Presbiteriana mais perto de nossa casa, fomos numa congreção e descobrimos que o culto dela era mais cedo e resolvemos ir noutra que começava o culto no horário que dava para chegar. Assitimos o culto e no final um grupo de jovens e adolescentes foram chamados para cantar um cântico com a congregação. A música muito conhecida e animada, sugeriu um balança no corpo e eles adotaram uma coreografia (que há muito vejo nessa música em encontros de jovens em retiro e congressos). repetiram a música varias vezes, aos poucos algumas pessoas da congregação, passaram a rebolar e dar puklinhos, assim como alguns dos jovens. em determinado momento, álguns nem mais cantavam , só pulavam e faziam a coreografia e conversdavam ao mesmo tempo, mas não mais cantavam, só a congregação e alguns jovens. Bem, minhas filhas estavam presentes e elas tem 15 e 18 anos. Saimos do culto e fomos para casa. Aí ouvimos (eu e minha esposa) o seguinte comentário delas: É por isso que nosso Pastor, não apoia esse tipo de excesso litúrgico, ficou uma bagunça e sem propósito. Ficou sem espiritualidade. e outros comentários.
    Quero apresentar esta experiência, para mostrar aos irmãos o seguinte: Minhas filhas são modernas. Vivem a reclamar com a falta de algumas coisas mais modernas na igreja, mas quando depararam com algumas coisas que o grupo delas apoiam, ficaram incomodadas com o que viram e passaram a compreender o posicionamento do nosso Pastor (Reverendo João Batista Borges). Não quiz escrever meus pensamentos doutrinários, apresentar fundamentos teológicos, pois já foram apresentados por muitos acima que os conhecem muito mais do que eu, apenas quiz contribuir com essa pequena história, para podermos meditarmos.

     
  83. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    23 outubro, 2007 at 2:08 pm

    Sou grato a Deus por atender minhas orações. E parabéns ao Rev: Ludgero pela decisão brilhante.
    Troquei e-mail com o Rev, o assunto foi exatamente sobre o que esta acontecendo em nossas igrejas.
    COM RESPEITO AOS AMADOS IRMÃOS QUE SÃO ADÉPTOS A ESTES RITUAIS,,O TENHO A DIZER QUE NA MINHA IGREJA, NO INICIO SÓ QUERIAM DANÇAR; AGORA AMADOS JÁ ESTAM ESPULSANDO DEMÔNIOS, FALANDO EM LINGUAS, RODOPIOS E COISAS ABSURDAS.
    Agora,quanto ao que escrever um irmão nesse blog, dizendo que a IPB está no século 16, no que diz respeito a dança, é muitissímo importante lembrar,que no decorrer da historia da humanidade,as sociedades tribais, dançavam aos seus deuses ,uma vez que esses deuses jamais fizeram alguma coisa que para melhorar a vida espiritual e muito menos física e material. è e sempre foram deuses pagãos.
    A DANÇA ERA PARA HOMENAGIA-LOS.

    NOSSSO DEUS TRIÚNO

     
  84. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    23 outubro, 2007 at 2:34 pm

    PARABÉNS ,REV: LUDGERO , LEMBRAS, NO COMEÇO DO ANO TROQUEIS E-MAILs COM O SR: A RESPEITO , DOS RODOPIOS, DANÇAS E ATÉ LINGUAS ESTRANHAS EM NOSSA IGREJA EM CAMPO LIMPO PAULISTA-SP, OBRIGADO PELAS ORIENTAÇÕES E AO COMUNICADO FEITO AS IGREJAS PELO CORREIO.
    SINTO QUE NA MINHA IGREJA , SÓ FICOU NO CONSELHO. mAS PRONTIFICAREI DISTRIBUI-LO.

    PS:AOS IRMÃOS QUE DIZEM QUE A IPB ESTA NO SÉCULO 16 ,NO QUE DIZ RESPEITO A DANÇAS.

    MEUS AMADOS , OS SOCIEDADES TRIBAIS DA ANTIGUIDADE JÁ DANÇAVAM PARA SEUS DEUSES PAGAÕS, PRESTANDO HOMENAGENS PELO NADA FEITO EM SUAS VIDAS .

    QUERÉM HERANÇAS DAQUELES TEMPOS, TAÍ AMADOS —CENTROS DE MACUMBAS , MAGÍA NEGRA E POR QUE NÃO OS ÍNDIOS EM SUAS TRIBOS E TRADIÇÕES.

    CUIIIIIIIIIIIIIIDADO

    “UM CONHECIDO EM TRABALHO, QUE É PAI DE SANTO ME DISSE:
    – SE UM DIAS EU VIRAR CRENTE VOU PARA EGREJAS PENTECOSTAIS, PORQUE LÁ ELES DANÇAM , EXPULSAM DEMONIOS, FALAM EM LINGUAS ELES SÓ NÃO SACRIFICAM ANIMAIS, MAIS NA BIBLIA DIZ QUE PODE”

    MEUS QUERIDOS IRMÂOS, DEIXO AQUI MEU E-MAIL, PARA COPARTILHAR MINHA EXPERIENCIAS, VISÍTANDO QUATRO PAÍSES, E MINHA TRAJETÓRIACOMO MEMBRO DESTA AMADA IPB.

    QUE DEUS ESTEJA COM TODOS
    carloslysias@terra.com.br

     
  85. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    23 outubro, 2007 at 2:43 pm

    PARABÉNS ,REV: LUDGERO , LEMBRAS, NO COMEÇO DO ANO TROQUEIS E-MAILs COM O SR: A RESPEITO , DOS RODOPIOS, DANÇAS E ATÉ LINGUAS ESTRANHAS EM NOSSA IGREJA EM CAMPO LIMPO PAULISTA-SP, OBRIGADO PELAS ORIENTAÇÕES E AO COMUNICADO FEITO AS IGREJAS PELO CORREIO.
    SINTO QUE NA MINHA IGREJA , SÓ FICOU NO CONSELHO. mAS PRONTIFICAREI DISTRIBUI-LO.

    PS:AOS IRMÃOS QUE DIZEM QUE A IPB ESTA NO SÉCULO 16 ,NO QUE DIZ RESPEITO A DANÇAS.

    MEUS AMADOS , OS SOCIEDADES TRIBAIS DA ANTIGUIDADE JÁ DANÇAVAM PARA SEUS DEUSES PAGAÕS, PRESTANDO HOMENAGENS PELO NADA FEITO EM SUAS VIDAS .

    QUERÉM HERANÇAS DAQUELES TEMPOS, TAÍ AMADOS —CENTROS DE MACUMBAS , MAGÍA NEGRA E POR QUE NÃO OS ÍNDIOS EM SUAS TRIBOS E TRADIÇÕES.

    CUIIIIIIIIIIIIIIDADO

    “UM CONHECIDO EM TRABALHO, QUE É PAI DE SANTO ME DISSE:
    – SE UM DIAS EU VIRAR CRENTE VOU PARA EGREJAS PENTECOSTAIS, PORQUE LÁ ELES DANÇAM , EXPULSAM DEMONIOS, FALAM EM LINGUAS ELES SÓ NÃO SACRIFICAM ANIMAIS, MAIS NA BIBLIA DIZ QUE PODE”

    MEUS QUERIDOS IRMÂOS, DEIXO AQUI MEU E-MAIL, PARA COPARTILHAR MINHA EXPERIENCIAS, VISÍTANDO QUATRO PAÍSES, E MINHA TRAJETÓRIA COMO MEMBRO DESTA AMADA IPB.

    QUE DEUS ESTEJA COM TODOS
    carloslysias@terra.com.br

     
  86. Errornedini

    25 outubro, 2007 at 8:36 pm

    Hi everyone,

    I’m a noob here. And it feels like a great place.

    I just wanted to give a nice “how’s it going” to all of you here.

    🙂

    -Taylor

     
  87. Sidney

    1 novembro, 2007 at 12:52 pm

    Queridos irmãos presbiterianos, boa tarde.
    Não vejo mal algum em se dançar no culto, a bíblia não condena este tipo de liturgia.
    Creio firmemente que o que importa para Deus, são as intenções e motivações que levam uma pessoa a dançar, cantar e pregar. Podemos não ter dança em um culto, e temos somente músicas sacras, mas se as intenções não forem de adorar a Deus, está música se torna profana diante do Pai. Amados irmãos, é lamentável como hoje em dia a música cristã tem se tornado fonte de riqueza para muitos que se dizem convertidos, muitos gravam cds e dvs afim de enriquecerem e isso sim é fogo estranho, temos de parar de pensar que o céu é um convento de santos onde o silêncio predomina, céu é festa e alegria ( falei festa e não baderna, não confundam ).
    A dança pode sim ser um instrumento de adoração a Deus, não podemos engaiolar nosso pai e ditar as regras de adoração, temos que quebrar paradmas e regras legalistas. Deus guarde e abençoe a todos nós.

    Sidney.

     
  88. Rev. Ludgero

    2 novembro, 2007 at 4:10 pm

    Sidney

    Sua participação é muito bem vinda em nosso meio.

    Devo reconhecer alguns pontos importantes em sua colocação, a saber:
    1. a alegria do culto
    2. a sinceridade que deve caracterizar a nossa adoração a Deus
    3. a motivação certa
    4. o desatino que estamos vendo hoje, visto que os elementos introduzidos no culto moderno se tornaram grande fonte de renda e um comércio desenfreado para manter o negócio funcionando.

    Nestes pontos estamos em perfeito acordo. No entanto, estamos em desacordo nos seguintes pontos:
    1. que o irmão não veja mal nenhum em se dançar no culto. Devemos nos lembrar que o padrão para o culto não é que determinadas práticas sejam admitidas ou não sejam sancionada por mim, ou por quem quer que seja. O padrão deve e é estabelecido por Deus em sua Palavra.
    2. dizer que a Bíblia não condena um culto onde a dança seja introduzida, não é o bastante. O que a Bíblia não admite explicitamente para o culto, é proibido. Se não tudo ficaria ao alvitre dos adoradores. Veja só, a Bíblia não proibe também que haja velas no culto, mas nós os evangélicos em geral não a admitimos, visto que Deus não as requereu.
    3. Sim, é certo que a motivação é de suma importancia, mas não só. O culto é prescrito e devemos fazer tudo em obediência ao que Ele determinou. Deus é que decide como deseja ser adorado.

    Evidente, tudo o que se faz no culto é sacro. O fato é que o profano tem tomado conta do culto, incluindo a dança, as músicas que são mais no tom profano, e o púlpito tem sentido estes reflexos profanos, visto que o discurso é mais no tom “do agrado do freguez”.

    Sidney, receba meu abraço fraterno

    Ludgero

     
  89. Rev. Ludgero

    2 novembro, 2007 at 5:30 pm

    Sidney Sua participação é muito bem vinda em nosso meio. Devo reconhecer alguns pontos importantes em sua colocação, a saber:
    1. a alegria do culto
    2. a sinceridade que deve caracterizar a nossa adoração a Deus
    3. a motivação certa
    4. o desatino que estamos vendo hoje, visto que os elementos introduzidos no culto moderno se tornaram grande fonte de renda e um comércio desenfreado para manter o negócio funcionando.

    Nestes pontos estamos em perfeito acordo. No entanto, estamos em desacordo nos seguintes pontos:

    1. que o irmão não veja mal nenhum em se dançar no culto. Devemos nos lembrar que o padrão para o culto não é que determinadas práticas sejam admitidas ou sancionada por mim, ou por quem quer que seja. O padrão deve e é estabelecido por Deus em sua Palavra.
    2. dizer que a Bíblia não condena um culto onde a dança seja introduzida, não é o bastante. O que a Bíblia não admite explicitamente para o culto, é proibido. Se não tudo ficaria ao alvitre dos adoradores. Veja só, a Bíblia não proíbe também que haja velas no culto, mas nós os evangélicos em geral não a admitimos, visto que Deus não as requereu.
    3. Sim, é certo que a motivação é de suma importância, mas não só. O culto é prescrito e devemos fazer tudo em obediência ao que Ele determinou. Deus é que decide como deseja ser adorado. Evidente, tudo o que se faz no culto é sacro. O fato é que o profano tem tomado conta do culto, incluindo a dança, as músicas que são mais no tom profano, e o púlpito tem sentido estes reflexos profanos, visto que o discurso é mais no tom “do agrado do freguês”. Sidney, receba meu abraço fraterno Ludgero

     
  90. UMBERTO JUDSON

    3 novembro, 2007 at 11:01 am

    EU VEJO QUE HOJE AS PESSOAS PROCURAM UM MEIO DE SASTIFASER MAIS OS DESEJOS QUE QUERIAM EXPRESSAR MAS SÃO SUFOCADOS POR FAZER PARTE DEUM GRUPO QUE NÃO ACEITA UM CULTO A NÃO SER A CRISTO.

     
  91. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    3 novembro, 2007 at 5:34 pm

    Campo Limpo Paulista 03/11/2007

    Saudações em Cristo

    Agradecimentos ao Rev , Ludgero pelas orientações a respeito , das ocorrências em minha Igreja. Danças litúrgicas e outros problemas que relatei no blog.

    A secretária Melise ,enviou o comunicado direcionado aos Presbiteros.
    Sem dúvidas, um ar de constrangimentos, ficóu evidente. Alguns membros do Conselho, afirmaram não conhecer a decisão do Supremo Concílio. É notório, que membros em geral, não tomaram conhecimento por intermédio do conselho..
    Me prontifico,se nescessário for a faze-lo, sob as orientações desta Secretaria.
    Um comunicado exclusivo aos membros, creio que seja de grande valor.

    Que Deus abençoe.

    carloslysias@terra.com.br

     
  92. Robson

    5 novembro, 2007 at 7:05 pm

    Robson

    Depois de ler exaustivamente as opiniões elencadas neste blog, gostaria de se possível tentar contribuir. Tendo em vista a extensão de nosso território, a impossibilidade de um acompanhamento pastoral mais expressivo dos concílios superiores, fica difícil avaliar o que de fato está acontecendo. Seja sobre princípios litúrgicos, fidelidade financeira, maçonaria, política, enfim.
    Crendo na soberania de Deus, no zelo pastoral, nas muita intercessões, e na disposição de refletir sempre sobre nossos atos e seus reflexos, espero que o espírito conciliar nos conduza a uma unidade, que desemboque em: implantações de novas igrejas, ampliação da expressão missionária dentro e fora do país, sobre tudo que a igreja consiga estabelecer diálogos relevantes, buscando comunicar a graça de Deus incondicional, tranformadora e regeneradora, que foi derramada na cruz do calvário. Que o espírito dos refromardores, traga sempre inquiteação diante de tudo quanto possa tentar diluir a graça de Deus.
    Que possamos com intrepidez e humidade cooperar no que for possível, e reconsiderarmos se necessário.
    Gostaria de deixar algumas frases:
    “A verdade alivia mais do que magoa. E estará sempre acima de qualquer falsidade como o óleo sobre a água.”
    Miguel de Cervantes

    “A repetição não transforma uma mentira numa verdade.”
    Roosevelt

    “Sempre que alguém afirma que dois e dois são quatro, e um ignorante lhe responde que dois e dois são seis, surge um terceiro que, em prol da moderação e do diá-logo, acaba por concluir que dois e dois são cinco.”

    José Prat

    Que Deus nos abençoe.

     
  93. Robson

    6 novembro, 2007 at 3:47 pm

    Robson
    Depois de ler exaustivamente as opiniões neste blog, gostaria de se possível tentar contribuir. Tendo em vista a extensão de nosso território, a impossibilidade de um acompanhamento pastoral mais expressivo dos concílios superiores, fica difícil avaliar o que de fato está acontecendo. Seja sobre princípios litúrgicos, fidelidade financeira, maçonaria, política, enfim.
    Crendo na soberania de Deus, no zelo pastoral, nas muita intercessões, e na disposição de refletir sempre sobre nossos atos e seus reflexos, espero que o espírito conciliar nos conduza a uma unidade, que desemboque em: implantações de novas igrejas, ampliação da expressão missionária dentro e fora do país, sobre tudo que a igreja consiga estabelecer diálogos relevantes, buscando comunicar a graça de Deus incondicional, transformadora e regeneradora, que foi derramada na cruz do calvário. Que o espírito dos reformadores, traga sempre inquietação diante de tudo quanto possa tentar diluir a graça de Deus.
    Que possamos com intrepidez e humildade cooperar no que for possível, e reconsiderarmos se necessário.

    Gostaria de deixar algumas frases:
    A verdade alivia mais do que magoa. E estará sempre acima de qualquer falsidade como o óleo sobre a água.”
    Miguel de Cervantes
    “A repetição não transforma uma mentira numa verdade.”
    Roosevelt
    “Sempre que alguém afirma que dois e dois são quatro, e um ignorante lhe responde que dois e dois são seis, surge um terceiro que, em prol da moderação e do diálogo, acaba por concluir que dois e dois são cinco.”
    José Prat
    Que Deus nos abençoe.

     
  94. Rev. Ricardo Juliano

    12 novembro, 2007 at 9:13 am

    Creio que esse assunto a respeito de “dança ou não dança”, tem sido discutido neste espaço com muita serenidade e pelo pouco que lí não encontrei nenhuma agressividade. Isso é bom, característica de uma igreja reformada como a nossa.
    Certamente, a coreografia veio na esteira do “momento de louvor”, que alterou nossa liturgia de culto e que em alguns casos transforma o momento de louvor em um culto dentro do culto.
    Mas entendo também, que um pastor presbiteriano sério e bem formado sabe que a liturgia é de sua exclusiva e inteira responsabilidade, e que deixar a mesma sem uma supervisão pastoral, trará sérios dissabores ao Corpo de Cristo.
    Somos uma igreja confessional e tremendamente organizada, com manual litúrgico, constituição, código de disciplina e tudo mais.
    O Supremo Concílio da IPB delfine os rumos da Igreja Presbiteriana do Brasil, e suas decisões devem ser acatadas sob pena de enfraquecimento da instituição.
    Quando fazemos nossa profissão de fé, nos comprometemos a obedecer as autoridades da igreja. Quando somos ordenados presbíteros regentes e docentes, renovamos esse compromisso, porque então muitos pastores e até concílios se colocam contrários a essa decisão?
    1 Samuel 15:23a – Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar.
    Não sou contra a coreografia, emb ora não encontre base bíblica para a mesma no culto, mas me submeto à autoridade da Igreja. Sem nenhum constrangimento ou raiz de amargura. Acima de tudo, tenhamos em vista a Unidade do Corpo

     
  95. Gilberto Sampaio

    13 novembro, 2007 at 4:01 pm

    Penso que seja falta amor pela palavra, falta amor pelo Senhor, pois sua vontade revelada tem sido ignorada e trocada por desculpas das mais incabiveis para satisfazer uma igeja antropocentrica dos nossos dias. Não a muito o que se comentar sobre isso, o principio regulador do culto é claro nas Escrituras, se existem pessoas que ignoram a Palavra do próprio Deus, oremos ao Senhor para que lhes faça ver a Sua Verdade. O que não podemos é ver a igreja sendo descaracterizada do padrão escrituristico e moldada aos moldes desta geração frivola e anemica e permanecermos parados.

     
  96. PB. FLÁVIO ATALIBA

    13 novembro, 2007 at 7:09 pm

    Amados irmãos.

    Somos um país continental, imenso em sua dimensão territorial. Mas ainda assim, temos uma organização institucional favorável. Temos os presbitérios, depois os sínodos e depois o supremo concílio.

    Reitero o que disse na minha primeira intervenção. Se tal discussão tivesse sido provocada nos bastidores, primeiramente, a assimilação da determinação proibitiva seria muito mais facilmente digerida.

    Os conselhos da igreja podem discutir qualquer questão em destaque na vida da igreja e encaminhar sua decisão para o presbitério por seu representante. Os representantes presbiteriais discutirão mais uma vez o mesmo tema noutro fórum e chegarão as suas conclusões. Os membros sinodais manifestarão as posições de seus presbitérios sobre a questão destacada e levarão suas decisões para uma convocação extraordinária do supremo concílio para decidir sobre a questão e determinar a posição final da igreja. Parece um caminho mais trabalhoso, árduo, demorado, mas entendo como sendo mais eficiente e pacífico.

    O que não ocorreu com a questão em pauta. Meu comentário é uma tentativa de estimular o aprendizado no sentido de que no futuro evitemos o caminho do decreto de cima para baixo que carrega consigo a bandeira da obediência irrestrita e inquestionável. Uma igreja federada como a nossa precisa discutir melhor questões não tão pacíficas relacionadas com a sua prática eclesiástica.

    Graças a Deus pelos concílios de nossa igreja. Otimizemo-los no campo da ampla discussão dos temas e não, apenas, para lembrar que a eles devemos obediência. Eles podem se equivocar também. E a história tem mostrado isso.

    Sei que posso parecer inoportuno ou desfocado, mas quando teremos um fórum próprio para expressarmos nossas opiniões sobre a MAÇONARIA? Não estou dizendo isso para abrir uma nova discussão nesse fórum, mas apenas para dizer que há outros temas seríssimos que o supremo concílio precisa se posicionar e talvez, o caminho seja outro: o da ampla discussão em todos os concílios inferiores em vez de um novo decreto?

    Graça e paz sobre a vida de todos vcs e sobre seus ministérios.

    Que o Senhor vos aumente bençãos mais e mais sobre vós e sobre os vossos filhos. Salmo 115.14

    Flávio Ataliba.

     
  97. Rui Gonçalves de Medeiros

    21 novembro, 2007 at 12:40 pm

    Amados Irmãos
    Fico imensamente feliz por existir homens de Deus, fiieis a sua santa e bendita palavra que com ousadia ainda continuam firmes. Embora um pouco tarde, mas serviu para podermos acreditar que os imãos da IPB ainda se preocupa com nossa lirtugia e forma de louvor ao nosso Deus. ” Por essa razão, importa qu nos apeguemos, com mais firmeza, ás verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos” Heb 2:1
    Que o Deus da graça vos abençoe e lhes tem sabedoria no ministerio de cada um.

     
  98. Rui Gonçalves de Medeiros

    21 novembro, 2007 at 12:41 pm

    Amados Irmãos
    Fico imensamente feliz por existir homens de Deus, fiieis a sua santa e bendita palavra que com ousadia ainda continuam firmes. Embora um pouco tarde, mas serviu para podermos acreditar que os imãos da IPB ainda se preocupa com nossa lirtugia e forma de louvor ao nosso Deus. ” Por essa razão, importa qu nos apeguemos, com mais firmeza, ás verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos” Heb 2:1
    Que o Deus da graça vos abençoe e lhes dê sabedoria no ministerio de cada um.

     
  99. Rev. Sinval Pereira

    23 novembro, 2007 at 4:10 pm

    Que culto é esse? Coreografia, dança e Canção
    TÊM BASE BÍBLICA?
    Rev. Sinval Pereira da Silva

    Palmas no culto?

    Palmas é a expressão de um sentimento humano, uma OVAÇÃO, tende a aclamar alguém por reconhecimento de talentos, feitos e apresentação desempenhados. Daí, sua centralidade está na pessoa, no ser humano, este por sua vez, geralmente é tomado por fenômeno químico desenvolvido no cérebro, pelo nível de uma substância chamada seratonina, desenvolvendo no indivíduo duas outras substâncias, a Oxitocina e a Vasopressina. Formando assim, a neoquímica do corpo, o culto já não é mais RACIONAL,(Rm 12). Os efeitos tomam de pronto o dirigente (líder) e contagia os participantes, esses passam a receber as ordens de comando de quem está cheio de si, de quem leva o culto para um show, para o hedonismo (prazer do corpo). O exemplo mais comum vem dos cultos eletrônicos e os incentivadores desse momento. Os participantes passam a receber palavras de ordens, frases de efeito repetitivas e sugestivas, do tipo: “olhem para mim, diga assim, clame, levante as mãos, sinta poder, veja isso…, fale a língua do espírito!” Esse líder em geral, pula, anda de um lado para o outro, grita e assume um comportamento distante do culto. Há até um exemplo recente de uma cantora “Gospel”, famosa que em um culto, no palco, em dado momento passou a andar engatinhando, dizendo que estava tendo a “unção do leão” (não era de Judá).
    Cristo Jesus, nem o povo de Deus precisam de palmas. No culto, isso desonra a Deus, usurpa a glória do Pai, envilece o culto.

    Canção

    Houve-se com freqüência, ou seja, habitualmente a liderança adicionando nos cultos, a convocação da Congregação para entoar “UMA CANÇÃO” referindo aos hinos inseridos no hinário ou em cânticos avulsos.
    Trata-se de mais um modismo introduzido na liturgia das Igrejas Presbiterianas. Produto de importação que contraria todos os pressupostos confessionais e bíblicos, VEJA-SE:
    1. CANÇÃO – Jô 30:9 – música de escárnio.
    2. CANÇÃO – Salmos 42:8 – uso natural de cânticos.
    3. CANÇÃO – Salmos 69:12 – forma de caracterizar uma atitude de bêbado.
    4. CANÇÃO – Salmos 137:3 – sentido de melodia criacionista – arte cultural.
    5. CANÇÃO – Eclesiastes 7:5 – canção como arte insensata.
    6. CANÇÃO – Lamentações 3:19 e 63; Jeremias 20:7 – canção como escárnio (cf Ez. 33:32).
    7. CANÇÃO – Provérbios 25:20 – forma de aumentar o sofrimento, despertando melancolia (cf Dn. 6:18).
    8. CANÇÃO – Mateus 7:21 – cantar sem sentido, ao vento!
    9. CANÇÃO – Salmos 69:12 – no sentido de tagarelice
    10. CANÇÃO – Amós 5:23 e 8:10 – forma ociosa, Deus não ouve, expressão à toa.

    Danças /coreografia Referências Bíblicas

    1. Êxodo 32:09 – representando alegria terrena, do corpo quando o povo, de forma idólatra, pretendeu substituir o Deus verdadeiro pelo deus da fertilidade, simbolizado por vaca/boi, bezerro ( até sagrado no hinduísmo), distante da Palavra de Deus. Revelação Única (verso 16).
    2. Juízes 21:21 – A dança da filha única de Jeffé, a causa de uma grande calamidade (11:34-35).
    3. I Samuel 18:6-7 – Canção com dança – ato de mulheres que desejavam saudar Davi, reagindo ao ciúme de Saul. Não se relaciona o LOUVOR. È canção de escárnio, de vingança, de alegria com deboche.
    4. II Samuel 6:14 – Davi dança, conduzindo a Arca da Aliança de Deus para Jerusalém – tratou-se de uma festa pública – ao ar livre. Um ato cívico. Uma parada de sete de setembro (v. 12).
    5. Isaías 3:5 – Dança – referência a mulheres filhas de Sião, ostentação de orgulho e luxúria.
    6. Mateus 14:06 – Dança para despertar deseja maligno (sensualidade), Salomé diante de Herodes. Consequência, João Batista decapitado.
    7. Eclesiastes 3:4 – Tempo para tudo. Dançar no tempo certo, no salão, na festa difere do culto de louvor a Deus.
    8. Lucas 51:25 – Dança como festa pela volta do filho pródigo, com música e muita comida.
    9. Lamentações 5:15 – Pedido público de misericórdia pelo pecado do povo. Lamento público.
    10. Marcos 6:22 – modismo, desejo, maligno, custou a cabeça de João Batista e o pescoço de Hamã – (Ester 5 e 7).

    Casamento

    O que se precisa conhecer, diante da Lei nº 10.406/2002 ( Novo Código Civil) com vigência em 10 de janeiro de 2003:

    1. Comunhão plena de vida.
    1.2 Pode ser gratuita a habilitação e a 1º certidão (pessoas que sejam hipossuficientes) A celebração é sempre gratuita.
    1.3 Idade para se casarem – com 16 anos (assinatura dos pais)
    2. Do Celebrante – fica o celebrante (somente pessoas com credenciamento de confissão religiosa reconhecida), obrigado a formalmente indagar sobre impedimento e declarar “casados para sempre” ( art. 1.535 )
    2.1 O termo de casamento religioso com efeito civil deverá ser registrado em até 90 dias, sob pena de não produzir efeito (levar cartório, evitando entregar aos noivos).
    2.2 O local da cerimônia deverá ficar com as portas abertas e perante 4 testemunhas.
    3. O casamento nuncupativo? O que é? Quando um dos atraentes se encontrar enfermo ou impedido de comparecer ao local próprio para a cerimônia – pode ser a noite.
    3.1 Casamento por procuração – sim, é possível, desde que seja por instrumento público com fins específicos.
    4. Invalidade do casamento – é nulo o casamento.
    4.1 Prazos para se anular casamento:
    a) 180 dias – para o que é incapaz de manifestar sua vontade
    b) 2 anos – se a autoridade celebrante for incompetente (sem poder para tal)
    c) 3 anos – em caso de erro essencial sobre a pessoa do cônjuge
    d) 4 anos – em caso de coação OBS.: Conta-se a partir do dia do casamento.

     
  100. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    24 novembro, 2007 at 7:46 pm

    Aos amados irmãos defensores da Liturgia “CALOROSA”;

    Sabemos que há dezenas ou até centenas de igrejas adéptas, ao tio de culto fervoroso.
    A IPB

     
  101. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    24 novembro, 2007 at 8:07 pm

    Aos amados irmãos defensores da liturgia “CALOROSA”

    Sabemos que há dezenas ou quém sabe, centenas de igrejas adéptas ao culto “fervoroso”,com danças, revelações, linguas estranhas, expulsão de demonios ,etc.
    A IPB, a Igreja Luterana , me perdoe se há outras, são as únicas que reservam aos seus membros , de acordo com seu estatutos o direito de prestar culto ao nosso Deus, com reverencia.
    Meus queridos irmaos….se é assim que sentimos bém, junto com nossos familares,em uma das únicas igrejas que assim procede , diferenciando das demais.
    Para onde iremos , se esse direito nos for confiscado?

    Pensem Bém!!!!!!!

    OBRIGADOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!

     
  102. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    24 novembro, 2007 at 8:20 pm

    Aos Amados irmãos defensores de liturgias “COLOROSAS”

    Já exitem dezenas ou centenas de igrejas “COLOROSAS E FERVOROSAS”

    A IPB , Luterana, me desculpém se há outras, são as únicas que ainda reservam o direito aos seus membros, de um culto solene e reverente aos nosso Bom Deus.

    Prá onde iremos amados irmãos , se isso nos for CONFISCADO”?

    PENSEM COM AMOR E CARINHO!!!!

    OBRIGADOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

     
  103. jérri adrino

    26 novembro, 2007 at 4:39 pm

    Dança na igreja, não é biblico, pois a ipb é uma igreja confessional, que não atribui mudanças ou modimos ao culto, o culto tem que ter base na biblia

     
  104. Lucas Ruan dos Santos e Silva (Teresina-PI)

    29 novembro, 2007 at 11:33 am

    Prezado Rev. Ludgero, Graça e Paz!

    Sou testemunha do quanto a liturgia “avivada” tem sido danosa. Sou membro de uma IB em minha cidade, cujo pastor tem raízes assembleianas. A princípio tornei-me mebro desta igreja juntamente com minha mãe por estar fugindo da avalanche pentcostal que tem varrido todas as igrejas sérias aqui. Infelizmente não pude ver nenhuma diferença entre esta igreja batista, dita “tradicional” e tantas outras “do fogo-de-palha” que temos por cá. Liturgia não há, orações emocionada, extremamente longas, gritadas, nenhum cântico de hinos do CC, período de “louvor” de quarenta minutos a uma hora (com direito a “ministrações” exageradas e constrangedoras), um sem-número de apresentações de solos, ministério de “coreografia” e ao final, quinze minutinhos para a “pregação” da palavra.

    Confesso que para quem conheceu igrejas sérias e equilibradas, é simplesmente um fardo ter que estar congregando em um lugar assim, onde as manifestações de “espiritualidade” não ultrapassam a porta da igreja, pois, para ser “espiritual”, você tem que dar pulinhos, gritar “aleluia” e “glória-a-deus”, fazer dancinhas ridículas e constranger os presentes que estão ao lado, dizendo “jesus-te-ama-e-eu-também” sem ao menos conhecê-los mais intimamente.

    Creio que não somente eu mas muitos já estão cansados de todo este “fuá” (como dizemos aqui no Nordeste) e ansiamos por estar em uma igreja sã, como o é a Presbiteriana, que tive o privilégio de conhecer. Espero no Senhor estar congregando lá e logo estar sendo recebido pela mesma, pois vejo o vigor espiritual desta que é uma das mais antigas denominações reformadas.

    No mais, é como o irmão já disse,(resumindo): tudo a seu tempo e em seu devido lugar!

    Em Cristo, sempre…

    Lucas Ruan

     
  105. Fernando Aguiar do Nascimento

    29 novembro, 2007 at 12:35 pm

    Caros irmãos:

    Vejo a questão como um problema, digamos, estrutural, onde o foco principal está na Liderança, nestes aspectos:
    1) Quanto a Liderança em si: Os neo-libertinos estão invadindo as igrejas e minando suas bases assim como nas sete igrejas do Apocalipse os da sinagoga de satanás, os nicolaítas, balaítas, jezabeítas e os das profundezas de satanás. Esses tais grupos não querem somente estar “nos bancos”, e sim, na liderança, para fazerem um grande estrago.
    2) Quanto a Doutrina: Os grupos acima, no púlpito estão usando mensagens simplórias, falas repetitivas e cansativas, sem aprofundamento nas bases teológicas, enfraquecendo e despreparando cada vez mais os irmãos. Nossas classes de EBD agora adotam os tais “meros bate-papos” e os “como foi sua semana” gastando o precioso tempo reservado para edificação em conversas que poderiam ser feitas no churrasco ou qualquer outro evento de confraternização.
    3) Os Concílios: Quanto à “Dança Litugica”, poderiam até antecipar o que o SC-IPB determinou, visto que o site da IPB expõe todas as resoluções. Mas tem conselhos descompromissados que ainda não anunciaram tal decisão mesmo tendo posse da carta vinda tanto do SC-IPB como do Presbitério, muito menos orientam a igreja quanto ao assunto.
    4) As Classes de Catecúmenos: Estão virando um fracasso, os libertinos disfarçados de oficial não ensinam mais as bases da fé, formando assim, uma igreja despreparada.
    5) Oficiais: Homens sem formação mais igreja despreparada, formam diáconos, presbíteros e até ministros desqualificados em muitos itens do modelo bíblico.
    6) Quanto às denúncias: Libertinos disfarçados de ministros ou presbíteros contaminam os concílios. Você pode até denunciar diversas práticas que envergonham a igreja, mas os concílios, normalmente não investigam os fatos, engavetam o caso e ti acusam de rebelde e o execram. Há concílios que lembram o aviso de Judas: “pastores que se apascentam”, e as ovelhas não tomam providências porque, ou são despreparadas e não discernem o certo do errado, ou se acovardam diante do alto preço que se paga por apontar erros.

    Portanto será que há atalaias nos muros vigiando a cidade conforme Is 62.2? O discurso dos libertinos é muito perigoso, é uma palminha daqui, é uma dancinha de lá, um ritmo mais quente no louvor acolá, e a reverência a Deus e o modelo de Culto por Ele determinado, ficam de lado. Temos sim um problema muito sério na liderança de muitos concílios e que se não tomarmos providências severas pagaremos um preço muito alto por nossa negligência e pelo conformismo com o mundanismo na igreja.

    Vigiemos e oremos!

     
  106. Fernando Aguiar do Nascimento

    30 novembro, 2007 at 9:33 am

    Caros irmãos:

    Vejo a questão como um problema, digamos, estrutural, onde o foco principal está na Liderança, nestes aspectos:
    1) Quanto a Liderança em si: Os neo-libertinos estão invadindo as igrejas e minando suas bases assim como nas sete igrejas do Apocalipse os da sinagoga de satanás, os nicolaítas, balaítas, jezabeítas e os das profundezas de satanás. Esses tais grupos não querem somente estar “nos bancos”, e sim, na liderança, para fazerem um grande estrago.
    2) Quanto a Doutrina: Os grupos acima, no púlpito estão usando mensagens simplórias, falas repetitivas e cansativas, sem aprofundamento nas bases teológicas, enfraquecendo e despreparando cada vez mais os irmãos. Nossas classes de EBD agora adotam os tais “meros bate-papos” e os “como foi sua semana” gastando o precioso tempo reservado para edificação em conversas que poderiam serem feitas no churrasco ou qualquer outro evento de confraternização.
    3) Os Concílios: Quanto à “Dança Litugica”, poderiam até antecipar a divulgação à Igreja o que o SC-IPB determinou, visto que o site da IPB expõe todas as resoluções. Mas tem conselhos descompromissados que ainda não anunciaram tal decisão mesmo tendo posse da carta vinda tanto do SC-IPB como do Presbitério, muito menos orientam a igreja quanto ao assunto.
    4) As Classes de Catecúmenos: Estão virando um fracasso, os libertinos disfarçados de oficial não ensinam mais as bases da fé, formando assim, uma igreja despreparada.
    5) Oficiais: Homens sem formação mais igreja despreparada, formam diáconos, presbíteros e até ministros desqualificados em muitos itens do modelo bíblico.
    6) Quanto às denúncias: Libertinos disfarçados de ministros ou presbíteros contaminam os concílios. Você pode até denunciar diversas práticas que envergonham a igreja, mas os concílios, normalmente não investigam os fatos, engavetam o caso e ti acusam de rebelde e o execram. Há concílios que lembram o aviso de Judas: “pastores que se apascentam”, e as ovelhas não tomam providências porque, ou são despreparadas e não discernem o certo do errado, ou se acovardam diante do alto preço que se paga por apontar erros.
    Portanto será que há atalaias nos muros vigiando a cidade conforme Is 62.2? O discurso dos libertinos é muito perigoso, é uma palminha daqui, é uma dancinha de lá, um ritmo mais quente no louvor acolá, e a reverência a Deus e o modelo de Culto por Ele determinado, ficam de lado. Temos sim um problema muito sério na liderança de muitos concílios e que se não tomarmos providências severas pagaremos um preço muito alto por nossa negligência e pelo conformismo com o mundanismo na igreja.

    Um abraço a todos.

    Presb. Fernando Aguiar do Nascimento

     
  107. fernando aguiar do nascimento

    1 dezembro, 2007 at 9:58 pm

    gostaria de saber por quê minhas opiniões postadas em 29 e 30 de novembro de 2007 não foram divulgadas?

     
  108. rev. edilson salles

    10 dezembro, 2007 at 5:17 pm

    Nosso comentário sobre este referido assunto versa em dizer que após ler “NS” opiniões, fiquei como quem não sabe o verdadeiro caminho a seguir, uma vez que ,adecisão tomada sobre o referido assunto,não deixou se quer aos concilios inferior, nem muito mnos aos ministro juntamente com seus conselhos,emitir sua opinião sobre a referida matéria;como ministro após ler algumas opiniões, observei que há um desejo muito grande, de muitos assim como eu, que essa matéria volte a ser discutida com carinho a luz de dois pontos que entendo ser supiamente impor -tante, a saber : a opinião dos concilios a luz da bíblia; o comportamento de cada ministro como responsavél pela liturgia da igreja de que é pastor. Deus abenço a IPB, no amor de Cristo.

     
  109. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    11 dezembro, 2007 at 8:55 pm

    Amado irmão Rev.Edilson Salles

    Sabemos que nossa Igreja tém sofrido com divisões, no decorrer de sua história.
    Entendo que, embora respeitamos nossos irmãos pentecostais, divididos entre si, não por doutrina e sim por modismos, pois é notório o não contentamento ,estando sempre buscando novos artifícios, para angariar membros, baseando para isto em versiculos isolados.
    O perigo amado irmão, é que muitos concilios e ministros inferiores, oriúndos de igrejas pentecostais, estam influénciando membros humildes com práticas, que nada se indentificam com a causa reformada.
    Maior é o perigo, quando membros já conhecedores, da doutrina Presbiteriana se deixam levar por pessoas com menos ou até nula , no que diz a respeito ao conhecimento teologico reformado.
    Creio que também seja necessário, que membros dos Presbitérios e Sinodos sejam observado, resguardando com mais rigor, a boa conduta Liturgica da nossa Amada IPB.

    Que Deus o Abençoe.

    carloslysias@terra.com.br

     
  110. Normando

    13 dezembro, 2007 at 12:52 pm

    A meu ver a referida resolução remete aos documentos que os ministros e presbíteros subscreveram quando da sua ordenação: Símbolos de fé ( recebidos como expositores fiéis da doutrrina bíblica) e dos nossos princípios de liturgia. Há, na verdade, uma reafirmação do princípio: “O culto a Deus, limita-se ao que ele ordena na sua Palavra, sendo inadequada(muito mais que inadequada,pecaminosa mesmo!) toda prática que não encontra base sólida na Escritura”. A novidade nessa resulução é citar, como exemplo de lementos estranhos ao culto, por não serem bíblicos, as “danças litúgicas” e “coreografias” em geral. Penso que qualquer ministro ou concílio que tiver estudo que aponte tais elementos como parte do culto bíblico, podem encaminhá-los pelos trâmites estabelecidos na nossa CI e serão apreciados. O pastor não tem poderes ilimitados sobre a liturgia. Caso fira os princípios bíblicos, confessionais, ele poderá ser responsabilizado por isso. O conselho, inclusive, constatando tais erros e não conseguindo convencer o pastor a mudar de atitude, deve acionar o presbitgério para que tais faltas sejam corrigidas. Tudo visando a glória de Deus e a pureza da Igreja, além do bem dos faltosos.
    Uma das belezas da metodologia reformada é essa: O nosso esforço é voltarmos as Escrituras para buscarmos os fundamentos das nossas práticas. A nossa pergunta fundamental é: é bíblico? Se for, seja bem-vindo! Se não for, por mais que gostemos ou que esteja “funcionando”, dizemos: “fora!” Creio, portanto, que todos os ministros e concílios que tiver estudo sério, capaz de reivindicar a base bíblica de tais práticas no cuolto, devem encaminhar para estudo. Até o presente momento a IPB afirma que tais elementos não fazem parte do culto por não serem ordenados como tais nas Sagradas Escrituras.

     
  111. Rev. Gecy Soares de Macedo

    14 dezembro, 2007 at 7:32 pm

    Rev. Ludgero,
    Fico imensamente feliz pela sua iniciativa de criar o blog e começar a discussão exatamente sobre um dos assuntos que têm levado a nossa amada IPB a perder sua identidade. Parabéns, também, por sua posição clara e esclarecedora sobre o assunto (resposta ao Almir). Tive o privilégio de participar como membro do Deputado ao SC/IPB e da CE/IPB das decisões tomadas sobre “danças litúrgicas, palmas, etc,) e me sinto respaldado tanto pelas Escrituras como pela decisão tomada em orientar a Igreja da qual sou pastor e de manifestar minha opinião favorável à decisão tanto em meu Presbitério como no Sínodo do qual faço parte da Executiva. É lamentável que indivíduos que se formam em nossos seminários aceitem ser ordenados e, para tanto, têm que aceitar os Símbolos de Fé de nossa amada Igreja como a fiel interpretação das Escrituras, não acatem as decisões tomadas pelos concílios superiores. Infelizmente, há presbitérios que fazem vista grossa a essas posições, deixando os pastores sob sua jurisdição ajam conforme sua própria posição. Não precisamos de mais nada em nosso culto além do cântico dos hinos, das orações e da pregação fiel das Escrituras. Quem precisa ficar satisfeito com o culto que prestamos é o nosso Soberano Deus, nossa satisfação se alcançará com a certeza de que o culto que prestamos ao Senhor foi do agrado dele.
    Parabéns, Rev. Ludgero, Deus continui iluminando sua mente e seu coração para responder com tanta propriedade às questões opostas que se levantam contra a decisão do SC e sua CE.
    Abraços,
    Gecy

     
  112. Lucas Ruan dos Santos e Silva (Teresina-PI)

    19 dezembro, 2007 at 5:59 pm

    Amados,

    Ainda que no passado houvesse permissão para certas manifestações carnais no culto a Deus (contexto do VT), não significa que temos liberdade para transferi-las para a Nova Aliança, onde o culto é pura e simplesmente espiritual/racional, e não carnal (da alma)/físico.

    O Senhor nos ensina que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em´espírito e em verdade. Não estamos mais no monte fumegante, como dos ensina Hebreus e sim na cidade santa, na assembléia dos espíritos justificados, ou seja, realidades todo espurituais. Deixamos as sombras e entramos na realidade, que é Cristo, o nosso único bem espiritual.

    Não nego que buscamos um avivamento. Porém se acharmos que precisamos de mais “liberdade”, que estamos “constrangidos” por estarmos calados diante de nosso Senhor em reverência e temor (como já disse uma jovem e conhecida “pastora-leoa”), por nos ocntentarmos em fazer apenas e tão somente o que o agrada e da forma que Ele estabeleceu, e que por isso o avivamento não vem, enganamo-nos. Ele virá quando a Palavra for amada, lida e crida mais do que nunca, não por estes artifícios que traze, no máximo, um “animamento” (e aqui fala quem saiu de um movimento carismático que hoje varre igrejas batistas há algumas décadas saudáveis).

    Se tal se apoderar das presbiterianas, não saberei mais para onde ir…

    No Senhor,

    Lucas Ruan

     
  113. Rev. Dilécio

    20 dezembro, 2007 at 2:47 pm

    Caros Irmãos:
    Tenhos 32 anos de crente, proveniente do romanismo. Sou grato a Deus por ter-me amado e alcançado em Cristo Jesus. Desde novo convertido ando respondendo aos mais diversos assédios religiosos que a Igreja Presbiteriana supre todas as minhas necessidades como crente; que preenche todos os espaços que estariam vazios sem a presença de Jesus. Portanto é uma Igreja séria, bíblica, ética… não necessito da mais nada para completar meus momentos de adoração, evangelização e devoção particular.
    Há alguns dias, os jovens da minha mocidade foram participar do culto de aniversário da federação local e fiquei estarrecido com as notícias que eles me trouxeram sobre a pregação: O pregador incentivou a criação de grupo de coreografia, de grupo de Hip-Hop, Quadrilha e Esqueitistas, assim como outros, visando ganhar jovens para Cristo.
    Fiquei pensando que a nossa luta como ministros, que têm a tarefa de doutrinar, está se tornando cada vez mais árdua, tendo em vista que na própria denominação, nosso povo tem aprendido o contrário. Será que o Espírito Santo não tem mais o mesmo poder de convencimento interno dos eleitos? É claro que não estou em dúvida, mas é triste ouvir isso.
    Quando falamos da posição da IPB, que para mim é clara, principalmente com o documento enviado pelo nosso querido irmão Rev. Ludgero, aliás, que foi recebido com ações de graças por minha igreja local, somos acusados de fundamentalistas, radicais, jurássicos e outros adjetivos. A verdade é sufocada com argumentos os mais diversos, que ferem frontalmente o que a IPB defende e que tem vivido ao longo de sua história e teologia. Estamos tristes, pois o brilho que iluminou essa nossa longa história de vitórias, tem sido ofuscado por coisas que não tem valor para nós.
    Deus nos ajude!
    Outrossim, quando

     
  114. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    20 dezembro, 2007 at 5:15 pm

    Estimados Irmãos:
    É muito bom saber que estamos falando sobre algo que tem contribuído muito para a fragmentação do presbiterianismo brasileiro. Já nos perguntam, quando nos apresentamos como pastor: “De que linha você é?”. Estou estarrecido! Neste momento estou com muita pressa mas volto a falar com vocês de tanto mal que tenho sentido por defender minha amada Igreja Presbiteriana do Brasil. Espero poder ser compreendido em minha dor e, encontrar no deserto em ando gritando por socorro, alguém que me escute.
    Para o momento, a graça de Cristo sobre todos.

     
  115. Pr. Euclides E. Valentim

    23 dezembro, 2007 at 1:26 pm

    É muito bom termos liberdade para falarmos de um assunto muito pertinente para nossa amada IPB. Sou pastor presbiteriano com muito orgulho, não quero com isso dizer que nós presbiterianos somos os únicos salvos ou que a IPB é perfeita (perfeiro só o nosso Deus), sei também que lá no céu não haverá placa de igreja mas sim o ajuntamento de todos os que se lavaram pela fé, no sangue de Jesus. Todavia é preciso não esquecer que nossa regra de fé e prática sempre foi e será as Escrituras Sagradas e não o século. Nossa igreja tem uma história linda e sempre tem se mantido fiel aos valores da Bíblia portanto não vamos nos iludir com novidades pois elas sempre passam. Deus abeçoe todos os pastores e membros da nossa IPB.

     
  116. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    24 dezembro, 2007 at 9:19 am

    Queridos Irmãos,
    Na semana passada postei algo manifestando meu desapontamento pelo que tem acontecido em nosso meio presbiteriano no que diz respeito à liturgia.
    Tenho saudades dos intercâmbios entre sociedades internas, igrejas e até presbitérios, quando não tínhamos que usar de tolerância, fazer vistas grossas, ou ser até hipócritas para com nossos irmãos face às diferenças. Elas não haviam. Falávamos a mesma língua.
    Há aproximadamente 20 anos, um líder importante, calvinista, de nossa denominação, acalmou o auditório que o interrogou sobre a entrada das palmas nas igrejas, as quais estavam incomodando e já começavam a DIVIDIR o povo. Ele disse que “ventos de doutrina” vêm e vão. Minha esposa ouviu isto e comentou-me. Fiqui satisfeito e esperei… esperei… esperei. Nessa espera angustiante, vi o vento aumentar sua força, sair de acampamentos, retiros, atingir congressos de federações, confederações, igrejas, presbitérios, sínodos. Como um vendaval não vem sozinho, mas carrega destroços, folhas, poeira, etc., assim também, o pequeno vento de doutrina das palmas, trouxe, pequenos gestos, levantamento das mãos dos “adoradores”, balanço com o corpo e… danças litúrgicas. Ou seja, hoje, chegamos a um estado tão elevado desse ‘vento’, que os “teólogos modernos” já fizeram até “exegese” para defender suas práticas. É tão forte o vento hoje, que nem as janelas fechadas da Bíbllia Sagrada, Confissão de Fé, Princípios de Liturgia e Tradição Reformada conseguem segurar; tem feito grandes estragos em nosso meio. E quem diria, heim? Apenas um vento de doutrina. Me lembrei da estória do viajante do deserto, que, durante a noite com o vento frio, seu camelo que esta amarrado à estaca da barraca, incomodado, meteu a cabeça para dentro da barraca. O homem quis botá-lo para fora, mas com pena deixou. Logo em seguida, o camelo meteu as duas patas. O homem pensou e, compadecido acabou deixando a metade do camelo dentro da barraca. O final todos devem imaginar: um pouco mais… um pouca mais e depois o bicho tomou conta da barra e arrancou a barraca.
    Estamos permitindo a invasão, que sorrateira, traiçoiramente vai chegando de outros arraiais e o final, nem queremos acreditar nele. Me recuso a acreditar que nosso povo não terá mais lugar nesse mundo religiosos contemporâeo, secularista.
    Tenho orado por nossa IPB, por seus pastores, pelos seminários. Sempre suplicando ao Senhor que os grandes homens de nossa teologia se tenham sabedoria e autoridade com piedade para não sofrermos um grande colapso.
    No amor de Jesus e pela unidade da IPB.

     
  117. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    24 dezembro, 2007 at 9:35 am

    Irmãos,
    Esqueci de dizer que sinto falta da manifestação de irmãos que pensam diferente do que a Igreja Presbiteriana defende. Esta porta que se abriu é a grande oportunidade de manifestarmos de modo geral, aquilo que defendemos com tanto empenho em nossa igreja local e concílios “menores”. É hora dos defensores da “liturgia contemporânea”, mostrar o quanto são contrários à liturgia que chamam retrógrada, desatualizada, inútil. Precisamos conhecer a nível geral o pensamento particular. Afinal, não somos uma igreja conciliar? Agui deixo o meu: Aquele defendido e limitado pela Bíblia, Confissão de Fé de Westminster, Princípios de Liturgia… no mais… nada.
    Abraços…

     
  118. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    27 dezembro, 2007 at 6:29 pm

    Rev.Dilécio

    Saudações em Cristo

    Aí que está o perigo, amado irmão. As pessoas que estão em nosso meio, e são contrárias a doutrina da IPB, não se manifestam mas contaminam nossas igrejas com doutrinas pentecostais.
    Deveriam deixar as mentiras de lado e mostrar, pelo qual motivo de estar em nosso meio na IPB, que a liturgia é com reverência .
    Veja neste blog o que relatei anteriomente.

    Que Deus o Abençoe

    carloslysias@terra.com.br

     
  119. Gecy Soares de Macedo

    27 dezembro, 2007 at 9:57 pm

    Estimado Rev. Dilécio, um abraço fraterno de alguém que pensa como o irmão. Tenho certeza de que o número daqueles que não concordam com as inovações que têm surgido na nossa querida IPB (palmas, dança litúrgica, ritmos “estranhos”, ), é bem maior do aqueles que são favoráveis, contudo, o silêncio desses irmãos ante às novidades com as quais não concordam, tem dado a impressão de que o grupo do barulho é maior. Creio que está na hora de uma reação amorosa e cristã contra esse movimento que só tem trazido divisão para a Igreja do Senhor. Este Blog é a oportunidade para que toda a membresia se manifeste, expressando sua opinião.
    Infelizmente, muitos conselhos não têm percebido na atitude dos ministros adeptos a essas novidades uma evidente tentativa de cobrir uma falha que os mesmos possuem e tentam esconder: a falta de consistência teológica, são fracos na Teologia Reformada, pois durante seus estudos nos seminários não se preocuparam em aprender tanto na teoria como na prática a respeito da verdadeira teologia que é centrada nas Escrituras Sagradas, a única que alimenta integralmente a vida espiritual do rebanho. Esse grupo precisa está sempre inventando novidades, porque precisam manter a sua igreja ocupada com alguma coisa para que não perceba sua falha teológica.
    Por mais uma vez quero parabenizar o Rev. Ludgero pela iniciativa do Blog. Vamos propagar para os nossos crentes para que, pelo menos aqueles que têm acesso a Internet, e não são poucos, a que se manifestem também sobre o assunto.
    Abraços,
    Gecy

     
  120. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    28 dezembro, 2007 at 5:55 pm

    Saudações Cristãs.
    É bom. Faz-me muito bem ouvir irmãos nos apoiando na luta que estamos empreendendo. Digo luta, que tem conotação tão forte, arrastando consigo uma profunda tristeza, porque não tenho outra palavra para descrever o que tenho visto e ouvido, até em nível de concílios – defesas ardorosas por uma liturgia contemporânea, ainda que esta fira frontalmente as sábias e santas decisões do SC/IPB. Não sei como chegamos a tal ponto!
    Falo de luta. Expresso em outras oportunidades a palavra “batalha”, pois penso que esta tem-se tornado renhida nos dias atuais. Já passamos do ponto de vista ligeiramente diferente de alguns colegas, para uma concepção contrastante. Estamos já em luta! Já fui até chamado de troglodita, de retrógrado, de jurássico.
    Vejo que debaixo de nossa “Árvore Frondosa” – a nossa SARÇA, bem debaixo de sua copa, os que se aninharam a ela, que se aproveitaram de sua proteção e bem-estar geral, pois a IPB é uma tremenda garantia, principalmente para Pastores e “pastores”. Estes (com aspas), não a protegem, não cuidam dela, pelo contrário, estão minando seus valores, como alguém arranca as cascas de uma árvore até que ela não mais transmita sua seiva aos galhos e folhas. Estamos vendo nossa Sarça murchar, secar. Uma grande líder que passou por nossa Confederação Nacional disse em minha região (vou parafrasear): Nunca a nossa logomarca foi tao usada nas igrejas presbiterianas e concílios como nos dias atuais e nunca foi tão envergonhada, vituperada, exovalhada como em nossos dias.

    Agradeço aos irmãos Gecy e Rev. Lysias, pelo apoio às minhas palavras, pois as recebo como bálsamo para minha alma presbiteriana que está machucada, dolorosa.
    Peço perdão aos mais sensíveis, pela linguagem um tanto quanto bélica, contudo, nunca me senti tão triste como agora, eu que vim do romanismo, onde pratiquei e fui fiel em tudo o que me ordenaram lá, agora estou decepcionado (não com a nossa igreja) pois está na rocha, mas pelos que a deveriam defender e não o fazem, fazem o contrário, pelo que tenho visto e ouvido nestes tempos de relativismo religioso.
    Vamos continuar pedindo que os que já não estão do lado de cá, se mostrem para que os conheçamos, assim como de onde tiram sua hermenêutica “contemporânea”.
    No amor de Cristo,
    Rev. Dilécio

     
  121. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    28 dezembro, 2007 at 10:13 pm

    Boa Noite! São 22 horas do dia 28 de dezembro de 2007.
    Gecy.
    Entendi perfeitamente o que o irmão disse a respeito do que tem acontecido em nossas igrejas, como substituição aos ensinos verdadeiramente reformados. Quando o irmão disse do despreparo de alguns acadêmicos. Ficamos pensando em como isso tem contribuído para o mal e o descaminho de igrejas e até presbitérios de nossa denominação.
    Um certo líder, muito querido meu, dando informações sobre a última pesquisa feita do crescimento das igrejas, informou, na ocasião que não passamos de um “tracinho” (um ífem) na tabela classificatória de membros no Brasil. Fiquei preocupado, pois amo muito a minha denominação, contudo, não vejo saída para nosso crescimento com este nosso “reino dividido”. Aliás, como podemos crescer, quando do lado tem alguém esperando para arrebanhar os membros de muitas de nossas igrejas?
    Não sei o que passa na cabeça de muitos pastores, quando tentam ensinar coisas próprias das denominações pentecostais, neo-pentecostais e modismos renovados. Na verdade, quando começam a liberar pequenas coisas; negociar pequenos valores da doutrina e culto, começam, na verdade a preparar discípulos para o arraial do vizinho. Porque, quando os crentes, cheios de defeitos doutrinários e supridos do que se ensina lá fora, a tendência normal é querer mais, mais, mais. Chega a um ponto que o “pastor” que negociou com eles, toma “semancol” e dá um basta. Aí o membro pentecostalizado vai para o seu caminho.
    Deste modo não passaremos de um risquinho nas estatísticas.
    Só neste último ano, recebi vários neo pentecostais na classe de catecúmenos. Eles aprenderam as doutrinas da Soberania de Deus, abandonaram o arminianismo e estão maravilhados com a doutrina presbiteriana e foram recebidos como preceitua nossa CI e Digesto Presbiteriano. Há uma fila para entrar na classe de catecúmenos no próximo ano. Enquanto esses irmãos já estão cansados de ilusão e procuram uma igreja séria, alguns de nossos pastores ficaram com inveja do modo de ser dos arminianos, humanistas, emocionalistas e relativistas e os estão imitando. Como diz nossos jovens:”ninguém merece”. Estão trabalhando à contra-mão.
    Penso, meus irmãos, que o a Igreja diferente é a que vai fazer a grande diferença num futuro próximo. É preciso apenas sermos fervorosos reformados, crentes fiéis e tementes a Deus. O crescimento acontecerá em seguida.
    Deus nos abençoe e até mais.
    Dilécio

     
  122. Pablo Limeira

    30 dezembro, 2007 at 1:08 pm

    Diante desta preeminênte discussão, me direciono para a IPB na cidade em que sou membro e assíduo em toda a minha vida para a obra do Senhor segundo os dons que Ele derramou soberanamente sobre mim. E pra ser sincero, vejo uma situação muito complicada e triste. Porque este assunto, de fato, para aqueles que desconhecem os princípios litúrgicos defendidos pelos reformadores do sec XVI, é no mínimo obra elucubrada do SC e em especial sobre a Influência do Secretario Executivo. Eu estou em uma igreja que tem abraçado o pensamento contemporâneo do crescimento. Mais de uma forma tal que eu não concordo segundo o pouco conhecimento que tenho das Sagradas Escrituras. Pois o crescimento de sído o foco maior ao invés da saúde espiritual da Igreja Atual. E este assunto é um dos assuntos ignorado por muito líderes (Pastores, Presbíteros, Diaconos e mais) devido esse pensamento incongruente em sua ordem. A palavra de Deus tem sído ignorada em favor de uma libertinagem anti-espiritual que tem trazído grande regresso em muitas igrejas locais.

     
  123. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    30 dezembro, 2007 at 5:10 pm

    Saudações em Cristo:

    Amado Rev. ludgero

    Creio que um resumo das opiniões deste blog, poderia ser publicado no Jornal Presbiteriano em primeira pagina com destaque, pois a grande maioria dos membros da IPB não foram informados das decisões SC.
    E deixar de sobre aviso, aquela que insistém em promover tendências pentecostais em nossas igrejas. Será de grande valia, com certeza.

    Que Deus o abençoe

    carloslysias@terra.com.br

     
  124. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    30 dezembro, 2007 at 9:56 pm

    Querido irmão Pablo,
    Mesmo que o irmão tenha manifestado ter pouco conhecimento da matéria, fico feliz por tê-lo aqui conosco, manifestando seu pensamento.
    Se compreendi direito, sua igreja adota o mesmo sistema das que acham que os fins justificam os meios, ou seja, não importa se a liturgia, hinologia, princípios defendidos pela IPB estão sendo praticados, o que importa é crescer (talvez inchar, engordar). Assim as igrejas estão perdendo sua identidade. Porque os meios utilizados, são os mesmos das comunidades da vida. Na verdade estamos nos nivelando por baixo, onde tudo que chamam de formas de adoração são permitidas visando o crescimento. Me parece que tudo isso é uma espécie de competição com as seitas para ver quem ache mais adeptos.
    Enquanto nos calarmos, querido irmão, este mal vai tomando conta até chegarmos a uma situação onde o diálogo, a diplomacia, o amor denominacional não mais terá valor e então…
    Todos os líderes pastores da Igreja Presbiteriana sabem que a Igreja é maravilhosa e possui legados dos mais valorosos na face da terra, mas são cabeça dura, se enveredaram por esse caminho torto e não se arrependem e voltam às sãs doutrinas. É uma pena!
    Assim como existem arrependimentos e a pessoa volta à prática do que é são, do que é verdadeiro, sonho um dia poder ver alguns colegas “desses”, assumindo que erraram e confessando nunca mais querer se desviar.
    No amor de Cristo,
    Rev. Dilécio E-mail: revdil@ig.com.br

     
  125. alvaro vieira

    31 dezembro, 2007 at 1:51 am

    olá amados, a paz do senhor!

    bom, descobri esse espaço para expor opiniões e percorrer assuntos eclesiásticos somente hoje….mas frequentatrei sempre que possivel e…necessário.
    bom, sou jovem, um jovem nascido e criado na IPB, com uma família tradicional da igreja.
    não possuo uma experiencia marcante como muitos pastores e presbíteros que se manifestam aqui, mas na minha vivencia sempre fiquei meio intrigado com certos “ventos” como dizem alguns irmãos aqui…
    nosso Deus é o mesmo, sem dúvida, poré, acho que não há como comparar ou assemmelhar a geração do meu avô com a de meu pai…ou ate mesmo com a minha.
    a palavra é imutável, mas creio que a época é outra. peço até que os irmãos me ajudem a criar opiniões sobre tais assuntos…
    tipo, eu toco bateria e violão na minha igreja há cerca de 13 anos, e tenho a plena convicção que faço isso unicamente para meu mestre. sei que isso é uma experiencia particular, mas creio que não há “fogo estranho” no que faço.
    ao mesmo tempo, amo os hinos, participo de coral e quartetos…
    na minha juventude, vejo que há formas de prestar um culto legítimo a Deus, percorrendo o paralelo de que cada pessoa o faz conforme possibilidades…e é claro, dentro do reverente e possível…
    particularmente, não vejo problemas com “palmas”,não é um protocolo isso, não é sempre que se deve executar esse ato, mas conheço e convivo com pessoas coprometidas com o reino que as fazem num verdadeiro ato de adoração….
    o problemas muitas vezes é que aigreja não se pronuncia claramente sobre tais assuntos..dando assim, margem para julgamentos e palavras que……ferem.
    acho que Deus espera de nós o amor que tenhamos por ele, sem preocupar-se com choques culturais……
    bom, me ajudem irmãos em tais exposições….
    feliz 2008 para todos e sempre em Cristo….
    abraço…

     
  126. Pablo Limeira

    1 janeiro, 2008 at 12:52 pm

    Caros irmãos e líderes de fé, vejo ser bem polêmico tal assunto e me direciono com muita cautela a esta congruente decisão do SC. A verdade é que quando falamos de danças liturgicas falamos do que é conteporãneo e que se introduziu de acordo com o presente século. Sabemos que vivemos em um tempo em que o corpo tem sido idolatrado. Mais de fato, esta não é a questão, pois o que se está em jogo é a forma em que encaramos a reverencia, o temor e a santidade quando estamos reunidos a fim de redermos o chamado “Culto Público”. Acho que o SC agiu sabiamente quanto à danças liturgicas, pois o que vemos´são os padrões mundanos se transformando em culto, mais um culto diferente, o chamado “Culto Espetáculo”. É triste sim saber quantos cultos tem sído dirigidos como um Show sensacionalista e irreverente. O amigo acima citou um texto do Env. de Mateus em que Cristo trata os nosso olhos como a lâmpada do corpo. Mais a intenção do amigo em sua referência não é sensata, pois os que tem os olhos puros enchergam não somente para sí, mais para a igreja em geral. De modo que, o que vemos de errado deve ser sim julgado diante dos concílios. E este assim como muitos não é um assunto irrelevante. Paulo diz: Julgai todas as coisas.
    Agora outra coisa me perturba. A forma em que muitos líderes tem se rebelado contra as decisões do SC. Muitos tem negado a nossa teologia através de um visão néo-liberalista. Os símbolos de fé tem sído menosprezados em favor doa padrões atuais. Permita-me citar o que disse o Rev. Ludgero. O século não nos deve moldar, mais nós devemos moldar o século, quando falamos de igreja. Nós estamos em um tempo de total ignorãncia, e as herméticas são produtos de insensatez. Os pastores valorizando o crescimento acima da vida. Poucos dias atrás eu me posicionei contra uma postura triste do Pr da IPB em que congrego, e diante desta má compreensão do que é crescimento, e um crescimento natural que vem do agir soberano de Deus sem artfícios, mais através de uma Vida comunitária e una da Igreja na presença do Espirito, tive que confronta-lo. Precisamos nos ater mais a Palavra de Deus.
    Obrigado pela a atenção!!!

     
  127. Nemir Soares

    2 janeiro, 2008 at 12:12 am

    Meus amados irmãos
    Sou membro e líder do ministério de música da congregação Presbiterial de Urucânia(Rio de Janeiro), e tenho acompanhado com preocupação todo esse processo sobre “Dança litúrgica”. li todas as opiniões e argumentos dos participantes deste blog, e gostaria de deixar para os queridos irmãos a passagem de João 4:20-24
    20 – Nossos pais adoravam neste monte; Vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.
    21 – Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me, que a hora vem , quando nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o pai.
    22 – Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos Judeus.
    23 – Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade.
    24 – Deus é espírito; e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.
    A carga da “metodologia judaica de culto” foi tirada de nossos ombros por nosso Senhor Jesus Cristo, e nos foi dada por ele próprio o direito de entrarmos no Santo dos Santos, de experimentarmos o que o povo antes de Cristo não tinha acesso. O objetivo maior de um adorador é de agradar e alegrar o coração de seu Deus, de expressar a sua homenagem da melhor maneira possível.
    Será que o culto estabelecido pela nossa denominação é a maior expressão de louvor que podemos oferecer a Deus? Será que 4 Hinos, duas participações do Coral, 4 orações, e meia hora de pregação, resume o máximo que podemos oferecer ao Senhor? Podemos melhorar? Se temos consciência que podemos oferecer um Culto de melhor qualidade ao nosso “Deus merecedor” e não o fazemos, então Ele não encontra em nós um adorador espiritualmente verdadeiro.
    Proibir não é o caminho, mas o bom senso de cada Pastor em relação às necessidades de sua Igreja, esse é o melhor caminho..

    Deus abençoe seus ministérios em o nome de Jesus Cristo, amém.

     
  128. Pablo Limeira

    2 janeiro, 2008 at 1:09 pm

    Meu apoio às suas sãs palavras querido Rev. Dilécio da Silva. Permita-me descrever a luta que tenho travado junto com mais três presbiteros amigos meus. Na IPB em que congrego tenho sído junto com esse três presbíteros os antagonistas tradicionais ou radicais. Na realidade não somos nem radicais, somos sim antagonistas tradicionais, e isso simplesmente porque fomos doutrinados profundamente no envagelho singular de Cristo Jesus segundo as exposições dos nossos símbolos de fé.
    O Pastor dessa igreja é um homem em que nem integralidade há no seu ministério. Amo muito o meu pastor, mais ele tem sido muito incoerente em seus pensamentos. Ele e boa parte da igreja incluindo muitos líderes tem se enveredado por doutrinas contemporâneas. A teologia da prosperidade tem sido pregada mais do que a salvação pela graça. Os dons extraordinários agora são manipuláveis, o homem é quem manda nos poderes de DEUS, se é que vc me entende. Coisas assim tem sido pregadas. E agora pra piorar, estão querendo introduzir na igreja o sistema de células assim como ha em Manaus. O problema não é esse, porque eu acho muito interessante e portentoso a questão das reuniões com vizinhos em Cristo. Mais quando se usa isso em rebeldia ao sistema adotado pela IPB querendo reprimi-lo para crescermos, aí sim ha problema. Primeiro porque eu não aceito, segundo porque a algum problema na igreja, o problema não esta no sistema e nem muito menos na sua doutrina e sim nas pessoas. Nós devemos nos apontar como responsáveis e não justificar os nossos problemas. A realidade é que eu comprei uma luta grande e bem complicada. No natal alguns irmãos me convidou a fazer uma peça de Natal no culto de domingo. Não aceitei e pedi pros irmãos se submeterem às determinações quanto ao culto público referente a danças liturgicas e a tudo que for FOGO ESTRANHO. Mais não teve jeito, eles pediram ao conselho e como ja previa o conselho não se submeteu ao SC. Isto me preocupa. Vou continuar me manifestando. Vc meu irmão, pode me aconselhar em Cristo sobre esta situação? O que posso fazer de sensato para não ser visto como rebelde e enm como radical? Aguardo a sua resposta!!!
    Que Deus abençoe vc pra que tambem eu seja abençoado com suas palavras.

     
  129. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    2 janeiro, 2008 at 10:43 pm

    Irmão Nemir,
    Respeitamos, com profundo temor a Deus, o texto citado pelo irmão, na sua defesa ardente, pois foi o que entendi, da liberação de qualquer padrão litúrgico, contudo, não vejo nenhuma hermenêutica do texto que me leve a concordar com o irmão, na verdade, ainda se usa texto como pretexto, dentro da IPB, para defender teses pessoais. Se entendermos bem, e eu não vou fazer nenhuma hermenêutica do texto, somente uma palavra básica, não vamos encontrar nele nenhuma liberação para divagarmos em favor dos nossos atuais louvores. Pelo contrário, o Senhor Jesus não estão “liberando geral” a questão do culto, vejo que Ele aumenta seu grau de responsabilidade, seriedade e temor, diante de Deus.
    O mais interessante querido, é que os defensores do modernismo fazem, quando querem tirar a formalidade do culto e transformá-lo numa reunião antropocêntrica na qual Deus deve se adequar e “tentar pegar” alguma coisa desse culto, que esteja pautada na sua Vontade e Verdade. Eles usam a texto: Deus busca adoradores que o adorem em espírito e em verdade”, jogando fora as formalidades ou ritualismo judaico. Isso é interessante, mas quando querem buscar palmas e danças, apelam para o judaímo outra vez. Não são no mínimo contraditórios.
    Se o texto ficou longo e pouco didáco vou resumi-lo: Para liberar geral com culto, fecha-se as portas para o culto formal, “ritualístico”, como mencionado acima, mas quando querem arrumar bagagem hermenêutica para defender o culto contemporâneo, apelam para as palmas do Salmo 47.1, as danças de Miriâ ou Davi e ficam agarrados em salmos 150, sem contextos litúrgicos. É no mínimo assustador.
    Parece que muita gente ainda não compreendeu que a Igreja Presbiteriana é herdeira da Reforma Protestante e que possui legados extremamente direcionados para a Bíblia. Tudo tem que ser, nesta Igreja, fundamentado na Bíblia e não no achismo, ou na teologia pragmática, de alguma forma defendida pelo irmão.
    Fico contente porque você foi corajoso em sua posição, pois precisamos de homens corajosos na IPB, contudo, em cujas defesas, nossa teologia não seja vilipendiada.

    Minhas orações, meu desejo de vê-lo do lado de cá, saindo em defesa da nossa amada igreja presbiteriana e não do que a vem nivelando por baixo à denominações formadas como subproduto das impiedosas divisões, sub-divisões,….
    Rev. Dilécio
    revdil@ig.com.br

     
  130. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    2 janeiro, 2008 at 10:45 pm

    Olá Pablo,

     
  131. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    2 janeiro, 2008 at 11:01 pm

    Quero Pablo,
    Parabém pela coragem que demonstra em defender a Doutrina da Igreja Presbiterina. Precisamos de homens como você, que ainda que tentem tirar sua razão, arrumando argumentos “espiritualizados” do famoso “crescimento a qualquer custo”, enfrenta, discorda e manda os homens olharem para “os meios corretos”.
    Tenho sofrido como você, por isso o entendo e o defendo nessa “batalha”. Hoje, com a abertuda desse Blog, pela iniciativa do Rev. Ludgero (Comissão Executiva), retiraram uma mordaça da minha boca, e eu estou falando tudo o que vem me incomodando nesses últimos anos.
    Já baixei atá hospital por sofrer tanto por nossa Igreja. Sair em sua defesa, na atualide, por mior contraste que seja, podemos sair feridos da discussão. E é o que tem acontecido comigo.
    Todavia, não estou preocupado com um possível infarto, se este tiver peso positivo na discussão para que a IPB fale a mesma língua.
    Não vejo razão nenhuma que justifique essa “mudança de hábito” que vem acontecendo em nossa liturgia. Conheço presbitérios que a defendem, contudo estão empobrecidos financeiramente, teologicamente como resultado do enfraquecimento litúrgico, acho eu.
    Você pede que o responda, contudo, prefiro fazê-la através de e-mail, entre em contato comigo pelo e-mail que publicarei abaixo. Compartilharei, com muito prazer, com o amado irmão.

     
  132. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    2 janeiro, 2008 at 11:03 pm

    Pablo, atropelei os comandos, por isso aí vai o e-mail prometido:
    revdil@ig.com.br

    Dilécio

     
  133. alvaro vieira

    3 janeiro, 2008 at 11:01 am

    olá irmãos……muito bom ver que muitos estão preocupados com o REI…….ou será com o reino?!
    irmãos, direciono algo a se pensar: se decidirmos em ser radicais, que sejamos então ao extremo( já que o fórum tem propiciado isso). não somente temos que repensar a idéia de culto ao nosso Deus, a solidez dos símbolos…..mas também como temos nos portado dentro do santuário.
    se há problemas com danças ou palmas, devemos repensar nossos vestuários, o simples fato de ‘mascar ou não chicletes dentro do templo”, se geramos um comentário na hora do culto, tipo: ” nossa, como o pastor está demorando com o culto’…..etc.
    convenhamos, tais fatores quebram o protocolo do culto, não é mesmo?
    e, o que temos feito, se é que temos noção disso, para sanar tais ocorridos?
    ontem mesmo entreguei ao meu pastor essa resolução que trata sobre danças litúrgicas e palmas…………….amados, pasmem, mas ele nem estava sabendo do que está “rolando’………não que eu seja contra ou a favor, mas acho que a igreja deve saber o que nossos representantes decidem para poder acatar ou não decisões, medindo assim nossa maturidade espiritual……………..ou até mesmo a decadência pela prevalência da satisfação do ego.
    amador, repensemos nosso cristianismo………….há pessoas indo para o inferno…..e posso garantir que não pelo fato de terem ou não dançado no culto……….

    atenciosamente,
    em Cristo.

    * vi um comentário do pastor Gessy……..nossa, que bom reencontrá-lo!!!!

     
  134. Carmen Lúcia Raposo ELLER

    3 janeiro, 2008 at 10:46 pm

    Minha família e eu, nos sentimos inojados com tais práticas usadas em algumas igrejas que se dizem presbiteriana. Graças à DEUS pertencemos a uma igreja reformada que procura ser fiel ao ensino da Palavra. Por esse motivo, nós como igreja local somos ridicularizados, deixados de lado, enfim desprezadoz por igrejas do nosso próprio concílio. Estamos ilhados, mas não sozinhos pois contamos com a presença de DEUS e a reciprocidade de tantas outras, que como a nossa sofre também pela santidade e a pureza do culto que deve ser prestado ao nosso Senhor e Salvador JESUS.Esperamos Nele, que o Supremo Concilio consiga dar um basta nessa pouca vergonha que se transformou algumas de nossas igrejas. Que os nossos cultos tornem a ser Santos, Puros e aceitáveis diante do nosso DEUS e PAI.

     
  135. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    4 janeiro, 2008 at 12:27 am

    Amados do Senhor,
    Há muito o que dizer sobre o que lemos no texto do irmão Álvaro. Na verdade estávamos felizes, vivendo em paz, quando alguém resolveu “radicalizar”, usando de vários meios para dividir o povo presbiteriano, tirar a paz de muitos irmãos e implantar uma nova filosofia dentro do culto. Isso realmente foi radical, pois trouxe mudanças radicais para a igreja.
    Agora, tais radicais, não conseguem regularizar sua nova proposta nos concílios superiores. Ficam fazendo cirurgias e implantações sem a devida autorização das autoridades credenciadas para isso. São como falsos médicos e cirurgiões operando sem o devido credenciamento. Se você olhar o que está escrito no Art. 71 da CI, vai perceber que os implantadores dessas novidades não conseguiram cumprir o que preceitua o artigo. É simples, envia um documento ao concílio superior dizendo que desejam bater palmas, levantar as mãos no culto, impor mãos a todos quantos quiser e…. dançar. Se os concílios superiores aprovarem, “mandem brasa”. Agora, se não houver aprovação, como não vai haver mesmo, então o negócio é obedecer. Coisa que crente fiel sabe fazer muito bem. Obedecer. Acatar, ainda que seja uma palavra em TOM PASTORAL, como essa última, que foi, infelizmente, tão mal recebida por muitos. Era apenas uma palavra pastoral de nosso Conílio Superior. Mas muitos, discutiram a forma que foi enviada e não o conteúdo. Diga-se de passagem, o conteúdo não interessa a muitos discutir.
    Se o cumprimento do Art. 71 da CI fosse cumprido desde o início desse “vento de doutrina”, a igreja não tinha esse assunto em pauta. Hoje ele existe porque um dia fomos atingidos no peito, por radicais, que saíram e saem, em defesa de outra liturgia.
    Quanto aos outros temas referidos acima, não devemos confundir atitudes individuais nos cultos, com liturgias elaboradas e dirigidas por pastores que têm o dever de fazê-lo como prescreve nossos símbolos de fé.
    Quando o pastor doutrina bem a igreja, levando-a a adorar por meio de uma liturgia cristocêntrica, os crentes são educados, tementes e, com certeza, não vai haver o disparate supracitado. Se acontecer, é coisa de gente, de ser humano, que existe em todas as comunidades. É preciso cuidar deles, estão adoentados.
    Quanto às pessoas que estão indo para o inferno, isso não justifica parar de tratar da doença interna da Igreja. São vão para o inferno os que estão sob o decreto de Deus. Nossa tarefa é pregar o evangelho a toda criatura. Se houver o “convencimento interno”, que só o Espírito Santo pode realizar, esse jamais irá para o inferno. Dançar realmente não leva ninguém ao inferno, e muito menos ao céu, pois em nenhum lugar na bendita Palavra de Deus, encontramos esse “corpo estranho” ser mencionado como algo tão importante, que justificasse sua implantação nas igrejas, mesmo que isso traria divisão na idenominação e ruptura no pensamento da maioria. Ora somos ou não um corpo só? O que queremos tirar, é o que nos separa, o que nos agride – o corpo estranho – o não permitido, o não aprovado, o não bíblico. Esso não seria suficiente, amados?
    Estou cansado de discutir o óbvio, estamos numa luta onde nossos valores são colocados de lado por um grupo que nem o menciona em suas argumentações, e desesperadamente citados para ver se há um mover das razões presbiterianas para uma unificação nacional.
    Continuo acreditando no bom senso (que não significa equilibrar coisa boa com coisa ruim. Não. Acredito num retorno em massa às sãs doutrinas e a paz)
    Rev. Dilécio

     
  136. Nemir Soares

    4 janeiro, 2008 at 12:37 pm

    Meu amado Rev. Dilécio
    Nasci em berço Presbiteriano, e tenho essa Igreja como a que se preocupa mais com as escrituras. O que me prende nesta denominação não é o seu estilo de ser, de se comportar ou de trabalhar, mas a doutrina que ela defende, que considero a mais correta biblicamente. Porque se eu focasse somente os aspectos de “usos e costumes” e sua forma de trabalho, e comparasse com o que está sendo realizado hoje por outras denominações, denunciaria que esse estilo e forma de trabalho que temos, não é o mais eficaz nos dias atuais.
    No SITE da nossa Igreja, o Banner central decorre uma estatística resumida das conquistas realizadas pela nossa denominação, mas também denuncia uma coisa muito grave; somos uma das primeiras Igrejas protestantes neste País, e hoje estamos entre as menores denominações evangélicas, atrás de Igrejas que surgiram a menos de trinta anos. Se o andar da carruagem continuar nesse passo, em breve seremos visto pelo meio evangélico como seita, realidade que hoje a minha congregação vive, porque no bairro com mais de trinta Igrejas, somos a única Igreja tradicional, e o assunto que decorre sobre ela nestas Igrejas é que somos uma “seita”. O que dizer? Somos a minoria.
    Tínhamos cerca de 70 membros na minha congregação que era filha de uma Igreja, que tinha implantado a mesma na jurisdição de outro Presbitério, e passamos a ser “Congregação Presbiterial de Urucânia”, e hoje estamos resumidos em 10 membros, sem Pastor fixo, sem Presbíteros fixos ou qualquer pessoa dirigindo a nossa Igreja.
    Precisamos analisar se estamos realmente lutando em favor do crescimento de nossa denominação. Creio que nossos governantes têm sabedoria suficiente para transformar nossa denominação em um lugar onde as pessoas de “todos os tipos” se sintam atraídas, confortáveis e encontre a “liberdade necessária”para manifestar o seu trabalho, louvor e sua gratidão diante de Deus.

    Fique na Paz de Cristo.

     
  137. Normando

    4 janeiro, 2008 at 6:14 pm

    O Rev. Ludgero tem um texto muito relevante (série “para que o meu povo
    pense”, apontando o caráter geral do nosso serviço a Deus “Viver para a
    glória de Deus” ( Cf. pergunta/resósta nº 1 do BCW) e o culto especial,
    quando cessamos nossas atividades ordinárias e dedicamos à meditação na
    Palavra, à oração, à expressão da nossa fé por meio dos cânticos, etc.
    Penso que esse raciocínio que o sr. disse que está na moda e que eu concordo
    por me deparar com ele por aqui também, consiste numa falácia. Partem de um
    princípío correto: “Nossa vida é dedicada ao serviço de Deus”, mas exageram
    nas conclusões, eliminando a idéia do culto especial tão presente nas
    Escrituras. Certa vez um seminarista do 4º ano,partindo desse pressuposto,
    disse-me que, para ele, não fazia nenhuma diferença, no domingo, ir ao culto
    da Igreja ou a um estádio assistir a um jogo de futebol. Tudo, na opinião
    dele, seria culto a Deus.
    Abs.
    Normando

     
  138. Simonton

    4 janeiro, 2008 at 6:15 pm

    Por falar em “Posicionamento sobre o Culto”, existe hoje uma idéia, bem
    difundida em nosso meio, que diz que se somos crentes, filhos de Deus, então
    nossa vida é um culto a Deus, isto é, quando estou trabalhando estou
    cultuando, ou quando jogo (jogava) futebol idem, andando pelo caminho, etc.
    Se esta idéia é válida como fica a questão do culto somente conforme
    prescrito conf CFW 21?

     
  139. Anônimo

    4 janeiro, 2008 at 6:19 pm

    Creio que esta falácia (afirmar que tudo que fazemos é culto) tem servido a
    dois malignos propósitos:
    1 – esvaziar a importância, a solenidade e a reverência devida a Deus na
    forma do culto prescrito (Hb 12,28-29);
    2 – Se tudo na vida é culto, logo tudo aquilo que nos é lícito fazer no
    dia-a-dia também pode ser feito no culto (nesta esteira entra de tudo no
    culto, como teatros, danças, filmes, pantomimas, palmas, e tudo que a
    imaginação humana achar que é bom para a didática e para encher os templos).

    Em algumas igrejas a equipe se veste totalmente de preto, até o rosto,
    excluindo somente as mãos, que recebem luvas brancas, e com movimentos
    cadenciados (coreografia de mãos), jogos de luzes e um fundo musical dizem
    estar transmitindo a mensagem (chamam de “Pantomimas” ou representações
    exclusivas com gestos). Não duvido que todas estas coisas comuniquem a
    mensagem, só que de forma não autorizada pelas Escrituras – Ainda que Deus
    tenha o poder total e absoluto, acho difícil que haja salvação em ambientes
    onde o preceito de Deus esteja sendo desprezado, mesmo como resultado de
    ignorância pura (da falta de conhecimento resulta só a destruição – Os 4.6,
    Jr 3.15).

     
  140. Anônimo

    4 janeiro, 2008 at 6:20 pm

    Essa visão, dentre outras distorções, revelam a crise pela qual passa a
    Igreja. Damos graças a Deus pelo remanescente fiel. A IPB, por
    exemplo,permanece firme enquanto denominação, apesar do desvio de muitas
    comunidades locais.
    Oremos para que, pelo verdadeiro avivamento, o sólido ensino da Palavra e as
    fiéis decisões dos concílios triunfem sobre essas asneiras praticadas até
    por irmãos bem intencionados, mas com orientação defeituosa.
    Que o Senhor tenha misericórdia da nossa geração!

     
  141. Anônimo

    4 janeiro, 2008 at 6:21 pm

    Existe um sentido em que é próprio e correto dizer – “tudo na vida é culto”.
    Isso fazemos baseados (1) no nosso chamado maior (“glorificar a Deus e
    gozá-lo para sempre”); (2) na doutrina da vocação eficaz, habilmente
    desenvolvida a partir de dados bíblicos por João Calvino, indicando que
    adoramos a Deus em, e por meio de, nossas atividades chamadas “seculares”;
    na admoestação bíblica de que “quer comamos, quer bebamos” devemos fazer
    “TUDO (tudo, mesmo) para a glória de Deus” (1 Cor 10.31). Nesse sentido, a
    diferenciação geralmente colocada entre secular e sagrado é artificial, como
    se existissem áreas estanques para Deus. Ele tem suas demandas em TODAS as
    áreas.

    Agora, se essa colocação é feita para dizer que não existe nada apropriado
    especificamente para o culto; ou que o culto não é um momento especial de
    dedicação específica a Deus, gera-se uma falácia. O silogismo é falso. A
    construção lógica está furada e a conclusão não é verdadeira. Mas isso não
    invalida a veracidade da premissa.

    É a mesma coisa com relação aos dias. Em um certo sentido, “todo dia é dia
    de Deus”, ou “todo dia é Dia do Senhor”. No entanto, isso não significa que
    não agrade a Deus separarmos um dentre os sete dias (como ele próprio nos
    instrui em sua Lei Moral) para dedicação específica à sua pessoa, à
    adoração. Quis Deus que “nos lembrássemos” do dia de descanso “para o
    santificar” – isto é: separar para um fim específico. Dizer que “todo o dia
    é Dia do Senhor” para descaracterizar o dia de descanso (shabath), é uma
    utilização errada de uma verdade. O erro é demonstrado pelos textos bíblicos
    que contradizem a conclusão.

    O fato de que uma verdade tem servido a propósitos malignos não invalida a
    verdade, mas o propósito e a conclusão é que é suscetível ao questionamento
    bíblico. Assim, não é rotulando a afirmação de “distorção” nem anulando as
    verdades que ela contém que vamos combater o erro.

     
  142. Anônimo

    4 janeiro, 2008 at 6:22 pm

    Por causa da confusão que este pensamento gera, especialmente por desmontar o cap 21.1 da CFW, mas entendendo o seu ponto de vista, eu prefiro dizer que em tudo “louvamos a Deus”, todo tempo (quer comais, quer bebais…), no trabalho, nos afazeres domésticos, jogando futebol e até mesmo na coabitação com as esposas. Tudo fazemos para o Senhor, para o louvor da Sua Glória. Mas quando a CFW fala em ‘culto’, ela parece estar se referindo a um momento separado e dedicado somente a Deus, onde Ele é o alvo de toda a nossa atenção e dedicação (serviço de culto). Creio que neste sentido a CFW não erra em afirmar que o modo de cultuar este Deus é absolutamente prescrito, predefinido, fechado para qualquer inventividade humana.
    Talvez seja apenas uma questão de semântica mas, mais do que nunca, este entendimento precisa estar muito bem firmado nas mentes do cristão hoje, sob pena do esvaziamento do verdadeiro culto, com muitas abominações (fogo estranho), como já se tem visto, tomando o lugar do sagrado e verdadeiro culto.

     
  143. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    5 janeiro, 2008 at 11:09 am

    Saudações em cristo:

    Prezado Nemir Soares.

    Se a sua preocupação é de chamar a IPB de seita, por ter poucos membros, fique tranquilo.

    Seita, amado irmão é quando “pastorzinhos” pedem a seus súditos pra colocarem um copo de agua sobre o rádio , tv etc.E mais , depois de orarem no “monte”, trazem prá casa um graveto que ficou fluorescente, após coloca-lo em cima de uma mesa, em seguida um grupo de irmão que se dizem presbiterianos , começarem a orar em volta deste graveto. Fora isto já estão explusando demônios, falando em linguas e vários absurdos de origém pentecostal. É irmão , isso começou com dancinhas
    dentro da igreja. Fique atento irmão.
    Quanto a confusão de pensamento, o que eu tenho a dizer,é quém não aceita a doutrina presbiteriana, com certeza há “trocentas” igrejas, fazendo a vontade do povo.
    Fico com a vontade de Deus

    carloslysias@terra.com.br

     
  144. Ariane

    6 janeiro, 2008 at 12:46 am

    Concordo plenamente com o irmão Nemir Soares….
    Eu tbm nasci no berço da I.P.B, hoje sou mãe , e minha maior preocupação são com meus filhos. Se eles não podem adorar a Deus com o vigor da sua juventude, onde irão fazer….Somos pais e creio eu que a maioria dos Pastores e Presbiteros que concordam com o fim das danças na igreja tbm o são, Estimulamos nossos filhos todos os dias com MP3,4 computadores de ultima geração e etc… e negamos a eles nescessidade de expressar o seu louvor com a dança.
    Li mais acima um irmão que se escandalizou com as “comemorações pagãs” Natal, Pascoa e até com as diaconisas nas I.P.B.
    Penso eu que além de machista,( pois a palavra diaconia é servir) muitos doque criticam essas comemorações são ipocritas, pois gostam de ganhar e dar presentes no Natal e comer um chocolate na Páscoa….Temos que ensinar o Verdadeiro sentido do Natal e da Páscoa, mas se o chocolate é um caminho para eu levar o evangelho, assim o vou fazer.
    Assim tbm com a música e dança….. O que iremos dizer as pessoas que se achegaram a Jesus atravéz de uma dança, um teatro? Que eles não se converteram a Deus de verdade?
    Que Deus os abençoe!!!!

     
  145. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    6 janeiro, 2008 at 12:52 am

    Caros Irmãos,
    Estarei em gozo de férias a partir do dia 7 de janeiro, e terei que deixar meu computador e, no lugar para onde irei, mal tem energia elétrica. Contudo, me senti muito feliz em poder expressar minha posição presbiteriana neste debate importante. Quero deixar algumas notas:
    a) Parabéns a todos que, corajosamente, se manifestam em favor da Igreja e dos que têm manifestado um sentimento contrário aos nossos princípios, sempre evocando a idéia de que “precisam mudar para melhorar”. Creio que precisamos voltar é às bases, à Bíblia, (e lá encontraremos a IPB) para voltarmos a crescer;
    b) Manifesto meu apreço à CE-IPB, destacando a pessoa do Rev. Ludgero, pastor grandemente respeitado por esse povo sério (presbiteriano), pela iniciativa do debate. É, no mínimo, corajosa sua posição. Deus abençoe nossa CE por esse espaço;
    c) Ao postar, no calor do debate, cometi vários lapsos de escrita. Peço desculpas. Na verdade não sou muito melhor do que isso aí. Contudo, eis que surge um agravante: Meu computador, ele é muito precipitado e sempre “envia o comentário” antes de uma revisão ortográfica… rs rs rs.
    d) Me impressionei muito algumas posições do “anônimo”, e fiquei aqui pensando que até entendo sua posição de falar o que falou no anonimato, pois, infelizmente, existem represálias em nosso meio mas espero que ele, dentro da esfera do seu posicionamento, saia daí e mostre quem fala tão bem o que muitos precisam ouvir.
    e) A irmã Carmem, mostra grande indignação pelo desvio doutrinário e litúrgico que tem observado. Eu a compreendo muito, mesmo que ela já esteja “NO LIMITE” da tolerância. Aliás, tolerância no nosso meio é um absurdo. Tolerância temos que ter é para com outros irmãos de denominações diferentes… aqui temos que ser, mesmo com nossas variadas personalidades, iguais no que respeita aos princípios pre-estabelecidos pela Igreja. Não um caminhão de ursos panda, mas uma igreja una, santa e verdadeira.
    f) Nemir, com relação ao seu argumento, precisamos fazer uma releitura nele. Quanto ao que sobrou da igreja local citada, lamento muito que servos de Deus tenham deixado a igreja chegar a este ponto. Não creio, nem de leve, que sejam problemas relacionados às práticas denominacionais que tenham causado tal estrago, mas é coisa local. É infidelidade individual e congregacional. Penso que o eco de Apocalipse 2.5 se faz ouvir naquele local. Basta cumprir o conselho nele exposto.
    O Senhor nos ajude e… em fevereiro volto a falar com meus amados irmãos.
    Dilécio.

     
  146. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    6 janeiro, 2008 at 3:00 pm

    Querida irmã ariane,
    Você já havia pastado, antes que me manifestasse sobre o texto do irmão Nemir, ele precisa de uma boa resposta.
    Sabe, irmã, desde o início do meu ministério, desculpe, nos últimos anos de seminário e nos meus anos de ministério, tive o privilégio de adotar 3 congregações que pensavam igualzinho o você. Fui desafiado, inicialmente pelo meu tutor eclesiástico e pelos conselhos a trabalhar com essas igrejas pentecostalizadas.
    Nunca assumi uma postura de ditador, de tradicionalista ou qualquer coisa que possam imaginar, visando corrigir o mal existente nelas.
    Nunca proibi palmas e outras distorções pentecostalizadas, e elas, se dobraram aos pés de Jesus através dos ensinos reformados, que alegaram não conhecer até então. Todas essas congregações foram transformadas em presbiterianas e cresceram, uma já é igreja e, uma outra, está de vento e popa, com muitos jovens louvando a Deus sem parafernalhas pentecostais.
    Pense em mudar seus conceitos e ser de fato presbiteriana. O fato de nascermos e sermos criados em uma igreja, não nos garante conhecimento e identidade reformada, é preciso buscar isso através de dedicado exame. A Igreja Presbiteriana é rica de teologia e liturgia, é preciso dedicação, esforço e desejo de abandonar o pentecostalismo.
    Criei duas filhas, uma adotiva. A verdadeira já está casada. Pianista, regente de grupos musicais na igreja e coral. Nunca reclamou falta de ingredientes apimentados para o louvor verdadeiro ou ameaçou abandonar a igreja por falta disso. E olha que sou crente de verdade e presbiteriano apaixonado, não fanático. Na verdade, não tenho para onde ir. O Senhor Jesus me prende aqui com seu amor e Sua Palavra.
    Repense sua posição. Você é valiosa. Seus filhos são valiosos. Um louvor centrado na Bíblia será muito melhor para garantir o futuro caráter e firmeza cristã deles.
    Dilécio

     
  147. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    6 janeiro, 2008 at 8:08 pm

    Amada irmã Ariane:

    Mui respeitosamente , afirmo que não é bém assim. Nossos filhos que tém que abrir seu coração, para que Cristo passe à habitar em sua vida. É Ele, o nosso Deus que decide em fazer morada, quando lhe é agradavel. E não agradavel ao homém.

    Veja amada irmã…… em 1998 estive em visíta pelos Estados Únidos da América.
    Visitei várias de diferentes denominações. A que mais me assustou amada irmã, foi uma de origém Batista. Em um Domingo a noite…., quando cheguei na porta da igreja, me deparei com todos os membros pulando feitos loucos,………..para ter uma idéia, todos os bancos da igreja estavam amontoados nas laterais,….coisa horrivél.
    Nesse meio tempo dois diáconos, me obordaram bruscamente…….escuta, voce deveria ser negro, o que voce esta fazendo aqui.
    Pois bém irmã, aquela igreja era frequentada por uma comunidade negra.
    Mas quando disse a eles que eu era brasileiro, a conversa mudou de rumo.

    Aí me disseram, …que maravilha,….voce gosta de samba? Voce conhece o pelé?
    Amada irmã, se possível leia meus comentarios anteriores neste blog.
    As igrejas com tendências pentecostais, estão sempre se dividindo, porque o vazio em suas vidas no que diz respeito a salvação, é muito grande.
    Almejam coisa visíveis, palpáveis como fazem o catolicismo.
    Lutero lutou em uma época terrível ,contra exatamente absurdos não tão diferentes do que hoje acontece,….imensa quantidade de “pastores” que induzem seus Súditos a ofertarem valores e em troca, afirmam que é obrigação de Deus agracia-los com bençãos.

    Cudado, amada irmã.

    Que Deua a abençoe

    carloslysias@terra.com.br

     
  148. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    7 janeiro, 2008 at 1:39 pm

    Amados irmãos anônimos.

    Quando se escreve aqui sobre em danças litúrgicas, é pouco quando se percebe a avalanche de rituais, que “postorzinhos” usam para angariar súditos.
    O estamos dizendo aqui neste blog, é o que nos Presbiterianos, pensamos.
    O fato é mais geográfico do que histórico. Existém “trocentas igrejas pentecostais”.
    O mais grave irmão, é que invasores destas denominições se acham os donos da verdade e se infiltram na IPB, de formma mentirosa, induzido os mais humildes com dotrinas pentecostais.

    Prá entender ….imagine um Presbiteriano em uma igreja pentecostal, sugerindo doutrina presbiteriana. è isto que é inaceitavel.

     
  149. Carmen Lúcia Raposo Eller

    9 janeiro, 2008 at 3:30 pm

    Rev. Ludgero, minha família e eu estamos em pleno acordo com a decisâo do Supremo Concílio. Achamos que já era hora mesmo de dar um basta nesta situaçâo em que se encontra algumas de nossas “igrejas”. Mas sinto muito em lhe informar a respeito do documento enviadoà todas igrejas com a finalidade de orientar sobre o perigo do uso de danças litúrgica, esse documento Rev., tem sido infelizmente ignorado, engavetado, nâo tem sido dado a conhecer à igreja, mantendo o povo na mais total ignorancia com respeito as decisões do concílio superior. Acho Rev. que já é hora da igreja tomar uma decisão mais enérgica, com relação a essas “igrejas”. Quem sabe até mesmo um racha. Pois penso que é melhor reduzir o quadro de membros e ficarmos com una igreja sadia, do que continuar com um povo numeroso mais doente,rebelde, indiciplinado e podendo contaminar todo o povo. Precisamos de outra reforma. Que o SENHOR da igreja ilumine nossos pastores. Agradeço à DEUS pela vida da minha igreja, por procurar manter-se pura nos seus cultos oferecidos ao nosso DEUS,pela vida de meu pastor Rev. Dilécio, que ama e sofre pela sua igreja, um servo humilde, dedicado e que ensina somente as verdades bíblicas ao povo com toda paciência que lhe é própria e pela vida do senhor Rev. Ludgero, por ser um homem de DEUS que tem lutado com todas as suas forças pela pureza da igreja de CRISTO. Um abraço e que DEUS o abençoe.

     
  150. Rev. Marco Antonio - Caieiras- SP

    9 janeiro, 2008 at 6:17 pm

    Queridos irmãos, fico feliz em poder participar de um diálogo sobre a liturgia em nossas igrejas. Já tive muitas experiências com as práticas acima relacionadas durante os 10 que estou pastoreando a igreja em Caieiras. Tenho uma opinião muito tranquila sobre tudo isso. Quanto as chamadas práticas pentencostais, como linguas entre outras, o que percebi é que algumas práticas encontradas em algumas de nossas igrejas são desconhecidas até mesmo pelos próprios pentecostais, conforme opinião de algumas amigos pentecostais. A experiências me mostrou que tais práticas, meramente emocionais, não trazem nenhum benefício para a igreja ou para o crente, seja qual denominação for, pelo contrário, trazem prejuizo até mesmo para os pentecostais. Quanto a dança, vejo como algo muito mais infantil e sem conhecimento doutrinário, do que um perigo para a denominação. Precisamos, primeiro estudar a palavra de Deus e buscar respostas claras para tal prática, eu particularmente, ainda tenho algumas dúvidas sobre a clareza das Escrituras sobre tal matéria, sendo assim, entendo que é melhor não aderir a dança, póis fazê-lo na dúvida é pecado, também é preciso respeitar a denominação onde estamos e cumprir com aquilo que prometemos.
    Também gostaria de lembrar sobre a necessidade de respeitarmos uns aos outros em nossos comentários, eu prefiro comentar apenas a matéria.
    Também aproveito a oportunidade para lembrar de outros assuntos de grande importância como a maçonaria, também penso que “determinar” não é o caminho, pois a muito que o supremo concílio tem tomado decisões sobre tal matéria, com recomendações e determinação que não são acatadas. Já esta muito claro que as práticas maçônicas ferem as escrituras. O outro pastor que trabalha comigo recebeu um email sendo convidado para participar da mesma, um desrespeito à nossa denominação.
    Mais uma vez, expresso minha felicidade em poder participar do debate, espero que o espaço que estamos usando, tenha sido sugerido a CE e aprovada pela mesma.

     
  151. Rev Ronaldo Bezerra de Oliveira e Souza

    12 janeiro, 2008 at 7:41 pm

    Rev Ludgero ,

    observei que alguns nomes aparecem sem o título e outros com o título :> CLeômines e não REVERENDO CLEÔMINES , Augustus e não REVERENDO AUGUSTUS ….
    Seria isto correto ? Não ajudaria as pessoas a entenderem quem escreveu ? Por que será que chamamos os irmãos de DOUTRORES e não de REVERENDOS ?
    Para se pensar …

    Um abraço ,

    de BH – indo embora …

    rev ronaldo

     
  152. alvaro vieira

    12 janeiro, 2008 at 9:11 pm

    amados, a paz do Senhor!!!!!!!!

    fugindo um pouco do assunto( e meio com pressa…..rsrsrs), o que vcs acham a influencia de ventos pentecostais dentro de nossa doutrina?
    me preocupo com isso, pois levamos aos nossos jovens ensinamentos de pastores desta vertente( atraves de dvds as vezes nas programaçoes), tem ate uma bilbia de batalha espiritual e vida financeira rolando ae……
    vejo que se fere muito as escrituras e me preocupo……
    deem sua opinião amados…….

    abração a todos!

     
  153. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    13 janeiro, 2008 at 5:36 pm

    Amado irmão ,alvaro:

    É preocupante sem dúvida. Estamos sendo atacados por todos os lados.
    O mais grave, é que membros antigos ainda não sabem o que querem.
    Provam que conhecem pouco das escrituras. Visitam igrejas pentecostais, levando seus filhos adolescentes. Ficam falando em revelaçõa dentro da igreja.

     
  154. JOSIMAR RIBEIRO

    13 janeiro, 2008 at 8:42 pm

    Graça e Paz a todos os que participam de forma a discutir sadiamente esta questão.
    Não concordo com aqueles que colocam que a igreja está proibindo os seu filhos ou os seus jovens de adorarem a Deus. Ninguém pode proibir que os jovens ou adultos que creem que com os movimentos dos seus corpos possam expressar seu louvor e adoração o façam dentro de sua casa. Agora trazê-lo para o culto como parte do ato litúrgico só trará problemas para a ordem e descencia do culto. Recentemente em minha igreja o coral jovem fez uma linda apresentação vocal, foi muito bonito mesmo. Ocorre que após a última música uma boa parte dos jovens começou a assobiar e bater palmas para aqueles que só queriam agradar a Deus ( pelo menos assim deve sempre ser) . Não podemos esquecer que a Palavra nos diz: A fé vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus . Não consigo conceber a idéia de alguém compreender a mensagem do envangelho através de uma dança. Sei que é o Espírito Santo que convence o pecador da justiça do pecado e do juízo. Bem como sei também que ” tudo que há no mundo a concupiscência da carne a concupiscência da olhos e a soberba da vida não é do Pai , mas do mundo”. Também sou pai e como todos também espero vê-los crecendo e participando ativamente dentro da igreja, mas ainda creio que a prática do culto doméstico e da intercessão em orações pelos nossos filhos são o caminho apresentado pela Palavra de Deus para que isso se materialize nas nossas vidas . ” Educa a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele.
    Deus nos abençõe e nos oriente em nossas práticas de louvor e adoração.

     
  155. wanderson ferreira lopes

    14 janeiro, 2008 at 7:28 am

    Jesus não faz acepção de pessoas. O que faz a IPB pensar que pode? Quantas vezes eu enviei e-mail´s para tirar dúvidas, fazer contários, elogios, críticas, sugestões, reclamações, pedir auxílio e vc´s não tiveram a menor consideração em me responder. Quando muito, recebo na caixa de e-mail´s em massa, a mensagem que receberam e entreram em contato o mais breve possível. Tentei participar do blog e vc´s não colocaram meus comentários no blog. Estou me casando e minha esposa é assembleiana. Ela está considerando muitas das nossas convcções e até estava disposta a frequêntar a nossa igreja, mas várias vezes em que fizemos, juntos, preguntas à IPB e à Assembléia de Deus, as diferenças foram GRITANTES, POIS LÁ, AS RESPOSTAS SEMPRE FORAM BÍBLICAS E SOMENTE BÍBLICAS, já aqui, quando foram respondidas, NA MAIOR PARTE, sempre citavam A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER. Para nós pode servir de resposta, mas para o mundo, a Bìblia é a autoridade. Quantas vezes me enviaram como resposta os “digestos”. Amo a IPB, pois estou nela há 32 anos como minha mãe, mas infelizmente, hoje estou saindo desta família e sendo adotada por outra. E por favor, não venham depois dizer como na igreja que ue frequêntava, “que se voce ou fulano saiu, é porque queria e estava atrás de uma desculpa. Não podemos fazer nada.” Me perdoem, mas podem. Podem para de achar que estão salvos – por que entendem a teologia da eleição (???será mesmo???) – e que não adianta fazer nada se Deus não tiver um plano de salvação. Não foi isso que Jesus ensinou. Eu oro todos os dias pela VERDADEIRA CONVERSÃO DE TODA A IPB E POR UM DERRAMAR DO ESPIRITO SANTO GENUINO EM TODOS OS SEUS MEMBROS, POIS PARECE QUE ESTAMOS ANESTESIADOS OU PIOR, ACOMODADOS DENTRO DO NOSSO MUNDINHO. Há! se endendessemos o que quer dizer misericórdia quero… se pudessemos deixar de lado as tradições que nos cegam e afastam de Deus. Que a IPB possa “se transformar pela renovação da vossa mente”. Em Cristo… Que a paz de Jesus e o poderoso AVIVAMENTO do Espirito Santo possa ser derramado nesta igreja hoje, para que amanhã, quando Cristo voltar, estejamos limpos e preparados para vivermos a eternidade com Deus. Obrigado e me perdoem se disse algo que magoou ou irritou!

     
  156. Rev. Normando

    20 janeiro, 2008 at 9:08 pm

    Rev. Ricardo:
    Sou membro da CE-SC e vou tentar responder as suas perguntas:
    1- A CE reafirmou a decisão do SC de 1998 que afirma que as expressões corporais fortes são inadequadas ao culto (os motivos estão lá na resolução). Um Sínodo da Bahia consultou ao SC 2006 sobre o que são essas “expressões corporais fortes”. Como o SC 2006 delegou poderes à CE para tratar da matéria, a CE/ SC reafirmou a decisão e avançou nessse ponto: Informou ao Sínodo consulente ( e a IPB em geral) de que entre as expressões corporais fortes encontram-se as danças litúrgicas e coreografias.
    2- Sobre as funções da secretaria executiva: As atribuições do Secretário executivo dos concílios encontram-se nos regimentos internos no nosso Manual Presbiteriano. Sugiro-lhe a leitura.
    3- Quanto ao termo “Fogo estranho” usado pela CE/SC: O que a CE afirmou é que danças litúrgicas e coreografias como qualquer outro elemento não ordenado por Deus, na Sua Palavra, caracterizam-se “fogo estranho” . Fogo estranho, nesse caso, é todo elemento estranho à prescrição divina.
    4- A Igreja Militante do nosso Senhor, sempre terá que retornar à Palavra para aprimorar-se em santidade e pureza. Só seremos perfeitos no céu. Assim, é pertinente o termo “Igreja reformada, sempre reformando. Sempre teremos que voltar às Escrituras. No caso da IPB, como temos que voltar ás Escrituras!Especificamente quanto ao Culto ao Sen hor, pois muitas igrejas locais têm se desviado do caminho, dando lugar ao culto antropocêntrico. A nossa luta em oração e ensino da Palavra é que a nossa amada IPB progrida em santificaçlão e pureza em todos aspectos, inclusive no que diz respeito à prática litúrgica. Graças a Deus, a nossa Igreja, enquanto denominação, permanece fiel, bíblica . Infelizmente há muitos ministros individualmente que, agindo de forma incoerente com a suja subscrição confessional, desonram a sua própria palavra empenhada e negam a doutrina e prática que prometeram fidelidade.
    Bom, meu irmão, espero ter contribuído para o seu esclarecimento,
    Abraços
    Normando

     
  157. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    20 janeiro, 2008 at 9:47 pm

    Amado Rev. Ricardo Davis

    Saudações em Cristo.

    Respondendo a sua última pergunta, postada no dia 19/01/08 às 8:40 pm.
    Em uma das IPB da minha cidade, afirmo que sim.
    O assunto sobre dança litúrgica e fogo estranho, foi uma decisão tomada em março de 2007.
    Nesta igreja que lhe refiro já estrapolou. Vai a lista…..dança litúrgica,fogo estranho, SÓ FOI O COMEÇO, ….PREPARE-SE….linguas estranhas,revelações, profecias, gente que desmaia , e em seguida lideres da igreja orando em linguas , orar as voltas de um graveto que ficou reluzente no orar no monte, bolas de fogo etc.
    Acredite se quizer, é IPB. tÁ NA HORA DE UM BASTA.
    Tenho várias cartas postadas neste blog.

    Que Deus o abençoe.

    carloslysias@terra.com.br

     
  158. Rev Ricardo Davis

    21 janeiro, 2008 at 11:50 am

    Amado Reverendo Normando,
    Deixe-me entender na minha ignorância. Quando um “determinado” Sínodo da Bahia, consultou a IPB na sua Reunião Ordinária de 2006, o que significava “expressões corporais FORTES”, o Plenário delegou poderes a CE / IPB, para tratar da matéria, então a CE / IPB, em março de 2007 reafirmou a decisão e “AVANÇOU” nesse ponto informando ao sino ‘consulente’ (aquele que consultou) e a “IPB em Geral” (Todas as Igrejas e concílios e pastores e missionários e seminários e colégios e etc, etc, etc.), de que entre as “expressões corporais FORTES ‘encontram-se’ as danças litúrgicas e COREOGRAFIAS”.
    Com todo respeito Reverendo Normando, gostei da colocação do senhor quando diz sobre o “AVANÇO” (Que vai adiante, prosseguir, progredir, melhorar, ir adiante com superação) que a CE / SC – IPB deu a resolução do SC de 1998, o senhor foi muito ‘esclarecedor’ e de grande contribuição ao meu “AVANÇO” na aplicação da CI / IPB. Obrigado por tamanho esclarecimento a minha ignorância.

     
  159. GABRIEL CEZAR DE REZENDE

    22 janeiro, 2008 at 10:14 am

    ESTOU CONVICTO QUE O ESPÍRITO SANTO ESTÁ LEVANTANDO HOMENS DE IDONEIDADE NOBRE,PARA ESTARMOS LUTANDO CONTRA ESSES VENTOS DE DOUTRINAS QUE QUEREM ADENTRAR OS ARRAIAIS PRESBITERIANOS,GRAÇAS A DEUS,NA IGREJA EM QUE SIRVO A 1ª DE BARRA DO PIRAÍ-RJ TEMOS SIDO FIÉIS AS ORDENANÇAS DO SENHOR,QUANTO AO VERDADEIRO CULTO CRISTÃO.QUE ESTÁ CENTRADO ~EM AGRADAR E OBEDECER A DEUS. SOLI DEO GLÓRIA.

     
  160. Rev. Jedeias Almeida Duarte

    22 janeiro, 2008 at 4:37 pm

    Carissimo Reverendo Ricardo Davis,

    Atento as suas colocações neste forum bem como as respostas do Rev. Normando, peço vênia para fazer alguns apontamentos:
    1) O Supremo Concilio é a Assembléia Magna da IPB (que por sua vez é uma Federação de Igrejas, jurisdicionadas por Presbitérios e estes por Sinodos que por sua vez elegem bienalmente um Presidente que passa a ser membro da CE.SC). Pontuou bem o nobre irmão que existem competencias privativas do Supremo Concilo conforme artigo 97 da CI/IPB, dentro das competencias privativas existem as competencias exclusivas, que são as alineas (a,g, h, j e m) do mesmo artigo.
    2) O Supremo Concilio no uso de suas competencias privativas e exclusivas delegou de forma especial à Comissão Executiva (CE.SC/2007) a tratativa em definitivo de alguns assuntos que ficaram pendentes pela extinção do prazo de sua convocação na ultima Reunião Ordinária. Neste sentido, a luz do Art. 99, item 3, recebeu a CE.SC/2007 poderes para em nome do Supremo Concilio tratar daquelas matérias. Assim para tratar de vários assuntos a CE.SC/2007 funcionou com poderes de Comissão Especial. Suas resoluções são portanto, resoluções do Supremo Concílio e não da CE.SC.
    3) Recebendo poderes para tratar das matérias EM DEFINITIVO, a CE.SC poderia ter suspendido e revogado decisões anteriores, poderia ter suprimido partes de decisões anteriores, poderia acrescentar novas normas para os assuntos e poderia apenas reafirmar as decisões existentes.
    Concluo com estes fundamentos que:
    1. A CE.SC não exorbitou de suas funções ao tratar das matérias. E não foi apenas esta mas, sustento pastoral, Liberalismo Teológico dentre outras que voce pode encontrar nas resoluções publicadas pelo SE.SC.
    2. O Secretário Executivo do Supremo Concílio é o executor das resoluções, ele não é legislador, nem julgador, mas o executor, ele é como um primeiro ministro de um sistema parlamentarista. Creio que não creio que houve imparcialidade do nosso Secretário Executivo ao publicar as resoluções.
    3. Tambem creio que ao discordarmos de uma resolução no sistema Presbiteriano devemos saber duas coisas: 1) A nossa discordancia não tem efeito suspensivo em nenhuma jurisdição; 2) A nossa discordância pode caminhar pelas entranhas conciliares através dos recursos chegando até a nossa Assembleia Magna que é o SC. Lembrando que, enquanto não forem acolhidos ou rejeitados, a decisão originária prevelace.
    4. Temos um imenso Brasil com diversos laços culturais entranhandos em nossa história, se cada região desse o tom cultural para o culto, teriamos uma babel cultica em nossa Igreja. Esta é uma das razões pelas quais não temos a cultura como elemento formador do principio do Culto. Mas sim as Escrituras, e somente as Escrituras, desta forma aquilo que não está estabelecido nas Escrituras não pode ser usado como culto a Deus. Mesmo que sirva para o engradecimento da patria, a alegria do coração ou estimulo da razão, se não estiver nas Escrituras não pode e não deve ser utilizado como culto. Pela mesma razão, creio que a analogia de “fogo estanho’, às coreografias, palmas, danças, requebrados, levantamento de mãos, barulhos, ritmos sem nexo e toda migração das musicas pagãs, representam fogo estranho e deve ser extirpado do meio da Igreja. O Brasil vive no momento de nova fusão de cultos, o culto espirita com a cultura pentecostal e tal fusão tem trazido danos e muitas regiões, espero que não esteja acontecendo por aí.
    Também sou membro da CE.SC e desde 1990, tenho frequentado as reuniões do Supremo Concilio da IPB, sendo deputado desde 1994 ás mesmas.

     
  161. Rev. Ricardo Davis

    23 janeiro, 2008 at 10:52 am

    Amado Rev. Jedeias Almeida,
    É um prazer recer a sua atenção em debate de tamanha importância. Obrigado pela sua palavra orientadora, mas tenho uma dúvia: Quando o senhor diz” Funcionou” significa que a CE foi nomeada como Comissão especial pelo Plenário, ou funcionou como se fosse Comissão Especial?

     
  162. Rev. Ricardo Davis

    23 janeiro, 2008 at 1:58 pm

    Amado irmão Reverendo Jedeias Almeida,
    Reverendo, desculpa a minha ignorância mais uma vez, que, aliás, estou impressionado com a paciência dos senhores em quererem me ajudar. Então me ajude e responda: O senhor diz que a CE / SC – IPB, recebeu poderes para tratar da matéria sobre coreografia e que a CE / SC funcionou como uma Comissão Especial, se caso for, a aplicação de uma lei ou algo parecido na forma de ementa, não deveria depender do relatório final apresentado. Note querido colega: Nós temos uma ementa que diz sobre “expressões corporais acentuadas” de resolução da Reunião Ordinária do Supremo Concílio de 1998, APROVADA em Plenário, e agora temos uma outra resolução da Comissão Executiva que… Funcionou como Comissão Especial, e se eu não estiver enganado, uma Comissão Especial é aquela que “… recebem poderes específicos para tratar, em definitivo, de certos assuntos e cujo mandato se extinguirá ao apresentar o relatório final”, 30, Art. 99, seção 1ª, Capítulo VI. Então eu posso entender que a CE / SC – IPB, na forma de ‘Comissão Especial’ dará antes de qualquer aplicação de sua conclusão, o relatório ao Supremo Concílio?
    Sim, mas… Houve uma resolução e aplicação da mesma aos concílios em toda a sua extensão e o senhor diz que a CE / SC – IPB reunida em março de 2007, tinha plenos poderes, tal qual o Supremo Concílio em sua Reunião, no Plenário, para tomar decisões, ou seja, resolver e aplicar imediatamente. Entendo!
    Mas, Reverendo… Agora eu fiquei mais confuso ainda, pois a CI também diz no parágrafo único, seção 2ª, Capitulo VI que “Nenhuma Comissão Executiva tem a faculdade de legislar ou de revogar resolução tomada pelo respectivo concílio. Poderá, entretanto, quando ocorrerem motivos sérios, pelo voto unânime dos seus membros, alterar resoluções do mesmo. Poderá também, em casos especiais, suspender a execução de medidas votadas, até a imediata reunião do concílio”. Reverendo, talvez tenha havida uma necessidade extrema de se alterar a resolução de 1998 que se refere apenas as “expressões corporais acentuadas”, e diante da necessidade houve o acréscimo de ‘coreografias”. Mas, para mudar uma resolução não era preciso o voto unânime de todos os membros? É, eu acho que não algum registro disso. Mas… Achar não é cientifico, então pra que se preocupar com isso!
    Amigo e colega, antes de encerrar eu só queria entender mais uma coisa: Eu li certo quando diz no parágrafo único da seção 5ª, Capitulo V, que compete apenas ao Supremo Concilio executar o preceito A que estabelece regras de liturgias? Acho que li… Mas, estou novamente fugindo ao critério cientifico dizendo acho, desculpe, pois é só um acho, nada mais do que isso. Abraços irmão e colega.

     
  163. Rev Ricardo Davis

    23 janeiro, 2008 at 2:00 pm

    Amados irmãos,
    Faço-me as seguintes perguntas com respeito a carta que eu e o meu conselho recebemos por mãos da Secretária Executiva, onde deveríamos recebê-la do Presbitério, que deveria receber do Sínodo, bom, mas como já foi, que seja, então eu pergunto a mim mesmo:
    – Onde que na doutrina bíblica diz ser proibido bater palmas?
    – Onde que entendemos na Bíblia, que a dança de Davi é diferente de uma coreografia, que Davi não dançou diante de Deus representado pela Arca, que a cidade não representava o Santuário e que o rei não estava de veste Sacerdotal?
    – Onde encontro o direito de usar um texto como o de Levitico que expressa um fato daquela realidade de espaço, tempo e observação totalmente diferente do nosso, já que se refere a pessoas que traziam o objeto que pertencia àquela liturgia ou cerimonial, mas com uma vida inadequada e por isso o objeto se tornou impróprio, ou seja “fogo estranho”; Já o nosso fato em discussão da realidade presente, se refere ao tema “coreografia”, tomado como objeto de culto e definido como algo NOVO a liturgia ou cerimonial. Houve um erro cientifico, terrível de observação, reflexão, hipótese avaliação e definição. Reverendo, lhe peço desculpa mais uma vez, mas a hermenêutica impossibilita tal interpretação e aplicação. Houve um erro hermenêutica terrível e absurdo. É preciso que seja feito um reparo ao erro imediatamente para que tal interpretação, não seja inserida como real a mente dos presbiterianos?
    – Onde na história de nossa Igreja Presbiteriana, um Ministro foi tão chacoteado, humilhado e desonrado por palavras de seus colegas e membros de Igrejas irreverentes e abusivos?
    – Onde uma decisão de Plenário da Igreja Presbiteriana do Brasil foi modificada e, ou inseridas palavras como resultado da interpretação dos membros de alguma Comissão, sem antes ser aprovada pelo Plenário novamente?
    Sobre esta pergunta, faço a seguinte nota: Só para lembrar as palavras ditas pelo Reverendo Normando, membro da Comissão Executiva, como ele mesmo disse: “O SC / IPB de 2006, delegou a Comissão Executiva para tratar de um assunto correspondente a consulta de um determinado Sínodo com respeito as “expressões corporais acentuadas (Que ele troca por FORTES), e essa Comissão AVANÇOU nesse ponto”. A Comissão Executiva, segundo a colocação do Reverendo Normando, AVANÇOU, ou seja, foi adiante, prosseguiu, progrediu, melhorou, foi adiante com superação.
    – Onde uma Comissão antes de voltar ao Plenário, teve poder para expor como lei de juízo aos membros da Denominação o que se entende e define como verdadeiro e necessário a Igreja?
    Sobre esta ultima pergunta, faço uma outra nota: O Plenário do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil delegou poderes a CE para tratar da matéria com respeito ao consulente, o “determinado Sínodo”, o qual deveria ser informado do que se tratava e não do que se entende por uma possível interpretação da Comissão a resolução, salientando: Resolução não se interpreta e aplica-se a Igreja por decisão de Comissão alguma, e quando for interpretada que seja aplicada por decisão do Plenário. Sendo assim, a CE / SC – IPB, deveria responder a consulta do Sínodo, exclusivamente ao Sínodo, e não a IPB de um modo geral. Se eles chegaram a alguma conclusão de que a resolução precisava de complemento e, ou mudanças, digamos, AVANÇOS, que apresentassem na próxima Reunião do Supremo Concílio para que tratasse e resolvesse, para então aplicá-la a Igreja. É assim que funciona, ou seja, cumpra-se a Constituição.

    Estou velho, muito ocupado e sou pequeno demais para fazer alguma coisa com respeito a isso, mas continuo dizendo, cumpra-se a Constituição.

     
  164. Rev. Ricardo Davis

    23 janeiro, 2008 at 2:05 pm

    Amados irmãos,
    Quero encerrar expondo minhas ultimas palavras: Fico preocupado com as definições feitas por alguns que se acham no direito de se referir a Ministros Presbiterianos, REVERENDOS, com desrespeito, e usar palavras de níveis e conversas, longe de ser do seio de uma sociedade como a nossa, algo como o que de grandeza e majestade, pois somos Presbiterianos. Nossos tratos e respostas acumulam por toda a história a beleza de conciliação e agrado com objetivo à promoção do bem estar do grupo. Somos uma linda Federação Democrática. Vejo, porém nos últimos dias, um abandono à doçura de nossa fraternidade e abuso a irmandade de nossa comunidade. Preocupo-me com a força com que nos atacamos, ou nos defendemos. Não percebemos, mas estamos escrevendo uma história da qual, dificilmente sobrará personagens de apreciação ao público e figuras do agrado de Deus. Quando lideres mancham a imagem de outros lideres e fazem dos seus liderados, seguidores cegos à razão, e impenetráveis a sensibilidade do Espírito, que tem por objetivo apenas promover a paz e a união entre os membros para crescimento e expansão do reino, o fim de tais ações é a quebra de valores e a inércia da vontade e do querer do grupo. Quero fazer desta minha participação, o final de minhas palavras neste debate, já que em todas as outras participações expus o que acredito ser, o meu pensamento, indignação e desejo. A minha esperança é que se faça presente entre nós o bom senso ao julgamento da figura do REVERENDO da Igreja Presbiteriana do Brasil e aos seus membros, que estão sendo classificados de MOCOS, INFIÉIS, DESVIADOS DA PALAVRA, SEM SANTIDADE, DISPLICENTES, DESORDEIROS, DESONRADOS e tantas outras colocações que ferem aos que procuram levar sua vida cristã com seriedade.

    Se alguém desejar conversar comigo, procure meu endereço no site da IPB, pois o telefone não é mais de uso da Igreja, e eu não entrarei mais no debate, pois já disse tudo o que tinha que dizer. Somo uma grande família com diferenças como todas as outras, e por isso devemos ter mais cuidado do que se define e do que se diz, para que se tenha a mínima possibilidade de se viver em comunhão. Isso faz bem a Igreja de um modo geral. Abraços a todos.

     
  165. Rev. Jedeias Almeida Duarte

    24 janeiro, 2008 at 9:32 am

    Caro Rev. Ricardo,

    Creio que o debate se alonga por linhas distantes do mérito, contudo, vou apontar novamente o que fiz anteriormente . Quando um Concilio é convocado, o termo de convocação estabelece o tempo (prazo) de reuniao – Inicio – Fim. Ao termino do prazo da convocação não pode o Concilio se auto convocar extrapolando o prazo; pode entretanto tomar duas medidas: 1) Determinar uma Convocação de uma Reunião Extraordinária ou 2) Delegar poderes especiais (Poderes analogos aos de uma Comissao Especial) para que a CE daquele concilio resolva as materias pendentes, nestas a CE possui poderes (procuração ) do concilio para resolver de forma definitiva tais questões.A CE.SC recebeu poderes especiais do SC/2006 atraves de uma resolução para tratar destas matérias, inclusive desta sobre culto.
    Eu creio que este assunto é pacificado na IPB e sinceramento lamento em algmas regiõs, alguns ministros formados por nossos Seminários e subscritores dos Simbolos de Fé da Igreja, tendo entrre as suas função precipua defender os interesses da Igreja e as decisões solenes dos Concilios superiores não se submetam as mesmas, promovem assim discórdias, contendas e divisões no meio do povo, fugindo da função de pacificador.
    As decisões de um Concilio, desde o Concilio de Jerusalem, possuem força de dogma, veja no seu texto Grego em Atos 16:4 – observe qual a palavra empregada por Lucas ao referir-se as decisões do Concilio.
    Por liberdade de consciencia digo, se algum dia, uma decisão de um concilio da IPB trouxer duvidas ao meu coração, vou estuda-la, nao me convencendo, vou solicitar aos meus pares no presbiterio que me convencam e se mesmo assim nao conseguir o convencimento necessário irei cumprir-la e subirei pelos caminhos legais e conciliares da Igreja, até tenha a minha causa resolvida, sem contudo me insubordinar contra esta ou aquela decisão.
    Creio aqui e assim termino a minha discussao sobre este assunto.

     
  166. Profª Fatima Martins

    24 janeiro, 2008 at 11:05 am

    Acho interessante e de grande importância no que se refere a IPB no todo, a SE abrir debate sobre temas tão relevantes e controversos. Parabéns amados irmãos pela iniciativa.

     
  167. Edgar

    24 janeiro, 2008 at 12:00 pm

    Como muitos já disseram, a IPB se preocupa muito com a reverência na adoração a Deus.

    Mas não critica a vestimenta provocante das mulheres, nem a indiferença dos que fumam e bebem, e nem dos que entram no templo de bermudas e sandálias.
    E dos jovens que preferem ir aos biles funk do mundo ao invés de estar no culto louvando a Deus como estátuas, sem poder expressar sua liberdade de adoraçao nem seus sentimentos de estar na presença de Deus.

    Não precisamos nos conformar com este século, mas adaptar-nos às realidades não quer dizer que aceitamos o que o mundo oferece.

     
  168. Rev.Ludgero

    24 janeiro, 2008 at 5:14 pm

    Estimado irmão
    Rev. Ricardo Davis

    “Seja a paz de Cristo o árbitro em vossos corações…”

    Todas as participações do distinto irmão foram postadas, indistintamente. Imagino que alguma delas não nos tenha chegado, como o irmão alega ter enviado. Mande-as novamente e terei o maior prazer em divulgá-las, como fizemos sem restrições. Em vindo em linguagem urbana e buscando-se evitar ataques pessoais, sempre serão bem-vindas, visto que o espaço busca o convencimento e não o confronto pessoal.

    Não quis colocar minhas interferências em reposta às suas participações no blog, visto que o seu ataque era, em muito, dirigido à minha pessoa. Eu tinha planejado um espaço de discussão no blog, preso aos temas relevantes de nossa amada IPB e não a pessoas. Creio que as respostas, dirigidas às suas inquietudes, foram todas adequadamente respondidas.

    Seu irmão

    Rev. Ludgero Morais
    Secretário Executivo do Supremo Concílio da
    Igreja Presbiteriana do Brasil

     
  169. Rev. Ricardo Davis

    24 janeiro, 2008 at 6:57 pm

    Irmãos, acrescentei esta frase para poder ser recebida pelo WordPress.com
    Amado irmão Reverendo Jedeias Almeida,
    Reverendo, desculpa a minha ignorância mais uma vez, que, aliás, estou impressionado com a paciência dos senhores em quererem me ajudar. Então me ajude e responda: O senhor diz que a CE / SC – IPB, recebeu poderes para tratar da matéria sobre coreografia e que a CE / SC funcionou como uma Comissão Especial, se caso for, a aplicação de uma lei ou algo parecido na forma de ementa, não deveria depender do relatório final apresentado. Note querido colega: Nós temos uma ementa que diz sobre “expressões corporais acentuadas” de resolução da Reunião Ordinária do Supremo Concílio de 1998, APROVADA em Plenário, e agora temos uma outra resolução da Comissão Executiva que… Funcionou como Comissão Especial, e se eu não estiver enganado, uma Comissão Especial é aquela que “… recebem poderes específicos para tratar, em definitivo, de certos assuntos e cujo mandato se extinguirá ao apresentar o relatório final”, 30, Art. 99, seção 1ª, Capítulo VI. Então eu posso entender que a CE / SC – IPB, na forma de ‘Comissão Especial’ dará antes de qualquer aplicação de sua conclusão, o relatório ao Supremo Concílio?
    Sim, mas… Houve uma resolução e aplicação da mesma aos concílios em toda a sua extensão e o senhor diz que a CE / SC – IPB reunida em março de 2007, tinha plenos poderes, tal qual o Supremo Concílio em sua Reunião, no Plenário, para tomar decisões, ou seja, resolver e aplicar imediatamente. Entendo!
    Mas, Reverendo… Agora eu fiquei mais confuso ainda, pois a CI também diz no parágrafo único, seção 2ª, Capitulo VI que “Nenhuma Comissão Executiva tem a faculdade de legislar ou de revogar resolução tomada pelo respectivo concílio. Poderá, entretanto, quando ocorrerem motivos sérios, pelo voto unânime dos seus membros, alterar resoluções do mesmo. Poderá também, em casos especiais, suspender a execução de medidas votadas, até a imediata reunião do concílio”. Reverendo, talvez tenha havida uma necessidade extrema de se alterar a resolução de 1998 que se refere apenas as “expressões corporais acentuadas”, e diante da necessidade houve o acréscimo de ‘coreografias”. Mas, para mudar uma resolução não era preciso o voto unânime de todos os membros? É, eu acho que não algum registro disso. Mas… Achar não é cientifico, então pra que se preocupar com isso!
    Amigo e colega, antes de encerrar eu só queria entender mais uma coisa: Eu li certo quando diz no parágrafo único da seção 5ª, Capitulo V, que compete apenas ao Supremo Concilio executar o preceito A que estabelece regras de liturgias? Acho que li… Mas, estou novamente fugindo ao critério cientifico dizendo acho, desculpe, pois é só um acho, nada mais do que isso. Abraços irmão e colega.

     
  170. Jorge Corrêa

    24 janeiro, 2008 at 7:44 pm

    Caro Rev. Ricardo Davis
    Estive lendo sua dúvidas primeiramente e depois não sei se posso dizer que suas palavras destinadas ao Rev. Normando eram sinceras ou não, mas quero participar um pouco sobre este assunto. estava na CE?SC e subscrevi e resolução. Este foi um dos assuntos remanescente do SC/IPB 2007, assim a CE, quando tratou do assunto tratou como se fosse o Plenário do SC, pois recebeu poderes para tal. Assim não foi nenhuma incoerência ou desobediência aos nossos Concílios a resolução, com AVANÇO como bem disse o Rev. Normando. Então a CE?SC 2007, poderia até mesmo revogar a resolução anterior.
    Agora quanto as necessidades observadas para tal resolução é que temos o Manual Liturgico, que tras os passos para a ordenação, e lá quando todos nós Oficiais, somos Ordenados, o que é feito no Culto, prometemos diante de Deus e também do Concílio que nos imporá as mãos e também das pessoas que ali estão, aceitação dos nossos Símbolos de Fé, e quendo somos recebidos como membros da Igreja prometemos nos submeter aos nossos oficiais (Conselho), que é inicialmente quem trata conosc o como membros da Igreja.
    Assim a CE/SC tratou do assun to como Concílio, e esta é a decisão do SC sobre o assunto, até que cheguemos em 2010, e se algum Presbitério apresentar algum documento questionando a resolução, então so SC poderá tomar nova resolução, até lá esta é a resolução não da CE, mas da Igreja.
    E ademais é bom nos tratarmos com cordialidade de respeito, pois esta é uma das regras parlamentares, contidas nos regimentos internos dos nossos concílios.
    E a resolução é bastante pertinente, quando encontramos inúmeras igrejas e ministros envolvidos com elementos estranhos ao Culto (Instituído por Deus), que mais procuram satisfazer a sandice e os desejos humanos, do que cumprir o que preceitua e determina a Escritura para tal. O Culto não pode ser antropocêntrico ou ser recheado de elementos que satisfazem ao adorador e não ao Adorado. Podemos perceber claramente do desagrado de Deus para o ‘culto’ que os homens procuram apresentar (baseados em si mesmo). Por isso a resolução é oportuna e deve ser obedecida até que nova resolução seja tomada pela IPB.
    Que o Senhor nos continue abençoando.
    Jorge Corrêa

     
  171. Rev. Normando

    25 janeiro, 2008 at 7:12 am

    Prezado Rev. Ricardo:
    1- Não me manifestei antes por estar viajando;
    2- Obrigado por destacar o erro de digitação. Realmente onde se lê “suja”, leia-se “sua”;
    3- Quanto à pertinência da resolução da CE/SC, agradeço ao Rev. Jedeías pela resposta esclarecedora. É isso mesmo. A resolução está na mais perfeita ordem;
    4- O nosso SE cumpriu bem o dever de divulgar os termos da resolução que deve ser obedecida por todos nós. Dentro da liberdade que o nosso belo sistema presbiteriano nos garante, caso alguém discorde do teor dessa resolução, poderá seguir os caminhos estabelecidos na CI para expor o seu posicionamento e pedir providências. Enquanto, porém, a resolução estiver em vigor, é nosso dever obedecê-la.
    5- Louvo a Deus pela fidelidade bíblica da nossa denominação e, conseqüentemente, pelo seu zelo quanto ao culto do nosso Deus!

     
  172. Rev. Normando

    25 janeiro, 2008 at 7:21 am

    Prezado irmão Edgar:
    A IPB é bíblica também quanto à vestimenta. O princípio bíblico da modéstia,decência e bom senso (1 Timóteo 2.9,10) deve ser obedecido e ensinado pelos pastores do rebanho. Onde esses princípios não são ensinados, há negligência.
    Quanto a beber, fumar, participar de bailes, etc. compete àqueles que tomam conhecimento dessas faltas, denunciá-las aos concílios competentes para a devida correção. Se na região do irmão isso acontece, como servo de Deus interessado no bem do faltoso e na pureza da Igreja, o sr. deve denunciar.A Igreja Presbiteriana não é tolerante para com as poráticas citadas pelo irmão. Esse tipo de comportamento incompatível com a fé evangélica não é prática comum em nossas igrejas. Onde há, precisa ser corrigido com a ajuda dos que dela têm conhecimento.

     
  173. Rev. Normando

    25 janeiro, 2008 at 1:52 pm

    Prezado irmão Edgar:
    Creio que nós pastores (Presbíteros regentes e docentes) temos o dever especial da correção de todos os desvios que percebermos na Igreja que o SENHOR nos confiou.Ésse deve se estende a todos os crentes (Cl 3.16 e Gl 6.1,2).As práticas que o sr. apontou são, de fato, incompatíveis com a fé bíblica. Graças a Deus a nossa amada IPB não é tolerante para com elas. Sempre que soubermos de casos assim, devemos seguir a metologia bíblica para a correção. Devemos confrontar os irmãos faltosos pessoalmente, tendo o ensino bíblico como referência, e, se necessário for, até denunciá-los nos concílios competentes. Devemos sempre, com mansidão e espírito de brandura, buscar o bem dos faltosos e a pureza da igreja. Esse procedimento é pertinente no caso dos desvios apontados pelo irmão como no caso de quaqluer outra falta que fira a paz, a unidade e a pureza da Igreja.
    Oremos, irmão, para que o nosso Deus, por Sua misericórdia, continue nos aperfeiçoando em santidade, para a Sua própria glória!

     
  174. luciano

    26 janeiro, 2008 at 1:24 pm

    Ainda não entendo quais processos biblicos podem ser indicados em proibir coreografia, palmas, etc.Se esse é um modo aceito na comunidade local, qual força externa pode propor custumes ?A bem da verdade nós na maioria das igrejas não nos sentimos confortados em ver pastores com algo parecido a ‘batina’ de padres, em varias igrejas tradicionalistas, não afirmamos que os irmãos ‘das catedrais’ estão se afastando daquilo que achamos ser puro.Por que não aceitar isso ou aquilo visto que, nossos custumes liturgicos foram importados da Europa protestante !Um abraço a todos.

     
  175. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    27 janeiro, 2008 at 12:43 pm

    Amado Rev: Ricardo Davis.

    Gostaria que o amado irmão se manifeste , sobre as barbaridades relatadadas por mim neste blog, quanto a invasão pentecostal.
    Esta acontecendo em uma de nossas igreja, aqui em minha cidade.. Tudo começou com dancinhas.
    meu e-mail é ;
    carloslysias@terra.com.br

    Que Deus o abençoe.

     
  176. alvaro vieira

    28 janeiro, 2008 at 10:43 pm

    olá amados!!
    acho que devemmos deixar irmãos, nossas emoçoes egocêntricas de lado.
    pode ser que tudo seja uma questão meramente cultural….
    como falar que jesus é o “pão da vida” na áfrica sendo que lá nem pão tem direito? talvez “mandioca da vida” caísse melhor.
    cmo pensar num culto na áfrica sem danças, sendo que lá é cultural isso, é rito?
    na europa as coisas não são assim, e nosso modelo é europeu.
    pensemos amados se Deus está mesmo interessado ou preocupado de verdade com tais coisas…….
    não faço apoligia, mas só vejo a questão de um ânglo diferenciado aqui…….
    estamos ok?! abração á todos…..

     
  177. jhoelton

    28 janeiro, 2008 at 11:36 pm

    graça e paz meus irmaos desculpa mais sou compretamente contra a descisao de nao poder dançar Deus nas suas escrituras disse que Devi nas suas escrituras se apresentou perante Jesus dançando isso vcs tem que concordar pois esta na bliblia…
    outra coisa eu sou jovem tenho apenas 18 anos se nao posso me divertir dentro da igreja vou me divertir a onde a igreja deve ser um lugar pra nois se sentir bem e nao se sentir oprimido e sem liberdade se Deus falar em nossos coraçoes pra dançar axo que devemos dançar sim…pois devemos glorificar a Deus com todo meu corpo…sou da igreja presbiteriana do brasil de amambai amo minha igreja so axo que vcs tomam decisoes sem pensar nos jovens da igreja e me desculpam a forma de falar mais vcs so estao pensando em vcs mesmo que sao mais velhos!!! se vcs pensam ao contrario espero que vcs me retormem meu comentario esse e meu e-mail jhoeglc@hotmail.com fiquem com Deus e so penso que pense mais um pouco em nois que somos jovens….desculpa por algo Deus abençoe vcs….espero resposta ancioso….

     
  178. gabriel cezar de rezende

    29 janeiro, 2008 at 11:45 am

    GRAÇA E PAZ DA PARTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. IRMÃOS ENQUANTO NÃO FOCARMOS QUE DEUS É SOBERANO E TUDO FAZ COMO LHE AGRADA,DISCUTIREMOS DEBATEREMOS E NÃO CHEGAREMOS A UM DENOMINADOR COMUM. QUE O SUPREMO CONCÍLIO AVALIE ESTAS QUESTÕES MAIS A FUNDO E TOME A POSIÇÃO DEBAIXO DA SOBERANIA DE DEUS.

     
  179. Rev.Ludgero

    30 janeiro, 2008 at 12:11 pm

    Estimados irmãos

    As participações em nosso blog são reveladoras. Grande parte delas mostra por quê rumos a Igreja Presbiteriana do Brasil tem andado. Uma igreja continental e que pouco contato tem com as decisões de nossos concílios, mesmo tendo e, ainda que estas decisões se tornem conhecidas, ainda assim, tem sido desrespeitadas.

    Não são poucos que colocam em dúvida a responsabilidade do secretário executivo em fazer chegar aos interessados as decisões do concílio maior ou de sua comissão executiva. Devemos nos lembrar, ainda que este não seja o tema tratado aqui em nosso blog, que o secretario executivo tem, entre as suas diversas responsabilidades, as seguintes funções:

    Art.6 – Compete ao Secretário Executivo:
    a) Cumprir e fazer cumprir as deliberações do Supremo Concílio e de sua Comissão Executiva, exceto as que forem especificamente atribuídas a determinada pessoa ou comissão;
    b) Movimentar as atividades da Igreja, sob a orientação da Comissão Executiva, fiscalizando a execução das medidas tomadas pelo Supremo Concílio ou por sua Comissão Executiva;
    c) Cuidar do arquivo e da correspondência da Igreja;
    e) Publicar no órgão oficial o resumo das atas;
    g) Trazer o Presidente constantemente informado de todos os pormenores importantes da vida e dos trabalhos da Igreja;
    h) Informar a Comissão Executiva dos trabalhos que o plenário determinou que fossem executados;
    l) Visitar, na medida do possível, os principais centros e instituições da Igreja, a fim de se pôr ao par da vida eclesiástica e incentivar a sua marcha;

    Art.103 – O secretário executivo do Supremo Concílio tem por função cumprir e fazer cumprir as deliberações do referido órgão ou de sua Comissão Executiva, movimentar as atividades da Igreja sob a orientação da aludida comissão e cuidar do arquivo e da correspondência da Igreja.

    Os concílios de nossa igreja, sejam eles conselhos, presbitérios, sínodos e supremo concílio, tem a seguinte competência geral:

    Art.70 – Compete aos Concílios:
    a) dar testemunho contra erros de doutrina e prática;
    b) exigir obediência aos preceitos de Nosso Senhor Jesus Cristo, conforme a Palavra de Deus;
    d) velar pelo fiel cumprimento da presente Constituição;
    e) cumprir e fazer cumprir com zelo e eficiência as suas determinações, bem como as ordens e resoluções dos Concílios superiores;

    Quando trata das funções da Comissão Executiva do Supremo Concílio, entre várias de suas atribuições, afirma:

    Art.3 – Compete à Comissão Executiva:
    h) Zelar pela pronta e fiel execução das ordens emanadas do plenário do Supremo Concílio (Constituição Artigo 104, alínea “a”);

    Coloco estes artigos acima, simplesmente para mostrar em onde estão fundamentadas as iniciativas do secretário executivo em enviar correspondência a todas as igrejas locais, presbitérios e sínodos de nossa IPB, comunicando decisão da Comissão Executiva.

    A Comissão Executiva não acrescentou absolutamente nada, mas fez exarar somente o que afirma nossa Confissão de Fé e alguns textos das Escrituras. Mas, mesmo que tivesse agregado novas noções à sua determinação, o fez visto ter recebido poderes do Supremo Concílio, para tratar, em definitivo, da matéria.

    Se o secretário executivo pode “ Visitar… os principais centros e instituições da Igreja, a fim de se pôr ao par da vida eclesiástica e incentivar a sua marcha;” ele o pode fazer através de meios protocolares como uma correspondência, incentivando a marcha da igreja.

    A marcha da igreja está definida supremamente nas Escrituras e as secundando, documentos tais como, os Princípios de Liturgia, a Confissão e os Catecismos da Igreja e nas decisões dos seus concílios.

    Os nossos Princípios de Liturgia falam a respeito do culto que prestamos a Deus da seguinte maneira:
    Art.7 – O culto público é um ato religioso, através do qual o povo de Deus adora o Senhor, entrando em comunhão com ele, fazendo-lhe confissão de pecados e buscando, pela mediação de Jesus Cristo, o perdão, a santificação da vida e o crescimento espiritual. É ocasião oportuna para proclamação da mensagem redentora do Evangelho de Cristo e para doutrinação e congraçamento dos crentes.
    Art.8 – O culto público consta ordinariamente de leitura da Palavra de Deus, pregação, cânticos sagrados, orações e ofertas. A ministração dos sacramentos, quando realizada no culto público, faz parte dele.
    Parágrafo Único – Não se realizarão cultos em memória de pessoas falecidas.

    A Confissão de Fé da Igreja Presbiteriana do Brasil, em diversos dos seus capítulos, trata, direta e indiretamente, a respeito do culto público que prestamos a Deus. No capítulo sobre a “Liberdade Cristã”, (tema muito utilizado por aqueles que afirmam que temos completa liberdade de introduzir novidades no culto que prestamos a Deus) por exemplo, encontramos a seguinte afirmação:
    IV. Visto que os poderes que Deus ordenou, e a liberdade que Cristo comprou, não foram por Deus designados para destruir, mas para que mutuamente nos apoiemos e preservemos uns aos outros, resistem à ordenança de Deus os que, sob pretexto de liberdade cristã, se opõem a qualquer poder legítimo, civil ou religioso, ou ao exercício dele. Se publicarem opiniões ou mantiverem práticas contrárias à luz da natureza ou aos reconhecidos princípios do Cristianismo concernentes à fé, ao culto ou ao procedimento; se publicarem opiniões, ou mantiverem práticas contrárias ao poder da piedade ou que, por sua própria natureza ou pelo modo de publicá-las e mantê-las, são destrutivas da paz externa da Igreja e da ordem que Cristo estabeleceu nela, podem, de justiça ser processados e visitados com as censuras eclesiásticas.
    Ref. I Ped. 2:13-16; Heb. 13:17; Mat. 18:15-17; II Tess.3:14; Tito3:10; I Cor. 5:11-13; Rom. 16:17; II Tess. 3:6.

    No capítulo que trata do culto religioso e do domingo, faz-se a seguintes afirmativas:

    I. A luz da natureza mostra que há um Deus que tem domínio e soberania sobre tudo, que é bom e faz bem a todos, e que, portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido de todo o coração, de toda a alma e de toda a força; mas o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras.
    Ref. Rom. 1:20; Sal. 119:68, e 31:33; At. 14:17; Deut. 12:32; Mat. I5:9, e 4:9, 10; João 4:3, 24; Exo. 20:4-6.

    II. O culto religioso deve ser prestado a Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo – e só a ele; não deve ser prestado nem aos anjos, nem aos santos, nem a qualquer outra criatura; nem, depois da queda, deve ser prestado a Deus pela mediação de qualquer outro senão Cristo.
    Ref. João 5:23; Mat. 28:19; II Cor. 13:14; Col. 2:18; Apoc 19:10; Rom. l:25; João 14:6; I Tim. 2:5; Ef. 2:18; Col. 3:17.

    Os pontos a seguir tratam das partes do culto prestados a Deus:

    III. A oração com ações de graças, sendo uma parte especial do culto religioso, é por Deus exigida de todos os homens; e, para que seja aceita, deve ser feita em o nome do Filho, pelo auxílio do seu Espírito, segundo a sua vontade, e isto com inteligência, reverência, humildade, fervor, fé, amor e perseverança. Se for vocal, deve ser proferida em uma língua conhecida dos circunstantes.
    Ref. Fil. 4:6; I Tim. 2:1; Col. 4:2; Sal. 65:2, e 67:3; I Tess. 5:17-18; João 14:13-14; I Ped. 2:5; Rom. 8:26; Ef. 6:8; João 5:14; Sal. 47:7; Heb. 12:28; Gen. 18:27; Tiago 5:16; Ef. 6:18; I Cor. 14:14.

    IV. A oração deve ser feita por coisas lícitas e por todas as classes de homens que existem atualmente ou que existirão no futuro; mas não pelos mortos, nem por aqueles que se saiba terem cometido o pecado para a morte.
    Ref. Mat. 26:42; I Tim. 2:1-2; João 17:20; II Sam. 7:29, e 12:21-23; Luc. 16:25-26; I João 5: 16.

    V. A leitura das Escrituras com o temor divino, a sã pregação da palavra e a consciente atenção a ela em obediência a Deus, com inteligência, fé e reverência; o cantar salmos com graças no coração, bem como a devida administração e digna recepção dos sacramentos instituídos por Cristo – são partes do ordinário culto de Deus, além dos juramentos religiosos; votos, jejuns solenes e ações de graças em ocasiões especiais, tudo o que, em seus vários tempos e ocasiões próprias, deve ser usado de um modo santo e religioso.
    Ref. At. 15:21; Apoc. 1:3; II Tim. 4:2; Tiago 1:22: At. 10:33; Heb. 4:2; Col. 3:16; Ef. 5:19; Tiago 5:13; At. 16:25; Mat. 28:19; At. 2:42; Deut. 6:13; Ne. 10:29; Ec. 5:4-5; Joel 2:12; Mat. 9:15.

    VI. Agora, sob o Evangelho, nem a oração, nem qualquer outro ato do culto religioso é restrito a um certo lugar, nem se torna mais aceito por causa do lugar em que se ofereça ou para o qual se dirija, mas, Deus deve ser adorado em todo o lugar, em espírito e verdade – tanto em famílias diariamente e em secreto, estando cada um sozinho, como também mais solenemente em assembléias públicas, que não devem ser descuidosas, nem voluntariamente desprezadas nem abandonadas, sempre que Deus, pela sua providência, proporciona ocasião.
    Ref. João 5:21; Mal. 1:11; I Tim. 2:8; João 4:23-24; Jer. 10: 25; Jó 1:5; II Sam. 6:18-20; Deut. 6:6-7; Mat. 6: 11, e 6:6; Isa. 56:7; Heb. 10:25; Prov. 5:34; At. 2:42.

    VII. Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção do tempo seja destinada ao culto de Deus, assim também em sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens em todos os séculos, Deus designou particularmente um dia em sete para ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão.
    Ref. Exo. 20:8-11; Gen. 2:3; I Cor. 16:1-2; At. 20:7; Apoc.1:10; Mat. 5: 17-18.

    VIII. Este sábado é santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado os seus corações e de antemão ordenado os seus negócios ordinários, não só guardam, durante todo o dia, um santo descanso das suas próprias obras, palavras e pensamentos a respeito dos seus empregos seculares e das suas recreações, mas também ocupam todo o tempo em exercícios públicos e particulares de culto e nos deveres de necessidade e misericórdia.
    Ref. Exo. 16:23-26,29:30, e 31:15-16; Isa.58:13.

    Bem, irmãos, várias das participações em nosso blog, acima postadas, mostram claramente que o louvor está passando por uma revolução. Os alicerces de conceitos e atitudes, antes tomadas como parte de nossa tradição bíblica, estão sendo abalados.

    Está sendo perguntado por muitas pessoas: “que importância tem lançarmos mão de novos estilos, mais modernos, mais atraentes, a fim de mantermos os jovens na igreja?” “Porque não podemos realizar um culto mais do nosso agrado?” “O culto que a igreja presta a Deus vem de uma cultura européia, somos de uma cultura mais quente, o culto brasileiro tem que ser mais à moda brasileira.” E estas posições foram, juntamente com outras, postadas acima.

    Outros ainda, afirmam: “Continuo Reformado. Permaneço presbiteriano. Amo a IPB… mas ainda assim não acatarei decisão do Supremo Concílio e desconsiderarei decisão de sua Comissão Executiva.” Continuo Reformado, mantenho a Bíblia aberta em minhas mãos e colocarei como parte do culto que presto a Deus as danças litúrgicas.”

    Isto sem falar do total desrespeito às decisões dos concílios da igreja. Lembremos que a Comissão Executiva não acrescentou nada, nem formulou qualquer padrão de doutrina, mas simplesmente reafirmou decisões de nosso Supremo Concílio e colocou em destaque o que nossa Confissão de Fé e seus Catecismos afirmam quanto a este importante e vital tema de nossa fé – o culto que prestamos a Deus.

    Não argumentaremos novamente sobre o como a dança era utilizada no Antigo Testamento e como ela é mencionada no Novo Testamento. Os artigos que postamos acima já tratam destes aspectos (leiam). Nunca, jamais, em tempo algum, as danças foram utilizadas no tabernáculo ou no templo. Na verdade, o culto no Antigo Testamento era extremamente impeditivo e rigorosamente prescrito por Deus em Sua santa Palavra e as danças não eram incluídas. Ainda que fossem mencionadas no Antigo Testamento como expressão legítima da arte e do folclore, não foram utilizadas no templo.

    Por outro lado, se pudermos trocar ao nosso bel prazer o pão pela “mandioca” na celebração do sacramento da Ceia do Senhor, o que me garante que não possamos substituir o restante dos preceitos bíblicos por elementos de nossa criatividade? À guisa de exemplo, o mesmo argumento tem sido utilizado pelos que advogam a ordenação de homossexuais aos ofícios sagrados da igreja. É pura e simplesmente uma questão de cultura, usos e costumes. Não era parte da cultura de então, mas a nossa cultura de hoje não reclama, aceita, abraça – que seja incluída!

    As Escrituras deixaram de ser o padrão e a cultura passou a tomar o seu lugar.
    O problema com este “novo louvor” é que ele quebra todos os princípios bíblicos recuperados pela Reforma, trazendo de volta um culto muito mais ao estilo romanista do que ao estilo bíblico. A simplicidade do culto vai sendo substituída por gestos, líquidos e manifestação de energia e poderes de pessoas carismáticas ou habilidosas.

    Acima uma mãe, que entre dois males, prefere o menor, de evitar que seu filho vá a um baile punk, melhor que ele traga a dança do mundo para o ambiente do culto. E a confusão está instalada.

    Os que buscaram o convencimento por argumentos sólidos e bíblicos, podem encontrá-los sobejamente em artigos acima, dentre os quais cito os do Rev. Normando, o do Rev. Arival, modestamente, os que postei, que tratam, sem preconceitos e sem qualquer agressão, do tema que está proposto neste blog.

    Li todas as participações e não percebi qualquer linguajar agressivo, como alegado por um dos nossos irmãos que se prendeu mais a forma da comunicação da decisão do que a discussão de seu conteúdo.

    Os que não desejam se convencer, trarão argumentos que beiram a irreverência, como o da “mandioca”. Aliás, o estilo popular moderno de culto, busca o ambiente aberto, solto, lúdico, irreverente, díspares das descrições bíblicas e de nossa Confissão sobre a solenidade, reverência e santo temor que devem adornar o culto que prestamos a Deus.

    Tenho recebido diversos e-mails particulares e muitas palavras de incentivo quanto a oportunidade e ousadia de abrirmos este espaço para discutir assuntos desta relevância para a vida de nossa igreja. Creio que a importante pergunta que precisamos continuar fazendo é esta: “O que a Bíblia ensina sobre o conteúdo e a ordem de um culto de adoração em nossos dias?”

    Recomendo aos nossos queridos participantes que contribuam com estudos bíblicos sobre o culto que prestamos a Deus. Que respondamos a seguinte pergunta: “Como Deus quer ser adorado?”

    Ludgero Morais

     
  180. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    30 janeiro, 2008 at 2:59 pm

    Amado Rev Ludgero:

    Parabéns pela última carta postada. Realmente tem irmãos que não entendenram o objeyivo deste blog.
    Continuarei lutando em prol dos principios bíblico, recuperados pela reforma.
    Quanto aos problemas grave em minha igreja, referente a invãsão pentecostal, estamos preste a dialogar com o presbitério,e posteriormente com o sínodo.
    Esperamos resolver , pois esta insuportavel.

    Que Deus o abençoe.

    carloslysias@terra.com.br

     
  181. Rev. Normando

    30 janeiro, 2008 at 7:38 pm

    Rev. Ludgero e demais irmãos:
    A meu ver, foi muito oportuna a transcrição dos artigos da nossa CI e RI dos concílios e também dos capítulos da nossa Confissão de Fé. Penso que servirão para o esclarecimento dos nossos queridos irmãos, quem sabe novos convertidos, que terão acesso às nossas discussões. Graças a Deus, os nossos símbolos de fé, a nossa CI e as resoluções do nosso SC tem sempre se fundamentado na Palavra. Naquilo que formos convencidos de que estamos interpretando equivocadamente, prontamente devemos buscar a correção, tendo sempre as Escrituras (não a cultura)como referência.
    Compreendo perfeitamente que irmãos novos na fé ainda tenham dúvidas quanto ao que os nossos símbolos de fé afirmam sobre os princípios norteadores do culto “em espírito e em verdade”. O que me inquieta é que muitos dos nossos presbíteros (docentes e regentes) que afirmaram aceitar o governo da IPB e os símbolos de fé que adotamos como interpretação fiel das Escrituras, neguem essa afirmação nas suas práticas. Será que se comprometeram sem conhecer ou não estão levando a sério esse compromisso?
    Embora as diversas opiniões aqui apresentadas revelem que, de fato, há grande diversidade de pensamento e prática no seio da nossa IPB, ainda sou muito otimista em relação ao seu futuro por, pelo menos, dois motivos:1- Oficialmente a nossa IPB é firme, bíblica. Temos, portanto, referência e autoridade para lutar; 2- Os nossos seminários, sob a competente supervisão da nossa JET, tem melhorado (alguns deles, de forma especial). Assim, a médio prazo, esperamos que a firmeza doutrinária, reformada, bíblica, se espalhe pelos diversos campos da nossa amada denominação.
    Oremos, irmãos, para que o nosso Deus tenha misericórdia de nós e nos ilumine o entendimento para que, por meio do verdadeiro avivamento espiritual, apeguemo-nos à Palavra Fiel e sejamos verdadeiros adoradores, “utensílios para honra, santificados e úteis ao nosso possuidor”. Que Deus nos livre e livre a nossa IPB de deixarmos de ser parte da Igreja do Deus Vivo para sermos sinagoga de satanás, a exemplo de tantas denominações que abandonaram a sã doutrina (Desvio que se reflete imediatamente no culto).
    Abraços
    Normando

     
  182. alvaro vieira

    30 janeiro, 2008 at 10:07 pm

    olá amados, olá pastor Ludgero……

    belíssimas palavras! palavras de alguém que vem andando com Deus e se apoiando na santa escritura em todo tempo!
    só queria desfazer uma expressão mal interpretada: sobre a questão da “mandioca da vida”, foi só uma forma de mostrar que, devido a questão social da áfrica, as vezes podem ter pessoas por lá que não conhecem o “pão”( e que desperta o lado psicológico em nós).
    disse isso, tal colocação não foi no sentido de ironizar o símbolo que o “pão da vida ” tem, todos sabemos disso.
    sobre a questâ: “como Deus quer ser adorado?”…..sempre tenho indagado isso com meus mestres e com a UMP, tal colocação, creio eu, é a ação do Espírito Santo na IPB, testificando abordagens que se fizeram necessárias.
    portanto, caso houveram interpretações equivocadas, fica aqui meu pedido de desculpas……….ok, reverendo?!

    abraço aos amados,
    alvaro

     
  183. Rev. Normando

    31 janeiro, 2008 at 10:34 am

    Rev. Jorge Correa:
    A sua exposição é clara e pertinente. Obrigado por sua intervenção!
    Abraços
    Normando

     
  184. Rev.Ludgero

    31 janeiro, 2008 at 11:27 am

    Caro irmão Alvaro

    A questão da adaptação ao meio é um argumentos que tem sido utilizado. Por isto quanto cito a questão do uso desta raiz da família das euforbiáceas (manihot utilissima) é simplesmente para mostrar o perigo desta adaptação.

    Temos insistido que o culto não é culturalmente determinado, não é determinado pelo gosto individual, não é determinado democraticamente pelo voto da maioria, nem mesmo por informações espertas e novas de um espírito santo (coloquei em letra minúscula propositadamente, visto que o Espírito Santo sempre harmoniza com as Escrituras e as Escrituras com o Espírito Santo).

    O culto é determinado pela Palavra de Deus.

    Alvaro, se a sua pergunta é também esta: “Como Deus quer ser adorado?” Vá ao texto das Escrituras e você encontrará a resposta. Lembre que várias práticas admitidas nas Escrituras, tratam da vida como um todo, contudo, nem todas são aplicáveis ao culto. Isto tem a ver com a dança, expressão legítima da arte, do folclore, mas jamais foi usada no templo e nem no tabernáculo.

    Meu abraço

    Ludgero

     
  185. Ricardo Davis

    31 janeiro, 2008 at 11:59 pm

    Queridos Irmãos,
    Eu continuo sem uma resposta lógica sobre o “fogo estranho”, por favor, será que eu não poderia ler algo mais cientifico? Houve um erro de hermenêutica quando contextualizaram o caso dos filhos de Arão, que se refere a intenção deles e não ao objeto queimado como algo novo. Os senhores não podiam colocar esse texto como base a reprovação da coreografia. Se os irmãos querem proibir, que seja, mas não usando este texto de Levitico. E digo isso com todo o respeito aos senhores, mas erro é erro e deve ser consertado de um jeito ou de outro. Desculpem a insistência, mas somos presbiterianos e isto é o que somos.

    Também não ouvi nenhuma explicação convincente sobre o que chamaram a Igreja Presbiteriana de desviada das Escrituras Sagradas e sem santidade, como lemos na carta enviada aos Pastores e Presbíteros. Estou esperando um desculpa a tal julgamento.

    E não vi nenhuma demonstração de reconhecimento em respeito a figura do “Reverendo e Presbítero” por taxá-los de infiéis, mocos e etc.

    Como já disse, se a Igreja decidir em sua reunião proibir coreografia, palmas, bateria, se mover no púlpito na hora da mensagem, usar corinhos e etc, etc, etc, no mesmo instante aplicarei as decisões como exige a CI e tomarei decisões precisas a minha vida e ao meu ministério. Sou e serei fiel a IPB, não por conveniência, mas por convicção. Mas, para registro, apenas por questão de ordem em cumprimento a CI e respeito a sua fidelidade as Escrituras Sagradas.

    Desculpem ter escrito novamente, mas me senti na obrigação. Sim, fiz o que fiz, postando neste debate por ser presbiteriano e não aceitar os equívocos cometidos. Abraços a todos.

     
  186. Rev.Ludgero

    1 fevereiro, 2008 at 1:12 pm

    SC-IPB/98 – DOC. CXIII – Quanto ao Doc. N.º 180 – do Presbitério de Magé, Sínodo Leste Fluminense, referente ao “bater palmas” e “forte expressão corporal” nos cultos, O SC/IPB-98, em Sua XXXIV Reunião Ordinária, Considerando:
    1) Que os Princípios de Liturgia da IPB prescrevem no Capítulo III, Arts. 7 e 8, que “O Culto público é um ato religioso, através do qual o povo de Deus adora o Senhor, entrando em comunhão com Ele, fazendo-lhe confissão de pecados e buscando pela mediação de Jesus Cristo, o perdão, a santificação da vida e o crescimento espiritual….”, constando “ordinariamente de leitura da Palavra de Deus, pregação, cânticos sagrados, orações e ofertas….”;

    2) Que a vida cristã em todas as suas facetas é integral, e o culto a Deus como manifestação responsiva do seu povo, envolve a emoção, a vontade e a razão;

    3) Que dentro da compreensão Reformada do Novo Testamento, no culto além da sinceridade do adorador e obediência aos preceitos bíblicos, no que concerne ao participante deve predominar a inteligibilidade da adoração (Rm 12.1-2);

    4) Que “… O modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer outra maneira não prescrita na Santa Escritura.” (Confissão de Westminster, 21.1).

    5) Que o Culto é a nossa mais nobre atividade, colocando o espírito humano em comunicação com Deus eterno.

    6) Que a ênfase acentuada no movimento físico durante o culto, além de não se constituir em praxe presbiteriana, não contribui para a sua inteligibilidade, antes, propicia desvios do sentido mais profundamente bíblico da adoração cristã.

    7) A urgência de um posicionamento da Igreja no que se refere às variadas e até mesmo contraditórias manifestações litúrgicas em nossa Igreja.

    Resolve:
    1) Lembrar que entre as funções privativas do Pastor, está: “orientar e supervisionar a liturgia na igreja de que é pastor” (CI/IPB. Art. 31, “d”), tendo este no ato de sua Ordenação ao Sagrado Ministério reafirmado “sua crença nas Escrituras Sagradas como a Palavra de Deus, bem como a sua lealdade à Confissão de Fé, aos Catecismos e à Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil”. (Princípios de Liturgia, Cap. XIV, Art. 33).

    2) Determinar que os Sínodos e Presbitérios cumpram o que prescreve os Princípios de Liturgia/IPB, Cap. III, Arts. 7 e 8, e zelem para que façam o mesmo os Pastores e Igrejas por eles jurisdicionadas,

    3) Recomendar que os Sínodos e Presbitérios promovam simpósios regionais sobre os Princípios Bíblicos-Reformados da Adoração Cristã.

    CE-SC/IPB-2007 – DOC. CLXXXVII – Quanto ao documento
    198 –Ementa: Quanto aos Docs. 116, 160 166 – Consulta, proposta e
    solicitação de posicionamento quanto a práticas litúrgicas. Aprovado o
    Substitutivo – Considerando:

    1. Que segundo as Escrituras o culto a Deus é a razão principal da existência humana e que na história do povo de Deus nelas registrada fica bem claro que as crises espirituais causam a negligência na adoração e displicência quanto ã forma de adorar, atitudes sempre reprovadas pelo Senhor e que, por outro lado, tempos de reforma e reavivamentos espirituais trazem como conseqüência a purificação do culto, tendo “a lei do Senhor” como referência;

    2. Que a Confissão de Fé de Westminster, fundamentada na Bíblia, afirma ser a forma de celebrar o culto público, elemento determinante para que as igrejas particulares sejam mais ou menos puras ( CFW, Cap.XXV,4); 3. A Diversidade de opiniões teológicas quanto à matéria, mesmo dentro da ortodoxia reformada, evidenciada pelo grande número de publicações existentes; A CE-SC/IPB-2007

    Resolve:
    1. Reafirmar o princípio reformado estabelecido pela Confissão de Fé de Westminster de que: “O modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo e é tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas santas Escrituras” (CFW, Cap. XXI,1).

    2. Determinar que seja mantida e reforçada a tradição reformada que se reflete em decisões anteriores do SC/IPB sobre a matéria que, sempre fundamentado nas Escrituras, têm reconhecido e proclamado a santidade do culto que deve ser oferecido a Deus, pela mediação única de Cristo, com reverência e santo temor, na exclusiva dependência do Espírito Santo para que haja também a verdadeira alegria espiritual ( Cf Sl 51.12,15) e que são inconvenientes todas as formas que possam distanciar os adoradores desses princípios, sendo que dentre essas normas inconvenientes, conforme já declarado pelo SC/1998, encontram-se as expressões corporais acentuadas, podendo ser incluídas entre as quais, práticas tais como danças litúrgicas e coreografias;

    3. Determinar aos ministros (Cf. art. 31, alínea “d” da CI) e aos presbitérios (Cf. art. 88, alínea “e” da CI) que sejam zelosos quanto ao santo culto do Senhor, repudiando todo “fogo estranho”, não ordenado na Palavra, e que, conseqüentemente, provoca a sua santa ira sobre os displicentes e infiéis ( Cf Levítico 10.1-7; Malaquias 1.6-14 e João 4.24)

    O que significa “fogo estranho”?
    Nadabe e Abiú, que foram mortos por terem entrado na presença de Deus com “fogo estranho” em seus incensários.
    O que seria o “fogo estranho”? Simplesmente as suas próprias obras ou qualquer culto, conforme diz nossa Confissão de Fé, não prescrito.
    O incensário devia ser aceso, usando se para isso brasas tiradas do próprio altar do sacrifício. Nadabe e Abiú acenderam seus incensários com fogo que eles mesmos produziram, e foram mortos.
    O acesso à presença de Deus só pode ser segundo o que Ele prescreveu em sua Palavra. Portanto, se as danças litúrgicas não estão prescritas para o uso da adoração no templo, usá-la é utilizar-se de “fogo estranho”.
    Qualquer que tentar ter acesso à presença de Deus com base em suas próprias obras não subsistirá. As brasas tinham que ser tiradas do altar onde o cordeiro havia sido queimado. A adoração e o louvor, e as orações, que hoje oferecemos a Deus como incenso de aroma suave, só podem entrar na Sua presença se forem produzidas em nós pelo sacrifício de Cristo; pelo fogo que um dia consumiu a oferta: o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
    Deus requereu que o adoremos e “… o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer outra maneira não prescrita na Santa Escritura.” (Confissão de Westminster, 21.1). Tudo o que passa disto é como se estivéssemos andando pelas veredas de Nadabe e Abiú.

     
  187. Rev.Ludgero

    1 fevereiro, 2008 at 1:13 pm

    Refletindo sobre a Adoração e o Culto Cristão
    Valdeci dos Santos
    Introdução
    Até mesmo uma análise simples e rápida sobre o tema em foco é suficiente para convencer-nos de que a “verdadeira adoração é a mais alta e nobre atividade da qual o homem, pela graça de Deus, é capaz.”[1] O tema “adoração” possui profundas implicações escatológicas, pois “desde que a adoração será central na vida do céu (Apocalipse 4.8-11; 5.9-14; 7.9-17; 11.15-18; 15.2-4 e 19.1-10), ela deve ser central na vida da igreja na terra.”[2] Além do mais, o puritano John Owen nos lembra que a verdadeira adoração, ainda que oferecida na terra, é conectada nos céus.[3] Outro elemento de importância da adoração é resultante da aplicação da máxima cristã lex orandi, lex credendi, cuja tradução pode ser “o que se ora, é o que se crê.” Segundo este princípio, adoração e teologia caminham juntas e grande parte de nossa teologia (certa ou errada), é influenciada por nossa liturgia (forma de adoração).[4]
    Charles R. Swindoll e Mark Earey corretamente chamam nossa atenção para importantes efeitos interiores da verdadeira adoração. Swindoll relembra-nos que a adoração alarga nossos horizontes e nos descentraliza de nosso ego, enfraquece nossos temores, altera nossas perspectivas e nos mostra o lado digno do nosso trabalho diário.[5] Neste sentido, Earey afirma que a adoração é potencialmente uma experiência de cura.[6] Potencialmente, porque uma adoração corrompida traz mais enfermidades do que geralmente percebemos (1 Coríntios 11.30). Finalmente, a verdadeira adoração é o objetivo e o combustível da atividade missionária.[7] Ela é o objetivo no sentido de que missões almejam trazer pessoas ao regozijo e à adoração do verdadeiro Deus. Também, real comprometimento na obra missionária é fruto de um coração devotado ao Senhor. Portanto, missões começam e terminam com adoração.
    Qualquer pesquisa sobre a adoração evidencia um renovado interesse neste assunto nos últimos dias.[8] A grande força motora para a transferência de membros entre igrejas já não é mais o aspecto doutrinário, geográfico ou o ensino bíblico, mas o estilo de adoração e culto. Mark Earey lembra-nos que vivemos em uma cultura consumista e todos nós “assumimos que escolhemos nosso local de adoração da mesma maneira que escolhemos nosso local de compras ou de assistir a um filme…é tudo baseado nos nossos direitos ao invés de em nossas responsabilidades.”[9] Como resultado imediato, nada mais parece estável ou sólido em relação ao tópico da adoração cristã, mas a controvérsia domina nossa conversação sobre o assunto.[10] Tudo isto nos leva a concluir que havia um elemento profético na afirmação do pastor canadense A. W. Tozer de que a verdadeira adoração “é a jóia perdida da igreja cristã.”[11]
    O presente artigo propõe uma reflexão tridimensional sobre a adoração e o culto cristão. Tal reflexão envolve: 1) uma visão geral sobre o ensinamento bíblico a respeito do assunto, 2) uma análise de alguns dos principais fatores que têm desviado o foco cristão da verdadeira adoração, e 3) uma proposta de volta aos princípios teocêntricos existentes na adoração cristã. A pressuposição básica do autor, de que “a forma aceitável de se adorar o verdadeiro Deus é instituída por ele mesmo,”[12] vem do Puritanismo inglês do século XVII. Assim, como em qualquer outro assunto relevante para a igreja cristã, o supremo juíz neste caso é o Espírito Santo falando nas Escrituras.[13] Além disso, como o tema adoração é muito abrangente,[14] nossa reflexão será focalizada sobre a adoração pública, ou seja, o culto cristão.
    I. Adoração nas Escrituras
    Adoração é um assunto dominante em toda a Escritura. No Éden, a recusa do homem em obedecer a Deus incondicionalmente foi, num certo sentido, a recusa a uma adoração incondicional ao Senhor com base em sua vontade revelada (Gênesis 3.1-6). Por outro lado, o livro do Apocalipse descreve o destino final da igreja como uma comunidade adoradora na presença do Senhor (Apocalipse 19.1-8). A adoração como uma responsabilidade universal é um dos principais temas dos Salmos (22.27; 29.2; 66.4; 86.9; 95.6; 96.9, etc). Além do mais, os dois primeiros dos dez mandamentos convidam e dão as diretrizes para uma verdadeira adoração (Êxodo 20.1-6). A adoração corrompida e a idolatria estão entre as causas principais da manifestação do julgamento divino (II Reis 17.7-20; II Crônicas 26.16-20; Isaías 1.11-17; Amós 4.4-11; Romanos 1.21-32, etc.).
    No Antigo Testamento, portanto, a adoração era um dos alvos centrais na vida do povo de Deus. A construção e o lugar do Tabernáculo em Israel, por exemplo, evidenciam a ênfase na prioridade da adoração. Neste sentido, é interessante observar que cerca de 40 capítulos das Escrituras são dedicados à descrição, construção, dedicação e uso do Tabernáculo, enquanto que apenas dois são dedicados ao relato da criação. Além do mais, o Tabernáculo era posicionado no centro do acampamento israelita (Números 1.52-53 e 2.1-2), como referência à centralidade do culto para a nação. Podemos concordar, portanto, que a “tipologia do Antigo Testamento dá um lugar proeminente à adoração.”[15]
    No Novo Testamento, o anúncio e nascimento do Messias é respondido com adoração por Maria (Lucas 1.46-56), Zacarias (Lucas 1.68-79), os pastores e a milícia celestial (Lucas 2.8-16), os magos (Mateus 2.11) e Simeão (Lucas 2.28-35). Em recusa à proposta de Satanás, Jesus cita enfaticamente as Escrituras: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto” (Lucas 4.8). Jesus também evidenciou zelo pelo local dedicado ao culto público através da purificação do templo (João 2.13-17 e Mateus 21.12-17). Ele ainda ensinou à samaritana que a verdadeira adoração deve ser em espírito e em verdade (João 4.23-24), ultrapassando barreiras geográficas e culturais. E, mais uma vez, confirmando sua divindade aos discípulos, ele aceitou adoração (João 20.28).
    A Igreja Primitiva continuou olhando para a adoração como uma atividade diária e constante (Atos 2.42-47). Para os primeiros discípulos, como diz Mark Earey, “a adoração não era um tempo separado na vida diária; ela era a própria vida diária.”[16] Os acontecimentos imediatos à conversão de Paulo também nos ensinam que somos salvos para adorar (Atos 9.11).[17] O próprio apóstolo Paulo referiu-se mais tarde à vida cristã como um contínuo ato de adoração (Romanos 12.1-2). E em Hebreus temos explícito mandamento quanto à necessidade da adoração pública do povo de Deus (Hebreus 10.25). Por fim, o imperativo “adora a Deus” é uma das últimas admoestações do livro do Apocalipse (Apocalipse 22.9).
    Estes dados da Bíblia conduzem-nos a uma série de conclusões com respeito à adoração. Primeiro, Deus deseja adoração. Na verdade, ele ordena que o adoremos (Mateus 4.10), e ele próprio busca seus adoradores (João 4.23). É no contexto de adoração que o Senhor se revela como um Deus ciumento (Êxodo 20.4-5). Em vista disto, Everett F. Harrison afirma que “nenhuma ofensa a Deus se compara com o ato de negar sua singularidade e transferir a outro o reconhecimento [adoração] devido a ele.”[18] Em segundo lugar, somente Deus deve ser adorado. Esta verdade foi ressaltada por Jesus (Mateus 4.10) e é a essência dos dois primeiros mandamentos (Êxodo 20.3-5). Neste sentido, Clowney nos lembra que “a adoração torna-se primeiramente corrompida, não com a prostituição cultual ou rituais de sangue e sensualidade, mas na recusa humana em reconhecer o único e digno de absoluta e incondicional devoção.”[19] Posto que é tão fácil cair nesse erro, a existência de uma adoração cristã corrupta é uma possibilidade sempre presente.
    Uma terceira conclusão sobre a Bíblia e a adoração é o fato de que a verdadeira adoração é uma marca da fé salvadora. Um claro exemplo dessa verdade encontra-se em Filipenses 3.3, em que Paulo descreve três características da fé cristã: 1) a independência da carne, 2) a glória em Cristo, e 3) a adoração a Deus no Espírito. Intimamente relacionado com este princípio é o fato de que a adoração é uma atividade privada e corporativa. As duas coisas não são mutuamente exclusivas, mas recebem ênfase semelhante nas Escrituras (Mateus 6.6 e Hebreus 10.25). A salvação é individual, mas não nos confina ao individualismo nem ao isolamento. Como disse Matthew Henry: “A adoração pública não nos dispensa da adoração privada.”[20] O culto público é apenas uma porção da nossa vida de adoração.
    O quarto princípio explicitamente mencionado nas Escrituras é o de que nem toda adoração agrada a Deus. Há sempre o perigo de trazermos um “fogo estranho” diante do altar e trono do Senhor (Levítico 10.1-2) e contra o mesmo devemos estar sempre em guarda. Não apenas a adoração a falsos deuses é proibida nas Escrituras, mas também a adoração ao verdadeiro Deus com uma atitude errada (Malaquias 1.7-10; Isaías 1.11-15; Oséias 6.4-6; Amós 5.21; Mateus 5.23-26, etc.). Foi o entendimento dessa verdade que levou o reformador João Calvino a classificar a adoração distorcida como uma das necessidades de reforma da igreja cristã.[21]
    II. Riscos de Distorções
    Em Levítico 10 temos o registro não apenas da morte de Nadabe e Abiú, mas também somos instruídos sobre o fato de que o “fogo estranho” que eles trouxeram perante o Senhor consistia naquilo que era contrário aos mandamentos divinos quanto à adoração. Paulo repreendeu os cristãos de Corinto porque eles não se ajuntavam “para melhor, e sim para pior” (I Coríntios 11.17), e o mesmo fez Amós com a nação de Israel (Amós 4.4). Referências como essas — sobre a ira divina quanto a uma adoração distorcida — podem ser facilmente multiplicadas.
    Atualmente o grande interesse sobre o tema da adoração, as divergências sobre o assunto e as feridas causadas por discussões passadas são fortes indícios de que o enfoque cristão desse assunto tem sido distorcido em grande escala. John H. Amstrong, o editor da revista Reformation and Revival, acusa grande parte da adoração moderna de ser “McAdoração,” ou seja, comparando-a a um lanche popular, a algo produzido em escala industrial.[22] Concordando com esta opinião, Earey afirma que o público evangélico atual espera que as igrejas “providenciem um menu de diferentes e divergentes estilos de adoração e experiência.”[23] Porém, a perspectiva cristã bíblica e histórica sobre adoração não vê o culto público como focalizado na esperteza ou criatividade humana, mas na santidade de Deus.[24] É imprescindível corrigir o que temos feito de errado em termos de adoração; não apenas ter uma visão panorâmica sobre o assunto, mas também uma diagnose dos elementos de erro em nosso meio.
    Mencionaremos apenas alguns dos erros mais comuns entre o povo cristão, no que diz respeito à adoração. Uma mente zelosa e observadora certamente será capaz de diagnosticar outros tantos em seu próprio contexto imediato. A importância desse exercício pode ser vista, em parte, na conexão existente entre adoração e teologia. Assim como nossa teologia é influenciada por nossa liturgia (adoração), nossa liturgia, em certo ponto, é um reflexo de nossa teologia. Como resultado direto, uma teologia corrompida produzirá uma adoração distorcida. E como disse Calvino, “a adoração divina marcada por tantas opiniões falsas, e pervertida por tantas superstições ímpias e tolas, insulta a majestade sagrada de Deus com atrocidades, profana seu nome e sua glória.”[25]
    Um dos erros explícitos no meio cristão, especialmente refletido em nossa adoração, vem da influência do existencialismo. Ainda que o existencialismo seja uma filosofia abrangente e complexa, podemos afirmar que sua essência consiste na ênfase na experiência, antes que na razão.[26] A porta de entrada desta filosofia no meio protestante tem sido atribuída ao trabalho de Heidegger, Schleiermacher e até mesmo ao movimento carismático nos anos recentes.[27] A influência existencialista na adoração cristã é evidenciada pela atual ênfase aos sentimentos. Neste sentido, a liturgia contemporânea tem sido fortemente acusada de ser um meio para se atingir emoções.[28] Assim é que grande parte dos nossos cânticos e hinos são instrumentos de auto-ajuda e auto-aceitação, e muitas das nossas orações são meios de auto-reconciliação. O resultado final é que podemos ir para casa “descarregados” e nos sentindo bem, mas sem termos adorado verdadeiramente.
    Outro elemento estranho presente na adoração contemporânea é a ênfase humanística. James M. Boice corretamente afirma que nossa geração é centralizada no homem e infelizmente “a igreja, traiçoeiramente, tem se tornado egocêntrica.”[29] Um dos meios pelos quais essa ênfase humanística em nosso meio se manifesta é através de nossa busca frenética por entretenimento. Vivemos em uma era tecnológica onde a distração e o entretenimento tornaram-se a ordem do dia.[30] Como filhos desta nossa geração, exigimos que cada momento do culto venha satisfazer nossas necessidades. Neste contexto, o culto foi transformado em um “programa” e o desejo de se obter “felicidade” é certamente maior do que o de se obter “santidade.” Queremos avidamente alegria, mas o comprometimento tornou-se secundário. Julgamos o culto como “agradável,” não com base na instrução bíblica apresentada, mas no grau de “satisfação” pessoal alcançada. Assim, nossa pregação tornou-se uma homilética de consenso, na qual a boa mensagem não é a que confronta nossos pecados, mas a que nos faz sentir melhor. Além do mais, os sermões tornaram-se mais curtos porque nossa atenção e memória são curtas.[31] Neste sentido, J. I. Packer observa: “Geralmente reclamamos que os ministros não sabem como pregar; mas não é igualmente verdade que nossas congregações não sabem mais como ouvir?”[32] Temos que concordar com Mark Earey que o grande perigo dessa adoração é o de “usar a Deus, antes que atribuir-lhe” a devida glória.[33]
    Um terceiro elemento de erro em nosso meio é a presença deísta em nossa praxis christiana. Popularmente falando, o deísmo é identificado como a filosofia do “criador remoto” que não interfere na criação, mas a governa através de leis pré-estabelecidas.[34] Esta filosofia tem visitado o meio cristão em diferentes roupagens ao longo dos anos: gnosticismo,[35] teologia do processo,[36] etc. Nos últimos dias, porém, ela tem ressurgido no meio cristão sob a presunção de que, uma vez tendo “tomado posse” das promessas divinas para nós, podemos “reclamar” nossos direitos junto ao trono do Pai. A idéia é que, uma vez cumpridos os requisitos (as leis espirituais), Deus passa a estar à nossa mercê. Com isto, acreditamos na ilusão de que nossas palavras têm poder e o que “declaramos,” ou “profetizamos” sobre a vida uns dos outros, e mesmo sobre a nossa vida individual, certamente acontecerá.
    Por último, nossa liturgia e adoração são marcadas por uma forte dose de pragmatismo. A pressuposição central da filosofia pragmatista é que nenhuma verdade é auto-evidente. Assim, verdade e significado são dependentes de verificações empíricas, ou seja, de um teste prático.[37] Se um princípio “funciona” (atende à função desejada), julgamos ser verdadeira a proposição. Uma decisão sob bases pragmáticas é uma decisão tomada não pela essência, mas pelo efeito (resultado) causado na maioria do povo cristão. John MacArthur, Jr. é um dos que levantam a voz para denunciar a influência pragmática em nossa adoração pública. Segundo ele, tudo o que queremos saber neste sentido é “se funciona…queremos fórmulas… e em algum lugar nesse processo, deixamos aquilo para o que Deus tem nos chamado.”[38] No que diz respeito à adoração, como em tantas outras áreas, a aplicação deste princípio pode ser desastrosa, pois o juiz supremo passa a ser um grupo de pessoas e não o Espírito Santo. Além do mais, ainda que um estilo “funcione” em um determinado grupo, a decisão com base nos resultados é nada mais que uma conformação ao presente século (Romanos 12.2).
    A presença destes elementos de erro em nossa adoração produz dois resultados imediatos. A adoração, que deveria ocupar o centro de nossa vida cristã, “sendo secularizada, é incapaz de nutrir, edificar, desafiar, inspirar ou formar”nossa espiritualidade.[39] E como outros no passado, podemos estar atraíndo sobre nós maldições e não bênçãos ao apresentarmos “fogo estranho” diante do Senhor em adoração.
    III. Redescobrindo a Jóia Perdida
    Em alguns lugares a verdadeira adoração tem sido há muito uma jóia perdida na igreja.[40] Mas essa preciosidade não precisa continuar perdida.[41] Redescobri-la, porém, pode ser mais difícil do que parece. Como nos lembra James M. Boice, “o desastre que tem tomado a igreja em nossos dias, com respeito à adoração, não será curado de um dia para o outro.”[42] Há, porém, certos passos básicos que contribuirão para o sucesso final do nosso esforço neste sentido.
    Primeiro, é mister que se entenda o que estamos perdendo com uma adoração distorcida. Segundo as Escrituras, o que perdemos não é uma congregação numerosa, nem uma cerimônia mais elaborada, mas a presença do próprio Deus em nossa adoração (Isaías 1.15). A presença de Deus na adoração é uma das maiores bênçãos do povo cristão (II Crônocas 5.13-14). É neste contexto da presença divina na adoração que o salmista declara: “A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!” (Salmo 84.2). E ainda: “Um dia nos teus átrios vale mais que mil, prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade” (v. 10). É sempre importante lembrar que após a manifestação da graça, esta bênção assumiu dimensões maiores e “pelo novo e vivo caminho” que Jesus nos consagrou, somos exortados a nos aproximar da presença do Senhor com “sincero coração e plena certeza de fé” (Hebreus 10.19-22). Como dizia John Owen, “na primeira entrega da lei, na instituição legal da adoração, as pessoas foram instruídas a guardar certa distância.” Sob o pacto da graça, “a adoração é o nosso acesso, o nosso aproximar de Deus sem nenhum véu.”[43] O escritor de Hebreus diz que no ato da adoração chegamos à cidade do Deus vivo (Hebreus 12.22).[44]
    Assim, a maior perda envolvida em uma adoração distorcida é a presença do Adorado. Esta perda resulta em outras, segundo as Escrituras. Por exemplo, perdendo a presença de Deus na adoração perdemos, além de outras coisas, a plenitude de alegria (Salmo 16.11), o socorro divino (II Crônicas 20.21-22) e o elemento eficiente no testemunho evangelístico de que Deus está em nosso meio (I Corintios 14.25). Além do mais, quando esta perda ocorre, há o sentimento constante da reprovação divina sobre nossos atos de culto (Isaías 1.11-15). O só meditar nestas coisas deveria levar-nos a um profundo lamento (I Samuel 4.21-22).
    Em segundo lugar, a tentativa de redescobrir a jóia perdida implica em uma volta aos princípios teocêntricos da adoração bíblica. Paul Basden nos lembra que “a adoração que é digna de seu nome deve ser teocêntrica.”[45] Nesta mesma linha de raciocínio, Manson afirma que “no coração da adoração cristã está o próprio Deus.”[46] Este aspecto teocêntrico na adoração pode ser resumido em dois sub-tópicos claramente ensinados nas Escrituras: 1) é a glória divina que requer nossa adoração, e 2) é a vontade divina que normatiza nossa adoração.
    Com relação ao primeiro aspecto, Edmund Clowney corretamente afirma que “nem religião nem adoração podem ser definidas à parte de Deus, pois a adoração é a resposta da criatura à glória revelada do Criador.”[47] Idolatria é deixar de glorificar a Deus e mudar “a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível” (Romanos 1.21 e 23). Logo, a fim de redescobrirmos a verdadeira adoração cristã é imprescindível que tenhamos em mente os meios pelos quais Deus revela sua glória a nós. Neste sentido, as Escrituras primeiramente afirmam que “os céus proclamam a glória de Deus” (Salmo 19.1). Um simples trovão manifesta o seu poder (Salmo 29.3) e desde o princípio do mundo pode-se reconhecer sua divindade, poder e sabedoria por meio das coisas criadas (Atos 14.15-17; 17.24-28 e Romanos 1.20-21). Além do mais, Deus manifesta sua glória através de seus muitos nomes registrados nas Escrituras. Ele é o Altíssimo (Salmo 83.18), o Deus-que-vê (Gênesis 16.13), um escudo (Salmo 84.11), o Senhor dos Exércitos (I Samuel 4.4), etc. Como diz Clowney, “os nomes de Deus são símbolos para adoração.”[48]
    O Senhor também manifesta sua glória através de seus atos salvadores. Em resposta à libertação do povo hebreu do cativeiro egípcio, a nação adorou ao Senhor (Êxodo 15). E em forma de canto, a história da salvação divina era passada às novas gerações em diferentes ocasiões (Salmo 105). No Novo Testamento, a glória divina é maravilhosamente demonstrada na “grande salvação” que ele nos proporciona em Cristo Jesus (Hebreus 2.3). Mas a glória divina é supremamente manifesta na revelação de sua graça em Jesus (João 1.14-18). Neste contexto da graça revelada, à medida que contemplamos, “como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (II Corintios 3.18). Cada um desses meios de manifestação da glória divina é um convite aberto à verdadeira adoração.
    Os princípios teocêntricos da adoração cristã nos ensinam que a vontade divina normatiza a verdadeira adoração. Com este princípio em mente, os puritanos enfatizaram que em adoração, assim como em doutrina, a igreja não pode ultrapassar a verdade de Deus revelada nas Escrituras.[49] É interessante observar que no Antigo Testamento Israel não foi proibido de adquirir métodos agrícolas ou arquitetônicos dos cananeus, mas houve explícita proibição de que copiasse qualquer aspecto da adoração pagã (Deuteronômio 12.30-32). Com base neste fato, Clowney observa que “a igreja tem autoridade para estabelecer a ordem da adoração (I Corintios 14.40), mas não tem a liberdade de introduzir novos elementos além dos que Deus tem ordenado.”[50] Neste sentido Boice sugere que adorá-lo em “Espírito e em verdade” está relacionado com: 1) um profundo exercício de sinceridade, 2) uma aproximação baseada na revelação bíblica, e 3) uma aproximação cristocêntrica.[51] Em outras palavras, temos que sempre lembrar que Deus nos convida à adoração nos seus termos, não nos nossos.
    Outro meio que temos para redescobrir a verdadeira adoração é olhar para os santos do passado. A urgência desta atividade encontra-se em acusações como a de Robert Webber de que a adoração cristã “curvou-se à cultura ao invés de ter-se mantido fiel às tradições bíblica e histórica.”[52] Como nossa intenção neste artigo não é cobrir variados períodos da história da igreja, nos deteremos no puritanismo inglês do século XVII desde que há um consenso geral de que o mesmo deu “forte ênfase na pureza da adoração bíblica e política eclesiástica.”[53] Leland Ryken nos lembra que o “nome puritano refere se primeiramente ao desejo de purificar a Igreja da Inglaterra dos vestígios católicos na adoração e na forma de governo da igreja.”[54] De acordo com J. I. Packer, os puritanos apresentavam-se para a adoração pública como que apresentando-se ao próprio Deus.[55] É certo que eles tiveram algumas divergências internas neste tópico,[56] mas mesmo tais divergências não os fizeram perder de vista o essencial na adoração.[57]
    Desde que a adoração no Puritanismo era vista como uma aproximação a Deus, toda a liturgia era formulada visando edificação (I Corintios 14.26). Como resultado, o culto puritano era caracterizado por dois princípios: simplicidade e biblicidade. Referindo-se à simplicidade no culto puritano, diz Ryken: “O culto puritano como um todo era marcado pelo esforço em despojar-se do supérfluo e concentrar-se no essencial, o que evidenciava o ideal de edificação.”[58] Naquele contexto, a exposição bíblica era a mais solene e exaltada atividade, sendo também o teste supremo do ministro.[59] Assim, a simplicidade era para eles uma proteção contra as vaidades da alma, e as Escrituras, uma proteção contra as distorções fantasiosas. Com respeito à ordem do culto, Alan Clifford afirma que no culto puritano a pregação, o conteúdo das orações, o cântico dos Salmos e a guarda do domingo constituíam elementos de distinção especial na época.[60] Além do mais, porque na adoração o cristão não apenas busca a Deus, mas também o encontra, a adoração era vista pelos puritanos como um meio de graça, onde o faminto é alimentado.[61] John Owen evidencia este ponto ao dizer que na adoração, Cristo “toma os adoradores pelas mãos e os conduz à presença de Deus; e apresentando-os lá ele diz: ‘Eis-me aqui, e os filhos que Deus me deu’.”[62] Tal abordagem da adoração cristã sempre deveria nos motivar e instruir.
    Finalmente, uma redescoberta da verdadeira adoração inclui a aplicação do amor cristão para solucionar divergências secundárias. O refomador Calvino entendeu que nesta matéria, como em vários outros assuntos importantes para a igreja cristã, há aspectos primários e aspectos secundários. Quanto aos aspectos primários da adoração, ou seja, aqueles que dizem respeito à retidão do cristão, à majestade de Deus, e qualquer outro assunto necessário à salvação, “somente o Mestre deve ser ouvido.”[63] Em aspectos secundários, ou seja, assuntos que não são necessários à salvação e costumes de diferentes povos e gerações, não deveria haver imposição de mudanças, por causas insuficientes. Assim ele conclui dizendo que o “amor julgará melhor entre o que danifica e o que edifica; e se deixarmos o amor ser o nosso guia, tudo estará salvo.”[64] Outro exemplo deste mesmo princípio vem de John Owen em seu tratado sobre divisões entre cristãos. Naquela obra Owen confessa: “Eu preferiria gastar todo o meu tempo e meus dias curando as feridas e divisões entre os cristãos do que gastar uma hora procurando justificá-las.”[65] Tais ilustrações de sabedoria são não apenas bem-vindas, mas urgentemente necessárias em nossa discussão sobre adoração.
    Conclusão
    Nesta nossa reflexão sobre adoração e culto cristão temos procurado mostrar que o assunto é essencialmente espiritual e digno de nossa atenção especial. Por sua natureza espiritual, a verdadeira adoração só é possível quando impulsionada pela obra do Espírito Santo dentro de nós (João 4.23-24). Além do mais, os passos a serem tomados para uma redescoberta da verdadeira adoração são exercícios altamente espirituais e contradizem profundamente nossa natureza e impulsos carnais. Mas a verdadeira adoração sempre exaltará Cristo (Apocalipse 5.12), transformará o adorador (II Corintios 3.18-19), convencerá o incrédulo da presença do adorado entre os adoradores (I Corintios 14.24-25) e invocará o “amém” de cada um dos servos de Deus. Ainda, a verdadeira adoração nos capacita para o testemunho e o serviço diário na seara do Mestre. Como diz Armstrong: “Não estamos no negócio de construir mosteiros evangélicos, mas congregações que servirão o verdadeiro Deus como resultado direto da adoração.”[66]
    Finalmente, temos que admitir que, de acordo com as Escrituras e a história cristã, adorar a Deus corretamente exige tempo e humildade. Preparação é essencial. Examinar nossas intenções e avaliar nossas ações devem ser exercícios constantes em nossa vida de adoradores (Salmos 66.18 e 131). Além do mais, nosso coração deve ser continuamente guardado contra o egocentrismo a fim de que possamos dizer: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória” (Salmo 115.1). É somente adorando o Senhor de modo verdadeiro que seremos encontrados por ele e, como disse Richard Baxter: “Se é a Deus que você está buscando em sua adoração, você não ficará satisfeito sem Deus.”[67]
    notas
    [1] John R. W. Stott, Christ the Controversialist: A Study in Some Essentials of Evangelical Religion (Londres: Tyndale, 1970), 160.
    [2] J. I. Packer, Concise Theology (Wheaton: Tyndale, 1993), 99.
    [3] John Owen, The Works of John Owen (CarliSalmoe: The Banner of Truth, 1990), IX: 77.
    [4] Maiores detalhes em Don E. Saliers, Worship as Theology (Nashville: Abingdon, 1994).
    [5] Charles R. Swindoll, Growing Deep in the Christian Life (Portland: Multnomah, 1977), 397.
    [6] Mark Earey, “Worship – What Do We Think We Are Doing,” em Evangel 16 (Primavera 1998), 10.
    [7] John Piper, Let the Nations be Glad! (Grand Rapids: Baker, 1993), 11.
    [8] A abundante literatura sobre esse tópico é suficiente para desestimular qualquer pretenção de se dar uma resposta precisa a todas as perguntas levantadas sobre o mesmo. Ver maiores detalhes em Ronald Allen, Worship: Rediscovering the Missing Jewel (Portland: Multnomah, 1982).
    [9] Earey, “Worship,” 8.
    [10] Edmund P. Clowney, The Church (Downers Grove: Intervarsity Press, 1995), 117.
    [11] Ver A. W. Tozer, The Best of A. W. Tozer (Grand Rapids: Baker, 1995), 217-222.
    [12] Confissão de Fé de Westminster, XXI.i.
    [13] Ibid., I.x.
    [14] O termo “adoração” pode ser usado em um triplo sentido: 1) público, 2) familiar e 3) individual. D. S. Whitney, Spiritual Disciplines for the Christian Life (Colorado Springs: Navpress, 1991), 79-91.
    [15] A. P. N. D. Gibbs, Worship (Kansas City: Walterick, s. d.), 69.
    [16] Earey, “Worship,” 11.
    [17] Nesse caso, uma das evidências usadas para confirmar a Ananias a conversão de Paulo foi o fato de que ele estava orando.
    [18] Everett F. Harrison, “Worship,” em Baker’s Dictionary of Theology (Grand Rapids: Baker, 1960), 561.
    [19] Clowney, The Church, 118.
    [20] Citado por John Blanchard, Gathered Gold (Welwyn: Evangelical, 1984), 344.
    [21] João Calvino, The Necessity of Reforming the Church (Dallas: Protestant Heritage, 1995), 16.
    [22] John H. Armstrong, “How Should We Then Worship?,” Reformation and Revival 2 (Inverno 1993), 9.
    [23] Earey, “Worship,” 8.
    [24] Armstrong, “How Should We Then Worship?,” 11.
    [25] Calvino, Necessity of Reforming the Church, 151.
    [26] E. D. Cook, “Existencialism,” em New Dictionary of Theology (Downers Grove: Intervarsity Press, 1988), 243.
    [27] David L. Smith, A Handbook of Contemporary Theology (Wheaton: BridgePoint, 1992), 117-132.
    [28] John Leach, “Scripture and Spirit in Worship,” Evangel 16 (Primavera 1998), 13.
    [29] J. M. Boice, “Whatever Happened to God?” em Modern Reformation (Jul-Ago 1996), 13.
    [30] Armstrong, “How Should We Then Worship?,” 9-10.
    [31] Boice, “Whatever Happened to God?,” 14.
    [32] J. I. Packer, A Quest for Godliness (Wheaton: Crossway, 1990), 254.
    [33] Earey, Worship, 11.
    [34] S. N. Williams, “Deism,” em New Dictionary of Theology, 190.
    [35] Ronald H. Nash, Christianity and the Hellenistic World (Grand Rapids: Zondervan, 1984), 203-61.
    [36] Smith, Handbook of Contemporary Theology, 150-164.
    [37] M. E. Alsford e S. E. Al, “Pragmatism,” em New Dictionary of Christian Ethics and Pastoral Theology (Downers Grove: Intervarsity Press, 1995), 682.
    [38] John MacArthur Jr., The Ultimate Priority (Chicago: Moody, 1983), 21.
    [39] Robert E. Webber, “Preconditions for Worship Renewal,” Evangelical Journal 9 (1991): 5.
    [40] Swindoll, Growing Deep, 390.
    [41] Allen, Worship, 18-19.
    [42] Boice, “Whatever Happened to God?,” 15.
    [43] Owen, Works, IX: 58.
    [44] O v. 28 deste capítulo revela que esta afirmação foi feita em um contexto sobre adoração. O termo grego latreomen é um dos termos traduzidos por “adoração” no Novo Testamento e na Septuaginta.
    [45] Paul Basden, “The Theology and Practice of Worship,” The Theological Educator 57 (Primavera 1998): 85.
    [46] P. D. Manson, “Worship,” New Dictionary of Theology, 730.
    [47] Clowney, The Church, 118.
    [48] Ibid., 119.
    [49] Confissão de Fé de Westminster, XX.2.
    [50] Clowney, The Church, 122.
    [51] J. M. Boice, Foundations of the Christian Faith (Downers Grove: Intervarsity Press, 1986), 592.
    [52] Webber, “Preconditions for Worship Renewal,” 4.
    [53] I. Breward, “Puritan Theology,” em New Dictionary of Theology, 550.
    [54] Leland Ryken, Wordly Saints (Grand Rapids: Zondervan, 1990), 111.
    [55] Breward, “Puritan Theology,” 245.
    [56] Alan Clifford, “The Westminster Directory of Public Worship (1645),” em The Reformation of Worship (Londres: The Westminster Conference, 1989), 54-56.
    [57] Packer, A Quest for Godliness, 246.
    [58] Ryken, Wordly Saints, 120.
    [59] William Perkins, The Art of Prophesying (CarliSalmoe: Banner, 1996), 3.
    [60] Clifford, “Westminster Directory,” 65-70.
    [61] Packer, A Quest for Godliness, 252.
    [62] Owen, Works, IX: 58. Ver Isaías 8.18.
    [63] João Calvino, Institutes of Christian Religion (Filadélfia: Westminster, 1960), IV.x.30.
    [64] Ibid., IV.x.30.
    [65] Owen, Works, XIII: 95.
    [66] Armstrong, “How Should We Then Worship?,” 16.
    [67] Richard Baxter, A Christian Directory (Morgan: Soli Deo Gloria, 1996), 551.

     
  188. Hiran Pedroso Barreto

    3 fevereiro, 2008 at 6:11 pm

    Irmãos, creio que admitir “novidades” ou “modernismos” nos cultos à Deus, com o argumento que estamos em 2008, no século XXI, que precisamos nos atualizar, é no mínimo admitir que o Senhor Deus muda, porque através da Bíblia, lemos que sempre que um Seu filho esteve na sua presença o fez na maior humildade, submissão e temor, atitudes requeridas pelo próprio Senhor. O Senhor é Santo e requer de nós, seus filhos, louvor, adoração, termor e reverência. Na minha opinião, a imutabilidade é um dos principais atributos do nosso Deus, e o que nos garante a certeza da salvação, porque uma vez salvos, lavados no Sangue do Cordeiro, vivos na eternidade. Então, se o Senhor aceitar estas mudanças na forma de cultuá-Lo, e muitas outras modernidades, Ele pode também mudar de opinião em vários assuntos e inclusive mudar seus pensamentos à nosso respeito pela nossa desobediência, omissão na Sua obra e tantos outros motivos e “tirar-nos a salvação”. Amo a IPB por entender que é uma igreja calcada na Palavra de Deus e lamento que algumas de nossas lideranças estejam tão propensas a aceitas e defender sugestões do nosso maior inimigo para entristecer o nosso Maravilhoso Deus, descumprindo inclusive o que a própria igreja ensina: obediência às autoridades, no caso, o nosso respeitado Supremo Concílio.
    Que Deus, o nosso amado Pai nos amtenha firmes e tenha misericórdia de nós.
    Em Cristo,
    Hiran Pedroso Barreto
    IP do Jardim Augusta – São José dos Campos – SP

     
  189. Rev. Gilberto Silva

    5 fevereiro, 2008 at 10:44 am

    Discutir a legalidade da decisão da CE/SC quanto a dança e coreografia é apenas um lado da verdade. Discutir o seu caráter dogmático é a questão mais significativa; se é embasada nas Escrituras e se está de acordo com a interpretação dos Símbolos de Fé de Westminster.
    Ao reler os posts observei que estamos raciocinando em círculos, porque as mesmas perguntas são feitas e as mesmas respostas reiteradas. É a prova da nossa dificuldade de dialogar, posto que ouvir envolve muito mais do que escutar com o fim de replicar.
    Aqui podemos saber não apenas o que está acontencendo, mas porque pensamos de uma forma ou de outra. Isso me parece tão importante quanto a própria decisão…

     
  190. Sandra Barros de Jesus

    9 fevereiro, 2008 at 2:08 am

    Louvo a Deus pelo sistema de governo da IPB, pois entendo que se todas as decisões forem tomada de forma sábia e sem partidarismo teremos uma igreja não apenas diferente mas sim uma igreja fial às Escrituras Sagradas e o que importa para Deus esta evidente em sua Palavra e independe de sugestões humanas ou modernidades. Uma vez que Deus já estabeleceu a forma como devemos Cultuá-lo, não precisamos de nenhum apetrecha humano. Espero que a IPB se mantenha sempre, em suas decisões, fiel não a homens mas sim ao Fiel Senhor da Igreja a quem devemos total e incondicional obediência. Deus seja louvado pela submissão da sua Igreja à sua Palavra.

     
  191. Rev. Dilécio

    9 fevereiro, 2008 at 9:01 am

    Queridos Irmãos,
    Depois de um mês de férias na roça, estou voltando à luta, com calos nas mãos mas com alaegria no coração.
    Atualizei a leitura dos posts e fiquei impressionado com duas categorias de escrias;a) a insistência em continuar lutando contra os princípios prè estabeleciodos da Bíblia e Igreja para o culto, usando-se a ironia como argumento para questionar a veracidade das decisões e a competência do Concílio, e isso em defesa do gosto particular; e b) a paciência, a sabedoria dos que querem dissipar a dúvida, não em defesa de si mesmos mas da nossa querida denominação.
    A segunda referência dá prazer e edifica, a primeira e assustadora, mostra o furor, a luta contra o sistema, o desejo de ver o cano furado e a água indo embora, ou o circo pegar fogo.
    Espero que os membros da minha igreja, que é presbiteriana de fato, não fiquem assustados com a posição de líderes que têm mais “dúvidas” do que certezas, e é claro que se trata de uma forma irônica e cínica de falar, mostrando a espiritualidade que move a causa, sim, espero que isso não impressione demais aos membros de minha igreja ao acessarem este blog, como a irmãos em geral, pois podem ficar chocados com o posicionamento de líderes pelo modo tão respeitoso que se referem ao tema tratado.
    Uma coisa faz-me alegre, essas pessoas são corajosas de fato, elas mostram para esse Brasil presbiteriano, o que são de fato, e assim, como nós diante da nossa posição inarredável que assumimos como Igreja Presbiteriana de fato, eles são peneirados e colocados de lado pelas igrejas sérias. Nossa esperança é que um dia voltem a comungar conosco naquilo que prometemos cumprir, amar e defender.

     
  192. Pb. Márcio Ciriaco

    11 fevereiro, 2008 at 12:01 pm

    Irmãos,
    Graça com Paz.

    A Decisão da CE/IPB, a meu ver, foi meio acertada. A decisão proíbe a dança litúrgica. Isso significa, não dançar no culto??. E nos outros eventos que não são cultos. Como por exemplo: Uma reunião de Federação, uma reunião de sociedade interna, um acampamento, etc. Talvez, fosse necessário alguns esclarecimentos adicionais. Ficou muito fria a decisão.
    Eu sou nascido em berço presbiteriano e sempre ví na EBD crianças fazendo homenagens. Nessa homenagens cantávam-se e cantam-se alguns cânticos, acampanhados de gestos e de até alguns movimentos corporais. Como eu explico isto para as crianças e até para os adultos que foram informados da decisão da CE/IPB. Por isso, afirmo mais uma vez, foi muito fria a decisão.

    do conservo
    Márcio Ciriaco

     
  193. Ana Paula

    11 fevereiro, 2008 at 3:35 pm

    Graça e Paz Queridos!!! Foi muito Díficil aceitar essa decisão certíssima do Supremo Concílio, no entanto o grupo de coreografia da minha Igreja acabou entendendo que tal atitude é justa diante de Deus. Hoje, compriendemos que tudo é para honra e glória do SENHOR JESUS!!! O que acontece é que em alguns lugares essa decisão foi acatada pelo conselho da Igreja, proibindo assim as danças litúrgicas na casa de Deus e em outros não. Isso tras uma discórdia muito grande, pois uns obedecem e outros continuam dançando como se nada houvesse acontecido!

     
  194. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    11 fevereiro, 2008 at 6:01 pm

    Amado irmão, Pb. Márcio Ciriaco.

    Nasci Também em berço presbiteriano. O que vejo hoje em nossas igrejas, é uma mudança em decorrencia dos instrumentos usados no louvor.
    Quando criança os hinos eram aconpanhados por orgão.
    Já os canticos (corinhos) eram no rítmo do violão.
    Me recordo que no final dos anos 70 e início dos anos 80 meu pai, já falecido pastoreava a IPB de Campo Limpo Paulista-sp. Nesta época encontramos grande resistência de um grupo favorável a um louvor mais “prá frente”.
    Meu pai resistiu até meados dos anos 80, onde um grupo de jovens apoiados por adultos, que até então nos pareciam, pessoas de visão, além de conhecedores das doutrinas reformadas.
    Resumindo amado irmão, um desses jovens, hoje é Pastor presbiteriano e reformado,
    em recente conversa por telefone, a respeito da perda de indentidade da IPB em algumas de nossas igrejas, me disse estar perplexo pelo rumo tomado, por um louvor “prá frente”.
    Leia por gentileza as cartas postadas por mim neste blog. As dificuldades que estamos passando, pois agora não é só danças; membros do conselho e postor, estão falando em linguas, expulsando demônios, revelações,libertação, aclamção e o pior, quando no orar no monte, dizem que um GRAVETO ficou reluzente , a ponto de leva-lo até casa de um presbitero e um pastor recem formado e orar as voltas do mesmo.
    Realmente concordo com sua preocupação com nossas crianças.

    Que Deus o abençoe.

    carloslysias@terra.com.br

     
  195. Rev. Normando

    12 fevereiro, 2008 at 7:28 am

    Pb Márcio Ciriaco:
    A sua dúvida é pertinente, mas, a meu ver não foi uma falha da resolução. Os concílios normalmente se limitam a responder aos documentos que lhes são enviados. No caso específico, a pergunta se referia especificamente à resolução do SC/1998 referente às expressões corporais fortes nos cultos. Os outros aspectos que o sr. aborda são de fato importantes. Uma consulta ao SC sobre as coreografias e danças em outros ambientes e momentos das atividades da Igreja e até mesmo a pertinência dos cristãos se envolverem em outros tipos de danças em outros ambientes seria muito relevante. A decisão da CE, com poderes delegados pelo SC, foi completa, considerando os seus objetivos : Responder quanto às expressões corporais no culto.Outros temas afins podem e devem ser discutidos, visando sempre a glória de Deus e a edificação da Sua Igreja!
    Abs.
    Normando

     
  196. André Luiz de Paula Teles

    12 fevereiro, 2008 at 8:50 pm

    Olá amados,

    Tenho 20 anos e moro em Manaus, Amazonas, e desde que cri no Senhor Jesus há uns 10 anos por sua bondade sempre fui apegado à sua Vontade Revelada, a Bíblia, e desde então fui levado por ela a entender certas características dela mesma como sua Inspiração, Inerrância, Infalibilidade, Suficiência e Autoridade que demonstram as virtudes do Seu Autor, nosso Deus Triúno. Gostaria de, com toda humildade, dar um conselho prático a respeito do que citei acima a respeito de minha experiência como cristão: quando se crê na Inspiração confia-se plenamente de que seu Autor é Deus e exige responsabilidade doutrinária e prática, Inerrância nos leva a confiança, Infalibilidade conforto, Suficiência Tranqüilidade e Autoridade tudo isso e mais…
    Se se faz estas coisas no culto sem “argumentos bíblicos” peca-se por não dar crédito a tudo o que a Bíblia é, por fazer o ato em si, e pelo motivo; qual o motivo?
    Medo de perder os jovens? Eu sou um!!! E quando entendi e CRI nada além do Senhor e Sua Palavra e Sua Eleição Eterna me arrebatará.
    Ou “o mundo está moderno devemos nos modernizar”, lembre-se da Suficiência da Palavra…
    Considere meu caro irmão(a) em Cristo estas simples palavras e medite e você perceberá que nos guardará de muitos PECADOS contra a Igreja e contra o Senhor da Igreja.

    Deus Abençoe a IPB.

    Graça e Paz.

     
  197. Rev. Dilécio

    12 fevereiro, 2008 at 9:51 pm

    Caros irmãos,
    Entendo que culto a Deus é culto a Deus, seja ele onde quer que Lhe for tributado. Não vejo nenhum mal em se praticar esportes, teatros e outros entretenimentos nos Retiros Espirituais , contudo, na hora em que se reúne para oferecer culto, adoração, louvor ao Senhor, o ambiente deve tomar a forma de culto, e aí, mesmo em ambiente menos formal que o templo, deve haver santa reverência, excluindo-se os movimentos do corpo, como nos templos.
    Além da reverência, penso que é até didático não se praticar coreografia, palmas ou danças nos retiros, pois evita a dicotomia na execução da referida decisão. No caso particular de minha Igreja, não praticamos em lugar algum tais invencionices. Com certeza o SC/IPB não será dúbio ao completar as informações do que deseja para seus membros.
    Deus abençoe a todos nós.
    Rev. Dilécio.

     
  198. Rev. Normando

    13 fevereiro, 2008 at 11:10 am

    Rev. Dilécio:
    Concordo com o sr. Essa tem sido a minha orientação pastoral.
    Abs.
    Normando

     
  199. Rev. Normando

    13 fevereiro, 2008 at 11:13 am

    Irmão André Luiz de Paula Telles:
    O seu princípio é corretíssimo. Tradições e inmovações devem ser sub,metidas às Escrituras, nossa única, suficiente,infalível e inerrante regra de fé e de prática.
    Abraços,
    Normando

     
  200. Carlos Lysias Brossi da Cunhac

    13 fevereiro, 2008 at 4:38 pm

    Amado irmão, André Luiz de Paula teles.

    PARABÉNS PELAS PALAVRAS- SEM COMENTÁRIO, VOCE JÁ DISSE TUDO..

    carloslysias@terra.com.br

     
  201. Carlos Lysias Brossi da Cunha

    13 fevereiro, 2008 at 4:42 pm

    Amado irmão André Luiz.

    Invie por gentileza, seus comentários, louvaveis por sinal, diretamente ao meu e-mail.

    carloslysias @terra.com.br

     
  202. Rev. Dilécio

    13 fevereiro, 2008 at 5:21 pm

    Rev. Normando,
    Tenho lido seus posts e concordo plenamento com sua postura. Agradeço por ter atendado para o que escrevi.
    Rev. Dilécio

     
  203. Djalma Alves de Moura

    13 fevereiro, 2008 at 7:16 pm

    O Espaço é somente para Reverendos ou um simples cristão presbiteriano pode dizer oque pensa?
    Estou dizendo isso porque mandei um comentário e não foi incluído neste espaço.
    Fico aguardando resposta.
    Na paz de Cristo.
    Djalma Alves – Caruaru – PE

     
  204. Rev.Ludgero

    13 fevereiro, 2008 at 8:17 pm

    Djalma

    Fiz uma pesquisa bastante acurada e não encontrei qualquer participação sua, a não ser a que está acima.
    É a segunda vez que acontece de um participante reclamar. Mande e eu publicarei com prazer, desde que venha em linguagem própria de alguém que vem “Na paz de Cristo”, como você se despediu acima.

    Seu irmão

    Ludgero

     
  205. André Luiz de Paula Teles

    17 fevereiro, 2008 at 1:47 pm

    Olá irmãos amados,

    Gostaria novamente de esclarecer o motivo de ter dito a minha idade e cidade…
    Os irmãos devem saber os argumentos que se usam por apoiar não somente as danças litúrgicas, mas também todo tipo de manifestação de “culto” em nome dos jovens, meus irmãos que apoiam isso, cuidado!!! A Bíblia diz: como poderá o jovem guardar puro o seu caminho? resposta: observando-o segundo a Sua PALAVRA!!! Eu creio absolutamente, na Suficiência da Palavra de Deus e descanso Nela, irmãos faço parte de uma congregação da Segunda Igreja Presbiteriana de Manaus e por um tempo essa pequena igreja estava caminhando por este rumo neo-pentecostal e graças a Senhor Deus não foi… Mas aquilo que se praticava foi abandonado, houve um retorno não só as Escrituras como o pricípio regulador do culto, mas às confissões e catecismos como a melhor sistematização da Sã Doutrina, mas mesmo assim aqueles que aderiram a tudo aquilo sairam da nossa igreja e foram atrás da “Igreja da Banheira Quente”, aquela que eles se sentiriam melhor!!! E ficamos com um número reduzido de membros, e irmãos olhando novamente para as Escritutras pensamos no ministério de alguns profetas como Jeremias, quem creu na sua mensagem? Ninguém!!! Ministério de condenação… Nós suportamos, mas choramos, tivemos paciência, mas nos entristecemos, mas tivemos e sempre tivemos motivos pra sorrir e se alegrar porque o Senhor da Palavra é Senhor da Igreja, e aqueles que sairam uns 20 membros, uma família permanece no Senhor aparentemente, os outros mostraram com o tempo onde estavam os seus corações, nunca creram. Confie na Suficiência da Palavra de Deus! não se preoucupe com número, com estatíscas, isso é claro tem sua importância, mas não pode estar acima da Glória de Deus e de se Alegrar n’Ele pra sempre.
    Outra coisa que disse: moro em Manaus, até “Apóstolo” têm, ou melhor, “Pai-apóstolo”, pra vocês verem qual a situação por aqui, às vezes dá vontade e até sorrimos disso, mas isso é pra chorar!!! Mas o incentivo à Teologia Reformada, Puritana, Calvinista, em suma, Bíblica, têm sido procurada por aqui, pelos Presbiterianos, Batistas, e até Assembleianos de Deus e Pentecostais!!! Orem por nós aqui, para que as coisas venham crescer neste rumo para a Glória de Deus.
    Obrigado irmãos pelo carinho e pelos abraços que senti por aqui, pelo Rev. Normando e irmão Carlos Lysias, quando temos algo em comum, a Bíblia, por mais que nunca nos víssemos e talvez nunca aqui neste mundo, os irmãos são muito amados!!!
    Meu e-mail é andreluiz1987@hotmail.com quem quiser falar comigo sobre isso será um prazer e vou mandar pra você meu irmaõ Carlos o comentário.

     
  206. Rev. Normando

    18 fevereiro, 2008 at 8:13 am

    Querido irmão André Luiz Teles:
    Foi muito oportuna a sua participação e o fato de vc ter mencionado a sua idade e região.O seu depoimento nos anima, pois é mais uma demonstração de que nossa amada IPB (graças a Deus outras igrejas irmãs também), em todas as regiões do Brasil tem aqueles que levam a “sufici~encia das Escrituras” a sério . Deus, por Sua graça, tem mantido a nossa denominação firme na Palavra( Ver decisões do SC e sua CE sobre os diversos assuntos concernentes á doutrina e prática). Como já tem sido enfatizado aqui por muitos irmãos, em muitos lugares há certo descaso para com essa posição oficial firme da nossa Igreja. Louvamos a Deus porque há muitos também ,como o irmão e a sua congregação, que levam essa doutrina a sério não só por amor à IPB, mas principalmente por amor à Palavra de Deus.
    A miha oração é que o SENHOR te conceda saúde, muitos anos de vida e te preserve nos Seus retos caminhos e que vc seja instrumento da graça para o fortalecimento da Reforma aí nessa preciosa região.
    Abraços
    Normando

     
  207. André Luiz de Paula Teles

    18 fevereiro, 2008 at 8:27 pm

    Rev. Normando,

    Agradeço do fundo do coração a alegria de ser correspondido por pessoas que tem uma fé em comum e que além disso falam o mesmo “idoma”, entende? Só para informação a respeito de algumas coisas educacionais por aqui, região norte, e mais especificamente o Amazonas, o coração da região norte, sou bem patriota!!! Está precisando, agora eu dou uma “cutucada”,conhecem essa expressão?, nos líderes da nossa igreja(com todo respeito); temos um seminário aqui o ITEPRAM- Instituto Teológico Presbiteriano do Amazonas que não é reconhecido pela IPB nem pelo MEC, não se tem um local próprio ele fica nas depêndencias da 5ª Igreja Presbiteriana de Manaus . Servi ali como um simples secretário e vi a seriedade que é levada as Escrituras e sua Prática, pelos seus líderes e professores, mas falta o interesse da IPB em vir ver o trabalho e nos incentivar, é muito bom receber elogios por conchecer as Escrituras, mas não é nada mal quando se conhece com erudição e piedade, não temos mestres, doutores. Temos ministros que são exímios conhecedores das Sagradas Letras que nos tornam sábios, não quero deixar a idéia que estamos sendo educados por alunos de alunos, por favor, não me entendam mal nos visitem, rev. Ludgero você veio aqui semana passada e soube das dificuldades e dos nossos anseios, soube através do vice-presidente do nosso Presbitério Setentrional, Rev. Eliseu, meu pastor, e soube de algumas novidades e boas novidades, mas peço ao senhor seja a nossa voz aí na mesa do SC e tudo isso para a Glória de Deus e bem do Seu povo aqui nessa região,.é por isso rev. Normando que agradeço a sua oração por mim, eu tenho buscado ser um servo do Senhor que ama a sua Palavra acima da minha própria vida, não quero reconhecimento, nem glória pra mim particularmente, meu tesouso está no céu e minha pátria também, somos peregrinos e forasteiros, mas devemos ser luz e sal.
    Que Deus nos conceda ser e fazer o seu serviço com qualidade buscando sempre a perfeição, por mais que nunca consigamos neste mundo, mas lembremo-nos Ele é Digno de todo Honra e Louvor.

    Graça e Paz.

     
  208. Rev.Ludgero

    21 fevereiro, 2008 at 3:13 pm

    O CULTO OPÚSCULO II APÊNDICE I – LOUVOR APÊNDICE II – ORAÇÃO Rev. Onezio Figueiredo “Deus é Espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” ( Jo 4.24 ). ÍNDICE 01 – Apresentação: Mary Cleme Silvério Neves 02 – Definição 03 – Terminologia 04 – Expressões cúlticas de Israel 05 – Expressões cúlticas da Igreja 06 – Igreja, um santuário 07 – O Culto da Igreja 08 – Conjunto litúrgico 09 – Conjunto diacônico 10 – Artes litúrgicas 11 – Estética dirigencial 12 – Estética templária 13 – Liturgia cristã, herança judaica 14 – Liturgia sinagogal 15 – Ordem do culto sinagogal 16 – O que Deus que convoca 17 – Culto, realização do Espírito 18 – Modelo litúrgico 19 – Fundamentos litúrgicos da Didaquê 20 – Liturgia segundo Justino Mártir 21 – Liturgia no fim do III século e início do IV 22 – Culto calvinista 23 – Calvino e o Culto 24 – Ordem do culto calvinista 25 – Culto segundo as normas de Westminster 26 – Liturgia segundo O livro de Oração Comum 27 – Lições para a Igreja hoje 28 – Ordem psicológica do culto 29 – Templo, trono de Deus 30 – Liturgia da Oração Dominical 31 – Importância da ordem psicológica do culto 32 – Bibliografia 33 – Apêndices I – Lourvor 34 – Apêndice II – Oração 01 – Apresentação A liturgia, por vezes, tem sido incompreendida, gerando estéreis polêmicas, que culminam em divisões nas igrejas com algumas pessoas buscando novidades na forma de cultuar a Deus. Este trabalho do Rev. Onezio Figueiredo surge num momento oportuno historicamente importante. O frio formalismo “presbiteriano” bem como o barulhento “pentecostalismo” têm sido rechaçados na busca do equilíbrio. Tenho oportunidade de vivenciar a proposta do autor, participando dos cultos dominicais da Igreja Presbiteriana Ebenézer de São Paulo, pastoreada por ele. Às diferentes faixas etárias, a partir das crianças, é oportunizado o serviço da liturgia, entendida como “função de muitos e ação de todos”. Há música vocal e instrumental de boa qualidade, orações, leituras bíblicas, proclamação da palavra, e a postura de que “diante de Deus… submissão, respeito, consagração e reverência”. É um grande privilêgio apresentar um trabalho teórico do qual tenho vivenciado a prática. O autor, Rev. Onezio Figueiredo, é muito feliz em definir de forma objetiva, prática e com profundo conhecimento histórico e teológico o culto a Deus, resgatando suas raízes a partir das expressões cúlticas de Israel. Segundo o propósito do autor: “A Igreja que não esquece o caminho por onde passou, saberá, com certeza, onde está e para onde vai”. Este trabalho, mais completo que o primeiro opúsculo, publicado em 19991, e já na terceira edição, é leitura tranqüila e interessante para ser digerida em pouco tempo. No final, excelente apêndice sobre outro tema atual, polêmico e pouco compreendido: Louvor. A leitura é uma forma indireta de conhecer o pensador, Rev. Onezio Figueiredo. Tenho a honra e o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, ser sua ovelha, conviver com sua família e desfrutar da experiência e conhecimento teológico desse irmão, um pouco mais velho, mas inteiramente criança na dependência do Soberano Senhor Jesus Cristo, a quem servimos. São Paulo, abril de l994 Ass.: Mary C. S. Neves. Nota: Mary é Assistente Social. Exerceu sua profissão na Prefeitura de São Paulo, capital, com extraordinária eficiência e elevada proficiência. Ocupou vários postos de liderança e cargos de confiança. É musicista de grandes méritos, regente coral de primeira linha, técnica em Organização de Eventos, e uma de nossas auxiliares no ministério litúrgico da Igreja. Casada com o Presbítero Adilson Neves, mãe de dois filhos e uma filha; todos na Igreja, e ativos. 02 – Definição de Culto Culto: Serviço prestado a Deus pelo salvo e pela comunidade em todas as atividades vitais e existenciais. Servir é a condição essencial do servo. No primeiro caso, trata-se da atividade constante do real servidor de Deus, que o serve de dia e de noite com sua vida, testemunho, profissão e adoração. No segundo, tem-se em vista a liturgia comunitária, a adoração dos irmãos congregados, o ser e a voz da Igreja. 03 – Terminologia Todas as palavras gregas para culto significam trabalho, serviço prestado a um superior, serviço prestado a Deus. Culto, portanto, como ficou definido, é um serviço que se presta a Deus. Muitos, modernamente, entendem que culto é “invocação da divindade”, para que o Deus invocado se coloque a serviço dos invocadores. Outros pensam que culto é uma festa espiritual com o objetivo de alegrar os fiéis. Quanto mais festivo, mais “espiritual” é o culto, pensam os ludinistas. Os idólatras acham que culto é veneração e adoração do divino consubstanciado ou materializado em ícones, que lhes servem de símbolos e objetos de fé. Há os que revivem os cultos orgíacos do paganismo grecoromano. Outros ressuscitam o dualismo persa da luta do deus do bem contra o deus do mal, do Espírito Santo contra o espírito satânico. A doutrina do satanismo versus divinismo substitui a pessoa do pregador pela do exorcista; e o culto se transforma numa batalha entre Deus e Satã. Alguns, não poucos, entendem que culto é uma reunião de pedintes de bênçãos espirituais e materiais, mais estas que aquelas. Os que mais pedem são os que menos servem. Numerosos hoje, a maioria inconsccientemente, transformam o culto numa sessão ordenatória e de cobrança na qual o homem poderoso, supercrente, pela fé positiva e pela palavra autoritativa, exige do Criador respostas unicamente positivas às suas petições e lhe cobra os direitos que, na qualidade de filho, possui por criação e por natureza. É o suserano comandando o Soberano. Crença absurda, mas popularíssima entre os carismáticos “prosperistas”. No espaço sagrado, uma propriedade exclusiva de Deus, onde o culto se realizava em Israel, não havia lugar para “manifestações demoníacas”, pois aí Deus se manifestava, e exclusivamente ele, não como escravo dos adoradores, mas como Senhor soberano e absoluto em santidade, sabedoria, grandeza, bondade, justiça e poder. Os principais termos conotadores e denotadores do culto são: 01 – Douleo: Serviço escravo do “doulos”, sem qualquer direito pessoal, trabalhista, salarial; e mais, sem livre arbítrio. O escravo e sua produção pertenciam ao seu senhor. Tudo que um escravo faz é para riqueza e glória de seu senhor. O crente é “doulos” de Deus, um cultuador, portanto. 02 – Therapeuo: Serviço voluntário, sem remuneração; geralmente exercido na área carita-tiva ou no serviço público, mas sempre de cunho social. O “therapeuta” era livre para “doar” o seu trabalho como expressão de amor fraternal e comunitário. 03 – Hypereteo: Serviço de remador; remar como escravo sob comando imperativo do administrador da embarcação. Era um trabalho de ação sincronizada, conforme o grito de cadenciamento do dirigente. O “hyperetês” era um dentre vários, mas seu trabalho sincrônico compunha a força conjunta de maneira indispensável. O navegar do barco na velocidade ideal e na direção proposta dependia da união e do esforço harmônico de todos. 04 – Diaconeo: Serviço fundamentado unicamente no amor, na consagração, na abnegação. Diácono é aquele que serve sem esperar qualquer tipo de retorno como recompensa, reconhecimento, gratidão. Serve-se, movido pelo amor ao próximo, jamais por venalidade, publicidade ou ostentação. 05 – Leitourgeo: “Leitourgeo” vem de “laos”, povo, e “ergon”, trabalho; o que se faz em benefício da comunidade. Significa, portanto, prestação de serviço público, nobre ou não, tanto no palácio real como no templo. “Leitourgos”, no âmbito religioso, era quem se dedicava exclusivamente ao serviço do templo quer na ordem cerimonial e ritual quer na manutenção e administração do imóvel, dos móveis e dos objetos consagrados a Deus e destinados ao culto. 06 – Latreuo – Latreia: Serviço sacerdotal, o que oferece sacrifício a Deus, o que promove intermediação religiosa, o que se oferta em adoração. “Latreia” sofreu conotações diferentes em decorrência do uso que dela faz o romanismo. O culto romano divide-se em três modos de adoração: “Hiperdulia”, o culto que se presta a Deus e ao “Santíssimo Sacramento”, especialmente à hóstia que, pela transubstanciação divinizase e se vitaliza, igualando-se a Deus, merecendo a mesma honra. A hóstia deificada é também chamada de “Corpus Christi”, corpo de Cristo. “Dulia” ( de doulos ) é o culto prestado à Virgem Maria. Por esta ordem se vê que a Virgem ocupa o segundo lugar na hierarquia divina, uma semideusa. “Latria”, culto que se presta aos santos. A palavra “latria” vem de “latron”, salário. Era, portanto, originalmente, trabalho assalariado, não escravo. Todo trabalho do cristão, no templo ou fora dele, realizado com dedicação, eficiência e consagração, é culto ao Criador e Salvador. A adoração é filha da mordomia. 04 – Expressões Cúlticas de Israel 01 – Clericalismo e laicismo: Sendo uma nação santa, um povo teocrático, todas as festas de Israel tinham sentido duplo integrado: Civil e religioso. A liturgia, pois, se realizava clericalmente no templo, especialmente no Santo dos Santos, e laicamente, embora sob orientação sacerdotal, no exterior do recinto sagrado. O culto do altar, clerical por excelência, tinha formas rígidas em seu ritual ordenado e organizado por Deus. O culto laico, exercido nas festas sagradas, efetivava-se com mais liberdade de ação e expressão, onde a religiosidade confundia-se com o civismo, especialmente na hinologia salterial. O leigo não tinha acesso ao lugar santo, mas isso não lhe impedia de ser um adorador de Javé, à parte do ritualismo sacrificial em que se fazia representar pelo sacerdote. Os simbolismos do culto sacerdotal realizaram-se e se concretizaram em Cristo Jesus e são rememorados na mesa da eucaristia, no púlpito do profeta, na congregação confessante, na comunidade que recebe o perdão do Salvador, no coral dos novos levitas, os cantores da Igreja sacerdotal. A essencialidade do culto de Israel preserva-se na Igreja: A adoração; a confissão; o sacrifício de Cristo tipificado na Ceia; o sacrifício do crente efetivado por sua dedicação a Deus (Rm 12.1,2); a confissão de pecados, individual e comunitária; o perdão recebido mediante o sacrifício do Cordeiro; a gratidão em expressões gratulatórias e em oferendas; o louvor. 02 – As festas: As festas de Israel eram memorativas, comemorativas, consagra-doras e sacramentais. A três delas todos os israelitas tinham a obrigação de comparecer: a. Páscoa: Comemoração seguida da festa dos pães asmos, rememorando a saída do Egito e a dádiva da Terra da Promissão. Conteúdo: Lembrança do sofrimento sob a escravidão faraônica e da libertação, além de rememorar o pacto mosaico, gerador da nação israelita. Comemoravase do dia 14 a 21 de “nisan”. b. Festas do Pentecostes e das Semanas: Comemoração no mês de “sivan”, relembrando a dádiva da lei no Sinai e a bênção das colheitas na nova terra, quando não mais havia famintos. Conteúdo: Renovação do pacto e lembrança da providência divina por meio de todos os atos libertadores de Deus, inclusive nas guerras santas de conquista. c. Festa da Expiação, seguida pela dos tabernáculos, nos dias 10 e 15 a 21 de “tishri”, começo do ano civil. Conteúdo: Salvação, peregrinação no deserto e vicariedade de Israel. No dia 10 de “tishri”, o dia da expiação, não podia haver hilaridade litúrgica, pois Israel inteiro estava em contrição, meditação, reflexão e confissão. Era o “dia da tristeza” pela constatação da existência e da persistência do pecado. A festa da expiação era a única em que o Sumo Sacerdote, vestido de branco, entrava no Santo dos Santos para interceder pelo povo. Além das grandes festas, havia as festas das luas novas, marcando o início de cada mês lunar. Destas, a mais importante era a do sétimo mês (tishri ), comemorando a abertura do mês, consagrando- o. Nesta festa também se comemorava o ano novo, o começo do ano civil. Das festas religiosas com forte conteúdo de civismo não se há de deduzir nenhuma ordem litúrgica, pois o culto organizado, durante as festas, celebrava-se no interior do templo despido de qualquer hilaridade, especialmente o do Dia da Expiação. Os salmos refletem as alegrias laudatórias das inúmeras festividades de Israel, sem estabelecer fronteiras nítidas entre o cívico e o religioso, mas separando com muita clareza, nos eventos de adoração, o sagrado do profano. 03 – As Teofanias: Na consagração do templo de Salomão a glória (shekinah) de Javé desceu sobre o tabernáculo para ali permanecer, marcando a presença de Deus com o seu povo (I Rs 8.2; II Cr 7). No Santo dos Santos, pois, onde estava a arca coberta pelo propiciatório, habitava a “shekinah” de Javé. “O sumo sacerdote ficava sozinho, separado de todo povo, naquele lugar misterioso e sombrio, o mais santo de todos, iluminado apenas pelo brilho das brasas do turíbulo”. “A arca de Deus se achava ali, coberta pelo propiciatório; acima dela, a presença visível de Javé na nuvem de “shekinah” (Edersheim; Festas de Israel, p. 128, União Cultural Editora, SP). Sem a presença teofânica, gloriosa e glorificante de Javé, não havia culto. O Deus de Israel nunca foi um Deus ausente e secundário. Diante de sua glória (shekinah) e majestade o povo prostrava-se em adoração. Todo fiel adorador reconhecia a presença de Javé no templo, seu poder perdoador, sua regência sobre os eleitos; e então lhe prestava culto pela confissão, pela oferenda do animal substituto em sacrifício, pela recepção do anúncio sacerdotal do perdão e pela alegria de ser perdoado graciosamente, embora a dádiva do perdão só fosse possível mediante o derramamento do sangue da vítima, morta em seu lugar. O que era símbolo, tornou-se realidade na Igreja, o novo Israel, por meio de Jesus Cristo. Na essência, a liturgia permanece. A teofania templária esteve na visão dos profetas, provocando neles a reverência e os movimentos cúlticos de quem se defronta com o Todo Poderoso. Caso típico é Isaias 6, além das visões de Ezequiel. Diante do “Majestoso e Numinoso”: Respeito, consagração e reverência absoluta. Perante Deus, espiritualizante por natureza, a espiritualidade do homem aflora, superando, mas não eliminando, a sensorialidade. A sublimação do homem acontece, quando ele é colocado frente a frente com o Sublime, seu Criador, Salvador e Rei. Dissemos que ele “é colocado”, isto mesmo”. Deus é quem o elege, chama-o, coloca-o na fraternidade dos redimidos, prostra-o diante de seu altar como adorador, redime-o pelo sacrifício de seu Filho, santifica-o pelo poder de sua palavra. 04 – Hekal e Debhir: Podemos dividir o culto de Israel em: Festivo, o das festas programadas por Deus e realizadas fora do templo. Não eram anárquicas e nem despropositadas. Objetivavam manter a memória dos feitos de Javé. Sem o depósito de ontem não haveria a reserva de hoje. A Igreja existe por causa dos atos criadores, protetores e redentores de Deus na história da redenção. A eucaristia, mistério e festa, tem o mesmo propósito das comemorações de Israel: Manter viva a lembrança do que Deus já fez; e esta lembrança é um alimento da fé. Solene: Culto efetivado no “hekal” ou lugar santo, onde costumeiramente os sacerdotes sacrificavam intercessoriamente pelos pecadores e mediavam-lhes as oferendas gratulatórias. Soleníssimo: Culto executado pelo sumo sacerdote, e somente por ele, uma vez por ano, no “debhir” ou Santos dos Santos. Ali era o local do silêncio, onde a fala de Deus era prioritária, não a do homem. No “debhir” Deus falava e o homem ouvia. Nenhum hino se cantava no Santíssimo, apenas o diálogo Deus – homem. No ‘hekal”, local dos rituais ordinários (falamos do templo de Salomão ), somente os sacrifícios, as orações, os oráculos e os cânticos corais levíticos compunham a liturgia. No mundo exterior, porém, o povo alegrava-se nas festas preordenadas, estabelecidas e regulamentadas por Deus, cantando, ao som de instrumentos, e dançando. Este quadro tem de ser levado em conta, quando se transferem expressões e imagens litúrgicas de Israel para a Igreja. Toda Igreja agora é mais que um “hekal”, é um “debhir”, um Santos dos Santos, um santuário, isto é, lugar de santos, de coisas santas, de palavras santas. Onde dois ou três se reunem, aí é um “debhir”, lugar onde Cristo está como sujeito e objeto de nossa adoração. A reverência, pois, é, em si mesma, e uma forma de cultuar a Deus. 05 – Expressões Cúlticas da Igreja 01 – Tradição ierosolomita: Jerusalém, uma tradição litúrgica profundamente judaica e uma administração eclesiástica institucional. Vejam a eleição de diáconos e a estabilidade ministerial: Tiago, pastor efetivo. A Igreja de Jerusalém foi a líder de todas as outras, e deveria servir de parâmetro para as igrejas cristãs de todos os tempos. 02 – Tradição sinagogal: No mundo gentílico a Igreja apoiou-se, inicialmente, nas sinagogas, herdando delas as tradições litúrgicas, adaptadas e desenvolvidas, segundo a fé cristã e a nova eclesiologia. Veremos depois a estrutura da liturgia sinagogal. 03 – Tradição carismática: A Igreja de Corinto produziu e transmitiu o carismatismo tanto na ordem administrativa como na litúrgica. Nela, os líderes carismáticos instituíam-se por “indicação direta”, supunham, do Espírito Santo, não por eleição ou por indicação apostólica, como acontecia em Jerusalém. A grosso modo, podemos afirmar que as igrejas históricas, como a Presbiteriana, são herdeiras da tradição ierosolomita, e as carismáticas miram-se e se baseiam nos irrequietos e confusos irmãos coríntios. A espontaneidade litúrgica precisa de limites, e Paulo os deu, enfáticos. 04 – Tradição cristofânica: A “shekinah” está sobre e em Jesus Cristo, o que se mantém presente na Igreja e, em consequência, nos cultos. Cristo é a cabeça do organismo eclesial; nós, os membros. Ele, a “shekinah” de Deus no meio dos eleitos, é inseparável de sua Igreja. Sem a presença gloriosa de Cristo não há Igreja e o culto, sem a emulação de sua presença, torna-se vazio de sentido e falso. Apocalipse é um testemunho da glória (shekinah) de Deus em Cristo, em que o Cordeiro é colocado no centro da adoração dos santos, que se efetiva nos céus e se realiza também na terra. A solenidade do culto celeste, na visão apocalíptica, enriqueceu muito a adoração terrestre da Igreja primitiva e sofredora. A exaltação do Cordeiro se faz pela palavra oral e pelo cântico coral, composto do levirato celestial (os anjos, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos). A estes somaramse, num cântico comunitário, todos os redimidos, uma incontável multidão (Ap 4.10-11; 5. 8-14; 7.11,12; 11.16,18; 12.10-12; 14.2,3;15.2-4 cf 19.1-7). Instrumento litúrgico do coral celeste: A harpa (Ap 5.8, 14.2;15.2). O culto do povo de Deus na terra deve ser figura do que acontece no céu. E lá a reverência é levada a sério, a cristocentricidade da adoração é uma realidade. O personalismo não existe. Infelizmente, aqui na terra, muitos cantores estão cantando para si mesmos, mercantilizando o canto sacro (sacro?). Cantam, do altar do Senhor, para venda de discos, CDs e fitas. Lamentável distorção do culto! 06 – Igreja, um santuário O culto no Velho Testamento era estritamente sacerdotal. Os sacerdotes, e somente eles, tinham acesso à parte mais sagrada do templo, isto é, aquela inteiramente santificada, completamente separada do mundo e das coisas profanas. Os leigos ficavam no exterior, incluídos no profano, onde a sensorialidade se expandia e onde o espiritual se confundia com o material na liturgia das festas. As paixões, os sentimentos e as emoções espirituais misturavam-se com as naturais e as carnais nos atos “cúlticos”. Hoje, igualmente, o culto é sacerdotal, pois a Igreja toda é um reino de sacerdotes, e o templo todo passou a ser um “hekal”, lugar santo, reunião do povo sacerdotal em Cristo Jesus, o Sumo Sacerdote do templo, Cabeça da Igreja. A solenidade do “hekal” vetotestamentário deve ser mantida no “hekal” neotestamentário, a Igreja reunida. Onde quer que os sacerdotes de Deus se reunem, aí estará o Tabernáculo, Jesus Cristo, Deus conosco. E o local básico de reunião é o templo. Toda a Igreja, à semelhança do coral levítico, é um coral sacerdotal reverente, respeitoso, zeloso, bíblico e artístico. Um povo sacerdotal não apresenta a Deus música de má qualidade, de procedência duvidosa, de rítmos que levantem associações mundanas concupiscentes. O verdadeiro cântico espiritual somente a Igreja invisível dos verdadeiros eleitos aprende, apreende e executa, pois não procede dos cérebros humanos irregenerados, mas da revelação de Deus: “Também a voz que ouvi era como de harpistas quando tange as suas harpas. Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pode aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra” (Ap 14. 2b,3). O novo saltério da Igreja, verdadeiramente espiritual, difere, e muito, da hinologia transitória, emergente dos sentimentos e das circunstâncias culturais. Os eleitos, iluminados pelo Espírito, separam bem o cântico realmente sacro daquele com pretensões de sacralidade. A espiritualidade do canto é uma obra do Espírito e não um produto comercial destinado ao seguimento religioso do mercado consumidor. 07 – O Culto na Igreja Cristo presente, a “shekinah” divina, é o sujeito e o objeto litúrgicos. Culto não é uma festa de religiosos exaltando um ícone ou buscando bênçãos dos céus; é o encontro do Senhor, promovido por este, com seus servos na assembléia litúrgica, a comunhão dos salvos convocados por Cristo e reunidos pelo Espírito Santo para a edificação, a comunhão e a respeitosa adoração ao Redentor. Paulo entende que o motivo último do culto é a edificação do corpo de Cristo, habilitando o conjunto e cada membro para o exercício da fé e do testemunho cristão. No culto, exatamente como acontecia no “hekal” do templo de Salomão, as expressões corporais devem ser reverentes e destinadas à reverência, consentâneas com o local de adoração, a sublimidade litúrgica, a presença do Rei. No “hekal” do templo os movimentos físicos não iam além de fechar os olhos, curvar-se, ajoelhar-se, levantar-se, mover suavemente as mãos. Nada de pulos, danças, coreografias, bateção de palmas, aplausos. O hedonismo e o ludinismo eram próprios dos cultos pagãos. No tempo da “nova era”, da teologia da prosperidade, do “Cristo da satisfação temporal”, a hilaridade confunde-se com a espiritualidade. O Cristo da cruz tem sido substituído pelo “Cristo da glória terrena”; a fé salvadora foi trocada pela “fé positiva”, requerente de “direitos humanos” originais e inalienáveis. São deveres de Deus e direitos do ser humano, dizem, a saúde, a prosperidade, a realização dos desejos nobres e a felicidade. Semelhante teologia trocou a oração súplice, submissa à soberania de Deus, pela “confissão positiva”, oração que não admite resposta negativa, pois o suplicante não pede favor, reivindica direitos. A soberania do homem está sendo colocada no lugar da soberania de Deus. E o Senhor de todos e de todas as coisas converte-se em submisso servo do homem. Lamentável! 08 – Conjunto litúrgico Numa Igreja que exercita o sacerdócio geral de todos os homens, a liturgia é função de muitos e ação de todos, não de alguns clérigos privilegiados. Assim, a Igreja possui um “conjunto litúrgico” bem definido, composto de: Ministros (presbíteros docentes e regentes), diáconos, líderes dirigentes, cantores, coral, instrumentistas. Este conjunto harmônico dirige o serviço litúrgico do qual toda a comunidade participa por meio do responso: Cânticos, leituras responsivas, leituras uníssonas, orações e recitações credais. O trabalho diaconal durante o culto faz parte dele como componente necessário da liturgia, que é também diaconia. O Culto a Deus é diacônico por excelência. 09 – Conjunto diacônico A existência da Igreja, em si mesma, é um culto ao Criador e Senhor. Tudo que ela faz e tudo o que se faz dentro dela e por ela, faz-se ao seu Cabeça, Jesus Cristo. São verdadeiros adoradores os que trabalham na Igreja em quaisquer funções, atividades, ofícios e ministérios. Enganam-se os que pensam que o culto somente se efetiva na reunião devocional dos crentes. Culto é qualquer serviço prestado a Deus, especialmente os que cooperam para a ordem e a unidade da Igreja. Aliás, a consagração maior não é dos que são “ativos” na reunião, mas dos que são dinâmicos, dedicados e eficientes no cumprimento de seus ministérios diversos. O conjunto diacônico da Igreja se compôe de: Conselho, Junta Diaconal, Superintendente da Escola Dominical, professores, dirigentes infantis, regentes, diretorias departamentais, secretarias, serviço de som, serviços gráficos, serviço de manutenção, serviços diplomáticos e outros. Sem as atuações setoriais dos vários serviços diacônicos, ordenados por um sistema globalizante e harmonizados pelo espírito de cooperação, a Igreja não será uma boa comunidade litúrgica. Os serviços integrados habilitam a Igreja, qualificando a liturgia existencial do corpo eclesial. Participar da liturgia, pois, é trabalhar na e para a Igreja em quaisquer atividades, inclusive a disposição de se congregar. 10 – Artes litúrgicas Sendo Deus o Criador e Senhor de todas as coisas, Salvador dos eleitos, dono de tudo o que existe, o melhor, evidentemente, tem de ser para ele, especialmente no campo das artes, onde a criatividade humana, por doação divina, evidencia a sensibilidade daquele que Deus criou à sua imagem e semelhança. As artes litúrgicas pricipais são: 01 – Recitativa: Na Sinagoga havia pessoas treinadas para leituras bíblicas. Na Igreja também deve haver. O que tem dificuldades, treine em casa. Repita muitas vezes a leitura em voz alta, cadenciada, respirando nas pausas virgulares, pronunciando bem as palavras. Não leia correndo, atropelando as palavras. Leia para a Igreja, pausadamente, não para si mesmo, com a melhor entonação vocálica possível. Na leitura dos salmos, observe os versos paralelos, procurando a ênfase ideográfica. 02 – Arte da leitura comunitária: Na leitura responsiva o dirigente não deve quebrar o texto com erros e pontuações inexistentes ou desrespeitar os acentos gráficos e as pausas marcadas pelas vírgulas. Cada ledor tem de ouvir a leitura dos irmãos para não se atrasar ou adiantar-se. A leitura uníssona significa: Leitura feita a uma só voz, isto é, a Igreja fala a Deus em uníssono. No momento da leitura a Igreja é uma única boca e um só ouvido, falando e ouvindo ao mesmo tempo. 03 – Arte musical: A melhor música de Israel era a cantada no templo e nas festas solenes como a da expiação. Nota-se isto pela letra dos salmos, particularmente o “halel”, salmos de 113 a 118. As igrejas reformadas elevaram o nível da música popular não concupiscente, adaptando-a à reverência da adoração. A música sacra clássica deve muito à Reforma, prioritariamente ao luteranismo com sua figura máxima, J. S. Bach. Os antigos corais, luteranos a calvinistas, nobilitavam-se pela qualidade literária, zelo doutrinário e técnica musical de seus hinos e cantatas. Deus, certamente, é o Pai das artes, visto ser o Pai dos artistas. Além do mais, é o Rei dos reis, augusto, soberano. Não se há de louvá-lo com vulgaridade por meio de letras, melodias e ritmos popularescos, sem qualidade e nobreza. A melhor música, como acontecia em Israel e nos tempos da Reforma, precisa voltar aos nossos templos, sublimar os cultos, enriquecer as liturgias modernas, engrandecer o Criador. A Igreja, em qualquer aspecto, tem de ser modelo para o mundo, influenciá-lo, criar para ele, jamais ser influenciada por ele. Quando se ouvem hinos, corinhos e canções originários da cultura popular ou advindos do folclore idolatrizado com ritmos de samba e linhas melódicas herdadas de “folias de reis” e candomblés, a tristeza invade o coração dos eleitos de bom senso, pois presenciam a antes imaculada noiva do Cordeiro sambando; fazendo coreografias cênicas, próprias das artes de representação nos palcos e nos palanques; reproduzindo gestos mímicos da adoração pagã, típicos de “mães- de- santo”, ou de “ôla” de estádios de futebol. Longe, muito longe estão tais “cultos de louvor” da adoração instituída por Deus em Israel; do culto sinagogal; das celebrações cúlticas da Igreja primitivada; da liturgia reformada calvinista; da projeção do culto celeste revelado em Apocalipse. Deus, augusto e soberano, não deve ser exaltado e aclamado da mesma forma com que se ovaciona e se louva o “Rei Momo” ou se vulgariza um santo do folclore brasileiro. Atentem para os termos respeitosos e reverentes com que Cristo se dirigiu ao Pai. Igreja e mundo são antitéticos ente si. O povo sagrado continua separado do mundo profano, e assim há de ser eternamente. 11 – Estética dirigencial Não foi sem motivo que Deus determinou que os sacerdotes se vestissem adequadamente, e até com requinte e luxo, para as celebrações litúrgicas. Não se requerem hoje vestes sacerdotais, mas a dignidade da pessoa de Cristo, Senhor e cabeça da Igreja, exige do dirigente indumentária decente, digna, discreta, respeitosa. Como o símbolo moderno de respeito é o terno com camisa social e gravata, que assim se vistam o dirigente litúrgico e o pregador. Não se esqueçam o pregador e o dirigente do culto de suas condições de servos de Cristo a serviço de Deus em nome da Igreja e com ela. A vestimenta inadequada do dirigente, além de ser desrespeitosa, é péssimo exemplo para a comunidade, que pode descuidar-se da indumentária, mirando-se em seus líderes, e acabar relaxando o comportamento na Igreja durante o culto. A veste descontraída induz à descontração. E mais, o templo deixa de ser verdadeiramente a Casa de Deus para se tornar, no entendimento dos agregados, apenas num local de reunião onde se tratam de assuntos religiosos, sociais, morais e políticos. O ambiente da Igreja e a reverência ao Salvador requerem vestimenta adequada, despida de qualquer apelação ao luxo exagerado e à sedução. 12 – Estética templária Examine a construção do templo. Veja como Deus ordenou artística e esteticamente a sua construção e a disposição dos móveis e utensílios litúrgicos. Este desvelo estético deve prevalecer em nossos templos pela arquitetura adequada à realização e à solenidade dos serviços sagrados pela disposição do púlpito, pela colocação do coral, do órgão, do piano, da orquestra, dos vasos ornamentais. Lembrem-se de que a comunidade se posta de frente para os móveis, utensílios, coral, dirigente e pregador. A desarmonia do complexo litúrgico provoca mal-estar na comunidade. O belo e o harmônico fazem parte da liturgia. O ambiente de culto deve ser solene, ter alegria discreta e oferecer um ambiente de reflexão, meditação e contrição. A nave precisa evocar o sentimento de reverência e introspecção meditativa. 13 – Liturgia cristã, herança judaica 01 – Liturgia do sacrifício: O ponto de convergência do culto templário em Israel era o sacrifício. Sem ele não se adorava a Deus, não se lhe demonstravam contrição, gratidão e submissão; não se lhe confessavam os pecados, não se recebia o perdão. Enfim, sem sacrifício não havia serviço litúrgico (pulchan). No Novo Testamento, de igual maneira, o culto centraliza-se no sacrifício de Cristo reconstituído memorativamente no rito eucarístico, na proclamação da palavra salvadora e na confissão de pecados. O culto, por sua natureza, é cristocêntrico, mas de um cristocentrismo fundamentado exclusivamente da Palavra de Deus; Cristo segundo a revelação bíblica; não o das “revelações” extrabíblicas; não o transubstanciado (sacramentado) nos altares por ordenação sacerdotal. 02 – Ordem do culto sacerdotal: A ordem natural do culto sacerdotal em Israel era: a. Reconhecimento da presença real de Deus. b. Consciência de que Deus realmente perdoa os pecados confessados. c. Confissão de pecados com as mãos do confessando sobre a cabeça do vítima oferecida. d. Morte da vítima, simbolicamente carregando os pecados confessados. e. Declaração de perdão por meio do sacerdote. f. Ação de graças pela misericórdia do perdão. O sacrifício da vítima em lugar do pecador era imprescindível, pois “sem derramamento de sangue não há remissão de pecados”. Hoje Cristo é o sacrifício em lugar do pecador, mas também é o ressurreto por ele. O que acontecia em Israel, acontece, no essencial, na Igreja: Nossos pecados são depositados aos pés da cruz de Cristo em confissão, para que seu perdão eterno tenha poder dinâmico e restaurador na continuidade da existência do escolhido. A confissão, portanto, é central e essencial no culto cristão. A Igreja que confessa seus pecados e se humilha: Louva, adora e serve ao Salvador. No Velho Testamento o pecador era sacrificado simbolicamente na vítima que oferecia em holocausto. No Novo Testamento o pecador é realmente morto e ressurreto em Cristo, ao mesmo tempo, Cordeiro e Sacerdote. A Igreja é, pois, confessional no testemunho e confessante no culto. 03 – Herança sinagogal: Não lhe sendo permitido o sacrifício, a Sinagoga centralizou o culto no ensino (limud), especialmente o da Torah e dos profetas bem como na confissão individual e coletiva de pecados e culpas, na esperança de merecimento do perdão anual no grande dia da expiação. A “didaquê” e o “kerygma” originaram-se da liturgia sinagogal, isto é, lá estão suas raízes. Ênfases do Culto Sinagogal: Ensino, confissão, pregação. A sinagoga usava o saltério, compunha cânticos, seguindo a tradição salterial, e produzia hinos novos, sempre conforme as linhas mestras da poesia e da melodia dos salmos. O que caracterizava seu “cântico espiritual” não eram as “inspirações” sentimentais e místicas, mas a fidelidade melódica e textual às Sagradas Escrituras e à hinódia salterial. Desse modo, o culto se preservava da invasão das “novidades” litúrgicas do paganismo reinante, muito influente e atraente, sobretudo no que se referia às adorações de divindades ligadas ao sortilégio e à fertilidade; evitava também as influências profanas das orgias, seculares ou sacralizadas, das bacanais. E não se deve esquecer que os cânticos, hinológicos ou não, podiam causar a contaminação do altar pelos ritmos percutidores acompnhados de coreografias e danças sensuais dos cultos da prostituição sagrada em que o sensualismo e o sexualismo eram confundidos com espiritualidade. O orgasmo marcava a “entrada” do espírito da divindade pagã no corpo do sacerdote em coito “sagrado” com a sacerdotisa. Não se permitia também a intromissão das “canções de harém”, que as mulheres e odaliscas entoavam ao sultão, macho que representava o “reprodutor sagrado”, o deus da reprodução e das ressurreições estacionais. Tais canções românticas visavam mais o erotismo que o agapismo, e carregavam-se de gemidos e suspiros sensuais. O harém, com seu ritualismo sensorial, é herdeiro dos cultos da fertilidade nos quais as sacerdotisas, também profetisas, prostituiam-se sacramentalmente com o sacerdote por meio do qual a divindade pagã fecundava o mundo. O falo (phalos) era o símbolo sagrado da fecundidade, o deus da reprodução. Canções eróticas provenientes dos cultos da fertilidade ou dos sensualismos de haréns jamais penetraram os cultos do templo e da sinagoga, mesmo esta estando inserida no mundo gentílico. Na verdade, a sinagoga foi o baluarte firme do judaísmo na dispersão, o sustentáculo da fé judaica, a força mantenedora das tradições mosaicas; e isto por seu culto fundamentado no ensino, na confissão, na esperança de perdão e na proclamação da lei e dos profetas, além de preservar o cântico salterial. São inestimáveis os papéis do templo e da sinagoga, com seus respectivos cultos, na formação, estruturação, normatização, propagação e conservação dos valores culturais da fé de Israel, mantidos até hoje. O mesmo papel tem o culto reformado. Desvirtuá-lo é destruir os monumentos da Reforma, rasgar os nossos riquíssimos anais, esquecendo-se de que os passos do fim da jornada dependem dos que foram dados no início. A Reforma, sem dúvida, restaurou o patrimônio cultural do “kerygma” e da liturgia sinagogal, enquanto o romanismo preservava a ritualística cerimonial e sacramental do templo judaico, sem levar em conta a sua substituição em Cristo Jesus, o novo templo de Deus no mundo. Uma atenta leitura de Hebreus faria bem aos ritualistas sacrificiais, ainda apegados a sacrifícios incruentos, conservando holocaustos e altares em seus templos onde Cristo é, “literalmente sacrificado” incruentamente em favor do penitente, segundo o ritual da missa. Falta a nós cultura litúrgica, que Israel tinha de sobra. A Igreja que não esquece o caminho por onde passou, saberá, com certeza, onde está e para onde vai. No templo, o acesso dos gentios estava vedado, mas na sinagoga, com objetivos catequéticos, permitia-se-lhes o ingresso, mas não lhes dava todos os direitos próprios dos judeus. Isto, supomos, contribuiu para o surgimento, na Igreja primitiva, de duas liturgias distintas: A da Palavra, didática e querigmática, e a do Aposento Alto, sacramental e restrita aos membros. O hermetismo litúrtico dos primeiros tempos da Igreja é também atribuído às perseguições e às delações de crentes fracos ou falsos. A sinagoga celebrava a liturgia da palavra; o templo, a dos sacrifícios. Lembremos que a Igreja romana continua com a dos sacrifícios, pois em cada missa o Cristo é sacrificado na hóstia incruentamente para que seu “munus” vicário seja eficiente na expiação do pecado venial. O altar, no qual se conserva o sacrário, ocupa o lugar central do culto, sendo o oficiante indispensável como “mediador” da graça salvadora. É uma liturgia sacramentalista. Grande parte da reforma manteve a dicotomia judaica dos dois cultos, um dos sacrifícios, agora substituído pela Santa Ceia, antiga cerimônia do Aposento Alto, e o da Palavra, destinado aos catecúmenos e às pessoas não incluídas na membrezia da Igreja. Calvino eliminou tal dicotomia ao estabelecer a unidade e universalidade da liturgia na bipolaridade: Palavra – eucaristia. Defendeu a tese de que a Santa Ceia deveria estar presente, como parte essencial, em todo culto e, mesmo ausente, sua teologia haveria de permanecer na intenção e na proclamação do pacto assim como no reavivamento da esperança escatológica: “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (I Co 11.26). A história da redenção sumariza-se e se atualiza no culto pela presença de Jesus Cristo sem a qual não se realiza de fato. A Ceia do Senhor reatualiza a aliança e, em consequência, viabiliza a Igreja e aprofunda-lhe a esperança escatológica, força que a mantém no caminho do êxodo cristão. No sistema episcopal de culto, sacramentalista, o púlpito fica relegado ao segundo plano , enquanto a mesa eucarística, equivalente ao altar, toma o lugar central do “debhir” do templo, pois o sacramento é mais importante que a palavra. Na liturgia calvinista, o púlpito, altar da palavra, de onde se pronuncia o oráculo profético, isto é, a mensagem bíblica, tanto quanto a mesa eucarística, onde se celebra a Ceia do Senhor, rememorização do Calvário, renovação do pacto da graça, retrovisão dos grandes feitos redentores de Cristo Jesus, antevisão dos eventos escatológicos, estão no centro do culto, no mesmo grau de importância, de proeminência, de simbolismo, de significado; porém, a palavra antecede, na estrutura lítúrgica, a eucaristia. Eis uma herança sinagogal reabilitada pela Reforma e que deve ser conservada na Igreja. O arranjo do espaço reservado ao serviço litúrgico do templo deve clarificar isto ao entendimento e ao sentimento dos fiéis. Eles precisam saber que no culto ouvirão a palavra de Deus e comungarão, pela Santa Ceia, com o Redentor e com seus irmãos redimidos. As demais partes da liturgia decorrem destas e as reforçam e confirmam. A Palavra de Deus, lida e proclamada, e a celebração da Ceia do Senhor, são as duas colunas sobre as quais constrói-se a liturgia cristã. No entanto, na mente dos leigos e na “praxe” da Igreja a pregação e a Ceia ficam fora da ordem litúrgica. Frases como estas são comuníssimas: “Eu dirijo a liturgia e o senhor prega”. “Depois do culto o senhor fica com a palavra para celebrar a Ceia”. Calvino coraria de “santa indignação” com tal compreensão do culto, colocando o secundário no lugar do principal. Reiteremos: A Palavra de Deus e a Ceia do Senhor são a essência e o fundamento do culto, da liturgia. 14 – Liturgia Sinagogal A liturgia da Sinagoga possuía, como já delineamos, elementos básicos, que lhe davam forma e estrutura e lhe permitiam uma ordenação mais ou menos consistente e estável. Por exemplo: A oração de “louvor pelo conhecimento da glória de Javé”, por uma enfática determinação talmúdica, obrigatoriamente dava início ao culto. Depois vinha a “confissão de pecados”, que precedia, sistematicamente, ao sacrifício, no templo. Sem confissão a adoração não se realizava. Oferecendo o sacrifício, o penitente criava a certeza do perdão de Deus, e então agradecia. Era o momento de gratidão. Nesta parte do culto, o adorador cientificava-se dos favores divinos a ele propiciados, iniciando o momento de orações gratulatórias, laudatórias e intercessórias. Seguia-se o ensino, especialmente da “Torah” e dos profetas. Encerrava-se o serviço litúrgico com a Bênção Aaraônica. O pecado não era visto como “ato de falha moral”, mas como transgressão da aliança, desobediência a Javé. Jamais se imaginava um “Deus ausente”, uma “divindade distante” a ser “invocada”, pois o Deus de Israel tabernaculava com seu povo. Eram as efetivas realidades da existência de Javé e de sua presença real as causas geradoras e mantenedoras: Da vida dos eleitos, da bênção do pacto, da dádiva do lei, da realização do culto, da esperança no reino porvir do Messias. 15 – Ordem do culto sinagogal As partes do culto sinagogal eram permanentes, podendo variar apenas a colocação delas na ordem litúrgica, mas não sistematicamente. Eis como se celebrava o culto sinagogal: 01 – Primeira Parte a. Louvor: Quando se reconhecia a glória (shekinah) de Javé. Leitura freqüentemente usada: Ne 9.5-23. b. Oração: Yotzer (o Criador), o que faz todas as coisas, o que dá a vida e gera os movimentos. Esta oração reafirmava a fé no Deus Criador, governador e Salvador. c. Confissão de pecados: Sem confissão não se fazia a entrega da vítima sacrificial e, portanto, não havia culto, tanto o coletivo como o individual. A confissão preparava o fiel, na Sinagoga, para o grande “Dia do Perdão” nacional. d. Perdão: A vítima substituta, oferecida por todos, garantia o perdão tanto na esfera individual como na comunitária. Na Sinagoga não havia sacrifício, mas a idéia e a lembrança da vítima sacrificial estavam presentes e eram centralizantes no culto. e. Gratidão: Agradecia-se a Deus o perdão recebido e todas as demais graças. Os cânticos salteriais, geralmente, mas não obrigatoriamente, entravam aqui. 02 – Segunda parte: a. Oração do amor (Ahabah): Por esta oração o penitente se declarava escravo de Javé, sempre à sua disposição em quaisquer circunstâncias. Amor-dedicação era o que nela se requeria. b. Oração de crença no Deus único (Ehad – único): Nesta se repudiava a idolatria e se afirmava pertencer a um único Senhor. Israel, a noiva, só tinha um esposo, Javé. A fé verdadeira jamais é desviada do Criador para a criatura. c. Declaração de fé (Shemah): Fazia-se a leitura de Dt 6.4-9 ou Nm 15.17-41. d. Oração das bênçãos: Eram dezoito orações ou uma oração só com dezoito seções, agrupadas em: Adoração, gratidão e intercessão. e. Ensino: Lei e profetas. Comunicação didática, não retórica. f. Bênção Aaraônica: Observe que esta ordem obedece a uma seqüência lógica, liturgicamente falando, pois acompanha os movimentos da alma em estado de adoração. A Igreja primitiva, não mais vinculada ao sistema sacrificial do templo, adotou, com as modificações necessárias, a liturgia da Sinagoga, com ênfase na Palavra de Deus e na celebração da Ceia do Senhor, substituta da páscoa judaica e memorial do sacrifício de Cristo. 16 – O Deus que convoca O culto, tanto o do templo como o da sinagoga e, conseqüentemente, o da Igreja, efetiva-se por convocação de Deus, isto é, ele convoca o seu povo para estar reunido no local onde seu nome se faz presente. Portanto, a assembléia litúrgica se reune em Deus, congrega-se pelo poder atrativo e pela força imperativa do Salvador. Diríamos que a Igreja (ekklesia-qahal) é eminentemente teocêntrica. Seu centro vital é Deus, não que ela o tenha chamado para si; pelo contrário, o Redentor é que congrega em torno de si os seus eleitos. Sem a presença de Deus não há culto verdadeiro. Retenhamos bem isto: A Igreja é a assembléia dos que Deus escolhe em Cristo Jesus, não a reunião dos que invocam a divindade para que ela desça ao local dos invocadores. Também não se define como “romaria” a sítios de “aparições” em que a “divindade” aparecida se limita ao espaço e ao tempo, aguardando a “visita” dos fiéis. Culto, por outro lado, não pode ser “ascese” extática de místicos que pretendem “sair” do meio físico para “subirem” aos céus e lá, em “espírito”, estarem com Deus. O culto é o sinal de que Deus “desceu” até nós, agregou-nos a ele, fez-nos seus adoradores. A presença de Deus gera o culto, não o culto “chama” Deus para estar presente. Havia no culto da Igreja primitiva a “apiklesis”, um tipo de invocação, não para “atrair” a presença de Deus, como se o culto começasse sem ele e fosse um meio de trazê-lo à terra, buscando-o do transcendente para o imanente. A “apiklesis” era uma súplica para que Cristo consagrasse os elementos eucarísticos, desse a eles conteúdo espiritual para que a comunhão se transformasse num meio de graças para os comungantes. Também se usava a “epiklesis” escatologicamente como jaculatória: “Vem, Senhor Jesus (Maranata). O mesmo sentido epiclético se dava à petição da Oração do Senhor: “Venha o teu reino”. A Igreja pode invocar o poder do Deus presente, autor e consumador da fé, para que esteja sempre sobre ela, jamais a pessoa de Deus para “comparecer” à reunião, pois esta existe como consequência de sua presença. Deus, pelo seu Santo Espírito, produz o culto que sua Igreja expressa em atos litúrgicos. 17 – Culto, uma realização do Espírito É pelo Espírito que a Igreja afirma que “Cristo é Senhor”. Sem ele tal confissão de fé verdadeiramente não se pronuncia: “Ninguém pode dizer: Senhor Jesus! senão pelo Espírito Santo (I Co 12.3b). A distintiva sabedoria de conhecer e proclamar a Palavra de Deus, no sacerdócio universal de todos os crentes, vem do Espírito Santo (I Co 12.8), isto é, os dons da pregação, da profecia (I Co 14.3) e do ensino (Rm 12.7; Ef 4.11,12). O Espírito, por meio do culto, trabalha o aperfeiçoamento dos santos, pois a liturgia contém os instrumentos necessários para isso: “Reconhecimento da presente glória de Deus, confissão, perdão, adoração, louvor, dedicação, consagração, intercessão, ensino, proclamação, comunhão. O convencimento do incrédulo é obra do Espírito (I Co 14.24,25; Jo 16.8-11). Ao profeta, isto é, ao pregador compete pregar sempre. A adoração verdadeira é produzida pelo Espírito Santo (Fp 3.3 cf Jo 4.24; Rm 8.26,27; I Co 14.15; Ef 6.18; Jd 20). A hinologia de que Deus se agrada vem do Espírito, inspirador da letra e da música (I Co 14.2,25; Ef 5.19). É também o Espírito que nos leva a Cristo e este nos coloca em comunhão com o Pai (Ef 2.28). Por outro lado, o amor que nos vincula a Deus e nos une aos irmãos é dádiva de Cristo mediante o Espírito (Rm 5.5 cf I Co 13). Deus organiza o culto cristão, como fez no Velho Testamento, e o executa por meio de sua Igreja instrumentalizada pelo Espírito. No culto pagão, o homem estabelece as normas de adoração de seus deuses e as pratica, sempre conforme os seus interesses, satisfações e desejos. O culto bíblico é instituição divina. E deus o criou e o organizou para que o homem o satisfaça. O culto deve ser agradável a Deus, não ao homem (Rm 12.1.2). Este só experimenta a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”, quando oferece a ele a totalidade de sua vida, corpo-espírito (Rm 12.2). Isto se dá de duas maneiras: Pela negação de si mesmo: pela consagração de si mesmo (Lc 9.23-27). 18 – Modelo litúrgico 01 – Elementos litúrgicos no Novo Testamento: O Novo testamento não contém um manual de liturgia, como também não nos instrui explicitamente sobre a responsabilidade da entrega do dízimo, a forma batismal, a Santa Ceia para as mulheres, a eleição de presbíteros docentes e regentes, a guarda do domingo. Estas são bíblicas por inferências e analogias. Há delas “sinais” fortes e inconfundíveis pelos quais deduzimos e concluímos conteúdos e formas. Assim acontece com o culto. Além de sua biblicidade e formas vetotestamentárias, encontramos, embora não ordenados, os elementos essenciais do culto em textos como: I Ts 5.16-22; Cl 3.16-18; Ef 5.18-21. Nos textos citados se encontram: a- Louvor. b- Oração. c- Ação de graças. d- Pregação. e- Ensino. f- Submissão por via confessional. g- Regozijo espiritual. Não confundir o regozijo espiritual com ludinismo sensorial. O regozijo sensorial desperta os sentidos e nos induz ao prazer e à satisfação sensórios. O regozijo espiritual, introspectivo por natureza, é a alegria de estar com Deus e servi-lo dia e noite. Observamos, pelas informações recebidas por meio dos trechos mencionados, que o culto do Novo Testamento não era anárquico e nem improvisado, pois Paulo, o autor sagrado deles, nos esclarece que tudo deve ser feito com ordem e decência (I Co 14.33,40). 02 – Modelo litúrgico: A Igreja de Corinto ter servido de base eclesiológica, pneumatológica e litúrgica para muitas igrejas, como se uma camunidade primitiva, a mais problemática de todas, pudesse servir de parâmetro para a Igreja universal. Cada comunidade possuía virtudes e defeitos, mormente as gentílicas, como a de Corinto, que se distanciava da Igreja-mãe, a de Jerusalém, cujo culto nada tinha de carismatismo. A liturgia numa igreja com divisões e partidos, com pecado de incesto, com irmãos apelando aos tribunais seculares contra outros irmãos, com avareza e carnalidade, com crentes que não podiam ser chamados de espirituais, mas de carnais (I Co 3.1-5; 6) não servirá de modelo espiritual, pois espiritualidade de fato não existia. Miremo-nos na Igreja ierosolomita ou na de Filadélfia contra a qual o Espírito não teve restrições. A ela o cordeiro diz: “Conserve o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3.11b). Conservar, eis a ordem! O culto deve ser racional sem eliminar o emocional (I Co 14.15 cf Rm 12.1,2); não perdendo nunca seus fundamentos bíblicos: a. Oferta de Deus ao homem: a- A Palavra bíblica, o sacrifício vicário de Cristo, o perdão. b. Responso do homem: Aceitação, contrição, confissão, dedicação ou consagração, gratidão e missão. Eis a liturgia da reunião e da dispersão, da comunidade e de cada fiel. 03 – Exorcismo: O exorcismo não constava do culto vetotestamentário, do sinagogal e da liturgia da Igreja primitiva. Onde a Igreja se reune é o “Santo dos Santos”, local de encontro litúrgico de Cristo com seus remidos (Mt 18.20): “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí eu estou no meio deles”. E assim como nada impuro podia penetrar além do véu, no Templo de Salomão, do mesmo modo, o impuro dos impuros, o “porco”, deus do lixo e das moscas, não penetra o “santuário” de Cristo, do Sumo sacerdote, que é a Igreja, corpo do Cordeiro; e nem se apossa de nenhum de seus membros, pois todos são templos do Espírito Santo. Admitir que Satanás pode adentrar o Corpo de Cristo, sua Igreja, e possuir os que são templos do Espírito, é o mesmo que admitir o sacrifício de porco no altar santíssimo, jamais profanado, onde Jesus Cristo exerce o ministério de Sumo Sacerdote. O lugar que o Espírito Santo ocupa não deixa espaço para o Demônio. Transformar o culto em sessão de exorcismo é profanar a Casa de Deus, é desconhecer que o culto é uma antevisão, uma antecipação escatológica da comunhão celeste dos filhos redimidos com o Cordeiro remidor. O culto bipolariza-se na Palavra de Deus e na celebração da Ceia do Senhor, dois poderosíssimos meios de graças concedidos à Igreja militante visível para sua edificação. 04 – Línguas: A língua estranha, bem como a estrangeira não interpretada, em nada edifica a Igreja. Portanto, como recomenda Paulo, deve ser evitada (I Co 14.3,5,9,10,12,18,l9). A língua estranha (glossolalia) e o exorcismo não constavam da ordem do culto racional (logikos) da Igreja primitiva ierosolomita, fundamentada na tradição judaica do templo e da sinagoga. O maior e melhor dom geral para a fraternidade comunitária é o amor. O mais importante carisma para a edificação da Igreja é a profecia, pregação didática ou querigmática. Os dons de exorcizar e de curar são equipamentos dos apóstolos, exercidos na implantação do reino de Cristo, mas eles não os levavam para dentro da Igreja como ordem programática da liturgia. Deus, que cuida de seus servos, sabe o que lhes é bom ou conveniente (Mt 6.6). O culto não é e nem pode ser uma “disputa” entre o Espírito de Deus e o espírito satânico. Culto, repetimos, é a reunião dos salvos em Cristo Jesus, convocados por Deus para adoração em espírito e em verdade. Também, frisemos, o Corpo de Cristo, a Igreja, e o corpo do crente, do regenerado, são templos do Espírito Santo, onde o Demônio não pode penetrar. A Igreja, pois, não deve transformar-se em sinagoga de Belzebu. Não se orgulhe de no culto de sua Igreja “aparecer” muito “espírito mau”. Agradeça a Deus se nele o maligno não se manifesta, pois a manifestação de Deus (teofania), de Cristo (cristofania), efetivadas perenemente na Igreja, são incompatíveis com manifestações satânicas. O culto é, acima de tudo, uma “cristofania” permanente, sentida e percebida pelos crentes, iluminados pelo Espírito Santo, nos sinais invisíveis do gozo espiritual, da paz interior, da edificação da alma contrita, da alegria do salvo, do perdão, da consagração, do desejo irreprimível de servir, da harmonia com Deus e com os irmãos. 19 – Liturgia na Didaquê A Didaquê (ou o Didaquê), documento originário do primeiro século, mostra, em princípio, como se celebravam os serviços litúrgicos na Igreja primitiva: 01 – Culto dominical: “Reunindo-vos no Dia do Senhor, parti o pão e dai graças, depois de haver confessado as vossas transgressões”. Aqui a ordem inicial do culto aaraônico se obedece: a. Confissão: Tal confissão se fazia à vista do reconhecimento da grandeza e majestade de Deus: “Porque isto é o que foi dito pelo Senhor: Em todo lugar e tempo oferecer-me-eis um sacrifício puro, porque eu sou Rei grande, disse o Senhor, e meu nome é admirável entre as nações”. b. Ação de graças: Gratidão pela certeza do perdão e da redenção, graciosas dádivas do Filho de Deus. c. Comunhão: Ato memorativo de vinculação a Cristo e de fraternidade comunitária. 02 – Celebração eucarística: “A respeito de ação de graças assim fareis”: a. “Acerca do cálice: Damos-te graças (eucaristia), nosso Pai, pela santa vinha de Davi, teu servo, a qual nos fizeste conhecida por meio de Jesus Cristo, teu servo. A ti a glória para sempre”. b. “E sobre o fragmento de pão: Damos-te graças, nosso Pai, pela vida e o conhecimento que nos deste a saber através de Jesus Cristo, teu servo”. “A ti seja a glória pelos séculos”. “Como esse fragmento estava disperso sobre os montes e, recolhido, fez-se um, assim seja reunida a tua Igreja desde os confins da terra em teu reino! Porque tua é a glória, teu o poder através de Jesus Cristo para sempre”. c. “Depois da distribuição dos elementos eucarísticos: Somos-te gratos, Pai santo, por teu nome, que fizeste habitar em nossos corações, pelo conhecimento, e fé, e imortalidade, que nos deste a saber por meio de Jesus Cristo. A ti seja a glória pelos séculos”. d. “Ação de graças pela criação e pela providência: Tu, Senhor onipotente, criaste todas as coisas por causa do teu nome, e deste alimento e bebida aos homens para deleite, para que te sejam agradecidos, mas a nós nos agraciaste com o alimento espiritual e a bebida da vida eterna por instrumentalidade de teu servo. Acima de tudo, damos-te graças porque és poderoso. A ti seja a glória para sempre”. e. “Intercessão pela Igreja: Lembra-te, Senhor, de tua Igreja, para livrá-la de todo mal e fazê-la perfeita em teu amor, reune-a desde os quatro ventos, santifica-a em teu nome, que para ela preparaste. “Porque teu é o poder e a glória para sempre”. f. “Súplica para volta de Cristo (Maranata): Venha a graça, e passe este mundo! Hosana ao Deus de Davi! Se alguém é santo, aproxime-se; se não o é, arrependa-se: Maranata. Amém”. Note bem: Toda seção termina com uma doxologia, uma declaração exaltatória da glória de Deus, geralmente recitada pela congregação. Depois das doxologias comumente liam-se os seguintes textos: Ap 4.11; Mt 24.31; 21.9,15; I Co 16.22. A Didaquê mostra-nos que a Igreja dos primeiros séculos possuía uma liturgia elabora, executada pelo dirigente com respostas da comunidade. Elaboração e regulamentação observam-se. Nada de improviso e de influências localistas. Mantinham-se os vínculos com a velha dispensação, entendendo que a Igreja é, de fato, a consumada herança davídica. 20 – Liturgia segundo Justino Mártir (140 d.C.) Em sua Apologia a Antonino Pio, registra os seguintes princípios de Ordenação do Culto: 01 – Proanáfora ou Liturgia da Palavra: ( * ) a. Memórias dos apóstolos: Textos dos profetas, dos evangelhos e das epístolas. b. Instrução com base nos textos lidos. c. Exortações requeridas pelas lições ministradas. Destaques exortatórios. d. Orações comunitárias em forma de litania. e. Salmos e hinos. Hinos e cânticos espirituais, acredita-se, sejam os grandes cantos veto e neotestamentários tais como: O Cântico de Míriam, o Cântico de Débora, Benedictus, Magnificate e textos do Novo Testamento metrificados e musicados. 02 – Anáfora ou Liturgia do Aposento Alto: ( * * ) a. Ósculo da paz ou recepção carinhosa dos irmãos. b. Ofertório em favor dos irmãos humildes. c. Introdução dos elementos. Palavras da instituição. d. Oração de Consagração. e. Ação de graças pela criação, providência e redenção (Cf Didaquê). f. Anamneses, recordação da Paixão. (1) g. Dedicação; colocação de dons e virtudes nas mãos de Deus. h. Epiclesis, invocação do Verbo e do Espírito Santo para abençoarem o pão e o vinho. (2) i. Intercessões. j. Amém congregacional. k. Distribuição dos elementos. l. Comunhão. m.Despedida dos fiéis. ( * )- Proanáfora: Missa Catechumenorum. ( ** )- Missa Fidelium. A palavra missa significa: Celebração da eucaristia, sacrifício. 21 – Liturgia do fim do III século e início do IV. Como modelo geral, a liturgia do período mencionado pode ser apresentada com a seguinte ordem: 01 – Liturgia da Palavra: a. Lições: Lei, profetas, epístolas, Atos e evangelhos. b. Salmos selecionados: Entoados, podendo ser intercalados entre lições. c. Aleluias: Ação de graças ao Salvador. d. Mensagem: (Uma ou mais). e. Litania diaconal para catecúmenos e penitentes. (*) f. Despedida dos catecúmenos e penitentes. 02 – Liturgia do Aposento Alto: a. Litania diaconal para os fiéis, após a qual se liam os nomes dos membros da Igreja local, inclusiva dos falecidos. (3) b. Bênção da paz ou saudação (Paz seja convosco). c. Ofertório. d. Apresentação dos elementos eucarísticos. e. Preparação dos elementos. Misturava-se água ao vinho. f. Sursum Corda: (citada em seguida). (4) g. Oração congregacional (às vezes o Pai Nosso). h. Ação de graças pela: Criação, providência, governo e salvação. (Acréscimo: Governo). i. Sanctus (citado a seguir). j. Ação de graças pela redenção em Cristo. k. Palavras da instituição. l. Anamneses (recordação da Paixão). (1) m.Epiclesis. (2) n. Intercessão. o. Oração dominical. p. Partição dos elementos. q. Elevação: “O Santo para os santos”. r. Comunhão: Cantavam-se os hinos dos salmos 34 e 43. s. Ação de graças pela comunhão. t. Litania diaconal final. (3) u. Despedida dos fiéis. Notas: 1. O Sanctus podia ser apenas monologado pelo ministro. 2. Kyrie Eleison: A partir do terceiro século começa-se o uso do “Kyrie Eleison” após a oração de confissão ou depois da cada confissão dentro da oração confessional: “Tem misericórdia de nós”. 3. Liturgia do aposento alto: Nos períodos de perseguição da Igreja a “liturgia do aposento alto” era celebrada secretamente. Somente os membros “testados” dela podiam participar. Tal cerimônia secreta denominava-se “Disciplina Arcandi”. O celebrante deglutia o pão e ingeria o vinho primeiro. Guardava-se um tempo em silêncio e oração para depois efetuar a distribuição. Isso se fazia para evitar possíveis envenenamento da comunidade. As traições eram freqüentes. Também havia, não raro, infiltrações, apesar do extremo zelo na vigilância. 4. Sursum Corda: Ministro: Levantai vossos corações. Congregação: Levantemo-los ao Senhor. Ministro: Demos graças ao Senhor. Congregação: Dar-lhas é digno e justo. 5. Sanctus: Ministro: Santo, santo, santo, Senhor Deus, todo poderoso. Congregação: Plenos estão os céus e a terra da tua glória. Ministro: Glória seja a ti, Senhor! * Penitentes: Os que estavam sob disciplina ou em observação. 22 – Culto reformado Na liturgia sinagogal, com poucas modificações e adaptações, a Igreja primitiva buscou fundamentar seu culto, seguindo aproximadamente a mesma ordem. A Reforma, especialmente a da linha calvinista, retornando aos tempos apostólicos e à primeira fase da patrística, estruturou sua liturgia, como veremos. Negando a centralização da Igreja no clero e a centralidade da liturgia romana na missa, na hóstia transubstanciada em Cristo, a Reforma, mais pelas mãos de Calvino, firma as bases do culto no fundamento bicolunar da Palavra de Deus e da Ceia do Senhor, tal como se fazia na Igreja das origens, evitando a todo custo proeminências ou evidências sacerdotais, que desviam do Criador para a criatura o alvo litúrtico ou, pelo menos, a importância do culto que, a partir do quarto século, conforme se vê no manual “Constituição Apostólica”,
     
  209. Rev.Ludgero

    21 fevereiro, 2008 at 3:27 pm

    22 – Culto reformado Na liturgia sinagogal, com poucas modificações e adaptações, a Igreja primitiva buscou fundamentar seu culto, seguindo aproximadamente a mesma ordem. A Reforma, especialmente a da linha calvinista, retornando aos tempos apostólicos e à primeira fase da patrística, estruturou sua liturgia, como veremos. Negando a centralização da Igreja no clero e a centralidade da liturgia romana na missa, na hóstia transubstanciada em Cristo, a Reforma, mais pelas mãos de Calvino, firma as bases do culto no fundamento bicolunar da Palavra de Deus e da Ceia do Senhor, tal como se fazia na Igreja das origens, evitando a todo custo proeminências ou evidências sacerdotais, que desviam do Criador para a criatura o alvo litúrtico ou, pelo menos, a importância do culto que, a partir do quarto século, conforme se vê no manual “Constituição Apostólica”, surgido por volta do ano 300 d. C., livros II e VIII, tornou-se demasiadamente cerimonialista, sacramentalista e clericalista. Passamos, pois, dos tempos primitivos da Igreja ao da Reforma, fixando-nos no extraordinário e insuperável Calvino, sem nos esquecermos de que foi Lutero o responsável pelos cantos corais e comunitários da Igreja. O essencial do culto romano é o sacerdote, mediador do perdão e do sacrifício de Cristo pela transubstanciação do pão em hóstia. A comunidade leiga depende, pois, do sacerdote, para relacionar-se com Deus e dele receber o perdão. A Reforma quebrou, estribada nas Escrituras e na Igreja primitiva, esta dicotomia entre clero e leigo, estabelecendo o sacerdócio universal de todos os crentes. Então, o culto deixou de ser uma “produção sacerdotal” para tornar-se uma “expressão” de toda comunidade relacionada mediante o Espírito, a Palavra iluminada, os sacramentos da Ceia e do batismo e a oração. Os hinos, procedentes dos mesmos fundamentos e expondo as mesmas verdades, enriqueciam, sem dúvida, o culto reformado. 23- Calvino e o Culto: Calvino, ao chegar a Estrasburgo, vindo como exilado da Suiça, (1538), encontrou um culto vibrante, mas desordenado. Cada comunidade, à feição de seu líder, prestava seu culto local diferenciado. Não havia unidade litúrgica entre as igrejas. Procurando levar as comunidades, de maioria de composta de exilados franceses, a um consenso litúrgico, pois muitas divergências doutrinárias começam com individualismos cúlticos, tratou de estabelecer parâmetros, princípios normativos, para caracterizar e personalizar o culto reformado, fazendo dele um evidenciador das novas doutrinas extraídas das Escrituras. Então redigiu o seu primeiro formulário litúrgico, a que denominou: “A Forma das Orações e a Maneira de Administrar os Sacramentos conforme o uso da Igreja Primitiva” (Estrarburgo, 1540). Este manual continha normas gerais do culto, trazendo também vários salmos metrificados com suas respectivas partituras musicais. A primeira edição desapareceu, mas a segunda (1542) pode ser encontrada na Biblioteca de Genebra. No mesmo ano da segunda edição, apareceu a primeira edição genebrina. Ambas, além de estabeleceram normas claras para o culto comunitário, trazem fórmulas para casamento, batizado, sepultamento. Calvino entendia que a Igreja, para ser unida, deveria submeter-se a regras parametrais doutrinárias, disciplinares, governamentais e litúrgicas. Cada comunidade prestando culto à sua maneira, a porta ficaria aberta às distorções, aos desvios e às divisões. O culto é importante demais para ficar à mercê de idiossincrasias de lideranças, nem sempre bem formadas, ou exposto às influências externas. O culto reflete a teologia eclesiológica e deve marcar a fronteira entre o mundano concupiscente e o sagrado espiritualizado. O gozo e a alegria espirituais vibram o espírito e enternecem o coração. A orgia, porém, inclusive a piedosa, agita o corpo e estimula o prazer sensório. No culto a Deus, celebrado em espírito e em verdade, a alma se eleva; nas orgias sagradas o sensório evidencia-se e os sentimentos ( puros ou impuros ) confundemse. Calvino sabia, e doutrinou a respeito, que a Bíblia é a única norma da fé, da conduta moral e espiritual, da adoração comunitária e individual. 24 – Ordem do culto calvinista (Manual Francês de Estrasburgo) 01 – Liturgia da Palavra: a. Leitura introdutória: Sl 124.8: “O nosso socorro está em o nome do Senhor, Criador do céu e da terra”. b. Confissão de pecados (individuais e coletivos). c. Palavra bíblica de perdão. d. Absolvição (Declaração de que o perdão vem de Deus, declarado por sua palavra nas Escrituras. Textos declaratórios do perdão). e. Leitura do Decálogo com a comunidade respondendo, após cada mandamento, com o “Kyrie Eleison”: “Senhor, tem misericórdia de nós”. f. “Colecta” por iluminação: Oração breve de dedicação (6). g. Lição (ou pastorais). h. Sermão. 02 – Liturgia do Aposento Alto: a. Apresentação da oferenda. b. Intercessões. c. “Pai Nosso” parafraseado. d. Preparação dos elementos enquanto se canta o Credo Apostólico. e. Oração de consagração (eliminou-se a Epiclesis). f. Palavras da instituição. g. Exortação. h. Partição. i. Distribuição dos elementos. j. Comunhão, enquanto se canta um Salmo. k. “Colecta” pós comunhão (Oração breve de gratidão e despedida dos fiéis). l. Bênção Aaraônica e Apostólica. m.Despedida dos fiéis pelo pastor. A liturgia de Calvino foi adotada pelas igrejas calvinistas da Inglaterra, França, Alemanha do Sul, Holanda, Dinamarca e outros, constando, com modificações que não lhe afetavam a essência, no “The Form of Prayers and Ministration of Sacraments” da Igreja Reformada Inglesa, publicado em Genebra em “The Book of Common Prayer” (1552) e também no “Directory for Public Worship” da Assembléia de Westminster. Esta última fez algumas modificações, mas conservou o essencial. Eis a ordem do culto conforme o “Directory”: 25- Culto Segundo Determinação de Westminster 01 – Liturgia da Palavra: a. Chamada à adoração com sentenças bíblicas. b. Oração de Invocação (Não da pessoa, mas do poder de Deus). c. Hino ou Salmo metrificado. d. Momentos de Oração (Adoração, gratidão e súplica). e. Hino ou Salmo metrificado. f. Lição do Antigo Testamento. g. Salmo, hino ou antífona. h. Lição do Novo Testamento. i. Mensagem para crianças. j. Hino para crianças. k. Recitação do Credo dos Apóstolos. l. Intercessões. m.Pastorais e anúncios. n. “Colecta” de dedicação. o. Hino. p. Sermão (concluído ou não com oração). q. Hino. r. Doxologia final. 02 – Liturgia do Aposento Alto: a. Palavras bíblicas de convite à adoração. b. “Colecta” de pureza (Oração breve para Deus purificar a vida do crente). c. Hino ou Salmo. d. Palavras da instituição. e. Apresentação dos elementos. f. Oração de consagração. g. Distribuição. h. Comunhão. i. Palavras de Consolo pós-comunhão: Recordam-se os irmãos mortos, já triunfantes, para consolo dos que militam. j. Breves intercessões. k. Salmo, hino ou doxologia. l. Bênção Apostólica. 26 – Liturgia do Livro de Oração Comum 1 – Hino. 2 – Sentenças Bíblicas. 3 – Exortação. 4 – Confissão de Pecados. 5 – Oração Dominical. 6 – Introdução (Versículos e respostas seguidos de “Glória Patri”). 7 – Salmos em prosa e “Glória Patri”. 8 – Lição do Antigo Testamento. 9 – Cântico. 10 – Credo Apostólico. 11 – Kyrie. 12 – Pai Nosso. 13 – Sufrágios (7). 14 – Colectas. 15 – Antífonas. 16 – Ação de graças. 17 – Sermão. 18 – Bênção Apostólica. Notas: 1. Anamnesis: Parte da liturgia que relembra a paixão de Cristo com textos bíblicos e hinos sacros alusivos. 2. Epiclesis: Invocação do Deus Pai para vitalizar os elementos eucarísticos. Calvino eliminou-a de sua liturgia. Modelo de Epiclesis: “Pai misericordioso; rogamos-te que, de acordo com a santa instituição de teu Filho nosso Salvador, sejamos feitos partícipes de seu mui bendito corpo e sangue. Envia, ó Senhor! tua bênção sobre este Sacramento para que nos seja o instrumento que exiba efetivamente o Senhor Jesus” (Da liturgia escocesa de 1629). 3. Litania: A litania compõe-se de cláusulas intercessórias ditas pelo dirigente com a resposta da congregação pelo “Kyrie Eleison”: “Senhor, tem misericórdia de nós”. Sua origem remonta à Sinagoga. Foi muito usada na Igreja primitiva. Consta da liturgia de toda a Idade Média, e Lutero inseriu-a em sua ordem do culto com pequenas modificações e adaptações à nova elesiologia. 4. Sursum Corda: Era o apelo do dirigente litúrgico para que os fiéis se consagrassem a Deus: “Levantai vossos corações”, o que equivale: Dedicai-vos ao Senhor. Invariavelmente ao apelo ( Sursum Corda ) seguia-se a oração de consagração. 5. Sanctus: “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus Todo Poderoso! Plenos estão os céus e a terra de tua glória! Glória seja a ti, Senhor!” ( ou: Nós também te damos Glória ). 6. Colecta: Colecta é uma oração breve, concisa, direta, com leis estruturais definidas: Invocação: Tu, Senhor… Cláusula relativa: Que sondas os corações… Petição: Revela-nos qual destes dois tens escolhido… Afirmação de propósitos: Para preencher a vaga neste ministério e apostolado… Conclusão: Do qual Judas se transviou. (Ver Atos 1.24,25). Outro modelo de “Colecta”, que conserva rigorosamente as cinco partes: “Deus todo poderoso (invocação); único que podes governar as vontades e afetos rebeldes dos pecadores (Cláusula relativa); concede a teu povo a graça de amar teus mandamentos e aspirar as tuas promessas (Petição); para que deste mundo, em meio aos acontecimentos vários e mudanças frequentes, nossas almas olhem para a felicidade verdadeira e eterna (Afirmação de Propósitos); mediante Jesus Cristo, nosso Senhor (Conclusão). Portanto, as cinco partes da Colecta são: 1 – Invocação. 2 – Cláusula relativa. 3 – Petição. 4 – Afirmação de propósitos. 5 – Conclusão, que pode ser com uma doxologia. 7. Sufrágios: Sufrágios são diálogos entre o dirigente litúrgico e a comunidade, algumas vezes intercalados de orações. Exemplo de sufrágio da liturgia anglicana: Ministro ……………………. : O Senhor seja convosco. Congregação …………….. : E com o teu espírito. Ministro ……………………. : Oremos: Senhor tem misericórdia de nós. Congregação …………….. : Cristo, tem misericórdia de nós. Todos ………………………. : Oração do Senhor. 27 – Lições para a Igreja de nossos dias 01 – Em nenhuma época da Igreja a liturgia foi desordenada. Sempre houve parâmetros para que todas as comunidades, no essencial, celebrassem o mesmo culto. Nunca a Igreja deixou a liturgia ficar à mercê de “estilos” individuais do ministro, evitando introdução, pelas portas do individualismo, de elementos estranhos ao culto ou de influências modernizantes. 02 – Devemos fazer hoje o que os nossos antepassados fizeram. A Igreja não pode olvidar suas raízes bíblicas do culto. Jesus declarou à mulher samaritana que a adoração mantém vínculos com o velho povo, pois a salvação vem de Israel: “Vós adorais o que não conheceis, nós (os judeus) adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus” ( Jo 4.22 ). O Divino Mestre universaliza o culto ( Jo 4,21 ) e espiritualiza a adoração ( Jo 4.23,24 ), mas não rompe o liame entre a antiga e a nova ordem cúltica, pois a última procede da primeira. 03 – Nexos ou heranças da velha liturgia de Israel: a. A idéia de um Deus presente, não invocável. No Velho Testamento o culto realizava-se no pressuposto da “presença” de Javé que, antes “tabernaculava” com seu povo; ia no meio dele. Depois, no Templo, “residia” no “Santo dos Santos”, onde recebia o culto que seus escolhidos lhe prestavam: “O Senhor está no seu Santo Templo”. A glória de Javé (Shekinah) não se afastava do lugar santíssimo. O Culto, portanto, era o meio pelo qual o adorador podia aproximar- se do Deus presente. Na Igreja o fato se repete: “Onde se reúnem dois ou três em nome de Jesus, aí ele está” (Mt 18.20), o Deus que tabernacula conosco: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28.20b). b. A confissão de pecados: A oferta não podia ser oferecida sem a devida confissão de pecados a Deus por meio do sacerdote. No novo povo de Deus também é assim: Sem confissão verdadeiramente contrita de nossos pecados a Deus por meio do Sacerdote, Jesus Cristo, não receberemos o perdão. O arrependimento leva à confissão, que não é simplesmente declaração formal de culpa, mas arrependimento sincero, contrição, entrega de nossas vidas a Jesus Cristo em “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional”. Arrependimento lá, arrependimento aqui; Confissão lá, confissão aqui. O nexo permanece. c. Sacrifício: Os nossos antepassados judaicos ofertaram animais, simbolicamente para nós, mas realmente para eles. A nova humanidade ofertou-se em holocausto na pessoa de Jesus Cristo, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. A Santa Ceia nos faz lembrar tal mistério: “Isto é o meu corpo, que será partido”; “Isto é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados”. Toda a teologia reformada sustenta que a Santa Ceia substituiu a Páscoa; logo, ela não morreu, seu conteúdo e significado foram transferidos para a Santa Ceia. Eis porque a Igreja primitiva e também a reformada deram muito valor ao “Culto do Aposento Alto”, isto é, eucarístico. d. O Batismo: o batismo, para os reformados, é substituto da circuncisão. O que aconteceu com a Santa Ceia aplica-se igualmente ao batismo: Mudou-se a forma; mudaram-se os elementos, mas não se alteraram o simbolismo, o significado e o conteúdo. O que a Circuncisão realizava, em relação a Israel, realiza o Batismo em relação à Igreja. e. Outros elementos litúrgicos: Os outros elementos litúrgicos do Culto de Israel como: Adoração, louvor, gratidão, súplica, intercessão, dedicação, consagração, petição… estão presentes, e muito atuais, na liturgia da Igreja. Somos pois herdeiros de Israel, porque a nossa salvação vem dele por Jesus. 04 – Ordem fixa: Não defendemos uma ordem rígida, inflexível, de culto. Isto seria insensato por ignorar a própria dinâmica da vida e da história. Porém, há coisas que não podem ser mudadas por fazerem parte da natureza do fenômeno, do fato ou do ser. Exemplos: Pode-se achar a lei da gravidade muito velha, antiquada, mas não se há de mudá-la. O Batismo, a Ceia, o sacrifício de Cristo, a ressurreição do Salvador, a confissão de pecados, a recepção do perdão são coisas velhas, mas não superadas. Fazem parte do culto hoje como fizeram nos primeiros anos da Igreja. Também você não pode mudar a ordem lógica das coisas. Na ordem numérica o “dois” vem depois do “um”. Antes de o crente receber o batismo não pode tomar a Santa Ceia. Esta é a ordem lógica, teológica, psicológica e até cronológica. Na liturgia, o perdão não pode vir antes da confissão por questão de ordenação psicológica. O Culto, portanto, possui uma ordem psicológica, que não deve ser invertida, especialmente no essencial ou fundamental: Ei-la: 28 – Ordem Psicológica do Culto 01 – Consciência da presença de Deus: Chamada à Adoração: O crente, para que o culto seja verdadeiro e ele se integre realmente como adorador em espírito e em verdade, tem de tomar “consciência” de que está frente a frente com Deus numa “audiência” profunda e permanente. Diante de Deus o servo que não se humilha é desrespeitoso e irreverente. O primeiro gesto do súdito diante de seu rei era a inflexão. Também assim deve nossa postura na presença de nosso Rei, que não é acidental, mas permanente. O início do culto público deve possibilitar a “consciência da presença de Deus” na comunidade e “chamá-la à adoração”. 02 – Visão da glória de Deus: A consciência da presença de Deus possibilita a “visão de sua glória”. Não lhe visualiza a glória, não lhe reconhece a majestade quem não tem consciência de sua presença real como Criador, Salvador, objeto e sujeito do culto. O culto é como uma transfiguração, tendo Cristo no centro, os profetas e Moisés como testemunhas históricas e revelacionais, e os adoradores perplexos com o inusitado da gloriosa companhia da Trindade. O adorador que não toma consciência da majestosa grandeza de Deus, da incrível diferênça entre o humano e o divino confrontados no tempo e no espaço litúrgicos, da indescritível santidade de seu Salvador, não está preparado para reconhecer-se pecador, indigno, mortal e relativamente desprezível. 03 – Confissão: Diante da santíssima pessoa de Cristo, objetivamente presente, segundo a promessa, (“Eis que estou convosco”), e o testemunho interno do Espírito Santo, o crente se vê na presença de Deus Pai, Todo Poderoso, de roupa suja, não preparado para festa. Olha para dentro de si mesmo e se descobre pecador, indigno de estar diante do Salvador. Esta “descoberta”, obra do Espírito Santo, leva-o a prostrar-se aos pés do Redentor em humilde confissão de seus pecados, delitos e culpas. Como já dissemos, sem confissão, no culto vetotestamentário, não havia a oferta do animal sacrificial substituto. O pecado era antes confessado sobre a vítima para então oferecê-la em sacrifício por intermediação sacerdotal. Assim ocorre no culto da dispensação da graça: Quem se confessa a Cristo e se humilha perante sua imaculada pessoa, certamente receberá o perdão. 04 – Perdão: Após a oferenda do sacrifício havia o conseqüente perdão. O ofertante sabia que seus pecados confessados haviam sido expiados na morte e queima da vítima. Aliviava-se e se considerava mais digno perante o Redentor. Não é diferente na Igreja de Cristo. Ela nos chama ao arrependimento e, arrependidos, confessamos-lhe os pecados e dele recebemos o perdão. No fundo da alma o crente sabe que seus pecados foram perdoados e ele conservado na comunhão dos remidos sem restrições. Cristo pode dizer ao seu servo que seus pecados foram perdoados, quando sinceramente confessados, pelo testemunho interno do Espírito Santo ou pela palavra de perdão que ele, o Verbo, fala pelas Escrituras Sagradas. Há pecados individuais e há os coletivos, comunitários. Tanto o indivíduo como a comunidade devem confessar a Deus os seus pecados. A consciência de perdão, um gostoso alívio, conduz à gratidão, ao reconhecimento de débito, ao agradecimento, à homenagem gozosa prestada ao benfeitor, ao impulso laudatório. 05 – Louvor: O Louvor expressa, em grau elevadíssimo, a gratidão do perdoado ao Perdoador. E isto de maneira espontânea, natural. Aflora de dentro, do íntimo, quase instintivo. Ao coração grato as coisas ficam mais impressivas, mais lindas, mais sugestivas. O mesmo hino, dominicalmente contado, tornase belíssimo, sublime, sentimental e espiritual nos lábios do crente cujo coração é atingido pelo perdão de Cristo e repleto de gratidão. Neste estado, o fiel canta com a mente, com o coração e com o espírito. A gratidão conduz ao serviço, à dedicação, à consagração. 06 – Dedicação ou Consagração: A gratidão é a expressão ética do amor. O grato é o que ama e procura demonstrar o seu amor por meio de alguma forma de serviço, de dádiva, de presente. O crente que sai de um culto sem vontade de servir a Cristo, de dedicar-se a ele de corpo e alma, de proclamar a sua existência, sua pessoa, seu ministério e sua deliciosíssima amizade, esteve no culto, mas verdadeiramente dele não participou e, em consequência, não se beneficiou de suas bêncãos santificadoras. Quem ama quer sempre: Ouvir o amado falar; falar com ele; falar dele; falar a respeito dele em todas as oportunidades. O assundo do crente é o Salvador. Anseia ver todos os seus amigos e parentes gozando as mesmas graças em Cristo Jesus. Seu impulso é interceder junto ao Deus por eles. 07 – Intercessão: A intercessão e a edificação estão no mesmo bloco psicológico. O que eu quero para mim, também almejo para os meus amigos. Edifico-me com a Palavra de Deus; por isso desejo o mesmo para eles, suplicando que Deus atue em suas vidas, segundo o beneplácito do Salvador, tanto para cura física como para a salvação da alma. O ministério da intercessão é o exercício do sacerdócio geral e individual. Cristo intercede por mim junto ao Pai; eu intercedo pelos pecadores junto ao Filho no qual me encontro, realizado e feliz. 08 – Edificação: Edificar é construir pelo ensino, pelo consolo, pela fraternidade, pelo amor-serviço, pela dedicação, pela compreensão, pelo perdão, pela cooperação, pela sinceridade, pela amizade, pela comunhão, pelo espírito de igualdade, pelo serviço ao próximo, pela consagração a Deus, pela submissão ao Evangelho, pela união com os conservos. Um sermão pregado a uma Igreja não edificada é como voz que clama do deserto. A edificação, pois, inclui a proclamação, mas não se resume nela. Deve ser o momento do Culto em que se serve o banquete para sustento do povo de Deus e fortalecimento, principalmente dos fracos. A Santa Ceia entra no universo cúltico da dedicação. O andamento psicológico conduz o adorador ao clímax, ao estágio litúrgico da instrução, do preparo, da habilitação para as lutas duríssimas na batalha cristã contra o mal do pecado, da mundanidade, da incredulidade. Dentro desta visão psicológica, o dirigente litúrgico caminhará a trilha natural, cremos, do espírito humano que se coloca em adoração diante de seu Augusto Criador, Salvador e Pai. Nada forçado, nada estereotipado, nada rígido, nada mecanizado. O Culto tem regras e formas: Sigamo-las sem automatizá-las. 29 – Templo, Trono de Deus Para Israel o templo era o trono de Deus na terra, local de sua presença, sinal de sua glória, atestado de seu governo sobre seu povo, ponto de “encontro” entre o Rei dos reis e seus súditos. Esta imagem foi tão forte que constava nas visões apocalípticas tanto do Velho como do Novo Testamentos. Este trono terrestre veio a ser o símbolo do celeste, pois nele estava o Santo dos Santos, onde pousava a glória (Shekinah) de Deus. Ao penetrar o templo, o israelita era possuído de uma reverência indescritível, pois segnificava estar na Casa do Senhor, na presença do Deus altíssimo. Seu impulso era o de prostrar-se, confessar e adorar. Os profetas que mostraram, em visões, o tabernáculo celeste, davam, na verdade, um conteúdo escatológico ao culto no templo, tabernáculo de Deus entre homens. O culto, portanto, é uma assembléia de antecipação escatológica. Vejam que Cristo lhe dá esta dimensão quando diz, na instituição da Santa Ceia, substituta da Páscoa judaica: “Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela (a Páscoa) se cumpra no reino de Deus” (Lc 22.16). Toda vez, pois, que se celebra a Santa Ceia o quadro simbólico do culto sacrificial se repete e uma antevisão escatológica se realiza. Onde está o santuário, Jesus Cristo, aí estão seus redimidos. Essa realidade mística se configura na reunião dos crentes, sempre em Cristo, em um determinado local separado e consagrado para tal fim, o templo. O valor do templo reside no que ele contém, a comunidade dos santos, e no que nele se realiza, o culto comunitário em espírito e em verdade. 30 – Liturgia na Oração Dominical A Oração Dominical, ensinada e recomendada por nosso Senhor Jesus Cristo, contém profundo conteúdo litúrgico e está formulada em ordem decrescente, partindo da majestade de Deus, entronizado nos céus e terminando com o homem em situação relacional de conflito com o seu semelhante e em estado de fragilidade diante do tentador. A doxologia final, “Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém”, foi usada na Igreja primitiva, muitas vezes, como responso comunitário, depois de cada petição. Eis a ordem do superior para o inferior, do Santo e soberano para o pecador incapaz e tentado: a. Contemplação da glória e da majestade de Deus: “Pai nosso que estás nos céus”. b. Reconhecimento da santidade de Deus: “Santificado seja o teu nome”. O pecador se confronta com o “Santo” e sente a necessidade de santificar o seu nome. c. Reconhecimento da existência do reino de Deus: “Venha o teu reino”. A Igreja, reino messiânico presente, suplica a vinda do reino porvir, “maranata”. d. Reconhecimento do reinado de Deus tanto nos céus como na terra: “Faça-se a tua vontade assim na terra como (é) no céu”. O pecador se inclui nos rol dos que fazem a vontade de Deus. Fazer a vontade de Deus é servi-lo, e servi-lo e prestar-lhe culto. e. Reconhecimento da diária providência divina: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”. f. Reconhecimento do perdão divina: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”. Deus tem uma relação de perdão com o redimido para que este tenha a mesma relação com o seu próximo. g. Reconhecimento da proteção divina: “Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Segue a doxologia final. A Oração Dominical é preferencialmente comunitária; litúrgica, portanto. Ela mostra a correta postura do adorador, eleito e redimido por Cristo, diante da majestosa divindade trina: Pai, Filho e Espírito Santo. Os mesmos princípios litúrgicos fundamentais, observáveis nas teofanias e nos cultos sacrificiais do templo, estão, em princípio, na Oração do Senhor na mesma ordem: a. Contemplação da glória de Deus, o santíssimo. b. Consciência da presença de Deus. c. Que a vontade de Deus se realize pelo testemunho e missão de seu povo. d. Confissão. e. Consciência do perdão divino. 6- Relações interpessoais de perdão. Convivência comunitária. f. Enfrentamento do tentador e da tentação. Pode-se, pois, organizar uma ordem de culto, muito rica e muito bíblica, baseada nos temas peticionais da Oração do Senhor e sua doxologia final. A Oração do Senhor procura confrontar a criatura com o Criador, o pecador carente de perdão com o Salvador, o desprotegido com o seu protetor. E isto se processa liturgicamente na realidade coinônica da Igreja e na vida de cada crente. Ela não pode, portanto, ser eliminada sistematicamente da ordem litúrgica. Além de ser uma ordenação de Cristo, é riquíssima em conteúdo e necessária à adoração e à compreensão do que Deus exige de nós e do que devemos suplicar a ele. 31- Importância da Ordem Psicológica do Culto A ordem psicológica do culto é tão importante, que se faz presente nas grandes teofanias de Israel, todas dentro da idéia da presença entronizada de Deus no templo celeste e terrestre do Rei dos reis, e nas cristofanias escatológicas do Apocalipse. A noção da presença do Cordeiro e a visão de sua glória provocam, intuitivamente, a genuflexão do vidente em temor e adoração (Ap 1.1-17 com destaque do v.17). No capítulo cinco, a visão da glória do Cordeiro, impressionante cristofania, há uma liturgia cósmica seguida por outra terrestre. Primeiro, adoram-no os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos, o presbiterato celeste (Ap 5.11,12) Em seguida, todas as demais criaturas da terra e dos céus (Ap 5.13,14). O encerramento de tão faustosa liturgia dá-se com o Amém dos quatro seres viventes (Ap 5.14), os mesmos que, com os presbíteros (24 anciãos) deram início ao exuberante e reverente culto a Deus. Os iluminados vêem a glória de Deus e sentem sua majestade, prestando-lhe, conseqüentemente, adoração e louvor. Os réprobos, vêem o fausto, a falsa grandeza das bestas emergentes respectivamente do mar e da terra e lhes prestam culto idólatra como também se prostram diante de Satanás, o Dragão que dá poder às bestas (Ap 13.4,12). A idéia da “presença” do além por meio de supostas “entidades”, de “espíritos encostados”, de “divindades” pretensamente representadas em ícones ou seres da natureza, levam milhares à prostração idolátrica. Os prodígios e milagres, feitos ou não em nome de Deus ou de Cristo, iludem os incautos por lhes darem impressão da “presença do divino”, e acabam adorando anticristos. Muitos, os mais infiéis e desonestos, espiritualmente falando, não procuram os “milagreiros” por causa da “adoração” a um ser transcendente, mas à procura de benefícios pessoais imediatos. Quando estabeleci como parâmetro do culto, baseado em Isaías 6, a liturgia proposta no primeiro opúsculo, firmava-me, como se pode observar, numa visão ampla veto e neotestamentária da liturgia nascida da “manifestação” de Deus, da implantação do culto sacrificial, da necessidade da confissão de pecados, da oferenda de sacrifícios, da eleição de um povo especial e adorador. Tudo agora, porém, se consuma, liturgicamente falando, na encarnação do Verbo, na organização da “liturgia da Ceia”, na prestação do culto antecipador das coisas do fim ( até que eu venha). A ordem psicológica do culto observa-se nas teofanias, na cristofania, encarnação e presença do Cordeiro redentor, nas visões apocalípticas da Igreja escatológica tanto no estado intermediário como na consumação. Com Rm 12.1,2 em mente, prestemos um culto racional (logikós) a Deus. Trabalho escrito em 1993. Reescrito em 1995. Bibliografia 01 – Maxwell, William D.: El Culto Cristiano. Biblioteca de Estudos Teológicos. Methopress Editorial y Grafica. Buenos Aires. Argentina, 1963. 02 – Martin, Ralph P. : Adoração na Igreja Primitiva. Edições Vida Nova, SP, 1982. 03 – Santos, Jonathan F. dos: O Culto no Antigo Testamento. Edições Vida Nova, SP, 1986. 04 – Von Allmen, J.J.: O Culto Cristão, Teologia e Prática. ASTE. SP, 1968. 05 – Edersheim, Alfredo: Festas de Israel. União Cultural Editora Ltda. SP, 06 – Von Rad, G.: Teologia do Antigo Testamento. ASTE, SP, 1973. 07 – Davies, G. Henton: Worship in the OT; artigo em The Interpreter’s Dictionary of the Bible. Abingdon Press. New York, 1962. 08 – Cronbach, Abrahan: Worship in NT Times. Artigo em “The Interpreter”s Dictionary of the Bible, Abingdon Press, N.Y., 1962. 09 – Richardson, C.C.: Worship in the Times Christians. Artigo em The Interpreter’s Dictionary of the Bible. Abingdon Press,, N.Y., 1962. 10 – Davies, G. Henton: Theophany. Artigo em The Interpreter’s Dictionary of the Bible. 11 – Sonne, I.: Synagogue. Artigo em The Interpreter’s Dictionary of the Bible. 12 – Richardson, Alan: Introdução à Teologia do Novo Testamento. ASTE, SP 1966. 13 – Kaiser Jr., Walter C.: Teologia do Antigo Testamento. Edições Vida Nova, SP, 1980. 14 – Erhard, S. Gerstenberger ( Organizador ): Deus no Antigo Testamento. ASTE, 1981. 15 – Von Groningen, Gerard: Revelação Messiânica no Velho Testamento. Luz para o Caminho. Campinas, SP. 16 – Calvino, João : As Institutas ou Tratado da Religião Cristã. CEP. Tradução de Waldyr C.Luz. 17 – Artigos sobre Culto, Adoração, Louvor, Sacrifícios, Perdão, Confissão, Sinagoga, Templo, Tabernáculo, holocausto e outros nos seguintes dicionários: 01 – O Novo Dicionário da Bíblia. Junta Editorial Cristã. 02 – Dicionário de Teologia, Grand Rapids, Michigan. 03 – Dicionário da Bíblia, John D. Davis, JUERP. 04 – Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã, Ed. Vida Nova. 05 – Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, Ed. Vida Nova. 06 – Vocabulário Bíblico, Von Allmen, ASTE. APÊNDICES Apêndice I – Louvor Louvor, para a nova geração de evangélicos, é cantar muitos corinhos, geralmente sem nenhuma ordenação temática ou coordenação litúrgica. Simplesmente cantar. Se o tempo da seção de cantos é menor: “Louvorzinho”. Se maior: “Louvorzão”. Muitos entendem que o “louvor” é uma espécie de externalismo do contentamento interno do espírito que, reprimido, explode em cânticos lúdicos, algumas vezes de incontrolável hilaridade. Há os que definem “louvor” como “gratidão a Deus”. uma forma alegre de agradecimento. São conceitos e definições parciais de louvor. Este, para Israel e para a Igreja primitiva, significava a totalidade da consagração do servo ao seu Senhor. Cantar louvores era uma parte significativa do culto, mas não se constituía em única e nem a principal delas, pois todos os atos litúrgicos eram atos de louvor. É significativo que o verbo louvar em hebraico ( hôdah ), traduzido pela Septuaginta por “aineo” e “eucharisteo” tem a conotação básica, primária, de “confessar” ( Gn 49.8; I Cr 16.7,35,41; 23.30; II Cr 5.13; 7.3; 31.12; Is 38.18 ). Outras temas litúrgicos do culto vetotestamentário podem ser traduzidos, eventualmente, por louvor. Ei-los: “Barak”, abençoar, pronunciar uma bênção ( Sl 100.4 ): “Sabah”, louvar, elogiar, enaltecer ( Sl 117.1; Dn 2.23; 5.23 ); “Rûa”, aclamar, clamar, gritar ( Jó 38.7 ). Aqui, a mim me parece, a tradução da Bíblia de Jerusalém é mais correta: “Entre as aclamações dos astros da manhã e o aplauso de todos os filhos de Deus”? Ainda temos “sîr”, cantar ( Sl 106.12 ), mas nem todos os hinos do saltério eram de louvor a Deus. Havia os de louvação do rei. 01 – Louvor existencial: Israel foi retirado de entre as nações para ser um povo exclusivo de Deus, andar em sua presença e louvá-lo continuamente pela permanente e incondicional serviçalidade. A vida do servo de Deus, pela submissão obediente e espontânea ao seu Senhor, é, em si mesmo, um “louvor” ao Pai, Criador, Salvador e Rei. A criar a humanidade em Adão e Eva, quis Deus que ela lhe fosse inteiramente fiel e que cada ser humano tivesse como fim principal louvá-lo continuamente por sua existência direcionada pela fidelidade, honestidade, integridade, consagração irrestrita, comunhão restrita, santidade imaculada. A queda, porém,. rompeu os laços da criatura com o Criador. O homem, alienado de seu Pai, corrompeu-se, isolou-se em si mesmo, caiu em miséria moral e espiritual, pecou. Pelos pactos noético e abraâmico Deus pretendeu reorganizar um povo exclusivamente seu, zeloso e de boas obras, que lhe cultuasse com exclusividade. Não foi possível em consequência da fragilidade do homem. Deus, depois de retardar a promessa com o cativeiro egípcio, recolheu o seu povo, frágil e recalcitrante, ao pé do Monte Sinai; firmou com ele um novo pacto e lhe concedeu normas pactuais pela lei, para que não alegassem ausência de princípios reguladores e paramétricos de comportamentos éticos, morais, sociais, políticos, litúrgicos e espirituais. Foi um pacto de grande responsabilidade bilateral, mas Israel fracassou. Deus então, mantendo os fundamentos do pacto sinaítico, enviou um seu Jesus Cristo, o Filho do Homem, que, por sua encarnação, vida, morte e ressurreição, recriou uma nova humanidade de regenerados, constituída de servos para o serviço do louvor perpétuo nesta e na existência eterna. O crente, pois é, obrigatoriamente, uma vida de louvor, uma carta viva de Cristo, um culto perene ao Salvador pelos seus atos, pensamentos, palavras, feitos e diaconia. Salgar, fermentar, iluminar, são formas existenciais de louvor. Não há separação ou dicotomia entre vida verdadeiramente cristã e adoração, porque o viver em Cristo é “logikè latréia” ( Rm 12.1 cf Rm 6.13 ). 02 – Em tudo dai graças. Louvor para Israel, e também para a Igreja, não era um determinado momento de cânticos alegres, laudatórios, mas a totalidade do culto na integralidade da vida do salvo-servo e nos serviços litúgicos. Assim temos: a. Confissão de louvor: O louvor era, em Israel, prioritariamente, uma confissão sincera de fé e de pecado. “O verbo “hodah”, traduzido geralmente por “louvar”, significa, na realidade, “confessar, reconhecer, aprovar, e se refere sempre a um fato divino acontecido anteriormente” (Von Rad, Teologia do V. Testamento, Vl. I, pág. 342. ASTE, SP, 1973). Pela confissão de fé e de pecados o fiel colocava-se, e ainda se coloca, perante o Salvador sem reservas, transparentemente, despido de qualquer hipocrisia e dominado somente pela verdade e pela sinceridade. Confissão insincera não é louvor, pois não se constitui em reconhecimento completo e entrega total. Confissão significa que o crente não mais se esconde de Deus e nem oculta dele seus erros, falhas, delitos e desejos pervertidos. Toda a adoração em Israel começava com a confissão de fé e de pecados. Nenhuma vítima se consumia no fogo do altar sem portar os pecados confessados do pecador substituto. E confessar é louvar, pois implica em submissão, reconhecimento, humilhação, prostração diante do Salvador e confiança de que o perdão, emanado do único que pode perdoar, certamente virá como resposta restauradora. E vem. Por que Israel considerava a confissão como ato de louvor? Por ser: a- Reconhecimento do poder de Deus. b- Reconhecimento de que o pecado é ofensa à divindade. c- Reconhecimento de que somente Deus perdoa o pecador confesso. d- Reconhecimento de que há uma relação de dependência da criatura com o seu Criador. e- Reconhecimento de uma relação serviçal do servo com o seu Senhor. f- Inteira submissão do salvo ao Salvador. b. Sacrifício de louvor: Além do louvor costumeiro da confissão, força emuladora do culto, a liturgia de Israel possuía, por ordenação divina, o chamado “sacrifício de louvor” (Lv 7.11-25) em que os pães sem fermento e a vítima sacrificial eram oferecidos a Deus, o Confessor, o Perdoador, O Salvador, em ação de graças pela existência do ofertante e sua permanência na presença do Rei de Israel. Este sacrifício era, na verdade, uma confissão de fé, liturgicamente formalizada, no Deus de Israel, o poderoso Senhor, que retirou seu povo do Egito com mão forte e braço estendido. O autor da Carta aos Hebreus retoma tal simbolismo, mostrando que ele se transformou em realidade para o cristão autêntico: “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15). Sacrifício de louvor, pois, “é o fruto de lábios que confessam o nome de Cristo”. A confissão de fé pela qual nos tornamos servos de Deus e ingressamos na Igreja de Cristo e nela permanecemos é nossos “sacrifício de louvor”, mas com autenticidade e seriedade. Por outro lado, a leitura de um texto bíblico confessional no contexto litúrgico ou a recitação do Credo dos Apóstolos são procedimentos de louvor a Deus. c. Louvor de julgamento: O judeu condenado, antes de ouvir a sentença de julgamento, tinha de louvar o justo Juiz. O exemplo mais claro é o de Acã: “Então disse Josué a Acã: Filho meu, dá glória ao Senhor Deus de Israel, e a ele rende louvores; e daclara-me agora o que fizeste; não mo ocultes. Respondeu Acã a Josué e disse: Verdadeiramente pequei contra o Senhor Deus de Israel, e fiz assim e assim” (Js 7.19,20). A confissão de pecados de Acã, reconhecendo-se faltoso, traidor da confiança de Javé, foi um ato de louvor que Von Rad chama de “Confissão de Louvor” (hodah todah). Nessa confissão, o “louvor” não contém na da de agradecimento, de gratidão, de regozijo; é um louvor penitencial extremamente grave, contundente, penoso, doloroso, mas que o Justo Juiz requer para que o condenado reconheça a justiça irretocável e necessária do julgamento. Reconhecer a soberania de Deus tanto para perdoar como para condenar é atitude de louvor. Não se trata de louvor agradável, mas irremediável. O crente tem de saber, mesmo com sacrifício de sua vida, que Deus é a verdade, a justiça e o amor absolutos. d. Louvor de aceitação: É o caso de Jó que, depois de receber as mais trágicas notícias, as que davam conta de perdas irreparáveis de seu patrimônio, empregados e filhos, prestou a Deus um “louvor de aceitação”: “Então Jó se levantou, rasgou seu manto, rapou a cabeça, lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu voltarei: o Senhor o deu, o Senhor o tomou: bendito (louvado) seja o nome do Senhor” (Jó 1.20,21). Os conceitos de que o louvor é apenas um agradecimento a Deus por “boas dádivas” (a juízo do crente), “expressão de elogio” ao Salvador ou “explosão de alegria” do crente não são biblicamente corretos. Jó louvou o seu Deus por fatos trágicos, mas reconhecidos por ele como de procedência divina, embora inexplicáveis. O louvor de Jó foi prestado em estado de profunda tristeza de consternação intensa: nada de alegria jubilosa. O servo de Cristo tem de ser capaz de “louvar a Deus”, mesmo em circunstâncias de penúria, de juízo, de tristeza, de falência, de pobreza, do sofrimento, de enfermidades e de dor. e. Louvor de expectativa de livramento: O crente verdadeiro, confrontado com uma situação de conflito ou diante de um problema humanamente insolúvel, jamais descrê da resposta divina, seja sim ou não, e louva a Deus do bojo da crise como Jonas o fez no ventre do grande peixe. “E tudo dai graças”. Foi assim com Jesus no túmulo de Lázaro: “E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças de dou porque me ouviste (Jo 11.41). Não louvor de agradecimento, mas de esperança, de confiança e de certeza da resposta do Deus que sempre nos ouve e nos atende segundo sua soberana vontade e conforme as nossas necessidades, jamais de acordo com os nossos desejos, nossos conceitos de bem e nossos preceitos de bênção. Deus, comprovadamente, já nos ouviu no passado, transportounos das trevas para o reino do Filho de seu amor. Logo, podemos ter certeza de que está nos ouvindo e nos responderá. E, na expectativa de sermos atendidos, louvamo-lo e exaltamos o seu nome. f.Louvor eucarístico: “Eucharisteo, eucharistia”, significam louvar e louvor a Deus. A Ceia do Senhor recebeu o nome de “eucaristia” por causa do louvor de Cristo no ato de sua instituição: “E, tomando o cálice, havendo dado graças (eucharistêsas), disse: Recebei e reparti entre vós” (Lc 22.17). O mesmo louvor se registra no ato distributivo do pão (Lc 22.19). A celebração da Ceia, portanto, é um louvor a Deus, de natureza confessional e escatológica, por meio de Jesus Cristo, que não pode ser esquecido por sua Igreja. g. Louvor de gratidão: O grato louva, não somente por bênçãos pessoais, mas pela providência divina e pelos feitos abençoadores e redentores de Deus no mundo, na história e na Igreja. Tal louvor, porém, não se restringe à gratidão e ao contentamento pelas bênçãos recebidas, mas, e principalmente, pelo grande livramento por meio da obra redentora de Cristo Jesus. No Velho Testamento temos memoráveis cantos de vitória e de júbilo: O de Moisés (Ex 15.1-19). O de Míriam (Ex 15.20,21). O de Débora (Jz 5). No Novo Testamento: O “Nunc Dimittis” de Simeão (Lc 2.29-32). O “magnificat” de Maria (Lc 1.46-55). O “benedictus” de Zacarias (Lc 1. 68-79). Todos os cânticos mencionados incluem gratidão, esperança, confiança em Deus e confissão de fé. A jubilação do salvo é uma realidade, mas ele louva o seu Deus em todas as circunstâncias de sua vida e da existência de sua Igreja. Reduzir, porém, o louvor a cânticos somente é não compreender a natureza do culto e os vários propósitos do louvor, presente em todas as atividades da Igreja e de cada um de seus membros. Cantar louvores nos momentos de alegrias, sim; mas deixar de fazê-lo nos momentos de angústia e tristeza, não. O crente que somente louva por regozijo é edonista, possuindo uma fé muito frágil., que floresce nos tempos de jubilação e fenece nos momentos de tragédia. “Em tudo dai graças”, isto é, louvar em todas as circunstâncias. h. Louvor de satisfação: Os conceitos de auto-afirmação religiosa, de sublimação espiritual por esforços próprios, de santificação por méritos pessoais podem levar o falsamente piedoso a palavras e gestos de louvor, e “testemunhos” beatíficos, até sinceros, e à exibição de si mesmo como modelo dos supostamente fracos, sujos e inferiores. Foi o que Jesus Cristo retratou na parábola do fariseu e do publicano. O fariseu “louvou” a Deus: “Ó Deus, graças te dou (eucharistô soi) porque não sou como os demais homens” (Lc 18.11). Há, ainda hoje, pessoas que se colocam, `semelhança do fariseu, orgulhosa e exaltadamente, como símbolos de santidade, de perfeição espiritual, gente que nada mais têm para confessar, humildemente, a Deus. Quem se auto justifica não é justificado. i.Louvor jubiloso: “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (I Ts 5.16-18). Observem as três ordenações imperativas: 01- Regozijai-vos sempre. 02- Orai sem cessar. 03- Em tudo dai graças, isto é, a vida do crente é: Um permanente louvor; uma oração ininterrupta; uma gratidão constante. O louvor jubiloso não pode ser apenas intermitente, programado para uma determinada hora e marcado para um local específico. Não se o limitará exclusivamente a “louvores sacros” ou pretensamente sacros. A presença do Espírito Santo no interior do regenerado confere-lhe um permanente estado gozoso (I Ts 1.6), mesmo no meio de tribulações, incertezas e angústias. Perder o gozo da esperança e a paz interna, que procedem da graça em Cristo Jesus, é “apagar o Espírito” para cair, conseqüentemente, em desesperada insegurança e e em falta de perspectivas espirituais. O crente verdadeiro, naturalmente, por impulsão de sua natureza regenerada, exercita as três ordenanças paulinas: Regozijo permanente e ininterrupto; vigilância em persistente oração: gratidão sem limitação. O crente que só pede bênçãos pessoais e temporais; só agradece a Deus as coisas boas que recebe, a seu juízo, não passa de falso servo, pois seu interesse é ser servido não servir. O autêntico salvo é sempre grato ao Salvador; louva-o permanentemente com sua vida regenerado e com o culto perene que lhe presta por sua existência e com sua adoração individual e comunitária. Canta às vezes com os lábios, mas não cessa de cantar com o espírito pois nele Cristo habita com sua eterna glória, dando-lhe imarcescível esperança. Cristo colocou no ser do redimido a essência da nova vida: Fé, esperança, amor, paz, benignidade, gozo, satisfação, fidelidade e justiça. O Espírito Santo no crente gera o desejo de culto e de adoração em espírito e em verdade, sem qualquer ostentação, egocentrização, edonismo ou mercantilização, isto é, permuta da piedade por benesses divinas. Apêndice II – Oração 01 – Oração, Dom de Deus. A oração, à semelhança da fé, é um dom de Deus, para que, em espírito, o filho redimido se mantenha em diálogo constante e em comunhão permanente com seu Pai celeste em quaisquer situações ambientais e variações emocionais. A oração está na vida da comunidade e do crente e não apenas em situações litúrgicas, verbalizações ocasionais, circunstanciais e oportunistas. Oração sem comunhão com Deus nada significa, nada representa espiritualmente. O desejo e a necessidade de orar incessantemente são características do regenerado. 02 – Oração, Obra do Espírito. A oração é obra do Espírito em nós, não produção de nosso intelecto, de nossa razão ou de nossa emoção (Rm 8.15,26; Gl 4.6). Jesus coloca, por meio do Espírito Santo, em seu Corpo, Igreja, e em cada um de seus membros a liturgia e a oração (Ef 6.18; Jo 4.23,24 cf Rm 1.8; 7.25).Portanto, quem abre a alma do crente à oração é Deus (Sl 51.15). Pertinente, pois, nos parece a definição de J.J. Von Allmen: “Oração é a partilha voluntária que Deus faz conosco de sua vontade, de seu poder e de seu amor por meio da palavra humana”. Deus opera tudo em todos, tanto o querer como o realizar. 03 – Efeitos da Oração. O exercício intenso e continuado da oração produz na vida do servo de Deus os seguintes resultados: a- Pleno reconhecimento da paternidade divina. b- Certeza de que Deus recebe todas as nossas orações, suplicativas ou intercessórias, e as responde positivamente, isto é, sempre para o bem de seu eleito, mesmo que a resposta positiva lhe seja um “não” contundente. A positividade da resposta pertence a Deus. A nós nos compete a aceitação com humildade e resignação, pois não sabemos orar como convém ( Rm 8.26 ). c- Submissão incondicional à soberana vontade de Deus, seguindo o Modelo, Jesus Cristo. A vontade e os desejos da criatura não podem prevalecer diante do Criador, que dela dispõe como lhe aprouver, segundo os seus propósitos. d- Consciência plena de que diante do Onipotente Criador, eterno, absoluto, imutável e infalível em seus decretos, planos, vontade, atos e palavras, o redimido se coloca dentro de seu estado real: Pecador, mortal, impotente, ineficiente, incapaz, limitadíssimo. A oração não é o recurso da virtude humana pelo qual a criatura manobra o Criador, mas uma concessão da graça divina para que o regenerado se mantenha sob a regência e cuidados do Regenerador. Poder falar com Deus em oração é uma graça, um privilégio, jamais um direito ou um poder da finita, falível, limitada e mortal criatura humana. Como não se imagina um soldado comandando um general, não se há de pensar a criatura dando ordens ao Criador. Os infortúnios não silenciam o verdadeiro crente, não lhe tiram dos lábios o culto ao Redentor. Como nada nos separa do amor de Cristo, nada impede a oração do crente real, que, nos sofrimentos e na angústia, eleva ao Salvador tanto as preces súplices como as gratulatórias. É o milagre da graça! 04 – Tipos de Oração. O culto sinagogal de Israel possuía dois modelos essenciais de oração: a. Shemah ( Dt 6.4-9 cf 11.13-21; Nm 15.37-41). b. Tephilah ou Oração das Dezoito Bênçãos em que as três primeiras são de reconhecimento da grandeza, do poder e da santidade de Deus; a penúltima é de ação de graças; a última, uma doxologia sobre o grande e indiscutível autor da paz. Jesus ensina que a oração deve ser: a. Discreta, não servindo para projeção do ego de quem ora (Mt 5.5). Oração na comunidade não é discurso público, mas diálogo com Deus de forma direta e simples. b. Íntima. A oração é a expressão externa de um elo secreto estabelecido pelo Espírito Santo entre o ser adorado e o adorador (Mt 5.6). c. Objetiva e curta. A oração não deve ser longa, repetitiva, discursiva, explicativa. Não é pelo muito falar que seremos ouvidos, e Deus não precisa de nossas explicações e descrições de fatos. Ele é onisciente, conhece as nossas necessidades atuais e aquelas que teremos no futuro (Mt 5.7). 05 – Paulo, Teólogo da Oração: Paulo é o autor neotestamentário mais preocupado com a oração, especialmente a comunitária. Nele encontramos os seguintes aspectos da oração litúrgica: a. Doxologia de glorificação (Rm 1.21; 4.20;11.36; 15.6,9; 16.25-27; I Co 6.20; 10.31; II Co 1.20; 4.15; 9.13; Gl 1.5,24; Ef 3.20,21; Fp 1.11; 2.11; 4.20). b. Louvor (Rm 14.11; 15.9-12; Ef 1.6,12,14; Fp 1.11; 2.11). Paulo usa o mesmo verbo para louvar e confessar: “Exomologeomai”. c. Bendizer, bênção, benedictus: (Rm 1.25; 9.15; I Co 14.26; II Co 1.3,4; 11.31; Ef 1.3). d. Adoração (I Co 14.25). e. Ação de graças (Rm 1.8,21; 6.17,18; 7.25;14.6; I Co 1.4,14; 10.30;11.24; 14.6,7,18; II Co 2.14; 4.15; 8.16,17; 9.11,12; Ef 1.15,16; 5.4,20; Fp 1.3,4; 4.6; Cl 1.3; 2.5,7; 3.15; 4.2; I Ts 1.2; 2.13; 3.9; 5.18; II Ts 1.3; 2.13; Fm 4) f. Exultação e gozo (Rm 5.2,3,11;15.17; I Co 1.29; II Co 1.12; 7.4; Fp 1.26; 2.16; 3.3; I Ts 2.19). g. Súplica, pedido pessoal (Rm 1.10; 7.24;I Co 14.13; II Co 12.8; I Ts 3.10) h. Intercessão (bênção ou maldição) (Rm 1.7, 9,10; 8.15,16,2326,27,34; 9.1-3; 10.1; 11.2-5; 12.12, 14; 15.5,6; 13.30-33; 16.20; I Co 1.3,8; 2.9-16; 5.311.1025.29; 16.22,23; II Co 1.2,7,11,14; 13.7,9,11,14; Gl 1.3,8,9; 4.6; 6.16,18; Ef 1.2,16-23; 3.14-19; 6.18; Fp 1.2,4,9; 4.6,7,9,23; Cl 1.2,3,9-11,29; 2.1-3,5; 4.2,12,18; I Ts 1.1,2,3; 3.10-13; 5.17,18,23-25,28; II Ts 1.2,11,12; 2.16,17; 3.1-3,5,16,18; Fm 3,4,6). Como se notou, a Oração é bem definida e ordenada nas Escrituras. Deus requer ordem e especificação. Cada parte em seu lugar próprio na estrutura litúrgica. 06 – A Oração na Ordem Litúrgica. Muitos irmãos ainda não aprenderam que a liturgia comunitária é um todo composto de partes distintas. No Culto há momentos específicos de adoração, confissão, ação de graças, louvor, consagração e intercessão. Desorganiza a liturgia uma oração desviada de seus objetivos e deslocada de seu momento adequado. É muito comum pedirmos um irmão que ore, por exemplo, em confissão, e ele louva, agradece, intercede, suplica perdão de pecados, até sem confessá-los. Não, oração de confissão deve ser exclusivamente de confissão como a de adoração precisa ser especificamente de adoração. Restringir-se ao assunto proposto significa que aquele que ora compreende a ordem do culto e com ela colabora. O que se diz aqui da oração vale também para os hinos, muitas vezes inadequadamente escolhidos, desorganizando o conjunto litúrgico. Não se há de cantar um hino de louvor ou de adoração no momento de intercessão. Exemplos orientadores: 07 – Oração de Adoração: Momento em que a Igreja é colocada pelo Espírito Santo diante de Deus como serva adoradora. Exemplo: Senhor, sentimos a beleza, a majestade, a santidade e a glória da tua presença. Por isso te adoramos face a face trazidos pelas mãos de teu Filho e congregados pelo teu Santo Espírito. Tu és Espírito, e importa que teus adoradores o adorem em espírito e em verdade. Adoramos- te em nome de teu Filho Jesus, Nosso Senhor. Amém! 08 – Oração de Confissão: Momento em que a Igreja confessa seus pecados. Como povo de Deus constituído de pecadores, a Igreja peca, algumas vezes por infidelidade e outras por omissão. Ela reconhece suas fraquezas e confessa publicamente seus pecados pela boca de um de seus membros. Exemplo: Senhor, tu nos constituíste em tua família para sermos um só corpo, vivermos em perfeita e santa unidade, proclamarmos o teu Evangelho, mas a vaidade, a inveja, o orgulho e a ostentação separam- nos uns dos outros e, em consequência, não pregamos a tua palavra com o nosso exemplo de unidade, fraternidade e santidade. Queremos fazer o bem, mas o pecado nos impede. Perdoa-nos, Pai, em nome de teu Filho Jesus. Amém! Na verdade, a oração de confissão divide-se em duas partes: A primeira, expõe a Deus, sem reservas, inibições e truques, todos os pecados conscientes e também os inconscientes, mas conhecidos por Cristo, que estão impedindo o crescimento espiritual da Igreja e de cada um de seus membros. A segunda, é o sincero pedido de perdão. O Salmo 51 nos mostra exatamente esse tipo de oração ( contrição-perdão). Confissão: “Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos; de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. Eu nasci na iniqüidade e em pecado me concebeu minha mãe”( Sl 5l.4,5 ). Pedido de perdão: “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste. Esconde o teu rosto dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniquidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro em mim um espírito inabalável. Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustenta-me com um espírito voluntário” ( Sl 5l.7-12 cf 51.1- 3 ). Confissão e súplica de perdão fazem parte do mesmo conjunto. Os pecados pessoais e íntimos devem ser confessados a Deus pessoal e intimamente, não em culto público. Porém, se o pecado individual é contra a comunidade ou lhe afeta a ordem, a dignidade e a pureza, deve ser confessado, especialmente no momento de oração silenciosa de confissão. 09 – Oração de Louvor: Momento em que a Igreja reconhece a gloriosa soberania de Deus nas obras da criação, da providência, do governo, da redenção, do perdão e da graça. Exemplo: Senhor, a Igreja te louva porque é tua filha, e a ela deste olhos para ver e coração para sentir as tuas infinitas grandezas, o teu imensurável amor e a tua incomparável misericórdia. Louvado seja sempre o teu nome. A mesma Igreja que te exalta nos céus, louva-te na terra. Recebe, Senhor, o louvor, embora imperfeito, de teu povo em nome de Jesus, teu Filho amado. Amém! 10 – Oração de Ação de graças: Momento em que a Igreja agradece bênçãos recebidas pela comunidade e por qualquer de seus membros. Exemplo de ação de graças geral: Agradecemos-te, Senhor, a vida física pela qual nos relacionamos com a natureza e com a sociedade. Agradecemos-te a vida espiritual, a nossa comunhão contigo e a fraternidade comunitária. Agradecemos-te a Igreja e a família por serem bênçãos em nossas vidas e indispensáveis à nossa existência. Agradecemos-te todas as dádivas materiais, espirituais, sociais e econômicas, inclusiva as graças da salvação, da esperança. do amor e da fé. Externamos a nossa sincera gratidão a ti em nome de Jesus, teu Filho, nosso Salvador. Amém! Pode-se e se deve fazer oração de ação de graças específicas por bênçãos especiais recebidas ou por algo que se obteve na ordem natural como: Aniversário, casamento, Dia das Mães, aquisição de imóveis, recuperação da saúde e tantas outras. 11 – Oração de Intercessão: Momento em que a Igreja, como sacerdócio universal por ordenação divina, intercede por ela mesma, pelos seus membros, pelas autoridades, pela pátria e pelo mundo. Exemplo: Pai, a Igreja, ministra tua, intercede, por mediação de teu Filho, pela pátria, carente de governos honrados e de submissão à tua palavra; pela Igreja evangélica, que nela colocaste, para que seu testemunho seja mais autêntico e sua missão mais eficaz; pela Igreja Presbiteriana do Brasil, para que sejamos uma só alma, uma só mente e um só coração; pela Igreja local, para que nela haja unidade, santidade e fraternidade entre os irmãos; pelos enfermos físicos e espirituais, para que recebam de tuas mãos a bênção da cura. Recebe, Pai, o clamor de teu povo em nome de teu Filho Jesus. Amém! Toda oração deve ser dirigida ao Pai em nome do Filho. Jesus, como Sumo Sacerdote, é o mediador de nossas preces e está conosco, onde quer que dois ou três se reúnem em seu nome, ao mesmo tempo que se encontra no céu, à mão direita do Pai, no Santo dos Santos celeste, e intercede por nós. Lembretes: a) A oração deve ser breve, concisa e objetiva (Ec 5.2; Mt 6.7; Mt 23.14), feita em voz bem audível para que a comunidade toda possa dizer conscientemente: Amém! b) Orar em nome de Cristo não significa exercer procuração em seu lugar, como pensam muitos, mas submeter-se à sua mediação com muita humildade. O crente ora ao Pai por meio do Filho, não como seu substituto.
     
  210. Rev.Ludgero

    21 fevereiro, 2008 at 3:32 pm

    O opúsculo acima é de autoria do Rev. Onezio Figueiredo, publicado no site http://www.monergismo e agora colocado aqui para a nossa instrução.

    Rev. Onézio é um grande pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, que em todo o seu ministério manteve-se como um precioso referencial para a nossa denomináção. Agora jubilado, continua a servir a sua Igreja.

    Recomendo a leitura deste trabalho. Talvez, até mesmo, servir para a reflexão nas igrejas sérias que existem na nossa IPB.

    Ludgero

     
  211. Rev. Normando

    22 fevereiro, 2008 at 8:17 am

    Rev. Ludgero:
    Muito oportuna a divulgação desse excelente trabalho do Rev. Onézio. Quando eu era pastor do Presbitério Metropolitano de Belo Horizonte ( Igreja em Pedro Leopoldo-MG), início da década de 90,conheci esse opúsculo, publicado na época pela Secretaria de Educação Religiosa do Presbitério Casa Verde, em São Paulo. Escrevi ao rev. Onézio e ele, gentilmente, enviou-me vários exemplares que distribui no âmbito daquele concílio. É realmente um trabalho relevante e ao alcance de todas as nossas igrejas. Vale a pena estudá-lo com a liderança!
    Abraços,
    Normando

     
  212. Rev.Ludgero

    22 fevereiro, 2008 at 7:23 pm

    Este é um excelente artigo do Rev. Augustus Nicodemus, que faz uma análise do tema que temos tratado neste blog. Boa leitura!

    Ludgero

    Augustus Nicodemus
    Tensões no culto evangélico brasileiro

    Uma das áreas mais polêmicas dentro do Cristianismo é exatamente aquela em que deveria haver mais harmonia e consenso entre os cristãos, ou seja, o culto. Através da sua história, a Igreja Cristã vem se debatendo com disputas, discussões e discordâncias quanto a alguns importantes aspectos relacionados com o serviço divino. E o debate, naturalmente, está presente na igreja evangélica brasileira.
    Por exemplo, a questão da organização versus liberdade na liturgia. Até que ponto podemos organizar e estruturar a ordem ou seqüência dos atos de cultos sem que isso tire a espontaneidade dos participantes? Ou mais grave ainda, até que ponto a própria idéia de preparar uma liturgia antecipadamente já não representa uma limitação à liberdade do Espírito de Deus em dirigir o culto como deseja? Igrejas, movimentos e grupos dentro do evangelicalismo brasileiro têm assumido as vezes lados radicalmente opostos nessa questão. De um lado temos liturgias elaboradas milimetricamente, realizadas por ministros paramentados de acordo com o calendário eclesiástico e as estações do ano, exigindo formalidade, seriedade e reverência; de outro, cultos sem qualquer ordem ou seqüência pré-estabelecidos, onde as coisas acontecem ao sabor da inspiração momentânea do dirigente, supostamente debaixo da orientação do Espírito de Deus. Felizmente, onde predomina o bom senso e um desejo de seguir os princípios bíblicos para o culto a Deus, adota-se uma liturgia que procura usar o que há de melhor nos dois esquemas, unindo seriedade reverente com liberdade exultante.

    Outra tensão é entre ofício e participação. Quem deve dirigir o culto a Deus? Quem pode participar ativamente na liturgia? Somente aqueles que foram ordenados para isso – pastores e presbíteros? Ou qualquer membro da comunidade? Respostas variadas têm sido dadas a essas questões por diferentes grupos evangélicos no Brasil. Por um lado encontramos igrejas que entendem que apenas aqueles que foram treinados adequadamente e posteriormente autorizados (ordenados) pela igreja é que podem participar ativamente do serviço divino. Outros grupos, como os quacres do passado e alguns movimentos quietistas modernos, rejeitam a própria idéia de ofício e dispensam qualquer ordem ou liderança no culto público. Encontramos nas igrejas evangélicas brasileiras variações desses extremos. Parece-nos claro que o caminho correto é manter no culto a liderança claramente bíblica dos presbíteros e pastores e ao mesmo tempo procurar entre os não-ordenados aqueles que têm dons públicos que possam, após treinamento adequado, participar ativamente da liturgia.

    Mais uma tensão: formalismo versus simplicidade. Relacionada com esta vem a tensão entre solenidade e alegria. Esses extremos na verdade não se excluem. São todos elementos do culto bíblico, muito embora em sua história, a Igreja tenha por vezes enfatizado uns em detrimento dos outros. Mais uma vez, a busca pelo equilíbrio bíblico deve marcar a liturgia das igrejas evangélicas.

    Mas existe ainda uma tensão – talvez a um nível mais profundo – que representa um sério desafio para a liturgia da Igreja, que é mente versus coração. Ou mais exatamente, qual o lugar da mente no culto? Pode-se cultivar o entendimento e o crescimento intelectual sem perder-se de vista o papel do coração no culto? Um culto só é realmente espiritual se a mente for deixada de lado e o coração envolver-se inteiramente? Muitos grupos evangélicos hoje responderiam sem hesitar que a mente acaba por representar um obstáculo na experiência da verdadeira adoração, e que deve ser deixada de lado para que as emoções fluam livremente. Desse ponto de vista, as partes do culto, e especialmente a pregação, devem facilitar a experiência litúrgica. A pregação acaba por ser relegada a plano secundário, sendo substituída por relatos de experiências pessoais; ou quando é feita, via de regra (há exceções) é uma coleção de casos, exemplos e experiências, intermediados aqui e ali por trechos bíblicos nunca expostos e explicados, mas citados como prova.

    Mas essa tendência é bem antiga. Paulo teve que corrigir o desequilíbrio litúrgico dos coríntios, com sua ênfase na participação, uso dos dons, liberdade e pouca atenção à instrução e o uso da mente. Modernamente, percebe-se sem muito esforço a tendência de se enfatizar participação, louvor, testemunhos, dramas e corais, em detrimento da pregação da Palavra durante os cultos dominicais de muitas igrejas.

    É essa última tensão que tem questionado com mais radicalidade a natureza, necessidade e propósito da pregação nos cultos. O que nos parece fundamental neste assunto é que, desde o início, Deus usou a pregação expositiva de sua Palavra como veículo de revelação da Sua vontade ao Seu povo; e que portanto, a pregação nunca deve ser relegada a plano secundário no culto, mas deve sempre ocupar lugar central de destaque.

    Estas são algumas das tensões na igreja evangélica brasileira quanto ao culto. Nem sempre elas têm sido bem resolvidas. Provavelmente, o caminho para um culto que seja bíblico e brasileiro tenha de passar pelas seguintes vertentes:

    1) Empregar o princípio de que devemos manter no culto somente aqueles elementos que possam, de forma direta ou indireta, encontrar respaldo nas Escrituras do Novo Testamento. De outra forma, desprovida de referencial, a igreja brasileira não terá como impedir a avalanche de inovações no culto, algumas bem intencionadas porém apócrifas, e outras inspiradas até em práticas das religiões afro-brasileiras.
    2) Reconhecer que há circunstâncias do culto que não estão necessariamente definidas, proibidas, ou ordenadas nas Escrituras, e que podem ser adotadas à critério das igrejas, respeitada a história, a tradição, a cultura e especialmente o bom senso.

    3) A busca do equilíbrio nas tensões mencionadas acima, reconhecendo que qualquer dos extremos citados termina prejudicando o culto, por reduzi-lo e privá-lo da plenitude desejada por Deus.

    O culto é certamente um dos aspectos mais centrais da vida das igrejas evangélicas, pois nele deságuam as doutrinas, as crenças, as práticas, as tensões e a vida espiritual das comunidades. Uma igreja é aquilo que seu culto é. Como parte da sua reflexão e reforma, a igreja evangélica brasileira deveria enfocar mais este assunto.

     
  213. Débora Soares

    25 fevereiro, 2008 at 4:38 pm

    Reafirmar o princípio reformado estabelecido pela Confissão de Fé de Westminster de que: “O modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por Ele mesmo e é tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas santas Escrituras”

    Tirando o que foi acima afirmado, eu pergunto:
    Por que a a dança liturgica veio da imaginação humana? Davi e Miriam estavam então errados ao dançar louvando ao Senhor ou foi o próprio Deus que se manifestou nos mesmos? E quanto às pessoas que tem plena convicção de que é a voz do Seu Santo Deus falando ao seu coração quanto à dança liturgica e as coreografias? Quem somos nós para julgar o coração do homem, tais como suas intenções e capacidade de ouvir a voz de Deus? Quem somos nós para afirmar que “zelar pela forma correta” pelo culto é proibir uma expressão de louvor quando a própria Biblia fala “Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas” (Salmo 150:4)?
    A Biblia também não cita que no culto litúrigco havia a presença de microfones, bateria, data show, baixo ou teclado. No entando isso é usado na Igreja atualmente, durante o culto a Deus. Qual é portanto a diferença?
    Trata-se de que estamos em pleno século 21 e graças ao nosso bom e MISERICORDIOSO Deus, nós temos a liberdade de adorá-lo usando os dons e talentos que Ele nos dá. Deus nos ama do jeito que somos e o que importa é a intenção dos nossos corações no tempo devocional, de celebração e adoração do Seu Santo nome. Deus olha os nossos corações, irmãos. Ele não é um Pai que está sempre nos regrando esperando que nós pequemos, como diz em: ” Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades.” (Salmo 103:10) Mas nós dependemos de sua boa, perfeita e agradável vontade (Rm 12:2) e que nós amemos uns aos outros com amor fraternal (Rm 12 10).
    Em hora nenhuma Deus cita na Biblia que é errado dançar, ou a forma unica de culto ao Seu nome. Ou sequer condenou Davi pela maneira como ele demonstrou sua gratidão a Deus. O que tem acontecido, irmãos, é que temos colocado coisas de homens e regras de homens no culto a Deus, limitando o próximo e julgando, dando o parecer de que a forma diferente com que ele louva ser pecado por ser simplesmente diferente do que você pensa, age ou seja. Quando o Espirito é que sonda os nossos corações, o meu e o seu (Salmo 139).
    Eu danço há 5 anos e tenho plena convicção de que cultuo a meu Santo Deus com o meu corpo, com o mexer de cada braço ou perna e que Ele se manifesta atraves da minha vida, assim como de todas as pessoas que estao com o seu coração entregues a Deus. Pessoas ja aceitaram Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas simplesmente vendo a alegria e devoção de pessoas coreografando musicas e usando essa maneira para louvar ao Senhor. Porque nós nao temos essa capacidade de dançar, nós nao nascemos com isso. Mas foi Deus quem nos deu, e se Ele nos dá, é porque Ele quer que façamos o uso disso para louvar o seu nome, assim como ensinar, pregar, cantar tocar um instrumento e até manusear o data show. Deus nao faz acepção de pessoa, Deus quer ser louvado por Sua grandeza.
    Sou presbiteriana há 16 anos e amo minha igreja, mas rogo para que nao nos conformemos com este século, mas que transformemo-nos pela renovação da nossa mente (Rm 12:2), porque tudo foi criado pelo e para Senhor. Satanás nao cria nada. O homem, com sua dureza de coração, é que tem deturpado os valores e criação do Senhor.
    Louvado seja o nome do Senhor!
    Amém.

     
  214. André Luiz de Paula Teles

    25 fevereiro, 2008 at 6:45 pm

    Olá irmã Débora Soares,

    Gostaria de interagir devido o seu comentário por favor permita-me, a irmã cita a confissão de fé a respeito do culto e do dia do Senhor naquele capítulo, mas gostaria de afirmar que a danças litúrgicas, ou seja, como manifestação de culto eclesiástico, na igreja, nunca teve apoio da Escritura tanto no A.T como no N.T o culto prestado com todo o cerimonialismo está muito bem e exaustivamente PRESCRITO em Exôdo, Levítico, Números e na repetição de Deuteronômio, o culto no templo era prestado pelos Levitas, os cantores levitas, os instrumentistas levitas, mas nunca li a respeito dos dançarinos levitas ou coreógrafos levitas e, tampouco é isso visto no N.T. Quando a Escritura NARRA a respeito da dança de Miriã e Davi e não somente eles mas também outros que dançavam nas PROCISSÕES à Casa de Oração nunca serviu de apoio mandatório para que se fizesse isso no templo, não estava PRESCRITO na Lei Cerimonial, gostaria de citar o exemplo de Nadabe e Abiú que foram fuminados pelo Senhor por trazer fogo estranho à sua presença, por que não fizeram como estava PRESCRITO na lei cerimonial.
    Queria lembrar a você que fé não é questão de sentimento ,estritamente falando, é de crença, o Senhor só fala através da sua Palavra Escrita e mais o coração do homem é desesperadamente corrupto, quem o conhecerá? A sinceridade nunca foi PARÂMETRO para a adoração em Espírito e em VERDADE, sempre foi a Escritura Sagrada lembra do que citou acima?
    De fato a Bíblia não fala nada, pelo menos no N.T, a respeito de instrumentos musicais e eletrônicos para se usar no culto, não acho que significa uma abertura para se fazer o que quiser no serviço a Deus mas deve ser considerado a questão de reverência, ordem e decência neste momento, não vejo isto em usar instrumentos para a melhoria do serviço de adoração até o ponto que não fira as Sagradas Escrituras. O que as Escrituras não manda fazermos na adoração propriamente dita, não deve ser colocado em prática por mais que se seja sincero, talvez bem intencionado, com objetivos até solenes, mas somente aquilo que está PRESCRITO gostaria de dar ênfase a esta palavra. Se fosse esse o caso por que você na faz o sinal da cruz quando entra na igreja? a Bíblia não proíbe!!!A Bíblia no N.T Prescreve a forma de adorá-lo em congregação, ou seja, em e na igreja, com a Leitura da Palavra, com a Pregação expositiva da Palavra, com cânticos, salmos e hinos espirituais, nas orações, nos sacramentos do Batismo e Santa Ceia(gostaria de dizer uma coisa a respeito destes sacramentos com toda a reverência, não me entenda mal, esse talvez fosse o único momento que existe uma “encenação” no culto, falo isso por causa da sua manifestação, somente, pela sua externalização como tal!!!), na fiel aplicação da disciplina eclesiástica, jejuns, votos, está tudo lá, mas em nenhum momento nos dá a entender ou fala abertamante de danças, pergunto à irmã cite algum exemplo de dança na IGREJA tanto no A.T e N.T? Ela, a Palavra, define com toda a certeza a liturgia do culto.
    Devemos considerar o A.T em consideração a sua natureza de continuidade e descontinuidade, e seus aspectos culturais a respeito de manifestações de ALEGRIA e FESTAS daquele povo, que nem sempre serve de apoio para o que se faz objetivamente na igreja, mas penso que talvez em algum sentido subjetivo sirva como: na questão de alegria, felicidade, reverência, temor e tremor deve ser considerado.
    Quando você fala que pessoas entregaram a vida a Deus vendo as danças e as coreografias me da um aperto no coração quando leio o que o apóstolo Paulo cita em Romanos: que a FÉ vem pelo OUVIR, OUVIR a PREGAÇÃO, a PREGAÇÃO da PALAVRA. Ele não citou em nenhum momento danças ou coreógrafias nesse texto e mais, a nossa experiêcia de ver estas coisas também não é o método para fazer isso na igreja, sempre a Regra será a Palavra de Deus, e gostaria de dizer mais uma coisinha o Senhor Jesus quando ressuscitou e se reveleu aqueles discipulos na estrada de Emaús que estavam tristes devido àqueles acontecimentos sabe o que Ele fez? Ele poderia ter dançado para se revelar, ou coreografado, imagine a cena: olha pra mim(Jesus dizendo) como sou eu, veja as minhas mãos(os cravos), olha os meus pés(os cravos), eu vou sumir e vou aparecer de novo pra vocês terem certeza que sou eu… NÃO!!! não foi isso o que ele fez, ele começou a discorrer sobre o que a Escritura dizia a respeito dele na Lei, nos Profetas e nos Salmos…
    Considere mais o que a Escriura OBJETIVAMENTE PRESCREVE para se fazer no culto a Deus.

    Deus nos abençoe irmã Débora Soares.

    Graça e Paz.

     
  215. carlos lysias

    25 fevereiro, 2008 at 8:29 pm

    Sempre houve na antiguidade danças aos deuses.
    Então amada irmã, siga a risca……Nos terreiros de umbanda eles fazem o que voce faz , e vão além……ou seja sacrificam animais.. eles mostram na Bíblia.
    Converse se possível, com um Rabino, com certeza lhe explicará, que tais danças eram efeitos pontuais. Ex; Quando após atravessarem o mar vermelho e vendo o exercito Egipcio padecendo nas aguas… todos fesjaram. Jamais dançaram nos tabernáculos e muito menos, atualmente nas sinagogas. E e quando cortaram a cabeça fizeram a maior festa, com danças.
    Assista o filme (O ano que meus pais saíram de férias), verás após as rezas na sinagoga, os fiés foram até a um salão social e dançaram uma musica de Roberto Carlos.
    Uma garota que se diz evangélica, afirmou que ao dançar, ela sentiu o desejo de gatinhar perceber que era ela o “leão de judá”.
    cuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiidaaaaaaaaaaadooooooooooooo minha amada irmã.

    carloslysias@terra.com.br

     
  216. carlos lysias

    25 fevereiro, 2008 at 9:25 pm

    Amada Irmã Débora Soares:

    Postei aqui, palavras anterior a estas pois me desculpe são direcionadas a voce.
    Continuando afirmo.
    A Bíblia é um livro maravilhoso.
    Mas muito cuidado ao interpreta-la.
    Nos calvinistas, cremos na trindade, contudo esta palavra voce jamais encontrara na Bíblia. Porém temos textos de sobra evidenciando as tres pessoas da trindade.
    Já imaginastes colocarmos uma vaca ,ou um outro animal qualquer no púlpito.
    Os frequentadores de umbanda os fazem , mostrando contextos bíblicos.
    O que voce acha de seguir a risca, o contexto contido no versiculo 34 de I coríntios 14? Com certeza é um absudo.
    E voce usa véu? Na bíblia há texto afirmando seu uso, por entre as mulheres.
    Imagine voce dançando com véu.
    E para os membros da Congregação , o não uso, as mulheres não herdarão o reino dos céus. Isto minha amiga é seita.
    Em visíta aos USA em 1998, estive em uma igreja Batista. Quando cheguei a porta, dois diáconos me abordaram, dizendo; o que voce esta fazendo aqui? Voce deveria ser negro. Nesta igreja , amada irmão ,todos os bancos estavam encostados e amontoados nas paredes laterais da igreja….todos pulavam frenéticamentes, mesmo cantqar a letra da música.
    Quando lhes disse que eu era brasileiro…ficaram surpresos… que bom!!! voce gosta de samba? voce conhece o pelé??
    Taí minha irmã, aquela igreja era frequentada somente por negros. e NÃO PERMITIAM BRANCOS.
    Também nos USA, visítei uma igreja, que em sua maioria, os membros eram deficientes físicos, em outra eram de surdos e mudos, então como fica?
    E na Holanda… os jovens cantam e dançam nas igreja , e fumam e bebem a vontade…PERDERAM O CONTRLE DESSE TAL DE AVIVAMENTO.
    Exite uma igreja pentecostal em São Paulo, com um nome absurdo..
    Durma com um barulho desse,, IGREJA PENTECOSTAL DANÇANTE-DEUS DÁ PAU NO CAPETA.

    Amada irmã , o viver intensamente, está em nossos corações, Temos que vier intensamente sim, em primeiro lugar em nosso lar, mostrando que amamos à Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo, sem precisar dançar.
    Ainda há pessoas que afirmam que ORAR, tém que ser gritando……….ORAÇÃO não é discurso e sim uma CONVERSA INTIMA COM DEUS.

    Que Deus a abençoe.

    carloslysias@terra.com.br

     
  217. Rev. Normando

    26 fevereiro, 2008 at 9:41 am

    Prezada irmã Débora Soares:
    Que a graça e a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo aseja sobre a sua vida!
    Quanto à interpretação dos textos que se referem às danças de Davi, Mirian e o V. do Sl 150, há alguns estudos postados aqui que são esclarecedores: Veja os textos do rev. Ludgero e do Rev. Arival postados acima.
    O que está em discussão não é a intenção do adorador, mas se o elemento apresentado na adoração é prescrito nas Escrituras. Se o que se está oferecendo a Deus não for bíblico, mesmo que a intenção seja a melhor possivel, não será aceito. Não é tão subjetivo assim. Lembre-se de Uzá, que, com a melhor das intenções, tocou na arca da aliança para evitar que caísse. Foi reprovado por Deus. Aliás, a prórpia idéia de transportar a arca em um “carro novo” surgiu com uma boa intenção, mas não foi essa a foma de transportar a arca que Deus havia prescrito. Houve sérios problemas. A primeira pergunta que devemos fazer é esta: “O que estou oferecendo a Deus no culto é bíblico? Há base sólida nas Escrituras para essa prática?” Lembre-se: devemos tomar cuidado para não formularmos doutrina em textos isolados.
    Quando o que estamos oferecendo no culto for claramente bíblico, como a música, a pregação e orações, por exemplo, ainda temos que verificar a forma que estamos realizando, se com reverência, temor. Se estamos contribuindo para a edificação da Igreja e se está sendo feito com “Ordem e decência”. Se o conteúdo e a forma estão corretos, ainda tenho que examinar meu coração, minhas motivações. Tudo isso é importante. Não podemos simplesmente concluir que se minhas motivações são boas, vale tudo. Não vemos isso na Bíblia.
    Quanto a estarmos no Século XXI,não muda em nada o nosso dever de sermos fiéisà nossa única regra de fé e de prática, a Bíblia Sagrada. É como diz o Hino oficial da Mocidade: “(…) do mesmo Evangelho que pregaram nossos pais(…) o mundo muda, mas Cristo não”.Temos que ler a nossa cultura,refletir sobre ela e buscar a sua transformação, tendo a Palavra como referência. Tomemos cuidado para não seguirmos o modelo dos liberais, modernistas, que propoem que as Escrituras sejam relidas e adaptadas aos reclames da nossa cultura. Foi muito oportuna a sua citação de Romanos 12.1,2. É isso mesmo. Não podemos tomar a forma desse mundo, não podemos nos acomodar à cultura. Temos que criticá-la à luz da Bíblia (1 Ts 5.21,22).
    Quando a sra. menciona microfones, teclados, etc, penso que muitos desses “recursos” devem ser repensados mesmo. Na verdade,eles não são elementos de culto, então não poderiam ser considerados acréscimos. Se contribuem para uma melhor comunicação da verdade ou para ajudar em qualquer outro sentido na realização do que a Bíblia diz que deve haver no culto, podem e devem ser utilizados. Devem, entretanto, ser analisados se não intereferem no “espírito da adoração”, contribuindo para que o adorador se distancie do seu nobre propósito que é entrar em comunhão especial com Deus, contemplando a beleza da sua santidade, com alegria, confiança, reverência e santo temor.
    Sugiro-lhe a leitura da resolução do SC/1998 e os argumentos ali apresentados para afirmar à inconveniência das “expressões corporais fortes” no ato de adoração.
    Que Deus abençoe as nossas vidas, dando-nos a iluminação do Seu Espírito para, a cada dia, avaliarmos as nossas ações à luz da Palavra e encontrarmos o caminho que ela nos aponta (Salm o 119.18,105).É nela que saberemos quem é Deus e o que Ele requer de nós. Amém!
    Em Cristo,
    Normando

     
  218. carlos lysias

    26 fevereiro, 2008 at 12:36 pm

    Prezado irmão Ricardo Oliverira.

    IRA: DESEJO DE VINGANÇA
    Meu amigo ,melhor rever seus conceitos.
    Quando pessoas humildes , de origens católicas nos expõe seus pensamentos sobre idolatrias, ainda sim temos que oferecer a elas um sentimento de compaixão
    Agora sentir IRA pelas palavras da irmã Débora, jamais.
    Que Deus tenha missericordia de ti.

    Mui respeitosamente.

    carloslysias@terra.com.br

     
  219. carlos lysias

    26 fevereiro, 2008 at 12:53 pm

    Prezado irmçao Ricardo Oliveira

    Seria incoerente da minha parte, entrar em um site por exemplo, de uma comunidade islâmica, judaica. católica romana, pentecostal etc.
    Para criticar.

    carloslysias@terra.com.br

     
  220. Dalmo Luiz Faria Aniceto

    26 fevereiro, 2008 at 12:58 pm

    Graça e Paz a todos os irmãos.

    LITURGIA do Gr. leitourgía, função pública, serviço divino
    s. f.,
    a ordem e as cerimónias no ritual eclesiástico; rito.

    Que me corrijam os irmãos em qualquer ponto em que eu possa estar sendo pretencioso em conhecer e equivocadamente dar alguma informação, mas esclareço que nada leviana.

    Entendo que a liturgia é um ritual eclesiástico, importante, orientador, e bastante sério. Se os irmãos notarem, aqueles que realizam os cultos obedecendo a liturgia que permeia a nossa amada IPB, perceberão que é uma bênção na vida da igreja, pois leva o cristão a louvar e a adorar a Deus, de maneira que, sem perder de vista os “sentimentos” que permeiam o ser humano e a “vontade” deste em bendizer ao seu Senhor, cumpre o que o apóstolo Paulo disse aos Romanos no capítulo 12, verso primeiro: “ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”
    Me pergunto: Onde estavam as danças no velho testamento e no novo testamento?Nas festas; nos casamentos; na expressão de Davi quando dançou por que a arca da aliança retornava; nas comemorações familiares; e também nos salmos, momentos de louvor.

    Uma das minhas conclusões é que as danças existiam, não é uma invenção do “modernismo”.
    Outra opinião, é que apesar de nos salmos vermos textos convidando a louvar a Deus com danças, creio que o sentimento do salmista é de despreendimento na presença de Deus, por exemplo, por diversas vezes vemos alguns irmãos no momento de louvor a Deus, sejam com hinos ou cânticos, darem uma “balançadinha” pra lá e pra cá, seguindo o ritmo e a melodia, será que isso não é dança? É pecado? Creio que não.

    Pois bem, a “dança liturgica” se encaixa então na definição teórica e prática do termo liturgia? Na minha opinião, não.
    Devemos encorajá-la, incluindo na liturgia da igreja? Também creio que não, e assim creio por acreditar que a dança, é tendenciosa, pode ser mais fruto da emoção do que da adoração, e como a liturgia nos conduz para: invocar a Deus, confessar nossos pecados a Deus, louvar a Deus pelo que ele tem feito, adorar a Deus pelo seu caráter e santidade, ouvir a Deus na forma da sua revelação que é a Palavra anunciada…
    Mas e a dança, nos levará a dançar?

    Apesar da dança ja existir, e são diversos os relatos dela na bíblia, a inserção dela no culto, na minha opinião veio satisfazer mais a um modismo do que uma forma da cultuar ao Senhor.

    Que Deus nos ilumine a cada dia e nos instrua a andarmos na presença dEle em novidade de vida.
    Um abraço fraternal a todos os irmãos.

     
  221. Rev. Dilécio

    26 fevereiro, 2008 at 11:23 pm

    Caros irmãos,
    Lendo a palavra “lamentável”, usada acima pelo irmão Ricardo, inicialmente imaginei que ele estivesse lamentando o que fora dito acima – argumentado pela irmã Débora. Pensei, não que ele fosse expressar seu lamento pela infeliz argumentação acima, mas lamento profundo porque a referida irmã, ao longo desse tempo de “presbiteriana” não tenha conhecido e obedecido a tão bela doutrina e liturgia da amada IPB. Sim, pensei que o irmão estivesse lamentando que pastores tenham se omitido por tanto tempo no ensino e treinamento da igreja por onde ela passou, deixando de ensinar qual o verdadeiro proceder do adorador. Afinal, nós pastores temos um compromisso feito no ato de nossa ordenação de defender nossas sãs doutrinas e, além de tudo, está sobre nós a responsabilidade litúrgica da igreja.
    Não, ele não lamentou isso, lamentou contra a ordem da igreja e sua disciplina litúrgica. Ele não lamentou a divisão que existe em nosso meio pela implantação das desastrosas novidades, nem pelos milhares de presbiterianos que estão insatisfeitos e já perderam a comunhão plena com a igreja, pois lá não há mais culto em espírito e em verdade, mas sim culto para satisfazer ao ego, aos desejos de requebros.
    Eu LAMENTO, sim, LAMENTO MUITO que pessoas, como a irmã Débora, mesmo sem manifestar quaisquer bases teológicas ou litúrgicas tentem defender seu desejo de continuar com as danças – coreografias,
    Mas eu, LAMENTO MUITO, MUITO MAIS AINDA, quando alguém, se levanta para dizer “Amém” às suas palavras, manifestando total desobediência aos princípios estabelecidos pela Biblia e tão solenemente defendidos por nossa igreja e pelos nobres colegas que postaram logo abaixo do texto citado.
    Lamentável, sim, que temos pastores que defendam isso em nossa Igreja. Como o “Anônimo” disse: é preciso botá-los para fora da IPB. Não gosto de chamá-los de “colegas”, como falamos em nossa intimidade com pastores amigos e companheiros de ministério.
    Na Paz,
    Dilécio

     
  222. Rev. Dilécio

    26 fevereiro, 2008 at 11:41 pm

    Queridos Irmãos Presbiterianos
    Quando li algumas matérias acima sobre liturgia, oferecidas pelos nobres pastores, mesmo conhecendo um pouco sobre o tema, fiquei maravilhado com a riqueza dos argumentos, pela profundidade bíblica que nos foram apresentados.
    Imaginei que as mentes daqueles que são contrários ao que a Bíblia/IPB prescrevem como o modo de adorar a Deus, seja por ignorância bíblica ou por infidelidade doutrinária, sim, pensei por um tempo, que esses iriam dar-se por satisfeitos com tanta coisa que nos foi ensinada.
    Não. Na verdade parece que nem leram, ou se fizeram de cegos/surdos para continuar “dançando na obscuridade”.
    É totalmente ilógico, irracional que, dentro de uma Igreja que tanto prima pelo “adorar a Deus com entendimento”, exista alguém que tenta empurrar esse montão de lixo de novidades pra dentro da Igreja. Como disse, em outro sentido, é claro, alguém acima: É lamentável!
    Ao Rev. Ludgero, Augustos Nicodemos, Lyseas, Normando ao André Luiz e tantos outros, os meus cumprimentos, respeito e admiração, pela paciência que tem demostrado na defesa da IPB.
    Dilécio

     
  223. Pb Márcio Ciriaco

    27 fevereiro, 2008 at 2:00 pm

    Amados irmãos,
    Graça com Paz!

    Estou de volta ao blog depois de passar por um período de luto pelo o falecimento de meu Pai. Mas, retorno trazendo um outro comentário para alargar as nossas reflexões.
    Sobre a dança litúrgica, não vejo espaço para ela no “Culto do Senhor”. Todavia, vale ressaltar que tal conduta nos culto é caricatura de comunidades evangélicas.
    Penso eu, que outras caricaturas devariam ser analisadas dentro do contexto presbiteriano. Como por exemplo: os chamados grupos de louvor que vão para a frente das igrejas ministrarem os cântico, alguns dando verdadeiros shows; igrejas que fazem do culto verdadeiro show de calouros.

    do conservo
    Pb Márcio Ciriaco

     
  224. Rev. Normando

    27 fevereiro, 2008 at 4:44 pm

    Prezado irmão Pb Márcio Ciriaco:
    Que o nosso Deus, por Sua imensa graça, conforte o seu coração!
    A pureza do culto é um grande desafio para todos os servos de Deus, especialmente para nós ( Presbíteros regentes e docentes) que somos encarregados de pastorear esse rebanho precioso. Precisamos orientar o povo de Deus quanto ao sentido do culto bíblico, teocêntrico. Cabe, primeiramente ao Ministro do Evangelho, orientar àqueles que auxiliarão na direção do culto. O Departamento de Música (Prefiro o termo Departamento de Música a grupo de louvor), por exemplo, deve ser orientado para usar Hinário Novo Cântico (Não é perfeito, mas tem passado por longo e criterioso processo de aperfeiçoamento e, além disso, é oficial, segundo determinação do SC-1974), bem como cânticos compostos na atualidade, mas que sejam submetidos a cuidadoso exame por parte do pastor da Igreja, auxiliado pelos irmãos que devem ser também observadores e críticos, verificando a procedência teológica das letras e a pertinência da lingüagem e rítmos. Há cânticos que não trazem nenhuma heresia, mas são tão fracos e superficiais ( não me refiro a simplicidade)para expressar a grandeza do nosso Deus que deveriam ser suprimidos da nossa lista. Se por meio dos cânticos expressamos a nossa fé, devemos cantar algo relevante. A organização desses cânticos e hinos na ordem do culto, da mesma forma que os outros elementos, deve também ser alvo do nosso bom senso, da nossa coerência, considerando os nossos princípios de liturgia que no ato da nossa ordenação afirmamos aceitar como bíblicos.Deve ser evitada a idéia de “apresentação”, animação de auditório, Shows. O nosso culto é oferecido a Deus, com o desejo de agradá-lo com o que Ele requer de nós e não agradar o auditório, causar bem estar, animar. Os corações tementes a Deus se agradarão de um culto que foi oferecido a Deus, segundo a Sua Palavra, mas o objetivo é agradar a Deus, o Senhor do culto.
    Meu irmão, precisamos mesmo de muita sabedoria do alto para reconhecermos tudo o que é prejudicial à verdadeira adoração, coisas que já foram inseridas na nossa cultura há muito tempo e outras que são novidades. Omissos é que não podemos ser, pois um dia teremos que prestar contas ao Senhor da seara. Que a graça e a misericórdia dEle sejam sobre nós!
    Abraços
    Normando

     
  225. carlos lysias

    27 fevereiro, 2008 at 6:46 pm

    À Todos deste BLOG.

    O mais importante e que, nos Presbiterianos reformados, respeitamos o espaço geográfico de outras denominações e sempre os consideramos como irmãos em Cristo, LAMENTAVÉL que não é reciproco. Creio na missericordia de Deus.

    Que Deus os abençoe

    carloslysias@terra.com.br

     
  226. carlos lysias

    27 fevereiro, 2008 at 6:52 pm

    Amada irmã, Débora Soares:

    Leia Amós 6.5 e 5.23

    Que Deus a abençoe

    carloslysias@terra.com.br

     
  227. Wladimir Colman

    28 fevereiro, 2008 at 5:23 pm

    Só gostaria que me explicassem qual a necessidade de se dançar publicamente para DEUS. Tendo em vista que gestos, tirando os que são da linguagem brasileira de mudos e mesmo estes necessitam de conhecimento previo, o que geralmente não acontece, não são entendiveis a todos (digo isso porque cada gesto tem várias interpretações para cada pessoa, logo não se pode determinar um significado para dada coreografia), qual a finalidade de no culto coletivo, termos coreográfias??? No culto coletivo, como o nome já diz, lançamos mão a palavras, cânticos e leituras que possam de alguma forma adorar a Deus de forma coletiva, O pastor não deve nunca falar somente de si em um culto, ou direciona-lo para uma outra pessoal, o pastor deve, e o faz, elaborar um culto, uma explanação de entrega coletiva, branda uma palavra que toque no coração de cada um especialmente sem direcionamento, assim também as músicas. Músicas que exaltão o “EU”, devem ser evitadas em cultos coletivos pelo mesmo motivo acima citado.
    Agora como através da coreografia podemos adorar a Deus? Muitos dizem que a Biblia nos diz para fazermos o nosso melhor para ele,sim ela diz e também diz que devemos nos atentar nas formas de adorar a DEUS. Davi Dançou, mas fez isso em uma época em que o povo misturava a política e festivais populares com a religião.E ainda que este é um fato isolado e em toda a biblia não existe outra citação do tipo. Sem falar que este foi um ato espontâneo e de claro ápice de exaltação de Deus pois tudo o que Davi fazia em seu nome, estava dando certo.
    Resumo da obra, quer dançar? Deus tocou em seu coração e você acha que deve cultuar a Deus desta forma.Ok. Mas faça isso em seu culto doméstico, quando você que estará inventando a coreografia podera se entender com Deus, sem se mostrar ou aparecer em cultos que devem ser em corpo de Cristo, onde todos somos um.

     
  228. Rev. Dilécio

    29 fevereiro, 2008 at 1:47 pm

    Pb. Márcio Ciríaco,
    Primeiro, minhas condolências pela passagem do seu pai. Deus console seu coração.
    Em segundo lugar, meus parabéns pelo seu posicionamento. Precisamos de presbíteros que tenham a sua identidade e coragem para se manifestar.
    Quanto aos grupos de louvor, vejo que se trata de responsabilidade do Ministro da Igreja conforme escreveu acima nosso irmão Rev. Normando.
    Sua preocupação com os “grupos de louvor”, eu também tenho o mesmo pensamento e extrema preocupação. Já tive vários dissabores com relação a alguns integrantes dos referidos grupos. O pior é quando somos enviados para uma igreja, que ao longo dos anos não trabalhou com essas pessoas e temos que começar a moldá-las. Ufa! Quanto desgaste! Somos taxados de muitas coisas ruíns como: Tradicionalista, velho, ultrapassado e criamos um grupo que vai nos boicotar a vida ministerial inteira. Contudo, um ministro verdadeiro não pode se constranger, recuar, se acovardar.
    Temos que ser fiéis ao que prometemos um dia, ainda que nos custe mudar de campo de vez em quando.
    Deus nos abençoe em nossa empreitada de limpar a eira.
    Dilécio.

     
  229. Rev. Dilécio

    29 fevereiro, 2008 at 1:48 pm

    Prezados irmãos Presbiterianos,
    Deixei de atentar para as palavras finais do Ricardo quando disse: “ex-presbiteriano” e “agradeço pelas coisas que aprendi lá em 9 anos”.
    Vejo duas coisas que não batem bem nessas expressões, primeiro não acredito que haja “ex-presbiteriano”, como uma vez salvo salvo para sempre, creio que uma vez PRESBITERIANO, para sempre PRESBITERIANO. A não ser que o referido irmão esteve em uma igreja presbiteriana daquelas que tanto citamos em nosso debate: aquelas que não se importam com o presbiterianismo. Nesse caso a pessoa nunca se chegou a ser um presbiteriano de verdade. Apenas carrega uma marca religiosa, mas não se identifica com ela. Creio que é o caso daqueles que se julgam ex-presbiterianos.
    Nossa Igreja tem tanto a oferecer que é quase impossível uma ovelha se sentir fome do lado de cá e saltar a cerca. Se isso acontecer, é possível que coma capim seco do outro lado. Isso é irracional.
    A outra palavra: gratidão pelo que aprendeu lá, é paradoxal pois se realmente tivesse aprendido nesses nove anos as doutrinas reformadas, só iria LAMENTAR o fato de ter alguns presbiterianos tentando defender palmas, danças e outras coisinhas, usando Miriam, Davi…
    Lamentável que você nunca tenha chegado a ser presbiteriano.
    Certa vez vi uma cobra totalmente acomodada no ninho de galinha. Ela havia bebido os ovos da infeliz galinha e estava lá, quentinha, feliz da vida no lugar da desfilhada galinha. Por mais que ocupasse o lugar da ave, era cobra mesmo. E nunca se tornaria galinha. Desculpe a comparação mas tem gente que está no meio dos presbiterianos só dando mordidas, mas nunca será um deles. É possivel que não passem de cobras.
    Dilécio

     
  230. Rev. Dilécio

    29 fevereiro, 2008 at 1:49 pm

    Prezados presbiterianos,
    Ao escrever acima, não atentei para as palavras finais do Ricardo Oliveira quando disse: um ex-presbiteriano e a gratidão manifesta por tudo o que aprendeu durante 9 anos da igreja.

     
  231. Rev. Dilécio

    29 fevereiro, 2008 at 11:28 pm

    Queridos irmãos.
    Estou assustado. Ajudem-me, por favor!
    Digam que eu estou equivocado pois o vídeo que assisti não era dança litúrgica. Por favor, digam isso para confortar meu coração!
    Deixaram o endereço do YouTube acima e eu fui conferir e o que vi, se for uma apresentação de crentes. Se o que eu vi é culto a Deus, então, terei que arrumar uma outra Bíblia, fazer outra teologia, mudar-me para outra igreja e conseguir um céu mais badalado para eu desejar e viver almejando-O.
    Na minha cidade há um clube que tem tirado o meu sono. É uma loucura! Os grupos musicais convidados e os shows/bailes que fazem lá são de arrancar a tampa do crânio de qualquer cristão, face ao barulho infernal que produzem. São centenas de jovens aos requebros no ritmo do Funk (Não sei se escrevi corretamente, não sou afeiçoado) e outros ritmos alucinantes.
    Tenho muita pena daqueles jovens e até pensei: Já pensou se um décimo desses jovens viessem para minha UPA ou UMP?
    talvez o evangelho que pregamos não os atrai. Alguns poderiam até dizer: “também vocês não realizam culto com liturgia contemporânea!”.

     
  232. Rev. Dilécio

    29 fevereiro, 2008 at 11:40 pm

    Continuando… (enviei o texto acidentalmente).
    … depois que assisti ao vídeo, que o Eduardo disse tratar-se de Culto da 8ª de Belo Horizonte, o que acontece no clube do lado da minha casa é “fichinha”. Acho que vou pegar a minha Bíblia e vou para lá assistir ao show deles.
    Não ouvi nenhuma expressão de louvor dos lábios daqueles jovens e não vi nenhum gesto de sua dança que posso afirmar que éngrandeça a Deus.
    Estou envergonhado. Assustado. Decepcionado. E… se as palavras de Jesus – “Ai daqueles por quem o escândalo vem” – são válidas para pessoas que produzem tal coisa “em nome de culto”, quero dizer que me fizeram muito mal. Estou escandalizado.
    Creio tratar-se de um grande engano ao enviar o endereço eletrônico do YouTube. Talvez, essa apresentação deve ser de um grupo que quis representar, artisticamente, o terror do inferno, as penas infernais ou algo do gênero. Diga que eu estou acertando, por favor!
    Rev. Dilécio

     
  233. carlos lysias

    2 março, 2008 at 10:44 pm

    Á todos deste BLOG:

    No que diz respeito predestinção,considero um ponto primordial, na doutrina presbiteriana reformada.
    Será que, as pessoas no meio presbiteriano, que estão se deixando levar por doutrinas arminianas, tem conhecimento que tanto eles (arminianos) , quanto os papistas, não suportam falar em predestinação? É onde o presbiterianismo se difere das demais denominações.
    Se na reforma protestante, fosse as teses do Sr: Jocob Arminio, para contrapor as romanas, jamais encontraria resistência. “estariam em casa”

    carloslysias@terra.com.br

     
  234. edgar

    3 março, 2008 at 12:59 pm

    O post abaixo, quando acessado, vem com uma mensagem de que foi tirado pelo uusuário. Tirou-se do youtube aquilo que era um verdadeiro bacanal litúrgico, com a participáção entusiásta dos pastores da oitava igreja presbiteriana de belo horizonte.

    &feature=related

    A oitava igreja removeu post do youtube. Creio que começam a analizar a bandalheira desta dança que faz mal ao povo presbiteriano, especialmente quando identificado por esta igreja local maluca.

    Nesta dança, era representada a disputa entre “Jesus” e o “diabo” pelo controle de uma garota. Ela representa em dança uma tentativa de suicidio. Depois representa, ambém dançando, estar vomitando no palco, onde colocam o púlpito removível da oitava igreja. Tira-se o púlpito e o local se tranforma em palco (ou picadeiro)

    Esta garota é jogada, como um lixo, de um lado para o outro, como se fosse um traste humano. Enquanto isto os pastores da oitava igreja dançam, levantando os braços como se estivesem em transe cúltico. O pastor Roberto, pastor da juventude da igreja e o pastor Jeremias entram no ritmo e participam da dança orgiástica promovida num templo que foi erigido em louvor a Deus.

    Tiraram do youtube, mas a declaração deste ministério de “dance street” é mantido no site oficial daquela igreja local.

    Oitava Igreja! Vocês continuarão em afronta a Deus e às decisões do SC e de sua CE, ou perceberão o mal que fazem à nossa denominação, levando uma avalanche de jovens com estes cultos pagãos? Nossa oração é pelo arrependimento dos irmãos.

    Edgar

     
  235. Ludgero Morais

    3 março, 2008 at 6:36 pm

    Estimados irmãos

    Decidimos retirar alguns posts aqui deste blog, que referiam-se a uma igreja local, visto que os adjetivos utilizados para descrever as danças promovidas por aquela igreja, mesmo sendo devidos, expunha a Igreja Presbiteriana do Brasil, por sermos uma federação de igrejas. Por amor a Igreja Presbiteriana do Brasil, preferimos não divulgar estes filmes.

    Visitei o endereço onde estavam postadas as referidas apresentações e percebi que foram retiradas, e nisto observo a manifestação de um mínimo de prudência cristã, ainda que tenha sido constatado que o que ali se viu, tenha sido realizado no templo da igreja e com a presença de seus pastores.

    Evidente, tudo isto nos abate muito e muito nos entristesse. Sei que muitos estão orando e implorando de Deus que nos dê bom senso e amor às Suas orientações, quanto ao culto que Ele requer de nós. Sei que muitos estão orando para que este espírito de rebeldia, que nos caracteriza como seres caidos, seja afastado de nós e que nos submetamos às decisões dos nossos concílios superiores. Esta, em particular, que trata das “danças litúrgicas”, que veio num tom brando e pastoral, apelando para a Palavra de Deus e a Confissão de Fé de nossa Igreja.

    Meu abraço a todos

    Ludgero Morais

     
  236. carlos lysias

    3 março, 2008 at 6:43 pm

    Ao Rev. Ludgero:

    Em caso de denuncia a respeito da oitava IPB em BH, qual é o procedimento do SC?
    Como relatou o Rev. Dilécio.

    Em Cristo

    carloslysias@terra.com.br

     
  237. Ludgero Morais

    4 março, 2008 at 3:02 pm

    Estimada irmã Débora

    Percebo que sua participação em nosso blog produziu reações díspares. Uma favoravelmente em sua defesa e outras, incluindo a do Rev. Normando, que gentilmente lhe responde em tom pastoral e fraterno.

    Sua inserção em nosso blog inicia com cinco perguntas, que eu desejo responder, uma por uma. Depois faz nove afirmações genéricas, uma mais e outras menos contundentes, que nos levam a lhe dar alguma orientação bíblica e de amor.

    Vamos a elas:

    “Por que a a (sic) dança liturgica (sic) veio da imaginação humana?

    Minha irmã Débora, toda a expressão que Deus não requereu em seu culto, ou provém da imaginação humana ou de satanás. Veja o que a Confissão de Fé da Igreja Presbiteriana do Brasil nos diz a respeito, e eu cito a Confissão de Fé, visto que você afirmou amar a Igreja Presbiteriana.

    O Culto como Deus o Requer.
    XXI.1- A luz da natureza mostra que há um Deus que tem domínio e soberania
    sobre tudo; que é bom e faz bem todas a todos; e que, portanto, deve ser temido,
    amado, louvado, invocado, crido e servido de todo coração, de toda a alma e de toda a força1; mas o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás, nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas
    Escrituras2. Ref.
    1- Rm 1. 19,20; Jr 10.7; Sl 19. 1-6.
    2- Dt 12. 32; Mt 15.9; At 17. 24,25; Ex 20. 4-6; Cl 2. 2-23.

    A síntese desta declaração confessional é a seguinte:
    Culto ao Deus que se revela pela obra da criação.
    Cultuar é servir consagradamente a Deus.
    Deus instituiu o culto e predetermina a maneira correta de executá-lo.

    Sua segunda pergunta, decorrente da primeira é a seguinte:
    Davi e Miriam estavam então errados ao dançar louvando ao Senhor ou foi o próprio Deus que se manifestou nos mesmos?”

    Duas parte desta pergunta devem merecer a nossa atenção. Vou tratar da segunda primeiro e depois a primeira. Você indaga se, porventura, “foi o próprio Deus que se manifestou nos mesmos?” Se eu entendi sua colocação, devo afirmar que Deus jamais se manifestou em Davi ou Mirian em qualquer sentido da palavra. Deus se manifestou a eles e não neles como se fosse uma incorporação de tal maneira que esta força divina os fez dançar. Um dos dons do Espírito é o “domínio próprio”, em outras palavras, quanto mais Deus age em nós, mais controle temos de nós mesmos. Com o diabo é diferente, ele incorpora, ele domina, ele faz com que pessoas ajam sem o controle de si mesmas. É nos cultos pagãos que os cultuantes entram em êxtase e acabam perdendo o controle de si mesmos, em rodopios e danças orgiásticas. No templo, quando do culto à Deus jamais houve dança.

    No caso de Davi, que dançou diante da arca, devemos nos lembrar que ele estava se regozijando por uma vitória de guerra contra os filisteus. A arca estava sendo trazida da casa de Obede-Edom para a cidade de Jerusalém, e no percurso Davi saltava e dançava (II Samuel 6). Este relato é a descrição de um acontecimento, que foi desprezado por Mical. E quando ela o repreendeu, foi penalizada, não se sabe se por Davi ou por Deus, visto que não teve filhos, até ao dia da sua morte. Se foi penalizada por Deus, Deus a fez estéril, mas a Bíblia não diz isto. Se foi penalizada por Davi, ele não mais a procurou como esposa, deixando de lhe dar a honra de um marido temente a Deus, “não teve filhos, até ao dia de sua morte”. Davi fez outras coisas condenáveis, contudo as Escrituras não mencionam qualquer condenação quanto ao fato de ter sido polígamo, por exemplo. Não se relacionou mais sexualmente com Mical, mas com outras sim.

    Observe o texto de II Samuel capítulo 6 dos versos 17 em diante. Afirma que “Introduziram a arca do Senhor em seu lugar”. Que lugar era este? O próprio texto nos responde: “na tenda que lhe armara Davi”. Isto é, no tabernáculo. Lugar de culto e celebração do povo de Deus em ajuntamento solene, onde prescrições detalhadas foram dadas por Deus de como Ele haveria de ser adorado. O texto nos mostra que ai Davi “trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor.” Ou melhor, o culto solene a Deus começou. E ocorreu de acordo com tudo aquilo que Deus havia prescrito a Davi. E, a partir daí, nenhuma dança.

    Débora, a dança não foi jamais condenada nas Escrituras. Houve dança no momento das colheitas, das festas, onde as mulheres, via de regra, tocavam seus pandeiros, seus tamborins e dançavam. Eram danças folclóricas, que contavam das bênçãos da chuva, do sol, da colheita. Houve danças, por exemplo, em homenagem a Davi: “Saul matou milhares, Davi, centenas de milhares”. Você já imaginou um cântico deste no culto de louvor a Deus? Jamais! Danças nunca foram proibidas, mas no templo não, na sinagoga não, no tabernáculo não, na igreja do Novo Testamento jamais! O culto é especial e prescrito por Deus.

    Minha irmã, querida, existem muitas coisas que são perfeitamente legítimas, mas que não são admitidas no culto que prestamos a Deus.

    Sua segunda pergunta é esta:

    E quanto às pessoas que tem plena convicção de que é a voz do Seu Santo Deus falando ao seu coração quanto à dança litúrgica e as coreografias?

    Esta sua colocação soa mais pentecostal-carismática do que presbiteriana. Lembre-se que a “Doutrina do Testemunho Interno do Espírito Santo”, não nos ensina que o Espírito de Deus venha a nos dar qualquer informação esperta, mas Ele nos conduz à Palavra de Deus e com ela Ele se harmoniza. A Palavra, sem a atuação do Espírito Santo, é letra morta. Contudo, o Espírito Santo, sem a Palavra é alienígena, não é o Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade. É outro espírito.

    Pergunte a qualquer pessoa debaixo da influência de um outro espírito se ela está tomada de plena convicção. A convicção pessoal não é o bastante para nela firmamos que Deus, porventura, esteja falando ao coração, seja o que for que esteja sendo comunicado, mesmo quanto a dança e as coreografias. Danças e coreografias são encontradas também com o Padre Marcelo ou num terreiro de candomblé.

    Vamos à sua terceira pergunta:

    Quem somos nós para julgar o coração do homem, tais como suas intenções e capacidade de ouvir a voz de Deus?

    Débora, minha irmã em Cristo, você ainda não ouviu que nós os crentes haveremos de julgar o mundo? Paulo fica indignado com aqueles crentes que buscam os tribunais mundanos para julgarem-se mutuamente, visto que nós temos que nos julgar uns aos outros.

    Quando a Palavra de Deus trata a respeito dos profetas, afirma que aquele que fala deve estar debaixo do escrutínio de outros.

    Quanto a capacidade de alguns ouvirem a voz de Deus, devo lembrar que todo crente tem esta capacidade, visto que Deus se revela em Sua Palavra. Nossa Confissão de Fé crê tanto na suficiência da Palavra de Deus que afirma que “aqueles antigos modos de Deus revelar a sua vontade ao seu povo cessaram.” Tanto é verdade, que você, quando foi recebida por Pública Profissão de Fé, afirmou diante de Deus, do seu ministro e de toda a igreja ali presente àquela cerimônia que “cria que as Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos são a Palavra de Deus, recebendo-a como a sua ÚNICA regra de fé e de prática.

    Sua terceira pergunta indica que você, bem provavelmente, nunca foi presbiteriana. Você é pentecostal. Ou pior ainda – você é neo-pentecostal, carismática, como o Padre Marcelo ou Edir Macedo.

    É parte de sua terceira pergunta a seguinte declaração: “Quando o Espirito (sic) é que sonda os nossos corações, o meu e o seu (Salmo 139).”

    Bem, irmã querida, o Salmo 139, lembrado pela irmã, fala a respeito dos atributos de Deus – sua onisciência, sua onipresença e sua onipotência. Mas isto não significa que não podemos julgar. Se não fosse assim, Paulo jamais poderia dizer aos crentes da igreja de Corinto que eles estavam se reunindo “para pior”. Paulo afirma que “o homem espiritual julga todas as coisas…”(I Co.2.15). Em 6.2 da mesma carta Paulo afirma que os crentes haverão de “julgar o mundo”. Escrevendo aos Tessalonicenses (5.21), Paulo dá uma ordem: “julgai todas as coisas”.

    O que a Bíblia condena é este espírito crítico, que muitas vezes encontramos em nós mesmos. Mas se não pudermos julgar, então a Igreja de Jesus seria penetrada por devassidões morais, espirituais e práticas. O que temos visto quanto a dança dentro da igreja, é uma destas tentativas de corromper a igreja por dentro.

    Vamos à sua quarta questão:

    Quem somos nós para afirmar que “zelar pela forma correta” pelo culto é proibir uma expressão de louvor quando a própria Biblia fala “Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas” (Salmo 150:4)?
    Débora, o Salmo 150 fala a respeito do louvor universal. Afirma o fato de que “todo o ser que respira, louve ao Senhor”. Débora, uma vaca respira? Respira! Devemos trazê-la para o templo? Sãos os hindus que tratam as vacas como se fossem seres inteligentes. As Escrituras também dizem que “maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente.” (Jeremias 48.10). Débora, você sabe em que contexto esta palavra foi profetizada? No contexto das guerras. A obra do Senhor feita relaxadamente era o de evitar atravessar a espada na barriga do inimigo. Lembre-se que tomar um texto, fora do seu contexto, acaba que vamos encontrando “fundamentos” para a defesa de grandes heresias, como esta da “dança litúrgica”.

    Esse seu “quem somos nós…” – lembre-se, estes foram os pastores da Igreja Presbiteriana do Brasil, que reunidos em sua Assembléia máxima, com as Escrituras abertas e por voto de grande maioria, tomou tal decisão. Você foi recebida como membro da Igreja Presbiteriana do Brasil e jurou que se submeteria a toda autoridade na Igreja de Jesus. Seu desacato mostra a rebeldia que todos nós temos em nossos corações, rebeldia motivada pela queda.

    Sua última pergunta é de alguém que gosta de argumentar. Vejamos:

    A Biblia (sic) também não cita que no culto litúrigco (sic) havia a presença de microfones, bateria, data show, baixo ou teclado. No entando (sic) isso é usado na Igreja atualmente, durante o culto a Deus. Qual é portanto a diferença?
    Oh! Minha irmã! Que diferença? Quanto a microfones, bancos, tapetes, paredes, etc… todas estas coisas são inanimadas, não louvam. São recursos indiferentes. O microfone não canta, não ora, não lê a Bíblia. O dançarino sim!
    Quanto a instrumentos musicais, tais como bateria, baixo ou teclado, devemos nos lembrar que estes devem também estar debaixo do escrutínio da Palavra de Deus. Não é qualquer instrumento que serve para ser utilizado no culto de louvor a Deus dentro do templo.

    Observo nesta sua indagação aquele espírito que já mencionei. Porque aqueles que propuseram desobedecer, qualquer argumento é válido. É como aquele menino teimoso que responde a todas as ponderações de sua mãe: “Filho, porque você não obedece?” E o menino malcriado responde: “Não obedeço porque não quero! E está acabado!”

    Depois de suas perguntas, vieram as suas afirmações. São nove. Vamos a elas:
    Trata-se de que estamos em pleno século 21 e graças ao nosso bom e MISERICORDIOSO Deus, nós temos a liberdade de adorá-lo usando os dons e talentos que Ele nos dá.

    Tanto no Século XXI como em qualquer outro século, Deus estabeleceu como Ele quer ser adorado. O culto não é para o adorador, mas para o adorado. Lembre-se, este Deus bom e MISERICORDIOSO, afirmou por boca do profeta Isaias: “Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. QUANDO VINDES PARA COMPARECER PERANTE MIM, QUEM VOS REQUEREU O SÓ PISARDES OS MEUS ÁTRIOS?…” (Is.1.11-12)

    É esta noção parcial de Deus que acaba sendo refletida no culto e queremos impor nossa liberdade de adorá-lo segundo os nossos dons e talentos. “Onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade”. Mas que liberdade é esta? A liberdade de fazermos a nossa própria vontade? Não, a liberdade de sermos livres de nossa própria tirania, a liberdade de nosso “ego”, de tal maneira que fazemos a vontade de Deus, segundo aquilo que ele quer, como ele quer, onde ele quer.

    Débora, seu conceito de Deus está moldando o seu culto. Isto será sempre assim. O conceito que temos a respeito de Deus moldará o nosso culto e é por isto que precisamos urgentemente conhecer mais e mais a Deus, tal como ele se revela em Sua Palavra.

    Deus nos ama do jeito que somos e o que importa é a intenção dos nossos corações no tempo devocional, de celebração e adoração do Seu Santo nome.

    Ah! Minha irmã! Você não conhece absolutamente nada sobre a doutrina da “depravação total”! O que o pecado fez com as nossas intenções é algo devastador. Por isto que o segredo de uma vida santa é mantermos a nossa mente “cativa à Palavra de Deus.” Fora disto, as intenções de seu coração levará a você à lugares onde pensaremos estar adorando, por sugestão de satanás, mas estaremos afrontando.

    Débora, não ponha a ênfase em você mesma. Coloque o foco de sua atenção em Deus, conforme ele revelou-se em sua Palavra.

    Deus nos ama do jeito que somos e o que importa é a intenção dos nossos corações no tempo devocional, de celebração e adoração do Seu Santo nome. Deus olha os nossos corações, irmãos. Ele não é um Pai que está sempre nos regrando esperando que nós pequemos, como diz em: ” Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades.” (Salmo 103:10) Mas nós dependemos de sua boa, perfeita e agradável vontade (Rm 12:2) e que nós amemos uns aos outros com amor fraternal (Rm 12 10).

    Débora, veja o que a Bíblia fala a respeito dos nossos corações. Começa lá no livro dos Gênesis – “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração;…” (Gn.6.5). Veja o que o profeta Jeremias afirma a respeito do coração: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto: quem o conhecerá?”

    Débora, você cita alguns textos das Escrituras. (Salmo 103.10) – Então você entende que a tal da “dança litúrgica” é pecado, é iniqüidade? Pois este é o tema que estamos tratando! Mas, vamos lá; o Senhor não nos retribui segundo o que somos, mas preste bem a atenção, visto que Ele fez cair sobre o Seu Filho a “iniqüidade de todos nós”. Deus não suporta ajuntamento solene misturado com iniqüidade. Não se iluda!

    Quanto ao texto de Romanos 12.10, Paulo está dizendo que nós devemos “experimentar” esta vontade. Sal citação deste texto é completamente fora do contexto. Na verdade este texto está falando de culto, do “culto racional” e não deste culto orgiástico promovido pelas danças. Irmã querida, não use a Bíblia de forma tão leviana!

    Em hora nenhuma Deus cita na Biblia que é errado dançar, ou a forma unica de culto ao Seu nome. Ou sequer condenou Davi pela maneira como ele demonstrou sua gratidão a Deus. O que tem acontecido, irmãos, é que temos colocado coisas de homens e regras de homens no culto a Deus, limitando o próximo e julgando, dando o parecer de que a forma diferente com que ele louva ser pecado por ser simplesmente diferente do que você pensa, age ou seja.

    De fato, a Bíblia jamais menciona que seja errado dançar. Pode ser errado dançar, quando esta dança for provocativa, sensualizada, em afronta a Deus, etc. Mas a Bíblia jamais cita que a dança tenha sido usada no culto no templo, no tabernáculo, nas sinagogas ou na Igreja do Novo Testamento.

    As regras que a Igreja Presbiteriana do Brasil colocou em seus “Princípios de Liturgia” foram extraídas da Palavra de Deus. O que a Confissão de Fé menciona sobre o culto é algo soleníssimo e sagrado. A decisão da Igreja Presbiteriana do Brasil, tomada quanto a “expressões corporais” foi fundamentada nas Escrituras.

    Suas declarações acima, revelam seu espírito rebelde quanto as autoridades pastorais que Deus colocou sobre a sua vida, espírito digno de ser firmemente exortado e disciplinado, segundo a Palavra de Deus.

    Eu danço há 5 anos e tenho plena convicção de que cultuo a meu Santo Deus com o meu corpo, com o mexer de cada braço ou perna e que Ele se manifesta através (sic) da minha vida, assim como de todas as pessoas que estao (sic) com o seu coração entregues a Deus.

    Tenho a impressão de que você está mencionando o fato de dançar no templo de sua igreja? Se é isto peço que aceite minha admoestação: Débora, arrependa-se de seu pecado, pois o que você está promovendo é afrontoso a Deus.

    Pessoas ja (sic)aceitaram Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas simplesmente vendo a alegria e devoção de pessoas coreografando musicas e usando essa maneira para louvar ao Senhor.

    As Escrituras afirmam que “a fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus”. Não há uma referência sequer que pessoas tenham “aceitado Jesus como Salvador e Senhor de suas vidas simplesmente vendo a alegria e a devoção de pessoas coreografando…”
    A igreja nunca esteve tão mundana como em nossos dias. Paulo afirma que este tipo de coisas não podem contra a “sensualidade”.

    Débora, tudo isto demonstra que você tem desvirtuado a simplicidade da Palavra de Deus e no lugar dela imposto seu comportamento pecaminoso e rebelde. Arrependa-se minha irmã! Volte a pregar o Evangelho simples da Palavra de Deus e o Espírito Santo de Deus convencerá os eleitos. Coreografias não tem o condão de levar a mensagem do Evangelho. Paulo afirma que é pela “loucura da pregação” e não pela orgia da dança.

    Porque nós não (sic) temos essa capacidade de dançar, nós não (sic) nascemos com isso. Mas foi Deus quem nos deu, e se Ele nos dá, é porque Ele quer que façamos o uso disso para louvar o seu nome, assim como ensinar, pregar, cantar tocar um instrumento e até manusear o data show. Deus não (sic) faz acepção de pessoa, Deus quer ser louvado por Sua grandeza.

    É verdade, tudo o que temos vem de Deus. Mas não se iluda, a música que é de Deus também tem sido usada pelo diabo. A papola é uma das mais belas flores, mas é dela que os homens retiram a matéria prima para fabricar uma das mais possantes drogas entorpecentes – o ópio!

    Quanto ao fato de não nascermos com capacitação de dançar, nosso corpo segue um ritmo, como o da batida de nossos corações, como a cadência de nosso andar. Você fala da dança como se fosse um dom espiritual. Eu não encontro qualquer referência bíblica para o “dom de coreografar”.

    O fato é que a dança, tal como ela tem sido introduzida na igreja por estes grupos coreográficos, faz, sim, acepção de pessoa. Jamais vi nestes grupos qualquer senhora com mais de 60 anos participando. Isto é bastante interessante, visto que a dança destes grupos “evangélicos” requer que os seus participantes tenham o seu “corpinho sarado”. Ou você já viu o grupo coreográfico da SAF de alguma igreja?

    Sou presbiteriana há 16 anos e amo minha igreja, mas rogo para que nao nos conformemos com este século, mas que transformemo-nos pela renovação da nossa mente (Rm 12:2), porque tudo foi criado pelo e para Senhor.

    É exatamente isto que nos chama a atenção, visto que estas danças que vão sendo introduzida sorrateiramente na vida de nossa igreja e, sem dúvida, são uma conformação com o mundo. Vamos vendo hip-hop, samba, forro, street dance, greo, e outras que tais, de inspiração do inferno, dançadas animadamente em nossas igrejas. Se não acreditar, visite algumas aqui em Belo Horizonte e verá.

    Débora, já que você é membro da Igreja Presbiteriana do Brasil já há 16 anos, pergunto, foi assim que você encontrou a sua querida igreja quando nela ingressou? Estas novidades são de pouco tempo para cá, não são mais de 10 anos. Você chegou e encontrou uma igreja sem estas modas e agora que introduzi-las na vida da igreja? Quem lhe autorizou? O Supremo Concílio desta igreja, não lhe autoriza.
    Pastores que insistem nesta afronta, estão afrontando a Deus e aos concílios de sua denominação e se você está com eles, certamente sua declaração de que “ama a sua igreja” é falsa.

    Satanás nao (sic) cria nada. O homem, com sua dureza de coração, é que tem deturpado os valores e criação do Senhor.

    Concordo com você! Sua declaração final se aplica aos dançarinos de plantão de nossa Igreja Presbiteriana do Brasil!

    Minhas orações e meu respeito

    Ludgero

     
  238. Wladimir Colman

    4 março, 2008 at 6:06 pm

    Irmãos e Pastores.
    Gostaria muito de saber como me portar perante a tais ações em minha Igreja. Acaba-se de ser criado um grupo de coreografias, que só não está apresentando no culto de domingo porque o Conselho, com muito custo, conseguiu proibir. Porém, em nosso retiro de carnaval, tivemos tal apresentação, a titulo “observação” de vestimentas e das coreográfias.
    Neste dia orei durante cerca de 20 horas,intercaladas pelos afazeres do dia, pedindo que Deus me iluminase em minha atitude na hora da apresentação, tendo em vista que eu sou o único da Igreja Local que tem uma opnião contraria e ainda se manifesta sobre isso. Deus me iluminou, e na hora da apresentação, meu cunhado (que está se tornando missionário) passou mal e sem nenhum de nós dois entendermos, saimos para o alojamento para que ele se alimentase. conversamos sobre o assunto, e eu senti como se Deus estivesse falando comigo, para que continue com minhas ideiais a e ações.
    Minha primeira ação, foi me candidatar para a Secretaria de causas da IPB, Secretaria até então inexistente. Hoje estou como sercretário e já estou progamando palestras sobre nossa constituição, manuais, principios Liturgicos e seus fundamentos biblicos.
    Fiz isso pensando nos jovens. O que peço que os Sr. me ajudem é para saber o que fazer quanto a Igreja como um todo.

     
  239. Rev. Normando

    6 março, 2008 at 11:42 am

    Prezado irmão Wladimir:
    Sugiro-lhe escrever uma carta ao conselho da igreja, solicitando respeitosamente que tais práticas sejam encerradas, considerando o posicionamento oficial da IPB e o nosso dever de obediência aos concílios. Sugiro-lhe ainda que encaminhe em anexo as resoluções do SC-1998 e da CE/SC-2007. A meu ver, esse é o primeiro passo que o irmão, como membro da Igreja, preocupado com a sua pureza, deve tomar.
    Que o Senhor te fortaleça e te dê sabedoria para contribuir com a edificação da Igreja onde Ele mesmo te colocou para servi-lO!
    Abraços
    Normando

     
  240. Rev. Normando

    6 março, 2008 at 11:57 am

    Prezado Irmão Wladimir:
    A sua idéia de promover simpósios,seminários e outros eventos educativos, é ótima.Essa iniciativa será de grande valor para a sua Igreja local e também para sua região. Que Deus te abençoe!
    Abs.
    NORMANDO

     
  241. Wladimir Colman

    6 março, 2008 at 2:43 pm

    Reverendo, muito obrigado por sua atenção.

    Meu único medo, é ser taxado como o “diferente” ou qualquer coisa do tipo, tendo em vista que tradiconalmente as IPBs de Mato Grosso tem como caracteristica desrrespeitar algumas resoluções da IPB. E ainda que o meu pastor é afavor das danças e coreografias, assim como boa parte da Igreja.

    Sobre os Seminários o SR. teria algum conselho para tema? eu já expus alguns a Igreja Local, que envolvem a Constituição, Calvinismo, Manual, Filosofia Presbiteriana e claro os fundamentos biblicos da liturgia.

     
  242. Rev. Normando

    6 março, 2008 at 6:43 pm

    Irmão Wladimir:
    1- Quanto à sua manifestação, penso ser importante que haja mesmo pelo menos um “diferente”. A sua manifestação talvez será a grande oportunidade para o sr. tomar conhecimento de que não está só, mas que ainda há “sete mil” para te fazer companhia. Se estiver só mesmo, será também motivo de dar graças a Deus por ter por aí pelo menos um para iniciar o processo de resistência aos desvios. Desde que a sua manifestação seja piedosa, motivada pelo amor a Cristo e à Sua Igreja, não há o que temer.
    2- Quanto aos eventos, vou sugerir, baseando-me em experiências que já tivemos aqui na nossa região ( Norte de Minas Gerais):
    Talvez para começar fosse interessante algo relacionado com compromisso confessional. Tivemos o privilégio de realizar alguns trabalhos aqui na nossa região que, na minha avaliação, foram muito proveitosos. O rev. Ulisses Horta Simôes, professor do seminário Presbiteriano de Belo Horizonte publicou um livro com o título: “A Subscrição Confessional: Necessidade, Relevância e Extensão”. Excelente trabalho. Uma conferência com o próprio autor apresentando o tema seria muito esclarecedor. Ele esteve aqui, atendendo nosso convite e foi muito bom.Se isso não for possível, o estudo da obra por um grupo de irmãos interessados já seria um bom começo. O sr., por exemplo, poderia coordenar o grupo de estudos. O rev. Hermisten Maia Pereira da Costa, professor do Seminário Presbiteriano José Manoel da Conceição e diretor da faculdade de Teologia do Mackenzie, em São Paulo, tem realizado um excelente trabalho também em diversos lugares sobre os símboles de fé reformados e, especificamente sobre a teologia calvinista. Nós também já tivemos o privilégio de recebê-lo algumas vezes. O mesmo posso dizer do nosso Secretário Executivo, Rev. Ludgero Bonilha de Moraes que já algumas vezes tem contribuído conosco trazendo palestras sobre a fé reformada. Recebemos aqui também o Rev. Ageu Cirilo de Magalhães Jr., diretor do JMC, que abordou com muita propriedade tema relacionado com a fé reformada e o processo de secularização da Igreja. O Rev. Raimundo Montenegro Neto, pastor da IP de Suzano também já esteve conosco. Excelentes trabalhos. Alguns irmãos espalhados por esse Brasil tem realizado um evento com os mesmos objetivos do que o sr. propõe com o nome “Encontro da Fé Reformada”. Um dos precursores desse trabalho é o Rev. Jaime Marcelino, pastor da Igreja Presbiteriana Cidade Nova, em Manaus.
    Creio que o caminho da educação, do ensino, é maravilhoso. Ainda que poucos sejam os que se dedicam à reflexão, á busca desse conhecimento, vale a pena, pois formaremos agentes de mudança dentro da nossa Igreja, para a glória do nosso Senhor. Espero em Deus que o sr. tenha todas as condições necessárias para a realização desse propósito e que os obstáculos que certamente surgirão não sejam capazes de produzir desânimo.
    Que Deus te abençoe e te guarde!
    Abraços
    Normando

     
  243. André Luiz de Paula Teles

    6 março, 2008 at 7:21 pm

    Caro irmão Wladimir Colman,

    Gostaria não de responder em nome do amado Rev. Normando, mas pensando nas palavras: medo e diferente. Amado, não precisa você ficar com medo ante a certeza que a Palavra de Deus nos dá em relação a culto a Ele prestado e isso deve ser feito com seriedade, fidelidade e ousadia… Ele não nos chamou para escondermos a verdade, mas proclamá-las com toda eloqüência e sabedoria, é mister nesses dias de trevas que a igreja passa em relação às doutrinas da graça, reformada, calvinista, puritana e etc…( eu prefiro falar palavras mais bíblicas, ex: Sã Doutrina, só para não ser mal compreendido por outros que desconheçam o foco de cada termo!!!) abrirmos a nossa boca e falar, em tempo e fora de tempo; e sobre ser diferente, também não é nada mal, pelo contrário, nesse mundo de trevas temos de ser Luz, e num mundo sem padrão temos de levantar a nossa Bandeira de servos desse Rei que é digno de toda honra e louvor, que limitou e prescreveu o modo como ser adorado na Palavra Santa. E, continuando, penso que ser taxado é sempre um meio mesquinho que algumas pessoas que não tem bom senso, na melhor da hipóteses, usam para desautorisar outrem. Lembra de Jesus que foi chamado de Belzebu? A igreja sempre passou por dificuldades ao longo da história, mas o Senhor da Igreja e da história nunca desamparou, Ele não é um Deus deísta, que está longe, mas é imanente preserva, concorre e governa tudo e todas as coisas deposite sua confiança n’Ele, amado irmão.

    Abraços.

     
  244. carlos lysias

    6 março, 2008 at 7:56 pm

    Amado irmçao Wladimir Colman:

    Na minha igreja, danças e coreografias só foi o começo.
    Várias pessoas de origém pentecostal, dizem ouvir o tal de “chamado”, justo prá IPB, sendo que esta é uma das únicas que se opõe as doutrinas ,consideradas nocivas a IPB.
    E na bagagem vém junto, dons de linguas,profetizar, revelação, desmaios, visões etc, ou seja não gostam da doutrina da IPB, estão dentro do espaço físico, Presbiteriano do Brasil, e não concordam . Essas pessoas tém que, colocar a mão na conciéncias e dizer, “EU NÃO GOSTO DA DOUTRINA DA IPB…….MASSSSSSSS TÉM QUÉM GOSTE. Gostaria de uma explicação, no minimo lógica do ingresso e permanência de pessoas em nosso meio.É bom lembrar que tais práticas foram aos poucos, tornando evidentes. ACUSAÇÃO -DIFERENTE DE EVIDÊNCIAS
    Ficou claro que os relatos do irmão, estão baseadas em evidências, pois estão longe de ser uma acusação.
    Disse uma irmã neste blog, tém que dar um basta nesta pouca vergonha.

    carloslysias@terra.com.br

     
  245. carlos lysias

    6 março, 2008 at 8:24 pm

    Amado irmão wladimir Colman

    Diferentes são eles . Não seriam, se estivessem em denominações pentecostais.
    A grande maioria visitam ou são pentecostais “convertidos” á ipb, trazém na bagagem
    doutrinas nocivas a nossa igreja.
    Gostaria de uma explicação no minímo lógica , do ingresso e permanência de pessoas que não aceitam a doutrina Prebiteriana, e muitas dizém que ouviu o tal tal do “chamado”, ….justo prá IPB , sendo esta uma das únicas que não aceita doutrinas pentecostais. JAMAIS SERIA DA VONTADE DE DEUS, UM CHAMADO QUE JUNTO VIESSE TAMANHA DISCORDIA DENTRO DA IGREJA. Alguma coisa tém que ser feito á nível surperior. Disse uma irmã neste blog,tém que acabar com esta pouca vergonha.
    É bom ficar claro que ACUSAÇÃO ,É BÉM DIFIRENTE DE EVIDÊNCIAS.

    carloslysias@terra.com.br

     
  246. Rev. Dilécio

    7 março, 2008 at 12:10 am

    Caro Wladimir,
    Espero que continui firme nos propósitos manifestados acima e siga corajosamente os conselhos oferecidos pelo Rev. Normando. Este sé o caminho para enfrentarmos os “iguais” na prática do caminho estranho.
    Fico feliz que há gente como você, que pensa como presbiteriano no meio de uma igreja que já se desviou tanto assim.
    Você disse em seu primeiro post que o único que pensa diferente em sua igreja sobre a dança litúrgica é você e, no último post disse ter medo de ser taxado de “diferente”. Não é isso? Pois bem. Você não deveria ficar preocupado em ser diferente nestes casos, preocupação deveria ter, se você fosse o único da igreja a querer e reivindicar a dança litúrgica. Você deve é se orgulhar pois está de acordo com a Igreja Presbiteriana do Brasil e seu concílio superior.
    Continui discordando, enviando documentos. Se preciso subir aos concílios superiores com recursos, suba. É um direito que você tem e este é legítimo, é necessário nesses dias em que as trevas tem ofuscado a visão cúltica de tantos pastores e presbíteros. Vá em frente. Você não é diferente do ponto de vista do presbiterianismo e isso é o que conta. Além do mais, conte com nossas orações e apoio. Precisamos que seja o instrumento de Deus nesta Igreja.
    Abraços.
    Dilécio

     
  247. juscelino dos santos

    7 março, 2008 at 10:04 pm

    Amados Irmaõs.
    Tenho lido os comentários deste BLOG, fico feliz em saber que na nossa Igreja tem homens de DEUS que estão preucupados com sistema de cultos que muitas da nossas Igrejas estão realizando; Amados não é de se estranhar que surja o fogo estranho dentro da Igreja nos dias de hoje, o própio Senhor da Igreja ja nos revelou que estes dias chegariam e eles estão presentes, naõ é de agora que o sistema de culto tem mudado para muitas Igrejas refórmadas, 1992 eu entre para um seminário naõ presbiteriano mais idonio no ensino teológico tinha irmaõs de dominações diferentes e ja naquela época nós debatiamos sobre o culto que estava surgindo; Amados quem não se lembra do movimento (Cooperação Global Para Um Mundo Melhor) que na década dos anos oitenta se levanta no Brasil e milhares de evangélicos se asustam ao ouvirem falar da (Nova Era) só que este movimento ja se iniciava no século dezoito e seu fundador foi um defensor do Panteísmo e a sua concepição era de criar um reino universal aqui na terra, onde politica e religião fossem uma só. Os seus adeptos e sussesores foram sempre astusiosos nos seus deveres, ele mesmo disse na sua filosofia que os segredos da sociedade so poderia ficar com liderança, e que o pulbrico deveriam sempre os ultimos a saber. A Igreja ficou dessapercebida quanto esta astucia maligna de sátanas, no ano de 1983 no mês de Julho em Vancouver, Canadá o CMI (Conselho Mundial de Igrejas ) promove a uniaõ com as religiões pagãs; este foi inicio que sátanas queria para infiltrar nas Igrejas reformadas e ter a pretenção de se apresentar como anjo de luz. veja o que disse Alice Bailey que era formada em teologia e defensora da nova era três pontos básicos ela defendia 1) A nova organizaçaõ da religiaõ mundial- se possível, para que as teologias envelhesidas, a sua determinação radical e a sua convicçaõ ridicula de que teriam o conhecimento do pensamento de DEUS , finalmente sejam “aplanaidas” e elas possam receber a inspiração. 2) A dissoluçaõ gradual da fé ortodoxa judaica, com os seu ensinos superados, com uma énfase no elemento separatista, seu ódio contra os gentios e a sua recusa de aceitar o CRISTO. 3) Elaboraçaõ de uma revelaçaõ que irá introduzir a nova era na religiaõ. Amados o Apostolo nos adverte a nossa luta naõ é contra a carne e o sangue mas sim contra os principados e potestades que nos rodeiam nas regiões celeste. Veja o que disse um Diácono no conselho mundial de igrejas, viria o tempo em que o Cristianismo ia querer um JESUS que fosse um dançarino e Mestre , e tem muita vontade de dançar. Ele se torce prá cá e se torce prá lá – e todos danção conforme ele quer. Amados naõ esqueçamos da expressãõ do poéta sácro na 2° estrofe do hino 307 do HNC, fazendo assim com meditaçaõ na palavra e oraçaõ nós seremos mais que vencedores. Abraço Fraternal em CRISTO JESUS , Pb Juscelino IPB Coelho , São Gonçalo RJ.

     
  248. carlos lysias

    8 março, 2008 at 3:56 pm

    Amado irmão Rev. Ludgero.

    Já foi enviada uma carta ao conselho da igreja, pois segundo o Pastor as práticas de origém pentecostal, não muda ném por DECRETO.
    Uma segunda carta foi enviada diretamente ao Presidente do presbitério, mas creio segundo informações de um dos presbiteros da igreja, esta segunda carta deveria ser inviada via conselho. Assim será feito.

    carloslysias@terra.com.br

     
  249. Pb. Edson Guimarães Silva

    8 março, 2008 at 11:43 pm

    Alá Irmãos. Sou presbitero da I. P. Nova Jerusalem, em Guarulhos SP, e tenho muitas convicções, e gosto de basea-las nas Escrituras Sagradas. Tem comentários diversos, e não acredito que Deus na Sua infinita sabedoria, e conhecedor de todas as coisas, acho que se abrirmos brechas nas nossas liturgias, para quasquer assuntos e participações, contrarias aos principios e dotrinas biblicas e da IPB, será uma tremenda imprudencia com as coisas de Deus. Se estamos no seculo XXI ou no seculo XVI, as atitudes nossa para com o nosso Deus, sempre será a mesma, uma vez que o nossos antepassados nos ensinaram praticas que agradaram o Deus de Abraão de Isaque e de Jacó. Quando me chamam de careta, acho que, pessoalmente, é um elogio e ao mesmo tempo uma motivação para continuar na pratica bíblica e tendo as escrituras como base inerrante de vida, para mim e minha família.
    Que Deus abençoe a mente de nossos irmãos que acham algumas praticas liturgica (e outras) normais na igreja. Fiquem com Deus!

     
  250. Rev. Dilécio

    9 março, 2008 at 11:00 pm

    Saudações, queridos presbiterianos,
    Mencionei no último post a minha satisfação em ver presbíteros manifestando-se contrários às práticas modernas nos cultos (palmas, gestos, danças, etc). Hoje reitero minha satisfação, pois dois novos presbíteros se posicionaram na defesa de nossa igreja. Parabéns, também, aos Presbíteros Édson Guimarães Silva e Juscelino.
    Os presbíteros devem cuidar da doutrina da Igreja e não permitir infiltrações. Os cultos deformados (NÃO disse REFORMADO) são entradas fáceis das doutrinas deformadas ou falta de doutrina Reformada. Cuidado! Sabemos que a liturgia é uma responsabilidade do pastor local, por isso muitos deles se sentem donos da liturgia e acreditam que podem fazer uma arruaça usando tal poder. Isso não é verdade. Presbítero cuida da doutrina da Igreja, por isso, quando vê que o pastor está se decompondo, se deformando, puxe seu palétó e exija que volte atrás e obedeça a IPB. Afinal, somos ou não somos uma federação de igrejas e que obedecemos uma regra só? esses arraiais que fazem “coisas diferentes”, “liturgia contemporânea”, se acham os tais e pensam que não precisam uniformizar sua conduta a todas as outras igrejas da IPB. Que engano!
    Por isso destaco a importância da presença do Presbítero nessa nossa marcha contra a competição com denominações neo-pentecostais arminianas.
    Por Cristo.
    Dilécio

     
  251. sidiney

    10 março, 2008 at 9:43 am

    Caro irmão gostaria de trazer ao debate quanto ao culto, que o SENHOR JESUS quando esteve aqui na terra não mudou a forma de culto existente na sinagoga, e que hoje não temos um culto como era antes. Será que deveríamos realmente ter mudado a forma de culto? Será que os reformadores não deveriam também ter voltado à forma antiga de culto? Além de o debate girar em tornos dos elementos de culto instituídos pelo SENHOR para o servirmos, gostaria de trazer também essa questão. Sou a favor da resolução da CE e fico muito triste em ver que resoluções não são cumpridas primeiramente e depois não serem questionadas pelo modo legítimo por aqueles que assim a entendem como fora dos princípios bíblicos. Também vejo na prática um governo episcopal e não presbiteriano por meios de muitos pastores que pensam serem donos da igreja de CRISTO. Que o SENHOR os repreenda e os ilumine trazendo de volta ao verdadeiro caminho e que haja sempre o crescimento do conhecimento e da unidade da igreja através do seu Espírito. Que o questionamento venha para somar. Abraços a todos os irmãos.

     
  252. juscelino dos santos

    10 março, 2008 at 12:27 pm

    Saudações em CRISTO JESUS.
    Amados no ano passado eu fiz uma consulta a secretaria executiva do SC se ( expressão corporal ) como se refere a decisão do SC no documento de 1998 com referência a consulta do presbitério de Magé RJ, o Amado secretário Rv. LUDGERO me respondeu com carinho a minha consulta; enviei o documento ao meu conselho, e a resposta dos irmãos foi uma resposta lamentavél, exigi que o documento fosse encaminhado ao presbitério e o presbitério na sua reunião ordinária recusou reconhecer o documento como fosse um documento original da SEC. lamentavél que lideres da nossa Igreja agem desta forma. gostaria se fosse possive que o meu Amado Pastor Rv. LUDGERO enviar um documento especifico ao pastor da minha Igreja ajudando-a compater os desvios de liturgia que esta acontecendo na minha igreja, o meu pastor e o Rv. ELSON RAIMUNDO DE SOUZA, ele é contra os desvios de liturgia que esta acontecendo no nosso meio mas ele esta sem apoio no conselho e no presbitério. Abraço fraternal em CRISTO JESUS. Pb. Juscelino IPB Coelho, São GONÇALO RJ.

     
  253. Wladimir Colman

    10 março, 2008 at 2:10 pm

    Irmãos, fico muito feliz, mas muito feliz mesmo em saber que posso contar com a ajuda de vocês.
    Ontem fizemos uma plenaria da UMP em minha Igreja, apresentei minhas ideias sobre os tais seminarios que disse no meu post anterior. Com um brado de vitória (inclusive por aqueles que defendem a tal “ALEGRIA DE DEUS” que é segundo eles, representada pela dança e a inspontaneidade), todos os temas foram aprovados por unanimidade.
    Vejo isso como mais um sinal do Nosso Deus, Deus de AbrAÃO de Isaque e de Jacó.
    Me sento motivado, e aproveitando um projeto do conselho da Igreja, o de montar uma biblioteca na Igreja, já estou pensando em adquirir livros para dar suporte a dúvidas a questões polemicas como essas.
    Rev Normando, mais uma vez muito obrigado, e sim, seguirei teus sagrados conselhos assim que possivel financeiramente para nossa mocidade. A principio ficarei com as palestras sobre aqueles temas que mencionei, posteriormente, planejo mais algumas rodadas de palestras com temas mais elaborado como os que o Rev. citou. Se com isso não conseguir mudar a mentalidade dos irmãos de minha Igreja Local, enviarei um documento ao conselho.
    Uma pergunta que gostaria de fazer é: Perante nossa constituição, existe alguma diferença de tratamento diante de um membro recém Professado e um outro já a muito tempo professado?

     
  254. Rev. Normando

    10 março, 2008 at 4:45 pm

    Irmão Wladimir:
    Parabéns pela iniciativa e graças a Deus pela vitória. Esse é o caminho. Estudo sério da Palavra de Deus, em oração. Agora o grande desafio para o irmão é escolher bem os palestrantes/pregadores. Pessoas que instruam com segurança e amor esses jovens que têm grande potencial, mas, às vezes, por falta de estudo mais consistente, enveredam-se pelos caminhos da aparência de piedade e poder. A minha oração é que o Senhor te use como instrumento da Reforma na sua região!
    Quanto à sua pergunta sobre o tratamento com membros com mais ou menos tempo de professos, fica implícito que devemos ter paciência especial com os neófitos. O próprio CD ao falar de faltas/penas, afirma a pouca experiência religiosa como atenuante e, por outro lado, a grande experiência religiosa, o exercício de cargos e ofícios. como agravantes. Devemos, entetanto, tratar todos com amor, brandura e firmeza ( Gálatas 6.2).
    Abraços
    Normando

     
  255. Rev. Ricardo Davis

    11 março, 2008 at 8:55 am

    Não entendo como os senhores administradores permitem um comentário absurdo desses no blog ao meu respeito por um tal de anônimo.
    Além de ridículo é covarde, pois nem o nome diz já que se apresenta como anônimo. ANONIMO, VEM VOCÊ ME COLOCAR PRA FORA. Agora… Seja bom no que faz, certo?
    Senhores administradores, eu estou decepcionado além de indignado com tamanha falta de respeito a um pastor presbiteriano. Era de se esperar.

    ATENÇÃO: QUEM DESEJAR PROCURE O MEU PRESBITÉRIO, POIS ESTAREMOS REUNIDOS AGORA NO FINAL DE MARÇO. LEITORES… É O PRESBITÉRIO DE PETROLINA, OLHEM… PRESBITERIO DE PETROLINA, SINODO DE GARANHUNS.

    Sr anônimo vai lá, vai… Agora vai dizendo teu nome e o que é você. Menino, você deve dizer o que é afinal ta? Alguma coisa você deve ser.

    OUTRA COISA: Só voltei a postar por me sentir agredido. Se alguém deseja tratar sobre o assunto que já declarei ser TOTALMENTE CONTRÁRIO a forma que foi trata vai ao meu Presbitério ou me procura pessoalmente.

    Só para lembrar: Acredito que a CE não podia ter tomado tal decisão, pois é inconstitucional a sua ação, já que lhe foi pedido um parecer sobre tal destinado a um tal sínodo da Bahia e não a IPB
    A CE não podia classificar os pastores e presbíteros de mocos, infiéis e etc.
    ACE não podia dizer que a Igreja Presbiteriana do Brasil estava desviada da Palavra de Deus e sem santidade, como disse na carta.
    A CE não podia fazer uma interpretação errada sobre o texto referente ao ‘Fogo estranho’ e repassar para a IPB sem consulta e aprovação de uma comissão especial teológica.

    NÃO QUERO PROBLEMA COM OS SENHORES, MAS JÁ QUE DEIXARAM ESSE MENINO DENOMINADO DE ANONIMO ESCREVEREM ESSES ABSURDOS, ESPERO QUE O MEU COMENTÁRIO SEJA POSTADO.

    Se desejarem bater mais, que façam, mas sejam bons no que fazem e… Principalmente… Como crentes e não esse absurdo de ANONIMO.

     
  256. Wladimir Colman

    11 março, 2008 at 2:04 pm

    Pastor Normando, fiz tal pergunta porque, apesar de frequentar a IPB durante boa parte de minha vida, de ser criado em um lar presbiteriano, só fui Professado a alguns meses. Isso me deixa um pouco “Ressabiado”, se devo mesmo mandar um documento ao conselho, tendo em vista que só comungo a alguns meses. Por isso quero saber se existe algum artigo na constituição ou alguma norma ética na Igreja sobre isso.

    Pb Jucelino, como o sr. entrou em contato com o Rev, Ludgero?

     
  257. Rev. Dilécio

    11 março, 2008 at 9:45 pm

    Caros Irmãos,
    Estive um pouco preocupado com uma coisa que “bateu em minha cabeça”, não literalmente, é claro. Fiquei pensando: Será que o fato de estarmos concentrando nossa atenção em “Danças Litúrgicas” e “Coreografias”, e deixando de falar das famigeradas “palmas” nos cultos, não vai deixar este assunto esquecido ao ponto do povo menos informado achar que agora pode bater palmas? Sei que o tema deste debate é “Danças Litúrgicas”, mas é preciso incluir como parte integrande desses devios, as palmas pois elas também fazem muito mal e foi por elas que as outras coisas entraram. Peço que se manifestem sobre o assunto, se possível e… se interessante julgarem assim.
    Rev. Dilécio

     
  258. Luis Fernando Rocha

    11 março, 2008 at 10:06 pm

    Caros irmãos,

    Aproveitando que todos parecem estar familiarizados com os vídeos do YouTube, gostaria que assistissem ao que se encontra no link

    Trata-se de uma música cantada (e dançada) por líderes cristãos (evangélicos) africanos. Aconteceu num dos treinamentos do Instituto Haggai, em Cingapura, em 2005, o qual presenciei. Conheci os líderes em questão, sendo suas nacionalidades: Costa do Marfim, Camarões, Nigéria, Zâmbia, Tanzânia, fora outro que não me lembro. Convivi com eles por 30 dias, todo dia, o dia todo, e posso testemunhar que eram homens tementes a Deus e sérios em seus ministérios. O vídeo chama a atenção não só pela dança, mas pelo tipo de dança, geralmente associada às religiões afro no Brasil.
    O que me pergunto é:
    Será que isto está ligado à cultura dos africanos? (Sempre escuto falar dos irmãos africanos como sendo “culturalmente dançarinos”, com seus cultos sempre recheados de muita música e dança).
    Será que esta era uma amostra pentecostal da África? (É importante salientar que havia no curso gente de 30 nacionalidades diferentes, todos evangélicos, das mais diversas denominações, inclusive presbiterianos).
    Podemos afirmar, então, que todos aqueles líderes estavam em franco pecado, ofendendo a Deus com suas danças e cantos?
    Quando vejo a argumentação dos irmãos durante todos estes meses a fio, volto a me perguntar: será que nós, presbiterianos, estamos tão certos assim em relação à nossa liturgia biblicamente embasada, ou será que não estamos deixando a nossa cultura evangélica reformada formatar nossa maneira de entender e praticar nossa liturgia.
    Não estou entrando no mérito da questão do “movimento” de danças litúrgicas que surgiu no Brasil nos últimos anos. Gostaria apenas expandir um pouco mais a discussão, para além das nossas fronteiras culturais.

    Vejam o vídeo e comentem, por favor.
    Em Cristo,
    Luis Fernando Rocha

     
  259. Carlos Lysias

    12 março, 2008 at 10:45 am

    Amado Rev.Dilécio.

    Minha preocupação sobre este assunto, “palmas para Jesus”, vém desde a minha primeira carta postada neste blog.Vão além de dancças e palmas. Leia por gentileza as minhas cartas e comente. O conselho taxou de acusações, as clara evidências.

    carloslysias@terra.com.br

     
  260. Wladimir Colman

    12 março, 2008 at 2:54 pm

    Olá…
    Sobre as palmas vejo seu mal quando são dirigidas a uma pessoa diretamente, a titulo de elogigio. Aquela coisa: “Uma salva de palmas para fulano”. Isso para mim é um pouco de ostracismo.
    Agora, durante a execução de uma música, eu não vejo mal. gostaria que os Srs me dissesem algo sobre.

     
  261. carlos lysias

    12 março, 2008 at 6:37 pm

    Amado irmão Wladimir Colman.

    Quando ao acompanhar o ritmo de uma musica o mal esta no final,todos aplaudem

    com se estivessém em uma festa.Onde esta oculto solene?
    E o pior ,uma salva de palma para Jesus-prá que?-homenagém? Nosso Deus,devemos adora-lo e não prestar homenagéns.
    Trocando em miúdos, isso se faz em igrejas pentecostais.
    Quer pior aínda que palmas? Uma”irmã’, que “ministra” no intervalo do louvor,após ter citado que na igreja há Judas, que são contrária a suas “danças prá Jesus”, disse que naquela noite o sangue de Jesus seria derramado. Que HERESIA!!!!!!
    Durma com um barulho desse!!!!!!!!.

    OHHHHHHH ,”irmanzinha”, o fato foi consumado na cruz. Sem comentário

    Leia minhas cartas postadas neste blog.

    Em Cristo

    carloslysias@terra.com.br

     
  262. Fernando Aguiar do Nascimento

    12 março, 2008 at 7:37 pm

    Caro irmão Juscelino dos Santos (referente à sua opinião em 10/03/2008 12h27), são raros os presbiterianos que tem a sua iniciativa para combater esses desvios doutrinários, o irmão não deveria usar a Consulta feita ao SE-SC/IPB, e sim a própria resolução do SC/IPB juntamente com uma Consulta ao seu conselho sobre os supostos desvios e dependendo da resposta ou da falta de resposta, formular uma denúncia ao presbitério por intermédio do seu conselho. Lembrando que para qualquer Concílio da IPB o que vale é documento assinado e com testemunhas ou sem testemunha se o irmão tiver algum documento do seu conselho contendo uma aberação, pode ser até um boletim (e-mail não serve). Quanto ao seu pastor se ele não combate os desvios então ele é cúmplice que é um erro do mesmo jeito. Irmão cuidado com o conteúdo dos seus documentos, entregue-os sempre com segunda via assinada pelo secretário, ou pelo serviço do correio (AR), ou no caso de recusa, estaja sempre com duas testemunhas no caso de recusa em receber, faça constantes cobranças via documento, denuncie se for o caso e caso o seu presbitério não tome providências denúncie-o ao Sínodo e se for caso este ao SC-IPB. Não se acovarde, e, se o irmão quiser se comunicar comigo utilize o e-mail: fernando.a.nascimento@uol.com.br!

     
  263. Rev. Dilécio

    13 março, 2008 at 12:12 am

    Caros irmãos,
    Quando acima mencionei minha preocupação com as palmas que culminaram em danças, não me refiro àquela coisa ridícula que o homem-show pede: “uma salva de palmas para Jesus”. Não. Me refiro ao ritimar as músicas com palmas. Aquela coisa que fazem nos terreiros de candomblé (pontos de macumba), para invocar os deuses das trevas. Aquela coisa que começou com os neo-pentecostais e alastrou até aos cultos das igrejas sérias, tornando-as não mais sérias.
    Os documentos do Supremo Concílio dizem respeito a elas também. Estou ciente disso. Minha preocupação é focarmos, neste debate, tão somente as danças e esquecermos as palmas, que são suprementos (ou complementos?) delas.
    Tem gente por aí que fazem tudo para distorcer nossas palavras e usá-las como armas contra nós. Precisamos ter cuidado, pois jogam sujo. Dão golpes baixos. É melhor não deixar a guarda aberta.
    Rev. Lysias, não consegui enviar-lhe o e-mail. Também não localizei suas cartas. Por favor, poderia indicar a data que as postou?
    Dilécio

     
  264. Rev. Dilécio

    13 março, 2008 at 12:29 am

    Querido Rev. Ludgero.
    Primeiramente o abraço fraterno da 1ª Igreja Presbiteriana de Barra do Piraí-RJ, que muito o ama e deseja revê-lo e ouvi-lo muitas outras vezes, assim como o seu pastor e Conselho.
    Em segundo lugar, Reverendo, estou intrigado pela falta de manifestação do meu Sínodo neste Blog. Somos aproximadamente 25 pastores e, somente eu e dois membros da minha igreja nos manifestamos. Será que o “Site” não é conhecido ou é ignorado por conveniência mesmo?
    Temos muita gente séria aqui em nosso sínodo. Poderíamos afirmar que 75% dos pastores do meu sínodo são presbiterianos de fato, os outros já descambaram para o movimento da liturgia contemporânea. Será que falta divulgar entre os Sínodos este blog? Será que os sínodos se interessariam em divulgá-lo entre os concílios menores? Será que alguns sínodos não farão como muitos pastores fizeram com a Carta Abençoada que nos foi enviada sobre as decisões do SC? (Hummm. Acho que sim). Creio que seria conveniente divulgar o site e pedir que haja participação dos pastores para conhecermos melhor os pensamentos e as ações que acontecem na obscuridade. Chamo obscuridade, os arraiais particulares que não dão crédito aos concílios superiores.
    Segue então esta sugestão. Pode ser que cole.
    Abraços fraternos, minha sincera admiração e respeito.
    Rev. Dilécio

     
  265. juscelino dos santos

    13 março, 2008 at 8:36 pm

    Amado Wladimir Colman.
    Me parece que ainda esta havendo mal entendidos quanto a desvios liturgico no culto da IPB, desde da decisão do SC em 1998 parte da nossa liderança vem interpretando sempre ajeito deles esta decisão, eu só queria saber quando esta situação chegaria ao fim; o que naõ pode é o que está acontecendo nos dias de hoje em muitas de nossas Igrejas , naõ se sabe se o culto é o culto reformado que esta Igreja sempre o ensinou , ou se é uma mistura que muitas das vezes naõ agrada a DEUS nem abênçoa os seus participantes; querido irmaõ apalavra de DEUS diz que obedecer é melhor que sacrificar, vamos cumprir os nossos votos quando fomos recebidos por esta Amada Igreja, e insentivando aos outros a cumprirem também os seus votos, porque votos precipitado e pecado diante de DEUS. Um abraço fraternal em CRISTO JESUS.

     
  266. André Luiz de Paula Teles

    13 março, 2008 at 10:55 pm

    Rev. Dilécio,

    Gostaria de postar aqui o que, particurlamente, penso a respeito de palmas. Em primeiro lugar penso que elas, biblicamente falando, que não nos é proibida pelas Sagradas Escrituras, existe pelo menos 14 textos no A. T. que nos dão a entender que elas são no sentido negativo, mas deve ser considerado o seu contexto, tinha um DETERMINADO SENTIDO para o significado nestas passagens, como maldição, humilhação e etc, mas também há alguns versículos principalmente em Salmos que mostram, geralmente e figuradamente, a natureza batendo palmas e, novamente deve ser considerado seu contexto para afirmar o que o texto não afirma, no N.T. há ausência de qualquer consideração sobre o assunto, parece existir em Apocalipse mas não é, fala ali sobre palmas de uma árvore. Deixe-me dar um exemplo:
    “Bate-se palmas no aniversário de uma criança, mas antes de se comemorar assim, essa mesma criança recebeu uma ordem de não mexer no vaso preferido da sua avó, porque ela podia quebrar, mas ela desobedeceu e caiu o vaso, quebrou e como sinal de ironia e desaprovação ela recebeu palmas por ter feito o que não deveria fazer!!!”
    Entenderam o exemplo? A palmas tem diferente significado de acordo com seu contexto e penso que os textos do A.T. deve ser considerado mais ou menos dessa forma e de acordo com as regras da Hermenêutica e de preferência Reformada, Calvinista.
    Gostaria também de postar aqui considerando o sentido musical, que elas servem de auxílio ao canto congregacional quando este está desprovido de instrumentos musicais, para a correta sequencia de ritmo. Observação: deve-se considerar que canto congregacional é constituída geralmente apenas de voz.
    Mas gostaria de deixar uma palavrinha final a respeito. Prefiro que não se use isso na igreja uma vez que isso sirva de início para alguns remelexos, algum tipo de movimentação corporal, o que por sua vez é biblicamente incompatível com a adoração em culto. Baseado no bom senso. E outra é que aos irmãos Reformados, Calvinistas e porque não Puritanos?, que lêem essas linhas ser tudo isso(reformado, calvinista e puritano) não é ser contra a palmas, mas vai além disso.
    Se os irmãos discordarem por favor me esclarecam não sou dono da verdade, mas até agora estou bem convicto disso pela Palavra de Deus e pelo bom senso, digo isso com todo o respeito aos irmãos mais experientes e instruídos na Verdade.

     
  267. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    14 março, 2008 at 3:07 pm

    Prezados irmãos,
    Trabalhei em algumas empresas, antes de cursar Teologia. Em todas elas tive que assinar contratos de trabalho nos quais havia sempre uma cláusula que exigia fidelidade à empresa, no que respeitava a não divulgar coisas particulares delas. Sabemos que aquele que não fosse fiel era imediatamente demitido. Era considerado traidor da organização. Servi também ao Exército e lá havia uma frase em letras grandes: “Brasil. Ame-o ou deixe-o”. Sempre concordei em gênero, número e grau com essa frase, apesar de muitos alegarem que se tratava de ditadura, ou outras coisas do gênero.
    Fui ordenado ao diaconato da Igreja. No momento da solenidade fiz promessas de honrar a minha denominação. Fui eleito presbítero. Com a presença de representantes do Concílio fiz outros juramentos (promessas, como queiram). Ao colar grau de Bacharel em Teologia, jurei, de mão erguida que seria fiel a tudo o que a igreja exigiria de mim. Procuro fazer tudo isso, sem nenhum pesar, pois tudo o que ela exige de mim é o que a Bíblia também exige para eu ser um servo e um ministro do evangelho. Para onde correr? Tenho opção? N Ã O ! A não ser que queira baratear meu ministério e o conhecimento que adquiri com tantas lutas no Seminário Presbiteriano do Rio de Janeiro.
    O que me deixa tão perplexo então? O que tanto me perturba? Bem, irmãos, o que me deixa intrigado e angustiado, é a facilidade com que pessoas que fizeram a mesma caminhada que fiz, até caminhadas mais longas nesta mesma direção, estão mudando de lado, e pior, dizendo que o lado de lá é o mesmo que o lado de cá. Pasmem!
    Estamos vivendo dias em que esta fidelidade pela igreja verdadeira não pode mais ser manifestada. Arrumamos encrenca com nossos irmãos “avivados”… Com certeza não falamos a mesma linguagem presbiteriana. Somos duas ou mais denominações representadas no mesmo concílio.
    Teve um dia que fui convidado a falar sobre um salmo de louvor num encontro a nível presbiterial. Lá estavam algumas autoridades do concílio da época, quando expunha a Palavra, haviam narizes contorcidos, cochichos incomodadores. Naquela oportunidade eu falava sobre o verdadeiro louvor. Aquele que carrega consigo a vida de testemunho e as obras de Cristo, contra o louvor vazio. Não citei ninguem em particular. Falei de modo generalizado. No final, um deles se levantou, tomou o microfone no momento da palavra franqueada e inderetamente (como um soco bem no meu estômago) feriu-me com sobriedade ao ponto da minha igreja, no retorno para casa comentar comigo e dizer: “Ele se referia ao senhor, não é?” Manifestando seu desapontamento e revolta contra o referido senhor. É duro conviver com gente assim. Não ama a igreja. Não está disposto a defender sua teologia e liturgia. São defensores dos seus próprios interesses nos concílios.
    Como chamaríamos gente assim? T r a i d…? Não. Não sei se é o termo correto. Se bem que muitas vezes acreditei e senti vontade de dizer isso.
    Acho que existe uma relação covarde do nosso relacionamento com gente desse tipo. Uma política de boa vizinhança, sem verdade, sem coragem. Suicida. Há uma “etica” pastoral destrutiva no que diz respeito ao comportamento litúrgico e teológico dessas “autoridades”, ao ficarmos quietos quando dentro de nós um turbilhão de verdades há para ser derramado. Estamos sufocados. Estamos esmagados. De um lado a Igreja Presbiteriana com sua bendita doutrina bíblico-reformada, maravilhosa, incontestável e o nosso juramento de fidelidade a este “Sistema Presbiteriano”. Do outro lado, uma pressão sem precedentes machucando, zombando, agredindo, ameaçando levar para tribunais… até isso já se ouve falar quando alguém deseja “o retorno às sãs doutrinas”. “Jogam pesado”. Ufa! Que estresse!
    Apesar de toda condição que o Senhor de nossas vidas tem nos dado para resistir nesses dias maus, às vezes fico desejando ardentemente o dia da minha aposentadoria para eu ir plantar batatas no meu pequeno sítio. (Chego às lágrimas quando assim penso) Sei do peso do meu chamado, da minha vocação, por isso peco quando penso assim. Sou de Deus. Pertenço e estou inserido nos seus planos. Mas não consigo me conformar com esse ambiente dúplice. Estou sofrendo.
    Dou graças a Deus por minha igreja e congregações que dirijo. São fiéis a Deus e ao presbiterianismo. Isso tem dado um suporte maravilhoso para meu ministério: ser amado por minha igreja, pelos meus presbíteros (cinco) e demais oficiais, usufruindo de muita paz. Acho que isso tem sido uma raridade na época em que vivemos.
    Desculpem-me, se tanto desabafo manifesto no meu texto. É que encontrei gente como eu neste local. Que pensa “presbiterianamente” como penso.
    Precisamos continuar a luta com muita coragem, pois ela é renhida. Com a Verdade (incontestável, como se vê neste site), venceremos. Soli Deo Gloria!
    Dilécio

     
  268. Carlos Lysias

    15 março, 2008 at 12:44 pm

    Amado Rev. Dilécio

    Em Cristo

    Gostaria se possível inviar por email , meus comentários do esta acontecendo em minha igreja.

    Que Deus o abençoe.

    carloslysias@ terra.com.br

     
  269. Carlos Lysias

    15 março, 2008 at 12:53 pm

    Amado Rev Dilécio

    Em Cristo

    A primeira carta postada, foi em 23 de outubro de 2007 e várias outras, após esta data.

    Que Deus o abençoe.

    carloslysias@terra.com.br

     
  270. Carmen Lúcia Raposo Eller

    15 março, 2008 at 1:40 pm

    Tive a felicidade de ler a esplicação dada pelo nosso Rev. Ludgero à nossa querida irmã Debora a respeito do seu posicionamento, quanto danças liúrgicas. Fico admirada com a sabedoria que este servo de DEUS tem. Parabéns Rev. e espero do fundo do meu coração que a Débora tenha compreendido e aceitado com humildade a determinação da executiva, que nada mais é do que a determinação da Palavra do nosso DEUS e PAI. Um abraço Rev. estou orando por seu ministério.

     
  271. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    15 março, 2008 at 5:58 pm

    Querido irmão
    Rev. Carlos Lysias.
    Primeiramente meu e-mail para comunicarmos melhor: revdil@ig.com.br.
    Agora, tire-me uma dúvida (pequenina) Li um post de 3 de outubro de Claudio Lysias e depois veio Carlos Lysias. Apesar do sobrenome igual, a abordagem é todalmente antagônica mostrando não ser da mesma pessoa. Estou certo?
    Peço-lhe a gentileza de copiar e anexar seus comentários postados acima e enviar-me quando efetuar sua comunicação direta comigo.
    Um grande abraço.
    Dilécio

     
  272. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    15 março, 2008 at 6:03 pm

    Amados irmãos,
    Fico feliz por ver ovelhas minhas entrando neste blog. Acima vemos Carmen Lúcia mostrando seu apreço pela postura presbiteriana manifesta pelo Rev. Ludgero. Faço minhas suas palavras.
    Tal qual a irmã Carmen, minha igreja, na totalidade (que se manifesta), é favorável à Doutrina Reformada sem essas COISAS estranhas que estão tentando nos vender barato.
    Dilécio

     
  273. Luis Carlos Lourenço Eller

    15 março, 2008 at 6:42 pm

    Concordo com minha esposa, Carmen Lucia, fico feliz em saber que podemos contar com pastores comprometidos com a verdadeira doutrina bíblica como o senhor dentro do nosso concílio.
    Por isso Rev. Ludgero estou de acordo com todas as suas respostas ao questionamento da irmã Debora, precisamos restaurar verdadeiros Presbiterianos que amem realmente a nossa doutrina e tirar as vendas dos olhos de muitos que teimam em não conhecer as verdades da palavra de DEUS.
    Pertecemos a Igreja Presbiteriana de Barra do Piraí, pastoreada pelo Rev Dilécio da Silva Oliveira.
    Eu e minha família estamos orando pelo nosso concílio maior.

     
  274. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    15 março, 2008 at 6:59 pm

    André Luiz,
    tentei sublinhar uma frase apertando CTRL+S, pensando que estava no Word, ele enviou o texto em andamento. Desculpe-me!
    Aí vai a citação do Comentário de Derek kidner sobre o Salmo 47.1-4: “O Convite a todos os povos coloca o cenário na sua perspectiva verdadeira: a visão é de alcance mundial. “Povos”, “Nações” e “toda a terra” são palavras que dominam o salmo. A nota de júbilo também será predominante, pois este rei não é tirano; a primeira estrofe, porém, estabelece a reverência que Ele impõe, e não hesita em declarar Seus juízos e Seu direito de escolha (3-4), que terá a aparência de favoritismo, até que o versículo final traba o desenlace….”. Portanto, o Salmo 47.1, único que se refere a Deus em associação com palmas, nada diz de cantar louvores a Deus com palmas nos cultos. Aliás, se você atentar para muitos textos postados acima, há de ter respostas convincentes através dos textos de vários pastores que já escreveram, exaustivamente sobre os elementos de culto. Veja acima e tenha CONVICÇÃO, SIM, MAS VERDADEIRAMENTE BÍBLICA.
    Deus te abençoe ricamente.
    Rev. Dilécio

     
  275. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    15 março, 2008 at 8:52 pm

    Querido Irmão André Luiz
    Fiquei feliz em receber seu posicionamento após eu manifestar preocupação quanto a não abordagem das palmas.
    Senti que na sua convicção de BATER PALMAS nos cultos, com a CONDENAÇÃO DE BATER PALMAS existe uma tênue linha. Ou seja, quase você condena biblicamente o que aprova. Na verdade, se é que entendi bem, você aprova bater palmas durante os cânticos congregacionais, contudo, no final manifesta certa preocupação, pois pede orientações dizendo-se não dono da verdade. Excelente!
    Na verdade, a verdade só pode ser expressa pela VERDADE e é exatamente nela (Bíblia) que nos ensina o modo correto de como devemos louvar a Deus.
    Somos uma igreja que ensina a Bíblia, só a Bíblia e nada mais que a Bíblia. Por isso, quando aprendemos que esta é que ensina e limita nosso modo de louvar a Deus, nós obedecemos.
    Seguindo a linha de raciocínio, a Bíblia não pode ser interpretada livremente por nossa vontade, mas pela vontade do Seu Autor. Por isso, ao interpretarmos (fazermos hermenêutica) um texto, buscamos no seu contexto próximo, remoto e canônico a verdadeira interpretação do mesmo. No momento da hermenêutica, precisamos deitar fora nossos preconceitos, interesses pessoais (pretextos), para não carregarmos para dentro da matéria extraída, algo contaminado doe egocentrismo, antropocentrismo, carnalidade e pecado contra a verdade.
    Por isso, a razão de não usarmos algumas coisas que estão nos salmos, maas que não têm contexto para ser usado como “bíblico”. Tanto é, que se usarmos tudo o que nos diz na Bíblia como bíblico, temos que trazer a famosa VACA* (dentre os seres que respiram, do SALMO 150) para detro do templo. Ou, quem sabe, um morcego, para pendurarmos de cabeça para baixo na hora do louvor. Humm! Ninguém vai achar isso bíblico, não é.?
    Assim, mesmo que as palmas pareçam inofensivas ou úteis (para marcar ritmo ou compasso musical), não devem ser usadas, pois não é elemento cultico aprovado pela Bendita Palavra de Deus.
    Quero transcrever um texto de Derek Kidner, creio que será de valiz em seu posicionamento: Salmos 47.1-4 – “Nosso Rei, Conquistador deles….

    (André Luiz o texto que, acidentalmente, desapareceu,…apareceu milagrosamente. Ele deve ser encaixado antes do texto que cita o Salmo 47.)

     
  276. Carlos Lysias

    16 março, 2008 at 1:44 pm

    Amado Rev. Dilécio.

    Realmente são duas pessoas, Rev.Claudio Lysias realmente é pastor, inclussive li suas cartas postadas.
    Meu nome é Carlos Lysias, sou membro da IPB de Campo Limpo Paulista.
    Logo enviarei minhas opiniões por e-mail.
    Aguardo suas opiniões.

    Que Deus o abençoe

    carloslysias@terra.com.br

     
  277. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    16 março, 2008 at 11:51 pm

    Irmão Carlos Lysias,
    Estou impressionado com seus posicionamento de lutar em favor da liturgia reformada. Seu posicionamento deveria impressionar a muitos membros da igreja que têm receio de se expor como o irmão o faz com tanta coragem. Parabéns. Imaginei que o irmão fosse pastor e o chamei de Rev. muitas vezes, pois havia confundido com o outro lysias.
    Fico contente com o irmão por sua luta junto conosco. Um abração.
    Dilécio

     
  278. Francisco Sá

    17 março, 2008 at 9:33 am

    Gente

    Tenho acompanhado com bastante interesse o que vai sendo blogado aqui. Algumas participações muito inteligentes e fundamentadas nas Escrituras. Outras menos.

    Observei, também, que assim que se aproxima a reunião da Comissão Executiva do SC, as quatro incersões no youtube das danças da Oitava Igreja foram, inicialmente as de “boate” e agora as das menininhas de vermelho, foram tiradas.

    O pessoal lá do Palmares quer esconder o que se passa dentro do seu templo e a coreografia liderada pelos seus pastores (ridículo).

    Oitava, do que vocês tem medo?

     
  279. Luis Fernando Rocha

    18 março, 2008 at 10:44 pm

    Caros irmãos,

    Tentei postar este comentário na semana passada, mas não fui feliz. Espero não ter chegado atrasado. 🙂

    Gostaria de acrescentar outros elementos à discussão sobre danças litúrgicas no blog. Aproveitando a familiaridade de todos com a ferramenta do YouTube, sugiro que assistam à seguinte cena de dança litúrgica:

    O episódio, ao qual testemunhei, aconteceu no seguinte contexto:
    – Era um curso do Instituto Haggai, em Cingapura, onde líderes cristãos se agruparam por região para apresentar algo que os caracterizasse;
    – Os irmãos africanos – todos evangélicos – apresentaram esta peça de adoração, conforme o costume deles, onde cantaram (e dançaram) ao Senhor alternadamente, usando o inglês e dialetos próprios (pareciam usar um dialeto comum entre eles).
    – Todos os componentes do vídeo são pastores de diversas denominações e de diversos países, a saber, Camarões, Zambia, Nigéria, Tanzânia e Costa do Marfim, se não estou me esquecendo de nenhum outro;
    – Eu convivi com estes irmãos por 1 mês completo, onde estudávamos juntos, comíamos todas as refeições (literalmente) juntos, conversávamos, brincávamos e orávamos juntos, ou seja, depois de certo tempo, dava para perceber bem quem levava Deus a sério ou não;
    – Quanto aos irmãos em questão, posso dizer que causaram-me ótima impressão, demonstrando ser sérios em seu compromisso com o Senhor, dedicados em seus ministérios.

    Diante deste testemunho pessoal (que espero poderem tomar como verdadeiro), e levando em conta o que já foi discutido nestes últimos meses a respeito do tema do blog, quero levantar algumas questões:

    1) Será que estão todos em pecado, ao afrontarem a Deus com seus movimentos corporais, enquanto adoram?
    2) Será que só há pentecostais na África?
    3) Sempre tenho visto e ouvido sobre a maneira “movimentada” dos africanos louvarem a Deus. Será que aquele continente está entregue ao engano teológico?
    4) Será que o uso de movimentos corporais está, de alguma forma, ligado à cultura das pessoas que adoram a Deus?

    Sinceramente, gostaria de saber a opinião dos irmãos.
    Em Cristo,
    Luis Fernando Rocha

     
  280. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    19 março, 2008 at 12:26 pm

    Caro irmão Rev. Anísio.
    Receba meu apreço e respeito pela sua larga experiênia de vida ministerial, assim como histórica.
    O meu interesse aqui não é questionar o conteúdo total do seu texto, mas preciso colocar uns questionamentos:
    Depois de três gerações de presbiterianos e 21 anos de ministério vendo tantos ventos de doutrina entrarem na igreja (e não saírem mais), não o incomoda? Porque os ventos de doutrina, como postei acima (peço que leia, por favor), não vieram como um vento, como disse, mas como uma tempestade para tirar a paz e continuar a trazer conflitos entre pastores…. Por acaso as palmas deixaram de ser usadas? as coreografias estão fracassando? Pelo contrário, esse “vento ” continua a soprar e a coisa está ficando feia. Nos nossos cultos (perdoe-me pelos NOSSOS), continuam aumentando o fogo estranho. Talvez isso não aconteça em sua igreja ou região, mas numa grande maioria a coisa está feia.
    O que nós vemos, irmão, é uma tendência e cadência cada vez mais forte nessa direção. Tanto é que pastores e outras pessoas blogam aqui em defesa vibrante em favor desses movimentos, ainda que estes contrariem frontalmente nossas resoluções. E aqui, irmão amado, eu concordo com o senhor quando afirma que as leis, decisões da Igreja deveriam ser usadas contra essas coisas, e não são.
    Fico triste, porque todos culpam o Concílio Superior por não aplicar as leis sobre ministros e conselhos dissidentes, quando na verdade isso, muitas vezes (a maioria delas) nunca chegam ao conhecimento do SC, ficam abafadas em nossos conselhos e presbitérios, que têm o dever moral e espiritual de zelar pela liturgia e doutrina local, fecahdno as janelas e não deixando que entrem “ventos”. Sou vítima disso aqui.
    Penso que os ministros que defendem tal linha, nunca deveriam se expor dessa maneira, ou seja, brigando em favor desta modalidade antropocêntrica de culto, mas, deveriam fazer o que o sr. mesmo sugeriu: entrar com documentos para a regularização disso em nível geral. Caso contrário, que procedam conforme a decisão do Concílio maior da Igreja. Que sejam obedientes, ou, se pensam diferente da igreja, que procurem um lugar onde possam não se condenar naquilo que aprovam.
    Estaremos orando também pelos nossos “inimigos” e não atacando-os. Desejo ao Rev. Ricardo graça e paz, como a todos os ministros do Senhor.
    Quanto ao que disse da página sobre pastores e obreiros sem campo. Apesar do sr ter achado inconstitucionalidade, vejo que tal site deveria ser aprovado em nível geral da Igreja, tendo em vista ser um modo ágil de comunicação entre pastores que necessitam de campo e igrejas necessitando de pastor. Por que estou dizendo isso? Ainda não me faltou campo, contudo se isto vier a acontecer, ficarei grato ao Rev. Luggero em publicar meu nome dizendo que estou disponível. Isso não vai, necessariamente ferir nenhum dos artigos mencionados, tendo em vista, que, ao aparecer o campo ou o obreiro disponível, pode-se seguir os trâmites pelos caminhos legais, ou não pode?

    Dilécio
    revdil@ig.com.br

     
  281. Rev. Normando

    19 março, 2008 at 2:16 pm

    Prezado irmão Luís Fernando:
    Considero o seu questionamento pertinente e estimula o nosso pensamento, a nossa busca de fundamentação bíblica para as nossas posições. Para interpretarmos as imagens que o sr. postou, penso que devemos partir de alguns pressupostos ( apresento a minha opinião com temor e tremor):
    1- Reconhecer a complexidade da questão cultural. Até que ponto são admissíveis ou são erradas as manifestações culturais no ato de adoração ao nosso Deus? Quais os elementos da cultura ferem princípios da fé cristã e, portanto, precisam ser transformados pela Pregação, na dependência da obra do Espírito? Esse é o grande desafio para os missionários transculturais. Penso que essas perguntas devem ser cuidadosamente respondidas, levando em consideração que devemos realizar a obra de Deus para a Sua própria glória.
    2- A Palavra de Deus deve ser sempre a referência para interpretarmos as manifestações culturais. Considerando que “todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela” (CFW, I,4), penso que temos luz suficiente na Palavra para, com cuidado, temor, tremor e oração, julgarmos a pertinência ou não desses elementos peculiares de determinada cultura;
    3- A sinceridade e seriedade de irmãos em Cristo não são atestado de acerto em todos os seus atos. Irmãos sérios e sinceros também estão sujeitos aos equívocos por ignorância da verdade ou má interpretação dela. Graças a Deus por Sua misericórdia que é a causa de não sermos consumidos, pois em muitos casos pode ser que nós mesmos estejamos errando por ignorância e Deus nos tem suportado. É nosso dever, porém, buscar continuamente a purificação dos nossos atos, inclusive os de adoração específica, aproximando-nos cada vez mais do ensino bíblico.
    4- No caso das imagens postadas, tratam-se de atos de culto mesmo ou uma manifestação cultural em um momento social? Se for simplesmente uma manifestação em um momento social, quando a igreja está se alegrando em uma atividade que não se trata de culto, não seria necessariamente um erro. Depende do que tais gestos e práticas significam no contexto específico.
    5- No caso do culto, se consideramos o princípio regulador do culto de que somente os elementos ordenados na Palavra são pertinentes a ele. Assim, peças teatrais, apresentações, danças,etc. não deveriam aparecer, independentemente da cultura. Leitura bíblica, oração, cânticos, pregação, sacramentos… são os elementos do culto ordenado por Deus.
    6- Há possibilidade de que a Igreja do Senhor em determinados países ou regiões, dependendo dos critérios adotados pelos missionários que as fundaram e da formação dos seus líderes, ter mais ou menos conhecimento e, conseqüentemente zêlo por alguma área da teologia bíblica/cristã. Podem ser crentes fervorosos, dedicados, mas carentes de orientações em áreas específicas, inclusive nessa área fundamental, que é o culto ao Senhor. Isso pode nos levar a pensar melhor no trabalho de formação dos nossos missionários que “plantarão” igrejas em terras longínquas e na necessidade de oferecermos suporte teológico para igrejas de outros países que se revelam carentes nesse aspecto. Ajudá-los a aprimorar seus conhecimentos teológicos faz parte também da nossa missão de “promover a fé que é dos eleitos de Deus” (Tito 1.1)
    Que Deus nos dê sempre a Sua sabedoria para interpretarmos as propostas e práticas humanas, sempre ancorados na Verdade. Que não erremos por sacralizar tradições meramente humanas ou por absorvermos elementos reprováveis á luz da Palavra.Sigamos sempre a orientação bíblica de julgarmos todas as coisas, retendo o que é bom e abstendo-nos de toda forma de mal (1 Ts 5.21,22). Para agirmos assim, precisamos da Palavra e iluminação do Espírito Santo ((Sl 119.18,105).
    Irmão Luiz Fernando, na minha opinião as suas perguntas foram extremamente relevantes e muito contribuem para as nossas reflexões. Espero ter contribuído de alguma forma com as minhas colocações.
    Em Cristo,
    Normando

     
  282. Rev.Ludgero

    19 março, 2008 at 9:50 pm

    Na tentativa de elevar o nível de nossas participações, mantenho aquelas que procuram elucidar o problema, deixando de lado as que são mais belicosas que só têm o fito de atingir pessoas.

    Os assuntos que nos prendem nestes posts são deveras importantes para a vida de nossa querida Igreja Presbiteriana do Brasil, pois trata-se do culto que prestamos a Deus e suas consequências para a vida de pessoas e da igreja.

    As decisões que nossos concílios superiores vêm tomando e a sua Comissão Executiva, por ordem daquele, são sempre num tom pastoral, com a intenção de produzir convencimento, contudo, alguns, não se sentem muito confortáveis com o culto Reformado que temos historicamente adotado.

    Por esta razão as novidades vão sendo acrescentadas. É verdade que elas vem e vão, como o vento. A tal ventania do “dente de ouro” foi embora há muito deixando muita gente careada.

    Ainda que venham e passem tal como chegaram, deixam um rastro de destruição atrás de si. Para se evitar que estas ventanias produzam destruição maior, é que devemos nos preparar para enfrentá-las e a única maneira de fazê-lo é com a proteção e ensino sério da Palavra de Deus.

    Os cultos que vamos vendo são bizarros. Ontem vi Ana Paula Valadão no canal 23, no programa que o grupo Diante do Trono realizou na Esplanada dos Ministérios em Brasilia. Fiquei penalizado de ver aquela jovem, Ana, numa convusão e choro descontrolados.

    Infelizmente são estas cenas que marcam a presença “evangélica” no Brasil. Não podemos reclamar quando novelas brasileiras representam os “evangélicos” como pessoas doentes mentais, desmioladas, demonizadas.

    Lamentável, no entanto, que igrejas locais presbiterianas nos representem como se fôssemos parte deste descontrole emocional, agregando ao culto à Deus coisas impensável para os nossos pais e avós.

    Aproveito aqui para solicitar dos nossos queridos participantes deste blog que não usem do sarcasmo e de palavras que chamem outros à um nível “ad hominem”, ainda que venhamos tratar destes e outros assuntos que estamos prestes a iniciar, com a contundência que merecem, pela gravidade dos acontecimentos que nos cercam, o momento que vivemos e os pastores presbiterianos que, infelizmente, têm sido seus protagonistas.

    Eis minha particpação e humilde recomendação.

    Ludgero

     
  283. Rev.Ludgero

    19 março, 2008 at 10:29 pm

    Estimado irmão
    Rev. Luiz Fernando

    Somos colegas de Haggai Institute. Estive em Cingapura e foi-me muito proveitosa e experiência do contato internacional, ainda que o curso em si deixou a desejar, a não ser pelas aulas de Antony de Souza. Excelente professor, intrigante pensador.

    Minha experiência não foi muito diferente da sua quanto a participação dos irmãos africanos. Gostam mesmo de dançar.

    Vi o seu pequeno filme. Você há de convir que dançam precariamente e a coreografia, muito mal ensaiada.

    Luiz, não carece lhe dizer que o nosso padrão litúrgico jamais foi o africano ou o cultural. Jamais. As culturas humanas estão carregadas da depravação que caracteriza os seres humanos na queda.

    Estive em Ghana e vi o culto que ali se presta. As danças beiram o contracenso. Vejo que muitos crentes africanos não foram orientados por seus pastores e a cultura circundante foi agregada de modo irrefletido.

    Não coloco, absolutamente, em dúvida a sinceridade daqueles irmãos, como você relatou. Contudo, nem mesmo a sinceridade é padrão de culto. Nosso padrão é a Palavra de Deus. E a Igreja de Jesus Cristo, longe de ser parte da cultura circundante, é a própria contra-cultura. Adoramos com toda a sinceridade de nosso coração, mais mais do que isto, adoramos em obediência ao que Deus prescreveu para o culto que Ele requer dos eleitos.

    Se fôssemos medir nosso padrão de culto pelos que são sinceros, deveríamos levar em consideração toda a expressão cúltica neo-pentecostal, carismática. Não coloco em dúvida, sequer, a sinceridade do Padre Marcelo, nem mesmo da Mãe Menininha do Cantuá. Veja, digo isto, porque se adotamos um outro padrão, que não a Palavra de Deus, tudo mais é areia movediça.

    Respeito a sua participação e vejo que seu desejo é nos fazer refletir sobre outros aspectos que devem ser levados em consideração, contudo, sei que seu padrão absoluto, que mede todas as coisas, para a qual sua mente se fez cativa, é um só.

    Seu irmão

    Ludgero

     
  284. Rev. Rosifran Macedo

    20 março, 2008 at 4:43 pm

    Qual Liturgia Reformada nós queremos?

    É interessante ver as discussões entre grupos que procuram estabelecer a “volta ao culto Reformada.” Esta discussão é antiga e cheia de embates, divisões e rachas. Quando a Assembléia de Westminster se reuniu, havia três grupos principais com idéias diferentes acerca da liturgia: Os presbiterianos ingleses, os escoceses e os independentes. O resultado foi a publicação, custosa e dolorosa, do Diretório para Adoração Pública de Westminster, em Edimburgo, em fevereiro de 1645. Nela, os elementos do culto são postos:

    Entrada solene no templo.
    Uma oração dirigida pelo pastor
    Leitura da Palavra de Deus pelo pastor ou mestres
    Oração antes da pregação (segue-se uma oração como modelo)
    Pregação da Palavra
    Oração pelo pastor
    Recitação e Cântico de Salmos (que deveria ser feita em algum momento do culto)

    O dirigente deveria ler um Salmo, linha a linha, e a congregação deveria repetir (havia muitos analfabetos). Depois era cantado em voz “grave e no tom certo”. A prática ficou conhecida no inglês como “lining” (alinhamento?). O Diretório foi um “mínimo múltiplo comum” entre os grupos, que não queriam se submeter a um culto “imposto” pelo Livro de Oração Comum da igreja anglicana. É interessante que o Diretório depois passou a ser usado para impor uma liturgia em todas as igrejas. O alvo da Assembléia não era ditar formas e regulamentação rígida, mas apenas os elementos e valores, que deveriam estar presentes no culto reformado. As formas e detalhes seriam trabalhados pelas congregações.

    Ao longo dos anos quando outros elementos foram entrando na igreja sempre houve grande reação por parte da ala conservadora do culto Reformado. A introdução de hinos provocou muitos debates, e no século XIX, ainda era prática comum em várias igrejas escocesas a proibição de uso de hinos no culto de domingo. O próprio Jonathan Edward tinha suas reservas quanto à introdução dos hinos e o desaparecimento do lining do culto reformado.

    Grande distúrbio foi causado pela introdução de Coral nas igrejas reformadas. As acusações a tal prática eram que a mesma era sinal de mundanismo e romanização da igreja Reformada. Acho que dos elementos litúrgicos usados hoje em várias igrejas, o menos bíblico e menos reformado é exatamente o coral, onde não há a participação da congregação no louvor.

    Se quisermos “voltar” ao verdadeiro culto reformado, teríamos que voltar ao que está prescrito pelo Diretório. Isto tornaria o culto exatamente dentro dos conformes culturais do século XVII, mas muito alienado e estranho ao povo de Deus do século XXI. É interessante que os defensores da volta ao culto Reformado, às vezes não têm o conhecimento que o culto que eles defendem, com hinos, coral, órgão, piano, é um culto muito diferente do que prescreve o Diretório. Na verdade ele é o resultado da adaptação e contextualização às novas realidades do mundo, no percurso dos séculos. A defesa do culto Reformado (moderno), e a rejeição de novos elementos, como palmas, danças e coreografia, não pode ser feita na argumentação que ele é bíblico e reformado. Temos que avaliar se estamos mantendo o espírito e os elementos do culto reformado: a manifestação da Glória de Deus, a exaltação da obra de Cristo, a exposição da Palavra, a resposta da congregação em louvor e adoração, a consciência da pecaminosidade humana e a busca da graça e da misericórdia de Deus. A essência tem que ser mantida. A forma é adaptada à melhor maneira de se comunicar estar verdades, como tem sido feito ao longo dos séculos.

     
  285. Luis Fernando Rocha

    20 março, 2008 at 5:27 pm

    Caros irmãos,

    Obrigado por postarem seus comentários sobre minha opinião. Mais do que qualquer outro, saio eu enriquecido com esta troca de idéias.

    Devo reconhecer que me alinho em alguns dos pontos levantados pelos irmãos. Talvez o maior deles é o de que a dança apresentada pelos pastores africanos no vídeo é realmente precária, em se tratando de estética, pelo menos naquilo que entendemos como dança bonita. Também tive o privilégio de ser aluno do Dr. Antony de Souza, e também fiquei impressionado com sua sabedoria e ênfase na centralidade de Cristo, diferente da maioria dos católicos romanos da América Latina.

    Também concordo que a sinceridade do coração do crente não é atestado de aprovação de Deus, seja no culto ou em qualquer outro lugar. Na verdade, a misericórdia de Deus é o que nos consola, como já foi dito, pois não são poucas as vezes que nós mesmos erramos com a melhor das intenções.

    Concordo com o culto centralizado na Palavra de Deus, mas é neste ponto que devo ser sincero o suficiente para discordar da opinião dos irmãos, especialmente quanto à inserção do elemento cultural na adoração. Em minha opinião, não há como eliminar este elemento cultural das nossas expressões de culto e adoração. Quando olhamos a maneira com que a igreja tem se expressado com sua liturgia nos cultos a Deus, vemos que a cultura está nela inserida. Concordo com os irmãos que a cultura nunca deve influenciar o conteúdo da adoração, mas é impossível separar a forma da mesma. Não são nossas pregações impregnadas com uma homilética que é produto da nossa cultura atual? Basta ver como eram os sermões alguns séculos atrás e veremos as mudanças. A música na adoração dos cultos está impregnada deste mesmo elemento cultural. O Pb. Flávio Ataliba, no dia 28/09, postou um interessante relato da entrada de diversos instrumentos no culto, sempre muito bem combatidos pelos mais conservadores. Não consigo olhar com outros olhos que não sejam os da influência da cultura. Sérgio Pimenta e outros irmãos de sua época causaram arrepios em muitos ao inserirem ritmos brasileiros na adoração, com cânticos em samba e choro. Hoje, até são considerados conservadores pela turma que faz música. Olha a cultura no culto aí de novo.

    Os irmãos ressaltaram a necessidade de preparo dos missionários, plantadores de igrejas em outras culturas, o que evitaria distorções culturais nos cultos. Mas não é justamente isto que celebramos hoje: que, diferente dos missionários americanos e europeus dos séculos passados, os de hoje têm sido bem mais preparados para levar a mensagem do evangelho sem impor sua (nossa) própria cultura, plantando igrejas culturalmente relevantes, sem abrir mão da essência do evangelho de Cristo. Assim, temos visto igrejas surgindo entre o africanos, índios e outros onde eles fazem suas próprias músicas, com seus próprios instrumentos e ritmos. Tempos atrás, nós os vestiríamos com ternos, colocaríamos bancos de madeira num templo “caixote” e os faríamos cantar os hinos de nossos hinários.

    A questão dos hinos, por si só, é uma discussão interessante. Lembro-me de, na disciplina do seminário sobre liturgia, aprender que a inserção dos hinos foi uma grande celeuma na igreja. Os adeptos da salmódia, até então reinante na adoração, não podiam conceber um culto onde eram cantadas palavras brotadas da imaginação humana – caída, diga-se de passagem. E não é esta também uma prova de que a cultura sempre esteve inserida no culto a Deus? Se não podemos aceitar nenhuma inserção humana na adoração, deveríamos voltar para o canto dos salmos apenas. Lembro-me de ler acerca das explicações das origens de alguns hinos nos hinários com partitura da 1ª IPBH, quando o seminário ainda funcionava em suas dependências. Eventos subjetivos nas vidas dos crentes fizeram brotar peças de nosso hinário que hoje consideramos quase canônicos (perdoem-me a hipérbole), mas que foram recebidos como sendo produto da carne, em sua época. Cultura, cultura, cultura.

    Creio que devemos, sim, discutir a inserção de coreografias e danças litúrgicas em nossa liturgia. Devemos estar atentos para que, junto com a cultura, não entre também o mundanismo, mas não acho que seja prudente levantarmos a bandeira da ausência de cultura no culto reformado, como se isto fosse uma verdade absoluta.

    Em Cristo,
    Luís Fernando Rocha

     
  286. Rev.Ludgero

    20 março, 2008 at 8:25 pm

    Estimado irmão
    Luiz Fernando

    A “verdadeira adoração é a mais alta e nobre atividade da qual o homem, pela graça de Deus, é capaz.”, afirmou J.Stott. “Desde que a adoração será central na vida do céu (Apocalipse 4.8-11; 5.9-14; 7.9-17; 11.15-18; 15.2-4 e 19.1-10), ela deve ser central na vida da igreja na terra.”, acrescentou J.I. Packer. Além do mais, o puritano John Owen nos lembra que a verdadeira adoração, ainda que oferecida na terra, é conectada nos céus, afirma o Dr. Valdeci em seu artigo sobre o culto. João Calvino entendeu que havia necessidade de se incluir o culto de adoração a Deus como parte essencial do que deveria ser reformado, dado ao fato de que uma miríade de influências culturais e gostos pessoais, bem como aquilo que era produzido pela aparência, tal como roupas, gestos, cores, etc, muito próprios daquele momento da Idade Média, havia tomado de assalto a igreja.

    Fernando, como escapulir da cultura? Impossível! Tudo o que o irmão arrola, é pertinente e a constatáção dos fatos não nos permitem negar a veracidade de seus argumentos.

    No entanto, a Reforma Protestante, especialmente a Calvinista, que incluiu o culto em todo o arcabouço do que deveria ser reformado, entendeu que somente o que era estritamente necessário quanto a cultura circundante, deveria ser introduzido no culto. Por exemplo, Calvino não admitiu que o culto fosse no latim, mas sim na lingua do povo e, evidente, o português para mim e para você é parte essencial de nossa cultura. Contudo, o que é da cultura deve ser criteriosamente analisado e vagarosamente assimilado, se necessário.

    Observo que seu posicionamento, estimado Fernando, não agrega a dança e as coreografias grupais, no culto que você e sua igreja presta a Deus. Estas, produtos da cultura circundante, da maneira como vamos vendo em igrejas de nossa denominação (refiro-me especialmente na presença presbiteriana em Belo Horizonte), o critério para a assimilação e uso ficou longe.

    Quanto à questão dos cânticos, hinos, e saltério, creio que você tem razão. No entanto, desde os seus primeiros dias a Igreja Presbiteriana do Brasil, com a presença de Simonton, jamais propugnou pelo uso exclusivo do saltério.

    Conversando com Kalley, solicitou a ele o uso dos “Salmos e Hinos” e Kalley negou que os presbiterianos usassem o nosso antigo hinário. Desde lá Salmos e Hinos eram entoado. Mais tarde Simonton passou a utilizar aquele hinário, não sei se com a autorização ou não de Kalley.

    O Saltério jamais foi utilizado no Brasil, a não ser um ou outro de seus hinos. Loys Bourgeois teve um trabalho imenso para colocar a letra dos Salmos no Saltério. Não era simplesmente a questão da metrificação dos Salmos, mas fazer com que a música destacasse a letra nas nuances da poesia hebraica. Traduzir o saltério para a lingua portuguesa simplesmente seria mutilar a intenção de Bourgeois e, mais do que isto, a própria ordem de Calvino a Loys.

    Para se cantar o Saltério em português, teria que se compor uma música própria de tal maneira que se desse as ênfases que só existem nos Salmos traduzidos para o português.

    Bem, o que temos hoje são alguuns Salmos, hinos e cânticos. Se tudo isto é influência da cultura, que seja, pelo menos, aceita com o devido critério. Assim como existem hinos do nosso hinário “Novo Cântico”, arminianos, de letras e músicas pobres, creio que existem cânticos, compostos pelos jovens de nossas igrejas, de excelente qualidade em termos de letra e música. Tem que haver critério para encorporá-los em nossa liturgia e critério para rejeitar aqueles que não refletem o que Deus nos determina para o Seu culto.

    Agora, quanto a dança, não há precedente em nossa história presbiteriana que tenha sido usada, mesmo tendo em mente que a cultura brasileira seja dançante, requebrante e irreverente.

    Voltando à África, estive lá algumas vezes. A igreja evangélica ali sofre imensamente. A quantidade de aidéticos no seio da igreja é imenso na epidemia que avassala o solo do continente negro. Pastores reformados africanos (conheço alguns) não tem admitido a influência degradante das danças em seus cultos, pois afirmam que esta tem sido uma porta aberta para a licenciosidade.

    Paulo fala sobre estes estilos de vida que não tem qualquer valor contra a sensualidade. A igreja que deve ser sal para preservar os bons costumes, vai vendo entrar em suas portas, sem qualquer voz que se levante, a corrupção de seus costumes dentro de suas portas, patrocinado por líderes que ocupam o púlpito e espraiam suas idéias de aculturação.

    Eis minha preocupação

    Um abraço Luis Fernando, lembrando que certamente é seu desejo de cultuar Deus na terra, como ele é adorado no céu. Seja para nós dois este padrão. E sendo, a cultura circundante será aceita minimamente, somente naquilo que nos é indispensável.

    Seu irmão Ludgero

     
  287. Rev. Anisio

    21 março, 2008 at 1:30 am

    Caríssimo colega Dilecio, Shalom…

    Sua preocupação é valida e correta, mas minha preocupação maior está com a honra de Cristo que é aviltada quando desonramos um ungido de Deus. leia 1ª Samuel 26: 9 a 11 (e Saul ja tinha sido desituido por Deus!)

    Creio que devíamos ser mais criteriosos ao examinarmos candidatos ao ministério, para não ficarmos depois com problemas sérios como estes, mas você sabe o que muitos dizem para que tanta burocracia? A falta de cuidado gera os grandes dilemas da igreja.
    Uma pequena perola dos problemas mais “simples” em um sínodo um convite de um presbitério foi enviado para a comissão de legislação e justiça, porque um outro presbitério também queria convidar… e pasme o relator da comissão era do outro presbitério, e nosso convite oi rejeitado, Argumento nosso presbitério era muito longe.
    Quanto a minha citação ao nosso nobre SE. Reconheço o valor de sua atitude, mais fere de fato o artigo 134 “ A igreja que desejar convidar par seu pastor, ministro em igual cargo em outra igreja, ou que esteja para ser ordenado, deve dirigir-se ao seu próprio presbitério” E o , Artigo 46 diz porque deste procedimento.
    “minha revolta está no: VOMOS BOTAR O CARA PRA FORA DA IPB.”
    Veja um exemplo: Meu pai vai fazer 80 anos ano que vem, ele foi Maçom, deixou a maçonaria, ao ler um livro que eu passei para ele quando tinha 19 anos. Já imaginou se a nossa amada IPB tivesse aceitado a “caça as bruxas” a forma pastoral sempre foi o principio de cristo. Mateus 18 é muito citado, mais pouco praticado. Só se coloca pra fora da igreja de Cristo, os infiéis obstinados. Se resolvêssemos usar excluir pecadores, quem permaneceria na igreja? O que falta de fato é ser Presbiteriano de fato, onde estão os concílios? Mas sobre a decisão da CE. Eu estava na reunião até o final e todos os documentos foram resolvidos na reunião. No final chegou a pedir-se contagem de quorum e havia e todas as matérias foram resolvidas.

    Vosso conservo em Cristo
    Rev. Anisio

     
  288. rev Anísio

    21 março, 2008 at 2:04 am

    Caissiomos Fernando e Rev. ludgero

    Que o eterno os abençoe, parabéns pelo nivel de suas palavras…

    Este é o nivel que espero ver em nossa amada IPB.

     
  289. Pr. Eduardo Borges

    21 março, 2008 at 6:34 pm

    Pr. Ludgero,
    Que bom ver que a argumentação dos irmãos não está mais de nível tão baixa como vimos há poucos dias. tratar do assunto dança litúrgica realmente não é fácil se as partes discordantes não tiverem odesejo sincero de entender o que é certo e o que é errado. O que eu vejo é que ambos os lados querem o melhor para a nossa amada IPB e é por isso que um debate sadio é fundamental. Quero parabenizar meus colegas pastores que mesmo diante de uma posição contrária ao seu pensamento se colocaram com elegância, educação e sobretudo respeito pelos seus pares que pensam ou entendem este assunto de forma diferente. Creio que não é só o tema “Dança” que precisa ser melhor debatido em nosso Concílio maior. Estou acompanhando este debate, com o desejo sincero de aprender com meus irmãos presbiterianos como “construir” uma igreja que verdadeiramente glorifique o nosso Deus.
    Em Cristo Jesus,
    Pr. Eduardo Borges

     
  290. Laurindo Cavalcanti

    22 março, 2008 at 1:14 pm

    Parabéns por essa descisão, foi totalmente correta. E que as igrejas possam realmente obedecer e voltar para um culto simples de acordo com a Bíblia.

    Abraços!

     
  291. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    23 março, 2008 at 12:07 am

    Boa Noite!
    Que a graça do Senhor Ressurreto seja com todos.
    Desejo de antemão que todos tenhamos um dia de Páscoa maravilhoso, sem ovos e sem coelhos, mas com uma grande alegria no coração, firmada pela Ressurrreição do Senhor Jesus Cristo.
    Nesses dias difíceis, quando vemos o cristianismo tão dilacerado por “verdades” variadas que formam o pensamento das variadas religiões “cristãs”. Dias em que na nossa querida denominação já não falamos a mesma língua, principalmente nos cultos, desejo orar por meus queridos irmãos que se mantêm firmes no propósito de não deixar nossa igreja desguarnecida. Também, suplicar que Deus tenha misericórdia de todos nós para não vermos nossa Igreja dividir por causa desses variados pensamentos e, como no milagre da ressurreição, todos os que são dissidentes, voltem a nos abraçar. voltem à comunhão da nossa querida Igreja Presbiteriana do Brasil, donde nunca deveriam ter-se “desviado”, submetendo-se alegremente às suas decisões, com obediência, coisa própria dos verdadeiros servos de Deus.

    No amor de Jesus
    Dilécio

     
  292. Rev. Rosifran Macedo

    23 março, 2008 at 9:58 am

    Prezados irmãos,
    Eu enviei o texto abaixo no dia 20/03/08, mas parece que não receberam. Por isto estou reenviando hoje.
    Em Cristo,
    Rev. Rosifran Macedo

    Qual Liturgia Reformada nós queremos?

    É interessante ver as discussões entre grupos que procuram estabelecer a “volta ao culto Reformada.” Esta discussão é antiga e cheia de embates, divisões e rachas. Quando a Assembléia de Westminster se reuniu, havia três grupos principais com idéias diferentes acerca da liturgia: Os presbiterianos ingleses, os escoceses e os independentes. O resultado foi a publicação, custosa e dolorosa, do Diretório para Adoração Pública de Westminster, em Edimburgo, em fevereiro de 1645. Nela, os elementos do culto são postos:

    Entrada solene no templo.
    Uma oração dirigida pelo pastor
    Leitura da Palavra de Deus pelo pastor ou mestres
    Oração antes da pregação (segue-se uma oração como modelo)
    Pregação da Palavra
    Oração pelo pastor
    Recitação e Cântico de Salmos (que deveria ser feita em algum momento do culto)

    O dirigente deveria ler um Salmo, linha a linha, e a congregação deveria repetir (havia muitos analfabetos). Depois era cantado em voz “grave e no tom certo”. A prática ficou conhecida no inglês como “lining” (alinhamento?). O Diretório foi um “mínimo múltiplo comum” entre os grupos, que não queriam se submeter a um culto “imposto” pelo Livro de Oração Comum da igreja anglicana. É interessante que o Diretório depois passou a ser usado para impor uma liturgia em todas as igrejas. O alvo da Assembléia não era ditar formas e regulamentação rígida, mas apenas os elementos e valores, que deveriam estar presentes no culto reformado. As formas e detalhes seriam trabalhados pelas congregações.

    Ao longo dos anos quando outros elementos foram entrando na igreja sempre houve grande reação por parte da ala conservadora do culto Reformado. A introdução de hinos provocou muitos debates, e no século XIX, ainda era prática comum em várias igrejas escocesas a proibição de uso de hinos no culto de domingo. O próprio Jonathan Edward tinha suas reservas quanto à introdução dos hinos e o desaparecimento do lining do culto reformado.

    Grande distúrbio foi causado pela introdução de Coral nas igrejas reformadas. As acusações a tal prática eram que a mesma era sinal de mundanismo e romanização da igreja Reformada. Acho que dos elementos litúrgicos usados hoje em várias igrejas, o menos bíblico e menos reformado é exatamente o coral, onde não há a participação da congregação no louvor.

    Se quisermos “voltar” ao verdadeiro culto reformado, teríamos que voltar ao que está prescrito pelo Diretório. Isto tornaria o culto exatamente dentro dos conformes culturais do século XVII, mas muito alienado e estranho ao povo de Deus do século XXI. É interessante que os defensores da volta ao culto Reformado, às vezes não têm o conhecimento que o culto que eles defendem, com hinos, coral, órgão, piano, é um culto muito diferente do que prescreve o Diretório. Na verdade ele é o resultado da adaptação e contextualização às novas realidades do mundo. A defesa do culto Reformado (moderno), e a rejeição de novos elementos, como palmas, danças e coreografia, não pode ser feita na argumentação que ele é bíblico e reformado. Temos que avaliar se estamos mantendo o espírito e os elementos do culto reformado: a manifestação da Glória de Deus, a exaltação da obra de Cristo, a exposição da Palavra, a resposta da congregação em louvor e adoração, a consciência da pecaminosidade humana e a busca da graça e da misericórdia de Deus. A essência tem que ser mantida. A forma é adaptada à melhor maneira de se comunicar estar verdades, como tem sido feito ao longo dos séculos.

     
  293. Almir

    24 março, 2008 at 1:13 am

    Pois é! Em parte fui mal compriendido, me crucificaram. Tudo bem! Agora… o que diria Calvino se tivesse em nosso lugar? O meu questionamento é um só. Por que levar um assunto desse para ser aprovado no SC/IPB sendo que cada pastor estudou, foi lapidado justamente, para saber como lidar com isso pessoalmente. Quanto o documento chegou em minhas mãos não sabia o que dizer para os meus jovens. Pois há uma meselânia no assunto. Hoje agente não sabe se até um teatro é PECADO. Acatamos a decisão por ser uma decisão do Supremo, mas, não estou feliz com isso. A igreja que mandou tal documento aparentemente não tem pastor ou nunca teve. Moço seja em que for, se a minha comunidade fizesse algo que fosse SENSUAL, eu mandava parar na hora. Não discordo que a dança liturgica em certos casos tira o foco da adoração e que as vezes, repito as vezes pode promover sensualidade. Mas meu Deus! A ipg tem pastores e líderes para aconselhar, orientar e mostrar. Agora se vc vem aqui para agredir uns e outros por favor. Contenha-se! Conhecelo Ludgero é um AMOR de pessoa demostra ser piedoso e sincero. Porém o fato de discordar dele ou de outros não faz de mim um vilão. Vamos sim zelar por um Culto Racional cheio do Espírito que haja a unção do Senhor na vida do corpo da igreja quando se reune. Que Deus abençõe a nossa igreja, ela é e sempre a melhor igreja do Brasil e do mundo, pois, nossa teologia reformada é contextual. Amém.

     
  294. Pastor André

    24 março, 2008 at 3:54 am

    Saudações reformadas, queridos do Senhor!

    Por gentileza, alguém poderia definir de maneira tangível o significado da expressão proferida pelo reverendo Ludgero – “fogo estranho” – em nosso contexto evangelical plurisemântico? Difícil, não é!? Também entendo que sim.

    Por gentileza, alguém explicaria que benefícios essa medida pode a Igreja em sua ‘ortopraxia’, que é a ortodoxia em seu sentido pró-ativo? Ou, passivamente, sucumbiremos revestidos pela ortodoxia retroativa, fundamentalista?

    Por gentileza, alguém deseja que a liturgia da Igreja seja séptica em si mesma, menosprezando as variações culturais da briosa terra brasileira? Ora, também não desejo isso…

    “Que o ‘fogo estranho’ criado pelos separatistas não dilua a doutrina da Igreja em segmentos frágeis, porém, que o ‘estranho fogo’ alimentado pela palha cerebral de alguns líderes da Igreja não a levem para um itinerário sepulcral, onde a isonomia litúrgica e a expontaneidade espiritual – irmãs siamesas da Igreja Reformada – são vitimadas indiscriminadamente”.

     
  295. rev. André

    24 março, 2008 at 4:03 am

    *com algumas revisões*

    Saudações reformadas, queridos do Senhor!

    Por gentileza, alguém poderia definir de maneira tangível o significado da expressão proferida pelo reverendo Ludgero – “fogo estranho” – em nosso contexto evangelical plurisemântico? Difícil, não é!? Também, entendo que sim.

    Por gentileza, alguém explicaria que benefícios essa medida pode trazer a Igreja em sua ‘ortopraxia’ (que é a ortodoxia em seu sentido pró-ativo)? Ou, passivamente, sucumbiremos revestidos pela ortodoxia retroativa, intrafundamentalista da Igreja?

    Por gentileza, alguém deseja que a liturgia da Igreja seja séptica em si mesma, menosprezando as variações culturais da briosa terra brasileira? Ora, também não desejo isso…

    “Que o ‘fogo estranho’ criado pelos separatistas não dilua a doutrina da Igreja em segmentos frágeis, porém, que o ‘estranho fogo’ alimentado pela palha cerebral de alguns líderes da Igreja não a levem para um itinerário sepulcral, onde a isonomia litúrgica e a expontaneidade espiritual – irmãs siamesas da Igreja Reformada – são vitimadas indiscriminadamente”.

    Obrigado e abraços a todos.

     
  296. Rev. ANÍSIO BASTOS MALTA

    24 março, 2008 at 9:36 am

    1. 23 DE MARÇO DE 2008
    Caríssimo colega Dielcio, Shalom…

    Sua preocupação é valida e correta, mas minha preocupação maior está com a honra de Cristo que é aviltada quando desonramos um ungido de Deus.

    Creio que devíamos ser mais criteriosos ao examinarmos candidatos ao ministério, para não ficarmos depois com problemas sérios como estes, mas você sabe o que muitos dizem para que tanta burocracia? A falta de cuidado gera os grandes dilemas da igreja.
    Uma pequena perola dos problemas mais “simples” em um sínodo um convite de um presbitério foi enviado para a comissão de legislação e justiça, porque um outro presbitério também queria convidar… e pasme o relator da comissão era do outro presbitério, e nosso convite oi rejeitado, Argumento nosso presbitério era muito longe.
    Quanto a minha citação ao nosso nobre SE. Reconheço o valor de sua atitude, mais fere de fato o artigo 134 “ A igreja que desejar convidar par seu pastor, ministro em igual cargo em outra igreja, ou que esteja para ser ordenado, deve dirigir-se ao seu próprio presbitério” E o , Artigo 46 diz porque deste procedimento.
    “minha revolta está no: VOMOS BOTAR O CARA PRA FORA DA IPB.”
    Veja um exemplo: Meu pai vai fazer 80 anos ano que vem, ele foi Maçom, deixou a maçonaria, ao ler um livro que eu passei para ele quando tinha 19 anos. Já imaginou se a nossa amada IPB tivesse aceitado a “caça as bruxas” a forma pastoral sempre foi o principio de cristo. Mateus 18 é muito citado, mais pouco praticado. Só se coloca pra fora da igreja de Cristo, os infiéis obstinados. Se resolvêssemos usar excluir pecadores, quem permaneceria na igreja? O que falta de fato é ser Presbiteriano de fato, onde estão os concílios? Mas sobre a decisão da CE. Eu estava na reunião até o final e todos os documentos foram resolvidos na reunião. No final chegou a pedir-se contagem de quorum e havia e todas as matérias foram resolvidas.
    Rev. Anísio

    Caro Pb Alédio, saúde e muita paz, As decisões da CE nos interregnos, mesmo as autorizadas, sob doutrina, precisam de referendo do SC para ser LEI para a IGREJA. É só ler a CI. Eu não uso coreografia.

    Quanto a enviar decisão da CE aos pastores, conselhos, missionários, evangelistas, diretamente, é para mim no mínimo estranho. A NOVA FORMA DE COMUNICAÇÃO, que até esta data era feita através concílios. Talvez isto tenha se dado pelo fato da freqüente desobediência dos nossos concílios em cumprir o seu dever. O que é lamentável. PENSO QUE É NO MINIMO UMA DESCONSIDERAÇÃO AOS CONCÍLIOS INFERIORES. Talvez, por isso o uso do termo “ouvidos mocos” no documento DO NOSSO SE.
    Rev. Anísio – Petolina PE

     
  297. Rev. Rosifran Macedo

    24 março, 2008 at 7:57 pm

    Qual Liturgia Reformada nós queremos?

    É interessante ver as discussões entre grupos que procuram estabelecer a “volta ao culto Reformada.” Esta discussão é antiga e cheia de embates, divisões e rachas. Quando a Assembléia de Westminster se reuniu, havia três grupos principais com idéias diferentes acerca da liturgia: Os presbiterianos ingleses, os escoceses e os independentes. O resultado foi a publicação, custosa e dolorosa, do Diretório para Adoração Pública de Westminster, em Edimburgo, em fevereiro de 1645. Nela, os elementos do culto são postos:

    Entrada solene no templo.
    Uma oração dirigida pelo pastor
    Leitura da Palavra de Deus pelo pastor ou mestres
    Oração antes da pregação (segue-se uma oração como modelo)
    Pregação da Palavra
    Oração pelo pastor
    Recitação e Cântico de Salmos (que deveria ser feita em algum momento do culto)

    O dirigente deveria ler um Salmo, linha a linha, e a congregação deveria repetir (havia muitos analfabetos). Depois era cantado em voz “grave e no tom certo”. A prática ficou conhecida no inglês como “lining” (alinhamento?). O Diretório foi um “mínimo múltiplo comum” entre os grupos, que não queriam se submeter a um culto “imposto” pelo Livro de Oração Comum da igreja anglicana. É interessante que o Diretório depois passou a ser usado para impor uma liturgia em todas as igrejas. O alvo da Assembléia não era ditar formas e regulamentação rígida, mas apenas os elementos e valores, que deveriam estar presentes no culto reformado. As formas e detalhes seriam trabalhados pelas congregações.

    Ao longo dos anos quando outros elementos foram entrando na igreja sempre houve grande reação por parte da ala conservadora do culto Reformado. A introdução de hinos provocou muitos debates, e no século XIX, ainda era prática comum em várias igrejas escocesas a proibição de uso de hinos no culto de domingo. O próprio Jonathan Edward tinha suas reservas quanto à introdução dos hinos e o desaparecimento do lining do culto reformado.

    Grande distúrbio foi causado pela introdução de Coral nas igrejas reformadas. As acusações a tal prática eram que a mesma era sinal de mundanismo e romanização da igreja Reformada. Acho que dos elementos litúrgicos usados hoje em várias igrejas, o menos bíblico e menos reformado é exatamente o coral, onde não há a participação da congregação no louvor.

    Se quisermos “voltar” ao verdadeiro culto reformado, teríamos que voltar ao que está prescrito pelo Diretório. Isto tornaria o culto exatamente dentro dos conformes culturais do século XVII, mas muito alienado e estranho ao povo de Deus do século XXI. É interessante que os defensores da volta ao culto Reformado, às vezes não têm o conhecimento que o culto que eles defendem, com hinos, coral, órgão, piano, é um culto muito diferente do que prescreve o Diretório. Na verdade ele é o resultado da adaptação e contextualização às novas realidades do mundo. A defesa do culto Reformado (moderno), e a rejeição de novos elementos, como palmas, danças e coreografia, não pode ser feita na argumentação que ele é bíblico e reformado. Temos que avaliar se estamos mantendo o espírito e os elementos do culto reformado: a manifestação da Glória de Deus, a exaltação da obra de Cristo, a exposição da Palavra, a resposta da congregação em louvor e adoração, a consciência da pecaminosidade humana e a busca da graça e da misericórdia de Deus. A essência tem que ser mantida. A forma é adaptada à melhor maneira de se comunicar estar verdades, como tem sido feito ao longo dos séculos.

     
  298. Rev. Henrique Ribeiro Borges

    25 março, 2008 at 12:06 am

    O Carro frente dos Bois!

    OU

    A Lei na Frente da Graça!

    Debater é sempre louvável, ainda mais como nos é proposto neste espaço.

    Pena que tenha começado errado.

    Primeiro uma decisão e depois a expressão de opiniões?

    Onde aprendemos isto? Que tiro no pé é este?

    Acho que aqueles que pensam de maneira distinta do que pensa a CE, estão prejudicados pelo estigma natural da reprovação.

    Acho que este debate em hora errada, promove uma insana “caça às Bruxas” e gera clima legalista naquilo que deveríamos nos instruir “com ternos afetos de misericórdia”.

    Devemos procurar não investir muito tempo nesta tomada de opiniões, antes que a CE tenha o bom censo de avaliar o que está sendo gerado.

    Nossa igreja não precisa de encorajamento para que igrejas locais sejam estigmatizadas.

    Acho que podemos ter um caminho melhor!
    Em Cristo;

     
  299. Rev. Henrique Ribeiro Borges

    25 março, 2008 at 12:26 am

    Acho também que ainda que para CE seja lícito dirimir sobre o assunto, uma vez que o supremo tenha delegado a ela tal atribuição ( parece-me que foi assim), não convinha tomar uma decisão a este nível, legislando sem dar direito de manifestação dos ministros e concílios.

    Poderiam decidir, por exemplo:

    – Abrir um espaço para discussão do assunto.

    – Baixar aos concílios para tomadas de opiniões sobre o tema.

    – Avaliar o que os concílios responderam em situações anteriores, sobre assuntos litúrgicos. (parece-me que foi feito uma pesquisa à dois anos atrás sobre temas litúrgicos o que daria para avaliar o quão pensamos de modo diferente), e nomear uma comissão para tratar o assunto.

    Sim, acho que podemos ter um caminho melhor!
    Em Cristo;

     
  300. Rev. Anísio Bastos Malta

    25 março, 2008 at 8:22 am

    Queridos irmãos
    Saúde e muita paz.

    Uma ponderação, a igreja não está proibindo a manifestação liturgica corporal, ela só está normatizando quando é que esta deve acontecer. Está sendo vetado somente no culto ao Senhor no templo, podem ser praticados nas programações especiais da igreja, mas não no culto a Deus.

    Nossa tendência tem sido o que agrada a igeja? o homem, jovens, mulheres? o que atrativo para o homem? e não o que agrada a DEUS.

    O conselho de Paulo é: ” nada façais por partidarismo ou vangloria, mas por humildade considerando cada um o outro superiores a si mesmo.”

    “Se comer carne escandaliza meu irmão, nunca mais comerei carne,”

    Como tem sido dificil seguir pricipios tão simples de amor, mutua cooperação.

    Preocupar-se em agradar a Deus tem sido deixado de lado…para agradar ao homem.

    Vosso conservo Rev. Anisio

     
  301. André Luiz de Paula Teles

    25 março, 2008 at 5:25 pm

    Ao rev. Dilécio,

    Estimado Reverendo Dilécio será que o senhor poderia me passar o seu e-mail para conversarmos sobre aquele assunto (palmas), para esclarecermos uns pontos, até por que este não é o tema do blog e, para arrazoarmos melhor sobre o assunto e talvez outras coisas a mais, gostaria de responder a todas as afirmações e interrogações que talvez ficaram naquele meu post.
    O meu e-mail é: andreluiz1987@hotmail.com

    Abraços.

     
  302. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    27 março, 2008 at 5:33 pm

    Querido Irmão Rev. Anísio – Petrolina Pernambuco.
    Fico contente em dialogar, através deste blog, com irmãos queridos do outro lado do Brasil (Sou da 1ª Igreja Presbiteriana de Barra do Piraí).
    Agradeço a gentileza em ter-me respondido de modo educado, gentil e, acima de tudo, manifestando preocupações semelhantes às minhas, principalmente no que tange ao envio de candidatos ao Sagrado Ministério. Assunto sério mas tão pouco levado a sério por muitos concílios, infelizmente. O fato de tratar ministros de qualquer maneira, sem o devido respeito ao ungido do Senhor. Contudo, ultimamente, essa expressão “ungido do Senhor” tem sido largamente utilizada, principalmente em minha região, para se advogar em causa própria, depois de se cair nos comentários do povo, pelo fato do ministro muitas vezes não levar a sério a santidade do ministério, a firmeza de caráter, a seriedadede de liderança frente ao povo de Deus, o respeito para com as doutrinas biblico-presbiterianas e seus concílios. Aí, eles usam do texto para ameaçar aos membros de cometerem pecado contra eles. Que absurso! Essa questão de “Ungido do Senhor” deve ser melhor avaliada e difulgada uma boa hermenêutica do verso.
    Eu creio que o método de envio do documento direto da CE/IPB aos conselhos, trouxe estranheza a muitos irmãos, contudo, meu amado irmão, para tanta gente já sufocada com a falta de interesse de certos concílios em não informar as decisões superiores, a carta chegou como um bálsamo, produzindo um grito de desabafo dos verdadeiros presbiterianos, que ficaram sufocados por seus concílios, por tanto tempo, os quais omitiram a verdade a respeito do tema proposto – movimentos e danças litúrgicas.
    Com relação aos “ouvidos mocos”, penso que mesmo que os concílos (Sínodos) enviem os documentos, os ouvidos de muitos presbitérios, continuarão “mocos”. E, se porventura, os sínodos e presbitérios enviarem, obedientemente as decisões aos conselhos, centenas de pastores não divulgarão em suas igrejas, porque nem é questão mais, segundo meu parecer, de ouvidos mocos, mas de desobediência assumida, como se vê em posts anteriores, ou seja, pastores desafiando o próprio sistema, chamando-o de retrógrado e apostando em sua falência se não deixar de ser o que é.
    Como tratar com honra a um ministro que não trata com honra seu próprio sistema? Sua própria denominação? Como podemos desobedecer à Palavra honrando a quem não merece honra?
    Também não concordo com o termo que tanto o indignou. Não precisamos usá-lo, precisamos, sim, usar os meios legais para definir o papel de cada ministro(já exite, é só fazer cumprir) e, se não se encaixarem nos nossos princípios, retirá-los do meio, como retiramos também os crentes simples* quando não se subscrevem. Não é?
    Portanto, meu irmão, quero defender com todo o meu amor e respeito os meus irmãos ministros como eu que lutam e defendem nossa amada igreja> Mas não saberia defender a quem não nos quer ver unidos e mantenedores da verdadeira igreja reformada.
    Gostaria muito de continuar, não falando desse assunto, mas compartilhando as bênçãos do infinito Deus em nosso ministério. Sei que tenho muito que aprender com o sr., contudo, este não é o meio, o espaço e não tenho muito tempo. Qualquer coisa, meu e-mail é revdil@ig.com.br
    Dilécio
    *crentes simples: apenas um termo para definir o membro da igreja que não tem ofício na igreja, mas que são a causa – humana – da sua existência. Sou pastor porque existe ovelha.

     
  303. Jonatas

    28 março, 2008 at 4:19 pm

    Será que a dança liturgica traz tanto mal para Igreja? que tipo? Como podemos afirmar com tanta certeza que Deus a reprova? O que dizer da Igreja Batista da Lagoinha e outras igrejas irmãs? Tem elas praticado um culto a Deus ou a Satanás? O nosso Deus é tão somente da Igreja Presbiteriana? Se não me falha a memória, o próprio Jornal Presbiteriano em um artigo destacou a Cantora Ana Paula Valadão. Sou a favor de um culto onde haja decência e ordem, porém, não somos juizes e não cabe a nós afirmar que em tal igreja há “fogo estranho”, não estamos também pecando por julgar o nosso irmão? Como explicar a falta da prática da discplina por parte de muitos conselhos que não permitem tal prática na igreja, porém, nada fazem em relação a juventude que frequenta as baladas, casas noturnas e etc. O que é pior?

     
  304. Rev. Ludgero

    31 março, 2008 at 5:09 pm

    Estimados irmãos

    Durante a semana passada estivemos participando da Reunião Ordinária do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil na cidade de São Paulo. Várias contribuições foram postadas, algumas em apoio à decisão da Igreja Presbiteriana e outras revelando posição discordante.

    Não tive tempo de postá-las em nosso blog, o que fiz hoje, aproveitando também para dar uma resposta a várias destas indagações e posições.

    Rev. André, afirma que a expressão “fogo estranho” é uma das minhas “preferidas”.

    Estimado irmão, Rev. André, esta expressão bíblica foi usada, não propriamente por mim, mas sim na decisão da Comissão Executiva do Supremo Concílio, num documento no qual não tive absolutamente qualquer participação na formulação de seu conteúdo.

    A decisão tomada foi num tom pastoral e busca orientar a Igreja quanto ao culto que Deus requer em sua Palavra, ancorado nesta mesma Palavra tal como expressa a simplicidade de nossos “Princípios de Liturgia”, especialmente tendo em vista os desvios que vão sendo observados em nossa denominação nestes últimos anos.

    Algumas das declarações blogadas são mais num tom “ad hominem” e não acrescentam nada à discussão que vamos tendo aqui, por isto prefiro não respondê-las.

    O Rev. Henrique, por sua vez, fala a respeito de “lei e graça”. O que vem primeiro? Como ele sugere que este tema seja tratado.

    Bem, vejamos. Este tema sobre o culto é tratado originalmente em nossos padrões doutrinários, refletindo nosso entendimento das Escrituras. Veja o que afirmam os nossos “Principios de Liturgia”. A maneira como o “culto” é tratado em nossos símbolos de fé, numa linguagem bíblica, nobre e reverente, não deixa qualquer dúvida que o quê vamos vendo está fora do prumo. Chama para dentro da igreja um procedimento condenável, com caracterísitcas do paganismo. E o irmão, ao ser ordenado, jurou fidelidade aos símbolos de fé de sua igreja. Não é mesmo?

    Um dos pastores, presidente de um dos sínodos do nordeste, presente em nossa reunião da CE-SC, desconsolado, afirmou que o desacato às decisões dos concílios de nossa denominação quanto ao culto que rendemos a Deus, não é uma questão de falta de conhecimento ou busca de convencimento bíblico, mas é, dizia ele, “rebeldia”.

    A Comissão Executiva acaba de reafirmar a biblicidade, confessionalidade e legalidade das decisões tomadas e conclama a todos que as observemos como observaram nossos pais e nossos irmãos mais velhos.

    O que vimos no youtube recentemente, num culto de uma igreja presbiteriana de Belo Horizonte, está longe de qualquer bom senso, com street dance como parte integrante da adoração. O que vi em algumas igrejas, onde os jovens assoviam, gritam, vaiam, meu caro Henrique, quando lhe falei a respeito deste tipo de comportamento impróprio, que não tem nada a ver com graça, tem a ver com desordem, irreverência, comportamentos condenados nas Escrituras.

    Uma senhora de nossa igreja foi prestar culto a Deus em uma igreja presbiteriana de Belo Horizonte por ocasião da Pública Profissão de Fé de sua neta. Quando os adolescentes que iriam ser recebidos, foram chamados à frente, e na medida que eram chamados, os jovens da igreja se levantaram em gritos, levantaram faixas com os nomes dos adolescentes que iriam ser batisados, tocaram repique, dançaram, levantaram “pom-pom”. Esta senhora disse: “Rev. Ludgero, aquilo deixou de ser igreja já há muito tempo. Parece mais o ambiente de uma escola de samba.”

    Rev. Henrique, se é isto o que o irmão está defendendo em busca da graça, creio que o irmão não deve continuar abotoando a sua camisa. O problema está mais em baixo. A primeira casa foi abotoada de forma errada. Isto não é igreja. Isto não é culto! Tem que desabotoar tudo e começar a abotoar tudo de novo. Tem que começar a ser igreja para que o culto ocorra e assim se discuta em termos de graça. Graça só existe no ambiente em que o amor a Deus e a sua lei se manifesta.

    Rev. Henrique, o senhor nos propõe que todos os pastores discutamos o assunto antes de que os concílios tomem decisões. Creio que este é o sistema congregacional que está sendo proposto. O presbiterianismo entende que o governo da igreja se dá biblicamente por nossos concíllios. O sistema presbiterial é parte de nossa fé. Pergunto ao irmão se sua atuação pastoral é resultado de um diálogo com as igrejas que compõem seus concílios regionais?

    Não peça de outros aquilo que não é a prática do irmão.

    Este blog foi aberto para que pessoas leiam as diferentes opiniões e façam sua análise. Ele existe porque entendemos que a posição bíblica e confessional de nossa igreja é sustentável. Os separatistas são os que estão introduzindo estas novidades, sem qualquer consideração para com a nossa história e nossa herrança confessional.

    Pergunto a qualquer irmão de nossa denominação se alguma igreja tinha danças liturgicas ou os requebros há 10 anos atrás? 20 anos passados estas novidades eram impensáveis e, até mesmo consideradas afrontosas. Então, introduzí-las sem que se submeta à consideração dos conselhos regulares da igreja, revela a atitude separatista de quem?

    Fica meu abraço a todos e que Deus nos abençoe, visto que o culto está debaixo de grandes e destruidores ataques.

    Ludgero

     
  305. Rev. Dilécio da Silva Oliveira

    31 março, 2008 at 6:38 pm

    Caros irmãos,
    Creio que precisamos usar o CTRL+C E CTRL+V, (Copiar e Colar) de tantas explicações altamente teológicas acima postadas, para dar respostas às últimas. Creio que basta gastar um pouco mais de tempo para ler os debates anteriores para ficarmos satisfeitos e não repetirmos questionamentos primários do debate. Estamos andando em círculo.
    A questão da decisão da CE/IPB já foi anunciada, é só obedecer;
    A questão da posição litúrgica estritamente bíblica já não precisa falar mais;
    A questão do Culto Cristocêntrico tratado exaustivamente acima, não deixa dúvidas;
    As danças não encontraram apoio bíblico nem teológico por seus defensores, pelo que pudemos avaliar, somente sua defesa por questões de desejos pelo contemporâreo ou cultural.
    Estamos andando em círculo. O pior, é que pastores que já deixaram sua opinião firmada na Palavra e na Teologia, já devem estar cansados de dizer a mesma coisa e agora, bem depois, vem uma tempestade de repetições pelos defensores da liturgia antropocêntrica. Misericórdia! Estou ficando desanimado de ler tais repetições. Parece que o método é vencer a Igreja pelo cansaço.
    Lamento pelo modo como este espaço tem sido tratado por alguns. Na verdade o que enche nosso coração de alegria, é saber que nem tudo está perdido. Que ainda não estamos nivelados “por baixo” com as seitas modernas.
    Não conheço muito da “Lagoínha”, o pouco que vi deles é o mesmo que acontece com a igreja de São Paulo que mais tem sido notícia no mundo da ilegalidade, fanatismo e outras coisas. Da Igreja que tanto quis ser televisiva que acabou sendo notícias em todas as TVs. Ah! Ia me esquecendo. O que sei mais da Lagoínha é que um pastor batista, amigo meu, se referindo ao grupo acima mencionado, disse com todas as letras: “Igreja Batista de Lagoínha é a grande perdição da Igreja Batista Brasileira”. Se ele disse isto é porque não tem nenhum “orgulho” do “famoso grupo”.

    Estou muito cansado e decepcionado com muitas igrejas que se dizem “presbiterianas”. Tenho pouco prazer em manter alguns contatos (intercâmbios). Às vezes prefiro contato direto com pastores pentecostais do que com alguns que defendem a postura reformada apenas como camuflagem. Pelo menos os pentecostais ficam lá em suas igrejas e não trazem suas “doutrinas” para cá, para formar o amálgama que os mais ou menos presbiterianos têm feito.

    Lembram-se da campanha: “O Brasil tem Jeito: JESUS”? Parece que devemos dar um “close”, ativar nossa objetiva e olharmos o grande problema que trouxeram para dentro de nossa querida denominação, para depois, como uma só igreja, defender novamente a campanha citada. Só Jesus poderá dar jeito nessa situação que nos meteram.
    Orando sem cessar pela IPB.

    Seu conservo em Cristo,

    Dilécio

     
  306. Jonatas

    1 abril, 2008 at 1:19 pm

    Ao Anisio Bastos Malta
    Saudaçôes! Confesso que sua declaração me deixou muito confuso ao afirmar que em outras programações da igreja a IPB permite tal prática. Parece que a sua afirmação não condiz com as Escrituras quando diz que: ” E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai. Col 3:17.

     
  307. Jonatas

    1 abril, 2008 at 1:31 pm

    Ao Rev Dilécio

    Com todo o respeito, eu prefiro prestar um culto com os meus irmãos da lagoinha, que pelo modo que expressou o Sr não os considera como tal, a prestar um culto juntamente com Maçons que constitui num verdadeiro “fogo estranho no meio IPB”.

    Obrigado

     
  308. Wilson

    1 abril, 2008 at 10:10 pm

    Senhores, concordo que os textos biblicos no AT, que falam sobre danças, estão ligados à comemorações de vitórias em guerras, alegria na colheita e outras manifestações por diversos motivos. Consequentemente, são são apropriadas e nem devem ser aceitas no interior do templo durante culto ao Nosso Deus.
    Porém, uma coisa me chamou a atençao num comentário acima: “de que primeiros vem a dança, depois expulsão de demônios, liguas estranhas etc….”
    Quer dizer que todos os demônios expulsos por Nosso Senhor Jesus Cristo foram ficticios? Não existiram? Se existiram não existem mais? Estamos a meses discutindo sobre danças e lemos manifestações de pastores, doutores em teologia em grandes defesas repudiando-as (eu tambem repudio), citando textos bibicos com explicações bastante esclarecedoras. Agora, será que tambem conseguirão convencer a todos, que nos dias atuais não existem pessoas endemoniadas e que esse troço de expulsar demônios não é biblico e nós presbiterianos reformados devemos ignorar tudo isso? Bem, para nossa igreja que durante mais de 70 anos tentou incurtir a idéia de que ser Maçom não era pecado, tudo é possível. Estou sentindo um cheiro de madeira pintada de branco.

    Em Cristo.
    Wilson, Itajaí-SC

     
  309. Carlos Lysias

    1 abril, 2008 at 10:43 pm

    Prezado Luis Fernando Rocha.

    Em Cristo.

    Isso tudo que esta acontecendo na liturgia, em igrejas que se dizem evangélica, é na verdade o tal COMPROMETIMENTO DO CORPO (veja o site ,www.vitoriaemcristo.com.br, da Assenbléia de Deus.
    Não é nada mais, nada menos o que as tribos africanas, asiáticas e do oriente médio, tém como prática. Em resumo, esse COMPROMETIMENTO DO CORPO é sacrificio aos deuses desconhecidos.
    No envio de missionários à esses lugares, se equivocam e adaptar ao Cristianismo, o mesmo caminho para reverênciar O nosso Amado Deus.
    Se assim os fazém, estão trocando seis por meia duzia. Tem que ser anunciado as BOAS NOVAS. Nas tribos, assim é feito (com danças), por conhecerem
    Se os argumentos do SR. Jocob Arminio, o fundador da dotrina ARMINIANA, fossem usados para se contrapor as doutinas PAPISTAS, não teriam êxcito, pois estão de mãos dadas, desde chegada do SR. Constantino na igreja católica no ano 312
    Este trouxe por conviniência, todo paganismo das regiões citadas, que sobrevive até hoje.
    A reforma protestante foi exatamente contra tudo isto e muito mais.
    E lamentável em 1903 aproximadamente, um grupo de pessoas em Los Angelaes nos Estados Unídos, voltou a colocar grande partes das doutrinas arminianas, e as conviniências do rei Constantino, em práticas novamente, por fazerem a vontade do homem. FICO COM A VONTADE DE DEUS

    A ALEGRIA ESTÁ NO CORAÇÃO, DE QUÉM JÁ CONHECE À JESUS.

    Naõ ha´necessidade de dançar e muito menos, sapatear.

    NA BÍBLIA HÁ UMA PASSAGEM QUE AFIRMA QUE DAVI DANÇOU A TOA………..

    PS. Fiquém atentos!!!!! Já Há igrejas pentecostais que não creiam na TRINDADE. Quando vier
    à tona essa heresia, aí sim eu quero ver o que os irmãos favoravél a liturgia fervorosa, terão a dizer.

    Em Cristo

    carloslysias@terra.com.br

     
  310. Carlos Lysias

    1 abril, 2008 at 10:53 pm

    Rev. Ludgero.

    Gostaria de saber, se a cláusula referênte ao ingresso de ministros de origém pentecostal na IPB, foi barrada na reunião em São Paulo.
    Pois estes nos trazem uma tremenda discordia, não respeitando o compromisso firmado no ingresso.

    Que Deus o abençoe

    carloslysias@terra.com.br