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Organização Inteligente da RO do SC/IPB

        

Temos muito que aprender com igrejas presbiterianas ao derredor do mundo. A grande maioria delas não têm comissões de expediente funcionando durante o período da Reunião de sua Assembléia Geral (SC).

Comissões Permanentes funcionam durante o ano e enviam seus relatórios ao Secretário Executivo, relatórios estes que são levados diretamente ao plenário do Supremo Concílio  para votação final. Com isto ganha-se muito tempo nas reuniões gerais da igreja.

O sistema iCalvinus, fundamentado no Regimento Interno do SC/IPB, permite este procedimento.

O sistema democrático utilizado nas reuniões do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, especialmente no que se refere a eleições para os cargos da administração geral da igreja, ocupam um tempo desproporcional, impedindo que assuntos da maior importância para a vida de denominação sejam discutidos. Recebemos mais de seiscentas indicações através dos concílios da igreja para o preenchimento das duzentas e vinte vagas que compõem a administração geral. Estes nomes foram baixados a Comissões de Expediente e o relatório veio preenchendo as vagas existentes. Mesmo assim, o plenário do SC/IPB decidiu apresentar para cada uma das vagas quantidade inumerável de outros nomes. Vaga por vaga, nome por nome foram votados. Por irônico que seja 98% dos nomes apresentados pela Comissão de Expediente foram aprovados. O tempo gasto é simplesmente desproporcional, tendo em vista a quantidade de outros temas que precisam ser tratados pela nossa Assembléia Geral. Esta falta de proporção do uso do tempo merece ser revista e, em consenso, criar-se normas para que se mantenha o espírito democrático, contudo, com a organização que impõe uma reunião de tal magnitude.

O uso do tempo para as Representações Estrangeiras deve ser limitado, como fazem, praticamente, todas as denominações mundo a fora.

O sistema de votação das matérias precisa utilizar recursos eletrônicos, que hoje estão disponíveis e que estão sendo apresentados por autorização da Comissão Executiva do SC/IPB, para uso na próxima reunião de 2014.

Participe desta discussão e apresente sugestões criativas para o funcionamento mais inteligente de nossas reuniões.

 
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Publicado por em 25 maio, 2012 em Sem categoria

 

Comentando as Decisões Conciliares

 
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Publicado por em 25 maio, 2012 em Sem categoria

 

Missões Mundiais – Desafios e Perigos

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Publicado por em 25 maio, 2012 em Sem categoria

 

A influência do Feminismo na Teologia e Vida

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Publicado por em 25 maio, 2012 em Sem categoria

 

Itinerância Pastoral na IPB

Qual a razão da elevada itinerância pastoral em nossa IPB?

Pastores que, em média, passam somente dois anos em cada igreja.

 
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Publicado por em 25 maio, 2012 em Sem categoria

 

Os presbitérios da IPB

O quorum mínimo de funcionamento de um presbitério é 4 igrejas e 4 pastores. Evidentemente, o que estava na mente do legislador é que este é o número mínimo para funcionamento dos concílios presbiteriais. Para os sínodos o número mínimo é 3 presbitérios. Este é evidentemente o mínimo.

Presbitérios estão se multiplicando, sem que haja um crescimento efetivo dos membros da Igreja Presbiteriana do Brasil, que justifique estas divisões.

Igrejas presbiterianas ao derredor do mundo possuem grandes presbitérios, influentes e com recursos para que plantem novas igrejas, exerçam seu papel na ação social, sem depender de Juntas ou Planos, extra conciliares, que servem de “muletas” dada a insuficiência e fragilidade dos concílios presbiteriais.

Presbitérios já têm proposto emendas constitucionais que aumentem o quorum mínimo de funcionamento dos concílios presbiteriais e sinodais.

O que você pensa disto?

 
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Publicado por em 25 maio, 2012 em Sem categoria

 

Publicação

Publico em nosso blog uma das respostas a um irmão que expressou dúvidas quanto a biblicidade da decisão tomada pela Igreja Presbiteriana do Brasil quanto a questão das chamadas “danças litúrgicas”. Guardamos a identidade de quem nos apresentou suas dúvidas, mas crendo que a resposta serve para muitos que tem as mesmas dúvidas.

Estimado irmão

A graça seja com o irmão

Recebi sua correspondência anexada ao e-mail. Sua manifestação preocupada, porém, gentil e fraterna, certamente revelam traços de seu coração crente e comprometido com o Senhor e a Sua Palavra, que para nós é a “única regra de fé e de prática”.

Como o irmão sabe, sirvo à Igreja Presbiteriana do Brasil, também no papel de Secretário Executivo do SC. Cumpre a esta secretaria comunicar todas as decisões do SC, ou de sua Comissão Executiva, a quem elas se dirigem. Foi por isto, que tendo sido tomada uma decisão que atingia todas as igrejas locais, enviei aos pastores e presbíteros a correspondência, transcrevendo a resolução tomada na última reunião da Comissão Executiva, que ocorreu em março deste ano.

A decisão é seqüência de várias outras, que versam sobre o mesmo tema, a saber, as questões litúrgicas vividas mais intensamente em nossos dias. Os problemas de que trata a resolução não eram sequer alvo de atenção há vinte anos, visto que eles sequer existiam. Em toda a história da Igreja Presbiteriana do Brasil, a não ser muito recentemente, jamais foi registrado que houvesse grupos coreográficos, danças chamadas litúrgicas, ou quaisquer manifestações de apelo corporal. Isto vem ocorrendo mais recentemente.

Algumas decisões anteriormente tomadas vinham em termos de “recomendação” e, imaginava-se, que uma recomendação de um concílio superior não precisava ser acatada. Nossa denominação sempre entendeu que uma recomendação é uma maneira diplomática, gentil e pastoral de se dar uma ordem, que precisa ser obedecida. Foi por esta razão que o termo “recomendação” foi deixado de ser utilizado para se usar o termo “determina”. É claro que, se porventura, esta determinação fere as Sagradas Escrituras, cada um de nós tem o dever espiritual de desrespeitá-la e jamais acatá-la. Por isto a citação que o irmão faz de textos bíblicos dão ao irmão, inicialmente, o aparente direito de ficar com a Bíblia e não com a decisão de sua Igreja.
É necessário, no entanto, examinar alguns pontos iniciais, para depois nos firmarmos nos textos bíblicos que o estimado irmão arrola.
Primeiramente a sua afirmação: “Procurei e não encontrei na BÍBLIA que desacon-se-lha-se (sic) ou proíba dançar para DEUS” (As duas ênfases pertencem ao irmão).

Vejamos, o princípio interpretativo das Escrituras que nós os presbiterianos adotamos é este: “O que não é explicitamente permitido pelas Escrituras, é proibido”. São os luteranos e os católicos romanos que aplicam outro princípio interpretativo aplicam outro princípio interpretativo a saber: “O que não é proibido, é permitido”. Portanto, o princípio que o irmão afirma como seu fundamento não se aplica.
No entanto, o amado irmão cita diversos textos das Escrituras, como se encontrasse neles fundamento para esta prática que na vida da Igreja Presbiteriana é recente. Vamos a estes textos, examinando-os mais de perto, com a Bíblia aberta, como se recomenda a um discípulo bereano:
II Samuel 6.14 a 16 – Diz este texto:

“Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor; e estava cingido de uma estola sacerdotal de linho. Assim Davi, com todo o Israel, fez subir a arca do Senhor, com júbilo e ao som de trombetas. Ao entrar a arca do Senhor na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi que ia saltando e dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração.”

O verso 17 e 18 acrescenta:

“Introduziram a arca do Senhor e puseram-na no seu lugar, na tenda que lhe armara Davi; e este trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor. Tendo Davi trazido holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em o nome do Senhor dos Exércitos. E repartiu a todo o povo e a toda multidão de Israel, tanto homens como mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e passas. Então, se retirou todo o povo, cada um para sua casa.” …; e este trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor. Tendo Davi trazido holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em o nome do Senhor dos Exércitos. E repartiu a todo o povo e a toda multidão de Israel, tanto homens como mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e passas. Então, se retirou todo o povo, cada um para sua casa.”

“…ia, com harpas, com saltérios, com tamboris, com pandeiros e com címbalos”.

O que está acontecendo ali? Foram vitoriosos numa batalha e estão se alegrando porque Deus lhes concedeu a vitória. Nada, absolutamente nada, ocorre no tabernáculo, onde o culto é prescrito por Deus. Nem no tabernáculo e nem mesmo no templo, jamais se ouve que tivesse ocorrido danças. Na verdade, o culto no Antigo Testamento, no templo, era extremamente meticuloso e cheio de regulamentações. Por exemplo, somente os 280 sacerdotes cantores podiam cantar, os sacerdotes podiam pisar o átrio, somente o sumo-sacerdote podia adentrar no santo dos santos. Os homens judeus ficavam no átrio afastado, as mulheres mais afastadas ainda, os gentios ficavam atrás da parede de separação. O culto no AT era prescrito com rigor. Danças no tabernáculo ou no templo? Jamais. Portanto, querer usar um texto do AT como norteador do culto no templo, teremos que ser ainda mais restritos do que a permissividade imaginada nos nossos dias.

Veja, o texto de II Samuel 6 descreve algo de que eu também participaria com toda a exuberância. Vamos imaginar que o Exército Brasileiro voltasse de uma guerra justa e voltasse vitorioso. Eu dançaria e pularia de alegria ao som das marchas e das bandas musicais. Foi isto o que ocorreu. Louvaria a Deus com gritos, pela vitória de minha pátria. Dançaria de gratidão a Deus.
Seu outro texto é o dos Salmos. O quinto livro dos Salmos, o último Salmo do quinto livro. Salmo 150, versículo 4, onde encontramos:
“Louvai-o com adufes e danças…”

O irmão haverá de observar que este louvor é o louvor universal, visto que o salmista em sua doxologia final afirma: “Todo ser que respira louve ao Senhor”. Bem, que “todo ser” é este? É todo o que respira. Vacas, peixes com suas guelras, pássaros, até mesmo árvores, visto que respiram. Eu sei que uma vaca respira e, se respira, louva a Deus, contudo eu não trago uma vaca para dentro do templo.

Na verdade, o louvor universal é descrito nos Salmos, quando se afirma que as corças parindo na encosta das montanhas, os leõezinhos que passam fome, as folhas que batem palmas, os ventos procelosos, os vagalhões do mar, os terremotos, tudo na natureza diz: “glória!” e manifesta o poder incontrolável de Deus. Foi tendo este entendimento, interpretando os textos desta maneira, e vendo esta novidade que se foi instalando recentemente em nossa denominação, muito mais sob a influência do pentecostalismo e o neo-carismatismo, que os concílios gerais de nossa IPB decidem orientar pastoralmente nossa amada igreja.

Mas o irmão cita outros textos, vamos a eles:
Jeremias 31.4,13

Este, como vários outros textos do AT, descrevem as danças que ocorriam nas épocas das colheitas, das cessações de calamidades, etc. A dança, em si, é uma expressão legítima da arte, tal como a pintura, o malabarismo, artes circenses, como cuspir fogo, etc. O texto de Jeremias descreve profeticamente a volta do cativeiro da Babilônia, anos terríveis de escravidão e sofrimento. Na volta, Jeremias profetiza, vai haver muita dança.

Eu que sou totalmente desajeitado para a dança, sem dúvida, dançaria, pularia, manifestaria alegria intensa se estivesse voltando de qualquer cativeiro. Mas este texto, mais uma vez, está sendo utilizado pelo irmão fora do seu contexto. Não descreve, em absoluto, a ordem do culto comunitário no templo, em adoração a Deus. No templo, Deus prescreve o que Ele quer.

Lamentações 5.15
Que trata dos sofrimentos do cerco, logo após a queda do reino de Judá diante dos Babilônicos, em 586 a.C., quando muito se lamentou. Antes eles dançavam e as danças se converteram em lamentações. As danças são expressões legítimas, como é legítimo vestir-se de roupas de banho para irmos à praia. Mas, eu sei que o irmão não vai vestido desta forma ao templo para o culto comunitário. Cada coisa no seu devido lugar e no seu devido tempo.

O texto de Mateus 11.17
“Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes.”

Estes dizeres de Jesus se referem àquelas crianças que, quando não havia mercado na praça, se juntavam para brincar, mas não havia espírito de cooperação na brincadeira. Isto não tem nada a ver com o culto que prestamos a Deus, meu irmão. Este é o perigo que muitos estão correndo hoje, de tomar textos fora dos seus contextos e tentar provar seus pontos de vista pessoais. Não é assim que devemos tratar as Escrituras. São os pentecostais de hoje que abrem a Bíblia ao léu e fazem com que o texto diga qualquer coisa que lhes interessa.
Lucas 7.32 é repetição de Mateus 11.7. Veja o texto todo e diga-me se a interpretação que proponho ao irmão não confere com o sentido do texto.

“A que, pois, comparareis os homens da presente geração, e a que são eles semelhantes? São semelhantes a meninos que, sentados na praça, gritam uns para os outros: “Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não chorastes.”

O irmão cita então I Samuel 18.6. Veja cuidadosamente o texto e me diga se ele se refere a qualquer culto ocorrido no templo ou no tabernáculo.

“Sucedeu, porém, que, vindo Saul e seu exército, e voltando também Davi de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com tambores, com júbilo e com instrumentos de música.”

O verso 17 do texto continua:

“As mulheres se alegravam e, cantando alternadamente, diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares.”

Irmão querido, preste bem atenção, o amado já ouviu algum cântico de louvor a Deus com esta letra? Sua igreja canta “O pastor da igreja ‘Assembléia dos Amalequitas’ conquistou milhares de almas, porém o pastor de nossa igreja conquistou dez milhares de almas para nossa denominação!”? Notou que aqui não há nenhuma adoração dirigida a Deus? O texto que o irmão usa, está sendo usado fora do contexto. Aqui está sendo descrita a alegria de mulheres pelas vitórias obtidas por Davi. E o irmão certamente observou o exagero destas mulheres – dez milhares? – 10 mil vitórias de Davi? Davi guerreou muito, ele era homem de sangue, por isto não lhe foi permitido construir o templo, mas ele não era tão sanguinário assim.

Quanto aos “tambores”, creio que eles são permitidos. Nunca houve qualquer decisão a respeito do assunto. Eu poderia falar com o irmão sobre os tambores, mas o farei oportunamente.

Evidentemente, eu entendo o drama do amado irmão. Também tenho filhos e muitas vezes sou pressionado por eles. Por esta razão devemos dar respostas a respeito das razões e das convicções que temos. Se não temos convicções, qualquer adolescente que bambolear na nossa frente terá muito mais argumentos do que nós. Tenho conversado com uma quantidade significativa de jovens e adolescentes e grande parte deles se sentem convencidos quando tratamos a Palavra de Deus com seriedade. Sua filha precisa desta orientação segura e eu creio firmemente que o irmão, levando a sério a Palavra de Deus, poderá dá-la.

Paulo afirma que existem coisas que têm aparência de sabedoria, tal como esta onda de dança que foi introduzida recentemente em nossas igrejas, via apóstolo Estevão Hernandes e sua esposa e “bispa” Sonia Hernandes, e outros que tais, são estes que estão ditando a moda. Estas coisas passam a focalizar a nossa atenção para o meneio do corpo e Paulo fala a respeito do “culto de si mesmo”… e diz que tudo isto não tem qualquer valor contra a sensualidade.

O irmão já tem uma filha, portanto já não é tão novo assim, e mesmo que eu não saiba a sua idade, pergunto-lhe: “O irmão conheceu qualquer movimento de dança litúrgica há 40 anos?” Leia a história de nossa igreja e da igreja evangélica no mundo e certamente não encontrará esta prática. Será que os nossos antepassados estavam errados e só agora estamos descobrindo a bênção da dança no templo, no culto a Deus? Se estivermos certos, eles estavam errados. Se estivermos errados, gerações e gerações de crentes, antes de nós, estão deixando de nos orientar no conhecimento da Palavra de Deus.
Eu respondi ao irmão com sinceridade e com a Bíblia aberta.
Seu pastor e conselho de sua igreja juraram lealdade à Bíblia e afirmaram que os documentos confessionais de nossa igreja seriam acatados, visto que eles, depois de os conhecerem, entenderam e disseram que são estes documentos fiéis às Sagradas Escrituras. A decisão da CE-SC-IPB de março, que o irmão questiona, está perfeitamente calcada nas Sagradas Escrituras e no entendimento solene que nossa Confissão de Fé tem do culto que prestamos a Deus.

Receba meu abraço sincero e fraterno, registrando que estou aberto a qualquer outra consideração sobre este ou outro assunto de seu agrado.
Seu irmão e conservo em Cristo
Ludgero Morais – SE-SC-IPB

 
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Publicado por em 26 setembro, 2007 em Sem categoria

 
 
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